Em Sintra
Já aqui vos falei há tempos de um pequeno romance muito belo que é também uma homenagem à própria literatura e foi, em 2013, finalista do Prémio LeYa. Trata-se de As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia, de Antonio Tavares, e relata a infância e adolescência de um rapaz algo solitário nos anos 1960-1970, em Moçâmedes, Angola. Ao longo das suas páginas, acompanhamos o protagonista rodeado pelas fantásticas figuras do seu bairro, seja a belíssima Aninhas que não acaba bem, o Ivo que deixou de falar por causa de um coice, o Neca que é um traumatizado da Guerra Colonial e vive com uma senhora casada cujo marido está sempre ausente, a São modista, que ensina os números pela fita métrica, ou mesmo a Luísa, filha do sucateiro, que chupa limões e parece uma rapariga insensível e plana até descobrir o imenso encanto dos livros. Já apresentámos o romance na Figueira da Foz, onde reside o autor, com sala cheia, mas vamos fazê-lo de novo mais logo, em Sintra, com a colaboração de Miguel Real, que já escreveu sobre ele no Jornal de Letras. A sessão decorrerá com o apoio de Alagamares, que trata dos eventos culturais em Sintra, no Mu.sa – Museu das Artes de Sintra, às 18h00. Se quiserem aparecer, serão, claro, muito bem-vindos. Se não puderem ir, não deixem de ler.
Bem, interessante. Sintra está a ser pano de fundo (aos melhores romances).
ResponderEliminarÉ um bonito romance sim senhor!
ResponderEliminarLi, e gostei.
Saudações brônquico-cefaleicas cá do Bairro Ribatejano!
Muito êxito para o romance. E um dia bom.
ResponderEliminarParabéns e um abraço ao meu conterrâneo, autor do romance.
ResponderEliminarPois eu deixo as únicas palavras que tenho para hoje: 1. QUANDO EU MORRER (do livro Tempos, As Novíssimas Sombras; PAS-Pedro A. Sande)
ResponderEliminar14-06-2013
Quando eu morrer vais-me deixar ser escritor que é isso que eu quero ser quando for novo;
quando eu morrer tirar-me-ás as medidas à medida e encomendarás um caixão feito de letras chumbado a caracteres nas lombadas;
quando eu morrer não sei se ainda aqui estarás mas vou-te esperar, para te desencaminhar ao teu amor terreno e podermos
sentados na nuvem mais próxima, rirmos às gargalhadas daquele tempo curto que julgavam ser o mais fiel passaporte para a eternidade;
quando eu morrer seremos os amantes mais novos daquele céu e, empoleirados de mãos dadas
dardejaremos como Afrodite e Eros, os transeuntes distraídos que se atravessarem aos nossos pés.
Com o meu agradecimento à CC que detectou algumas calinadas, fruto de não revisão, esta versão mais "portuguesa". 1. QUANDO EU MORRER (do livro Tempos, As Novíssimas Sombras)
Eliminar14-06-2013
Quando eu morrer vais deixar-me ser escritor, que é isso que eu quero ser quando for novo;
quando eu morrer tirar-me-ás as medidas à medida e encomendarás um caixão, feito de letras, chumbado a caracteres nas lombadas;
quando eu morrer não sei se ainda aqui estarás, mas vou esperar-te, para te desencaminhar ao teu amor terreno e podermos,
sentados na nuvem mais próxima, rir às gargalhadas daquele tempo curto que julgavam ser o mais fiel passaporte para a eternidade;
quando eu morrer seremos os amantes mais novos daquele céu e, empoleirados de mãos dadas,
dardejaremos como Afrodite e Eros os transeuntes distraídos que se atravessarem aos nossos pés.
Quando eu morrer, m'enterrem na Lapinha!
EliminarCalça, colete, paletó, almofadinha...
É um samba... eheheh!
Credo, quem está c'os pés p'á cova sou eu!
Bem, estou melhorzinho... eheheh!
Saudações fúnebres do Bairro Ribatejano!
Abraço António Luiz !
Eliminar...anda Pacheco...chega-lhe um cházinho com mel, ao deitar....é remédio santo, acredita.
EliminarOu então como fazem os ingleses logo de manhã ao pequeno almoço: uma feijoada com salsichas, toicinho (sem vieirinho magro) bem gordo...eu bem os vejo - se fossem portugueses eram lorpas e ignorantes assim como são os ingleses-....há portugueses que já os começam a imitar...eu bem os vejo no Algarve logo de manhãzinha...