Lista negra

A Idade Média já foi, mas parece que deixou rasto até hoje. Leio num jornal que existe um novo Index, uma lista negra de livros e autores banidos pela Opus Dei, que proíbe terminantemente os seus membros de os ler. Entre eles, está, evidentemente, Saramago e os seus Evangelho Segundo Jesus Cristo e Caim; mas, se pensava que eram só os livros que de algum modo provocam a Igreja católica a estar no rol, desengane-se, porque são mais de 30 000 os títulos dele constantes – e alguns são de pasmar, como O Primo Basílio, de Eça de Queirós, ou O Dia dos Prodígios, de Lídia Jorge. A Sociedade Portuguesa de Autores já repudiou a lista, no que ela tem de atentado à liberdade de expressão, e o mesmo fizeram os autores visados que acharam que a Opus Dei devia ter vergonha de nomear livros para a fogueira no século XXI. Porém, os especialistas em Direito defendem que, do ponto de vista legal, a lista é inatacável e que, por isso, o Estado não pode aplicar sanções. Mas imagine-se que a organização proibia os seus membros de ler Os Maias, que faz parte das metas curriculares e é de leitura obrigatória pelos alunos. Os jovens filhos de membros da Opus Dei prefeririam chumbar a desobedecer aos pais? Está tudo louco, digo eu.

Comentários

  1. Eu não sei em que Mundo vive a Nossa Extraordinária Anfitriã... mas os homens sempre tentarão condicionar os outros, seja pela força, seja pela economia, seja pelas ideias e credos...

    Veja-se a ASAE e as finanças, os esbirros e o braço armado da opressão, vejam-se os lóbis e os grupos de pressão que tentam fazer valer os seus interesses e nos condicionam no dia-a-dia, mesmo sem darmos por isso... vejam-se os media que veiculam idéias nem sempre as correctas ou mais justas, e vou parar por aqui!

    Aliás esta tendência tem inspirado Obras Literárias Extraordinárias, recordo.

    Portanto nada me espanta esta lista que a Opus Dei entende interditar aos seus seguidores... já li num blog um comentário sobre o meu Largueza, onde alguém afirmava que bastava nele haver descrições de caçadas para o não ler!
    Obscurantismo puro? Militância cega? Sensibilidade extrema? Ou a intolerância que resume todo o resto e impede de por causa de um detalhe, apreender o todo?

    Portanto e como se vê, não é só a Opus Dei a ter esse comportamento medievo e inquisitorial, ou se quiserem, fascista!

    E é pelos mais elevados ideais que tanta vez se parte para a imposição e a opressão, a actualidade está cheia desses exemplos.

    Veja-se que a CM de Lisboa interdita a circulação a veículos que com a taxa de circulação paga e feita a inspecção anual podem circular em TODO o território nacional, menos em Lisboa, onde uma postura camarária se sobrepõe à lei geral do país!

    Portanto admirar-nos de quê?

    Lamento, denuncio, sou contra... em absoluto e até como católico o que todavia não me impede de pensar por mim mesmo e de ter a certeza que a Ordem do Universo (chamemos-lhe Deus por conveniência) admite essas leituras ou as obras e quem as escreve não as não teriam criado!
    Simples lógica... penso eu, que não temo a excomunhão pois sei que quando um dia for presente ao Criador este não me vai perguntar o que andei a ler, ou a que Igreja rezava e sim se tentei ser um homem justo.

    Saudações Livres da Cidade Morena, em festa e onde está a decorrer uma mini-feira do livro ali na praça... tem lá em força o Pepetela mas pouco mais, livros aqui são raros e difíceis de achar.

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    1. Os argumentos do António Luiz Pacheco são Extraordinários. Portanto, se percebi bem, uma vez que a censura e o controlo são comuns aquilo que a Opus Dei faz está justificado. Não importa se é correcto ou incorrecto, moral ou imoral, a verdade é que se trata de algo generalizado, por isso está legitimado. Compreendo esta necessidade dos católicos - como aliás de todos os grupos religiosos, sociais e políticos - de justificar a ignorância, a estupidez e as injustiças quando são praticadas pelos "nossos" porque os “outros” também as cometem. Mas, perdoe-me ALP, dizer que isso é "pensar por si mesmo" só pode ser ironia involuntária.
      Abraço,
      Rui.

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    2. Percebeu mal Rui Filipe... ou então fui eu que me expliquei mal.

      Comecei por dizer que, é comum entre os homens haver essa tentativa de controlar o pensamento e as ideias dos outros, o que não deixa dúvidas a ninguém, creio eu.

