A língua inglesa

Dizem que tivemos um Prémio Nobel da Literatura e que há-de passar uma eternidade até termos outro – mesmo que isso nada tenha que ver com o nível dos autores que estão vivos e a escrever no nosso cantinho; que as coisas são mesmo assim e que os países pequenos, como o nosso, só têm direito a um prémio internacional de peso muito de vez em quando. Pois um dia destes surpreendi um amigo ao dizer que a Irlanda, pequena e tudo, já tinha tido quatro Prémios Nobel da Literatura: o enorme (não estou a exagerar) William Buttler Yeats (para mim, um dos maiores poetas de sempre) em 1923, o dramaturgo George Bernard Shaw dois anos depois, Samuel Beckett em 1969 e Seamus Heaney em 1995. É bem certo que existiu um lapso de tempo bastante grande entre o segundo e o terceiro e entre o terceiro e o quarto – mesmo assim, a Irlanda pode dizer que já cá cantam 4 vencedores... País pequeno e tudo, a sua língua é o inglês – e talvez seja isso que a salvou de uma eventual falta de atenção internacional aos seus autores que, aliás, muitos não sabem realmente não serem ingleses. Há também quem diga que a Irlanda teria levado muito mais tempo a sair da crise se falasse outra língua. Será?

Comentários

  1. António Luiz Pacheco3 de dezembro de 2014 às 02:09

    Sendo o inglês a língua mais divulgada e usada no Mundo, aliás sem precisar de acordos porque com ou sem regionalismos permanece "língua inglesa", creio que esteja aí a explicação da difusão da sua literatura, sejam os autores britânicos, galeses, escoceses, irlandeses, americanos, indianos, australianos, neo-zelandeses, canadianos, das Novas Hébridas ou da Jamaica...

    Depois penso que há uma imensa diversidade na escrita desses autores que retratam tantas culturas numa só língua!

    Os irlandeses beneficiam, sem dúvida... como aliás creio que beneficiarão os autores que escrevem em castelhano (também imune a acordos!).

    No nosso caso, pois pagaremos pela nossa dimensão e menor divulgação da literatura em língua portuguesa, tão fraca que foi achado por algumas iluminárias que precisava de um acordo!
    Resultado disso... zero, ou pior, negativo...

    Saudações linguistas cá da Cidade Morena!

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    1. Ainda não acredito no acordo. Estou esperando uma revogação, um não querer saber, uma qualquer coisa de peso que o impeça de funcionar.

      Estaremos condenados à nossa dimensão no que respeita ao nobel e a outros galardões. Porém, há uma qualidade nacional que nada tem a ver. E se há muita gente a escrever, alguns são indubitavelmente bons. A língua portuguesa espera neles. E nós também.

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  2. Acrescento mais um dado que pode ser interessante: o presidente da Irlanda, Michael Daniel Higgins, é poeta e escritor. Não conheço a sua poesia, mas seguramente é revelador da consideração que por aqueles lados dedicam à arte, ao contrário da "múmia paralítica" que nos (des)governa.

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    1. Hummm...não é mal restrito à dita múmia. Tanto poeta português, tanta gente a versejar com rima e sem ela e continuam sendo alguém com "uma queda" que não é muito levada a sério. Os poetas - só poetas - são olhados como aves raras. E infelizmente, "raras", neste caso, não significa a preservar, enaltecendo-lhes a maravilha, mas diferentes, no que portuguesmente significa: um bocadinho desaparafusados, com uma habilidade a que falta utilidade e que na vida prática só complica. Crê-se ainda que só os intelectuais - que também têm estatuto próprio e restrito - compram livros de poesia os quais aparecem ao vulgo como uma diversão do espírito. E posto isto me vou indo que já disse mal suficiente do povo que sou.

      Mas quanto nos pesaria o mundo sem eles! Obrigada Poetas.

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    2. António Luiz Pacheco3 de dezembro de 2014 às 03:05

      Há da parte da canalha que nos governa ou tem governado, uma total insensibilidade, alheamento e quem sabe, desprezo, por tudo o que seja cultura!

      A única cultura que lhes interessa é a económica e financeira... que aliás praticam muitíssimo mal e os resultados estão à vista!

