Perguntem-me
E pronto, chegou a altura de se poder falar do romance escrito por João Pinto Coelho, o autor dos retratos de alguns dos Extraordinários que aqui postei como presente de Natal, romance disponível desde terça passada em várias livrarias e a partir de amanhã em todo o País. Chama-se Perguntem a Sarah Gross, foi finalista do Prémio LeYa no ano passado e é talvez o mais internacional romance português que publiquei até hoje (quando o lerem saberão porquê). E, se perguntarem, terei de vos dizer que é muito, mas muito bom, impossível de largar depois de se começar a ler. O enredo tem que se lhe diga - e tão depressa estamos nos anos 1960 num colégio elitista do Connecticut , dirigido pela carismática Sarah Gross, como nos vemos na Polónia desde o fim da Primeira Guerra Mundial até aos tempos duríssimos do Holocausto, em que os alemães deram a uma cidade que se chamava Oshpitzin, onde viviam muitos judeus, um estranho nome que, por péssimas razões, todo o mundo conhece hoje demasiado bem: Auschwitz. Entre a história de uma jovem professora que atravessa meio país a fugir a um segredo e a história de uma mulher que passou por um drama inesquecível e vive com um segredo ainda maior, esta ficção sobre a cidade que se tornou o mais conhecido campo de extermínio de sempre deixa-nos arrebatados pela sua estrutura, as suas personagens, os seus diálogos magistrais, a sua cinematografia (às vezes, parece mesmo que estamos a assistir a um filme). Perguntem-me, e dir-vos-ei que é imperioso que a leiam, até para poderem concluir que o talento do autor para desenhar não é, afinal, nem o seu único nem o seu maior talento. E ponho aqui também um link para uma pequena apresentação que vos vai certamente deixar com água na boca.
Eu vou certamente fazer a pergunta a Sarah Gross!
ResponderEliminarTenho muita curiosidade e expectativas elevadas quanto a este romance, o que muito se deve a tão viva recomendação.
Bom fim-de-semana,
Rui Miguel Almeida
Boa dica! Já está na lista... e desejo sucesso ao autor, como não podia deixar de ser!
ResponderEliminarSaudações trovejadas e encaloradas cá da Cidade Morena!
Vou seguir a sugestão.
ResponderEliminarJCC
Desejo muito sucesso ao João Pinto Coelho!
ResponderEliminarboa, João!
ResponderEliminarcom certeza que vou querer perguntar à Sarah.
(e gosto das épocas...)
Apaixonei-me pelo booktrailer antes de saber que o João era o João. Já li algures por aí que o livro pode ser a surpresa literária de 2015. Por mim, não tenho dúvidas nenhumas. E o João merece todo o sucesso, é um verdadeiro desenhador de personagens. Espero que o meu livrinho me chegue em breve.
ResponderEliminarUm excelente fim de semana a estes extraordinários leitores.
Carla Pais
Quando se encontrará nas livrarias?
ResponderEliminarEstava escrito no post. Mas amanhã haverá em todo o lado.
EliminarAh, sim, não li "a partir de amanhã em todo o País." Obrigado.
EliminarSou leitor, logo sou curioso, Ámen: "o mais internacional romance português que publiquei até hoje (quando o lerem saberão porquê)".
ResponderEliminarGostei tanto dos bonecos do João Pinto Coelho que de certeza não me irá desiludir por isso quero ler Perguntem a Sarah Gross
Nem retratos ou bonecos ASeverino. O João Pinto Coelho fez caricatura a uns e merchandising a outros; aliás, bem se o diga o livro têm ótimo título a resposta concorreu o prêmio Leya.
EliminarJá o tinha anotado na agenda. Apesar de ainda estar a recuperar de ter sido excluída dos retratos... :)
ResponderEliminarO vídeo é soberbo. Deveras.
Parabéns! João Pinto Coelho.
ResponderEliminarDesejo todo o sucesso ao João Pinto Coelho, como merece!
ResponderEliminarAinda bem que existe o Prémio Leya, que tem revelado notáveis escritores.
Muito obrigado, Extraordinários. Há sempre uma responsabilidade acrescida perante os nossos; espero não (v)os desiludir.
ResponderEliminarOshpitzin era o nome judeu de Oświęcim, como lhe chamam os polacos, que já habitam o local desde, pelo menos, 1150. Ao longo dos séculos seguintes, a cidade foi invadida por suecos, austríacos, prussianos e alemães. O nome Auschwitz, dos falantes do alemão, surge talvez no séc. XV, altura em que há as primeiras referências à chegada de judeus, que lhe chamaram Oshpitsin.
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