      Mas não quer isso dizer que justifique... só explica, compreende?

      E, parece-me que fui muito claro quando disse que o condenava, denunciava e desaprovava.

      A despeito de , ser católico... pois ser católico não é sinónimo nem me obriga a apoiar os extremismos obscurantistas da Opus Dei, e sim, reitero que embora seja católico sou capaz de pensar por mim, aliás expliquei qual o meu ponto de vista, mas como não parece ter ficado claro, volto a dizer: quando morrer e for presente ao Criador, tenho a certeza que não vou ser julgado em função da Igreja onde rezei e sim pelo que terei feito de bom ou mau.

      Não me parece que isto seja justificar ou aceitar a imposição da Opus Dei, ou de quem quer que seja... aquilo que eu leio, só a mim diz respeito.

      Saudações Esclarecidas da Cidade Morena!

      PS - Aposto que sei o que provocou a sua reacção, e não foi exactamente por lhe parecer que estava a justificar a O.D. , pois não?

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    3. Meto o bedelho um pouco a despropósito. Para trazer à baila as histórias de caça. E não é para falar de Hemingway, nem de Aquilino, mas de um romance que muitos adoram referir, mas talvez não tenham lido na íntegra: Anna Karenina. Sempre citam a frase de abertura, mas não costumo encontrar referências às extraordinárias descrições de caça com cães de parar, ou às de patinagem no gelo... Terão passado da primeira página?
      JCC

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    4. O seu esclarecimento mostra que fiz uma interpretação abusiva das suas palavras, as minhas desculpas.

      Em relação ao seu P.S., acredite que no meu comentário não deixei de mencionar tudo o que achava relevante.

      Saudações de Lisboa.

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    5. Grato pela sua atenção e esclarecimentos que aceito, sem quaisquer reticências!

      Perdoe se também interpretei mal.

      Um abraço da Cidade Morena

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  2. E diz muito bem Rosário.
    Vivemos numa sociedade cada vez mais tomada por bipolaridades, sócio e psicopatias que não têm mais nada para fazer na vida do que criar perfis falsos, congeminar conspirações, inventando, injuriando, acusando delirantemente, assediando, perseguindo por sabe-se lá que motivos e razões! Talvez por desgraçadamente terem vidas vazias, incapazes de empatia e respeito pelos outros, não reconhecendo que a única via é reconhecer que o "mal" e a incapacidade de serem felizes e de se relacionarem não está nos outros, mas em si próprios (nesse aspecto aliás a sociedade política portuguesa é "exemplar", por passar a vida a acusar o Outro, não tentando perceber que o Outro "somos", de um modo geral, todos nós... quando não participamos, não reconhecemos os "nossos" próprios erros e defeitos, não "somos" capazes de reconhecer nas propostas do Outro mérito).
    Infelizmente até neste mundo da escrita isso acontece. Com "pessoas" claramente perturbadas cuja ambição e necessidade de reconhecimento as faz quererem ser autores à força; que não aceitam não ser reconhecidas, que vêem em cada leitura das reflexões generalistas dos Outros referências, que tomam delirantemente para si, não sabendo comportar-se em sociedade.
    A mim coube-me recentemente uma dessas perseguições pessoais: mete injúrias, assédio, invenções e acusações estapafúrdias com pessoas que desconheço, como se alguém doente, psíquica e psicologicamente perturbado, estivesse a escrever um guião em busca de notoriedade ou uma vendetta de ciúmes, de uma imposição que só pode ser feita por via do mérito, do trabalho e do respeito que todos sem excepção nos merecem.
    Assim, não custa nada perceber que algum grupo organizado queira impor censura criando novo índex, ao jeito da inquisição.
    Vivemos cada vez mais numa sociedade que perdeu os valores e impõe uma falsa noção de sucesso. Uma luta entre o "Bem" e o "Mal".
    Os jovens são abandonados, entregues a instituições que nunca poderão colmatar a falta de afecto parental, de bons exemplos e práticas, com adultos demasiado focados em sobreviver, não pela harmonia, mas pela "luta" sem quartel como se só um fosse eleito; e perdendo o amor que eles representam, tornámo-nos numa sociedade agressiva, cruel, desumanizada, incapaz de viver o mais importante para todos os homens: a harmonia e o amor!

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    1. Tem o meu óbvio apoio Extraordinário PAS!!!!

      Saudações solidárias da Cidade Morena!

