À nossa volta

Os Passos em Volta é um conhecido livro de Herberto Helder, cujo título foi agradavelmente corrompido por duas jovens poetas e jornalistas – Filipa Leal e Inês Fonseca Santos – para dar nome a uma série de tertúlias que decorrem desde o ano passado na Casa Fernando Pessoa. Trata-se, no fundo, de discutir questões que andam por aí à nossa volta, desde o 25 de Abril ao Génio, passando pela Guerra, a Confissão ou o Bem e o Mal. Amanhã, pelas 19h00, um heterógeno painel de convidados - Gonçalo Galvão Teles (cineasta), Maria Flávia de Monsaraz (astróloga) e Nuno Camarneiro (escritor e físico) – estará na morada do grande Pessoa a falar dos Espaços em Volta do Futuro com as duas moderadoras, numa troca de ideias certamente dinâmica e variada. Neste ano, em que se estreia mais um capítulo de A Guerra das Estrelas e o filme O Novo Mundo (a história de Pocahontas realizada por Terrence Malick) faz dez anos, a sessão dará ainda a conhecer obras de ficção científica em que 2015 era mesmo um futuro longínquo para questionar se a ficção alguma vez se torna realidade.

Comentários

  1. Claudia da Silva Tomazi25 de fevereiro de 2015 às 02:32

    Interessante expressão 'futuro longínquo'.

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  2. Há-de ser interessantíssimo... e rôo-me de inveja por não poder ir a essas tertúlias!

    Minha mulher é capaz de ir...

    Confesso que não conheço a referida Astróloga, e até estranho não ter sido convidado o Paulo Cardoso, um astrólogo e homem de cultura multifacetada, sobretudo um estudioso de Pessoa, com vasta obra publicada. Mas olhando aos outros participantes, deduzo que os convites tenham sido à "nova vaga", sem desprimor!

    Saudações verdes (é a côr da inveja ó Severino) cá da Cidade Morena e das suas acácias rubras!

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    1. Ó Pacheco, bom dia

      VERDE é a cor da vida e costuma dizer-se que nem se aconselha a sua mistura com outras cores para que não crie esse sentimento de inveja que referes.
      Por isso VERDE significa esperança, liberdade, saúde e vitalidade. O verde simboliza a natureza, o dinheiro e a juventude.

      É cor da natureza viva. Está associada ao crescimento, à renovação e à plenitude.

      O verde acalma e traz equilíbrio ao corpo e ao espírito. O seu uso em momentos de depressão e tristeza pode ser reconfortante e estimulante.

      O VERDE é ecológico e sinal de preservação do meio ambiente.

      O VERDE é para seguir em frente - basta olhar para os semáforos!

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    2. Ahahah!

      Estava a brincar, claro... mas, bem respondido!

      Abraço!

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    3. ...e o verde bandeira é uma das cores deste verão:)) mas, usando outros verdes, também estará bem. E mesmo outras cores.

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  3. Claro

    Um abraço e Saudações Leoninas

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    1. Sou homem de uma só cor: azul-e-branco.

      Mas tal não me impede de dar razão ao Severino, quando diz que “o verde acalma e traz equilíbrio ao corpo e ao espírito, o seu uso em momentos de depressão e tristeza pode ser reconfortante e estimulante”.
      De acordo. Mas que seja, de preferência, verde-branco – e bem fresquinho!

      Saudações do dragão.

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    2. Saudações leoninas também da Alemanha!


      Em relação ao tema do post, acho que raramente a ficção se torna realidade (a nível de ficção científica). Talvez alguns pormenores (por exemplo, Verne também previu viagens à lua), mas, no seu conjunto, penso que as previsões saem bastante ao lado.

      Só um pormenor: "A Guerra das Estrelas", embora seja ficção científica, parece que retrata um tempo antes do nosso tempo, por isso, passado. Acho que foi em relação a esta série que ouvi isto, talvez se diga no 1º episódio (o original, antes da "prequel"). Não tenho a certeza e, nesse caso, quiçá alguém queira corrigir.

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    3. Ó Cristina tamos fartos de ser róbados aí na Alemanha...

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    4. Mas o AZUL é bonito e jamais esquecerei como fui aí tão bem tratado quando aí labutava.

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    5. Discordo da Cristina... não totalmente, mas em grande parte!

      A realidade supera a ficção, ou seja, os estimados autores de ficção científica ficaram ou têm ficado aquém do que na verdade sucede, e estimo bem que continuem... sobretudo depois de olhar aos já famosos "Hunger games" etc. que espero não venham a ser a realidade, mas o pior é que se calhar vão ficar muito aquém dela....

      Mas, no geral diria que a ficção se verifica mais tarde ou mais cedo, dado que esta parece ser afinal inspirada ou nos anseios ou nos receios do homem, não será?

      O submarino, os foguetões interplanetários, o escafandro autónomo, a espingarda eléctrica, os intercomunicadores... são exemplos de muitas coisas que Verne inventou e mais tarde vieram a ser realidade.

      O Big Brother é uma realidade (falo do controle e não do programa televisivo) e se formos ao Huxley e a outros, encontraremos tanta coisa que se tem vindo a verificar... até mesmo as previsões de Nostradamus - a ameaça do Islão - e tudo quanto tem sido ficcionado...

      Portanto, muita atenção à ficção científica, sim... temo eu que!

      Saudações realistas de um azul e branco cá na Cidade Morena!

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    6. Claudia da Silva Tomazi25 de fevereiro de 2015 às 06:34

      Júlio Verner inventor Pacheco, foi claro que foi; você inventou o presunto o embutido e a mortadela quando a porca torce o rabo.

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    7. Diz-nos a Cristina que “raramente a ficção se torna realidade (...) Talvez alguns pormenores...”

      Mas considere o “Triunfo dos Porcos”, olhe à sua volta e diga-nos se em 1945
      George Orwell acertou ou não?
      (E olhe que o caracteriza o nosso tempo não são pormenores despiciendos...)

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    8. Estás a falar de futebol ou de política?

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    9. Bem, eu disse «raramente», não excluí a possibilidade.

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    10. Bem, eu não acho que o Big Brother seja uma realidade, não como Orwell o narrou. Talvez caminhemos para lá, não sei, ainda não se pode garantir. Mas, felizmente, ainda lá não chegamos.

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    11. Ó Cristina, por acaso estava a falar de futebol, contudo...

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    12. olha, Cristina, eu cá acho que a realidade nunca se confundiu tanto com a ficção. :)

      basta ler alguns jornais.

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    13. Róbados, Severino. E vai ser difícil, muito difícil...

      Futebol, claro

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  4. Desconheço Inês Fonseca Santos, mas se for como a Margarida do mesmo apelido, é uma pessoa simples, muito válida, empática, óptima a criar ambientes de escrita, leitura e discussão.

    É bom saber que as pessoas se juntam para discutir assuntos diversos. Perspectivas diferentes contribuem para aprofundar o pensamento pessoal

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  5. Claudia da Silva Tomazi25 de fevereiro de 2015 às 11:05

    Sobra a ficção. A verdade repousa feito passarinho, acredita-se quando voa a nossa mão.

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