Esquecidos
A minha amiga Aldina Duarte, fadista de profissão, é além disso uma leitora astuta, curiosa e experiente. Também escreve bem – não apenas letras para os seus fados e os dos colegas, mas num blogue que alimenta regularmente e a que chamou A Porta Estreita (o endereço vai no fim deste post para quem tenha curiosidade e queira ir lá espreitar). Pois bem, a Aldina – que é uma admiradora dos grandes – resolveu dedicar as sextas-feiras do seu blogue a uma rubrica intitulada não por acaso «Estranho Fulgor» (o título de um poema de Pedro Homem de Mello), na qual fala de gente que, sendo ultra-talentosa em variadíssimas áreas (cinema, literatura, pintura, música...), não tem (ou não teve) o reconhecimento que efectivamente merecia. Entre estes nomes estão artistas como o pintor Alvarez (que só expôs individualmente uma vez em toda a vida) ou a grande escritora Maria Judite de Carvalho que, voluntariamente ou não, ficou certamente atrás do marido, Urbano Tavares Rodrigues, no reconhecimento e na consideração que lhe eram devidos. Uma boa ideia, digo eu, contemplar os esquecidos num post e numa rubrica independentes, acompanhando-os de belos textos e imagens, para todos podermos acabar melhor cada semana.
Sem dúvida uma boa sugestão!
ResponderEliminarSaudações agradecidas da Cidade Morena!
Foi-se o tempo a exemplo, pluralizo.
ResponderEliminarJá há muito que o sigo.
ResponderEliminarTem sempre publicações com imenso bom gosto. Até já, por duas ou três vezes, surripiei algumas ideias para a minha página do fb... :)
Por exemplo arrepiar é diferente de arrepender-se embora o arrependimento por vezes dramático a ponto de arrepiar cabelos.
EliminarEntão lembrei-me ana b. de livro(s) que emprestei (prestando-me a gentileza) este fora e nem voltara, seria tal prática um surrupio?
Posso sugerir um nome: João Palma-Ferreira ; foi romancista, tradutor (do Ulysses de Joyce), ensaísta, diarista e organizador, prefeciador, anotador e paladino de literatura portuguesa clássica esquecida, como O Piolho Viajante, O Diabinho da Mão Furada, as novelas de Gonçalo Fernandes Trancoso, a Crónica do Imperador Maximiliano e outros.
ResponderEliminarFoi um verdadeiro defensor do nosso património cultural, mas tanto ele como os seus livros e edições críticas estão esgotados e esquecidos. Pelo menos o seu romance Vida e Obra de Dom Gibão, uma espécia de síntese do pícaro, merece mais reconhecimento.
Sou fã da Aldina, acho mesmo que sou o número 1... É a única fadista que, sem ser por causa do fado, me atraiu para ouvir e sentir o fado como, calculo, deve ser.
ResponderEliminarTenho naturalmente todos os seus discos e aguardo, ansiosamente, pelo duplo que tão inspirada dupla anda a preparar.
E aconselho vivamente, claro, a visita ao blog.