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  3. E a ‘OPUS DEI’ não será um resquício da Idade Média? Exército nutrido com gravatas de seda, mas com vontades secretas de erguer o pendão das ‘Cruzadas’, já não em Jerusalém, mas nas nossas vidas.
    Depois fervem de espanto com os violentos Saladinos, esses sim, mesmo com Facebook e que tais, ainda a viver na Idade Média.
    Mas...para que estou a aqui a ‘pregar’! Não passo de um anónimo ‘COPUS NIGHT’.

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  4. Uma entidade ocidental estabelece uma lista de livros que os seus fiéis não podem ler - inatacável. Uma entidade doutro local do mundo estabelece uma lista ou tipo de desenhos que os seus fiéis não podem ver - inaceitável.

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    1. Inatacável? Porque diz isso? Conheço poucas instituições mais arrasadas do que a Opus Dei.

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    2. Pois, vamos desconversar, em vez de discutir, como sugere a amalivros, as semelhanças entre os extremismos religiosos, neste caso católico e muçulmano, vai de tentar transformar a Opus Dei em vítima, coitadinha que é muito atacada. Mais outro Extraordinário argumento.

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    3. Desculpe, mas o seu quod erat demonstrandum está engatado. Divertidas conclusões, mas, se não for pedir muito, evite distribuir entrelinhas nos textos alheios.

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  5. Nada como uma proibiçãozinha para aumentar a leitura de um livro. Excelente se ainda por cima for de uma grande obra. Obrigado Opus ! Que os seus membros tenham redobrados prazeres eróticos (e literários) ao ler o Primo Basílio às escondidas: é o primeiro romance que trata o sexo oral na literatura portuguesa, algo que certamente lhes está proibido praticar...

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  6. Não sou simpatizante da opus dei, mas informo que a notícia que apresenta como sendo recente é de 2013 e foi desmentida ao Diário de Notícias logo depois, como se pode ver por este link http://www.opusdei.pt/pt-pt/article/a-igreja-o-opus-dei-os-livros-a-cultura/

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    1. Bem, se a Opus Dei desmentiu já fico mais descansado. Se calhar nem teve nada que ver com a publicidade negativa que isto suscita, o que levou o departamento de relações públicos da seita a pôr água na fervura.

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    2. Não, a notícia é recente, não de 2013. Agora não posso precisar o dia, mas li-a no jornal Público há mesmo pouco tempo. E, nesse jornal, não foi desmentida.

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    3. Diz que eu não tenho razão e que a notícia não é de 2013 mas o artigo que refere tem a data de 28 janeiro 2013. Desculpe lá mas não gosto de ser tomado por parvo. Não estou a defender a opus dei, organização com a queal não simpatizo de todo, mas convenhamos que é uma desonestidade não tomar em conta um desmentido.

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  7. Duas chamadas de atenção:

    - mais uma vez, a Idade Média tem as costas largas, generaliza-se um período que durou cerca de mil anos, cheio de fases diferentes umas das outras. A época medieval não foi composta apenas de trevas, talvez certas fases, principalmente, as últimas - a partir de meados do século XIII, com a moralização dos costumes, para o que muito contribuíram a rainha Santa Isabel e seu filho D. Afonso IV; também D. João I foi um rei muito moralizante. Ora, no século XIII, a Idade Média já ia com sete séculos de existência!

    - erro grave, identificar a época medieval com a Inquisição! Esta surgiu precisamente na última fase daquela época e os seus efeitos foram mais sentidos a partir da época do Renascimento (quem diria?) e até ao século XVIII (ou talvez XIX, confesso que não estou certa).

    Desculpe-me, Maria do Rosário, mas a Idade Média não produziu nenhum "Index" de livros proibidos!

    Identificam-se medidas/tempos de repressão com a mentalidade medieva, quando esta foi bem mais liberal do que se possa pensar. O casamento religioso, por exemplo, só começou a ser adotado pelo povo precisamente a partir da fase de moralização e demorou muito a impor-se (só se viria a impôr a partir do século XVI). Durante quase toda a Idade Média imperaram as uniões de facto (salvo no caso da nobreza) e muita, mas mesmo muita, liberdade para práticas e ritos pagãos!

    Há muitos clichés sobre a Idade Média, infelizmente!

    P.S. «livros que de algum modo provocam a Igreja católica a estar no rol» - com a sua licença: o Opus Dei não é a Igreja Católica, na verdade, há muitos conflitos entre aquele, digamos, movimento e esta instituição.

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  8. A Opus Dei poderá impor o que quiser aos seus membros, tal como os islâmicos a si próprios e a quem tenha a pachorra de ser crente em Alá, a carne de porco, as gravuras do Profeta ou do Tintim e que bom proveito lhes faça a todos. É lá com eles. Eu também imponho um index virtual a mim próprio, que inclui uma série de coisas que me repugnam, ou simplesmente não me interessam e ninguém terá nada a ver com isso. O problema está quando se começa a querer impor essas ideias a terceiros: porque raio não poderei ler O Primo Basílio (já li) ou desenhar Maomé (não tenho grande jeito), eu que nada tenho a ver com tais mandamentos? Dito isto, o problema existe mesmo e mais vale estarmos tolerantemente atentos, sem cairmos em coisas idênticas de sinal contrário.

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  9. Não sei qual é novidade.

    Sempre que lhe conveio, o lobo soube vestir a pele do cordeiro. E quando lhe convém, também a sabe despir mostrando-se tal como é.

    A minha resposta a isso é que, como sempre, tudo dependerá das escolhas individuais.

    Muitos jovens que viveram a realidade do "Estado Novo" souberam ir além das proibições, lendo e professando livros e as opiniões ditas "malditas" e proibidas.

    Tenho para mim a ideia de que as proibições mais não fizeram do que "aguçar" a curiosidade e o engenho dos mais rebeldes.

    Os rebeldes: pelo germe da resiliência à não obediência são (e continuarão a ser) a verdadeira nata que conduzirá o rebanho.

    A verdadeira elite saberá quebrar espartilhos e reduzir os falsos moralismos àquilo que efectivamente são: imprestáveis e sem serventia.

    Para seguir o seu caminho ao longo dos tempos, a humanidade tem sabido deitar fora o excesso de lastro e toda a bagagem inútil.

    Pode ser um processo lento, mas vejam o caso da Grécia. De lá sopram novos ventos e aragens. E o medo e as ameaças da reacção sempre acompanharam a evolução e o progresso.

    Não, não acho que vivamos tempos mais loucos do que o passado. Loucos estivemos nos últimos 4 ou 5 anos.

    Perdoem-me com o seguinte lugar comum, mas acho necessário a seguinte citação de Goethe:

    “Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força da sua alma, todo o universo conspira a seu favor.”

    Conspiremos então, caros extraordinários.

    Abraço

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  10. João PCoelho - Usei o termo "inatacável" por ser o que consta do texto do blogue.
    Rui Filipe - Captou a minha idéia: as nossas leis e princípios são bons para impor a todo o mundo, para as leis e princípios dos outros reservamo-nos o direito de as aceitar ou recusar.
    Nos EUA, país entre os primeiros a estabelecer regras de tolerância perante os outros, ainda há poucos anos não era permitido que uma figura de patife ou vilão fosse herói num filme.

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    1. Eu compreendi, caro AL, quis apenas expressar a ideia de que a OD é uma das instituições mais estigmatizadas na sociedade portuguesa. E digo-lhe mais, se esta notícia tivesse o eco que merecia, o ataque (justíssimo) seria avassalador e, pode acreditar, quase unânime. Justiça nos seja feita.

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  11. Claudia da Silva Tomazi4 de fevereiro de 2015 às 09:19

    Claro que são discussões interessantes em torno de movimentos histórico europeu e, cito exemplo: Cosmografia do levante que remonta 500 anos, onde intelectuais tratavam opiniões sobre experiências de gabinetes ou laborais; recentemente (a estima européia) recordo o filósofo Jean Paul Sartre a partir 1968 estabelece um dado contributo a intelectuais clássicos através da "simpática" loucura, aponta o novo milénio.

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  12. aposto que essa proibição conquistou uma série de elementos do Opus Dei como leitores do Saramago.

    e se ele sabia que o fruto proibido era o mais apetecido. :)

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  13. Cara e Extraordinária Maria do Rosário

    A notícia do DN para a qual o link nos conduz é de 28 de Janeiro de 2013.
    Saudações

    Amílcar Mendes

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  14. Opus Dei é como uma maçonaria como outra qualquer, existem tantas em Portugal que regulam as vidas de cada um aumentando impostos e suas regalias de poder económico e todos, mas todos não falam dos problemas que nos assiste.

    Não sou da maçonaria, não sou da Igreja, já fui da igreja desde 250 com Saturnino santo até 1834 e éramos tudo uma grande família, existia pobreza de espírito na qual a igreja e a nobreza aproveitavam disso e hoje mudam se os actores passaram a maçonaria que ditam as regras das repúblicas e não tenho mais nada a dizer

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