      Depois, deixam na mão dos seus apaniguados tidos por "gente da cultura", os assuntos da mesma mas sempre enfeudados ao sinistro poder do ministério das finanças, permanentemente ocupado por um avejão negro e agoirento, insensível e inerte da boa escola cavaquista.

      Assim nunca iremos a lado nenhum... por muito que ergam o fado e o cante à categoria de património da humanidade!

      Saudações tristes da Cidade Morena

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    3. Brilhante, Pacheco!

      Anda Pacheco...

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  3. Permita-me uma sugestão, Maria do Rosário, a propósito da alusão ao prémio Nobel.
    A Porto Editora publicou - com grande arrojo e espírito de iniciativa editorial - uma Banda Desenhada baseada na obra de Saramago "A Viagem do Elefante".
    A sugestão prende-se com a possibilidade de a Rosário trazer esta boa nova até aqui, porque a BD é uma forma complementar da escrita, porque a expõe através da imagem, e não deixa de ser uma excelente maneira editorial de levar Saramago até outros leitores e de trazer a Banda Desenhada para a ribalta que ela merece.
    Presumo que o editor tenha sido o Manuel Valente. A sê-lo, não me admira nada, porque é um editor de referência, esteja ela com que chancela estiver, porque as suas apostas são sempre bem feitas e nós, os leitores, ganhamos com isso.
    A obra é "A Viagem do Elefante" e merece ser lida, porque o seu autor é um dos mais significativos e capazes na arte de contar uma história em sequências desenhadas. Digo-o com frontalidade, porque sou também autor de BD - como o sou de ficção escrita - e admiro quem trabalha deste modo empenhado e inspirado.

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  4. Se Gonçalo M Tavares não começar a escrever à Lobo Antunes, ou seja, livros que só ele percebe ("Canções Mexicanas" é um deles) creio que poderá ser um candidato ao Nobel.

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    1. O Gonçalo M. Tavares é para franceses... (cheira demasiado a suor intelectual).
      Para mim os textos do GMT são de uma secura literária intragável.
      Porquê eu lê-lo se tenho a luxuriante língua portuguesa que sai das mãos do Mário de Carvalho?
      Mas fica aqui já dito: respeito quem considere o GMT um génio (sê-lo-á de um modo incompreensível para mim).

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    2. Artur,

      Confesso que, de entre a galeria de extraordinários que por aqui deixa comentários e opiniões, prezo muito as suas criticas a livros, que considero sempre bem fundamentadas e expostas.

      Dito isto, não sei que livros do Gonçalo leu, mas se por acaso não leu o romance Jerusalem, dê-lhe uma hipótese. O mesmo lhe diria sobre qualquer um da série "Os senhores", cujos títulos são sempre O senhor qualquer coisa, sendo esse qualquer coisa o apelido de um escritor famoso.

      Perdoe-me a impertinência, eu próprio não gosto de tudo o que o GMT escreveu, mas os títulos que lhe indiquei parecem-me de enorme qualidade e acessivéis a qualquer bom leitor, o que não tenho qualquer dúvida, é o seu caso.

      Um abraço,

      Rui Miguel Almeida

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    3. Claudia da Silva Tomazi3 de dezembro de 2014 às 04:52

      Caro AA,

      (suor intelectual?) técnica.

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    4. AA respeito a sua opinião, mas olhe que eu sou bem português!

      Para além de JERUSALÉM (grande livro) há mais. Por exemplo "MATTEO PERDEU O EMPREGO" é outro livro absolutamente desconcertante!

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    5. Desconcertado é o termo justo para o que tenho sentido ao ler o Tavares (desconcertado mas não fascinado, antes pelo contrário...)

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  5. Acrescente-se Joyce - o Supra-Nobel irlandês.
    Como Pessoa é o Supra-Nobel português e Borges é o Supra-Nobel argentino.

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    1. António Luiz Pacheco3 de dezembro de 2014 às 03:40

      Apoiado com os Supra-Nobel... a que só acrescento Torga! Não por troca, mas alargando!

      Saudações entusiastas cá da Cidade Morena!

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    2. António Luiz Pacheco3 de dezembro de 2014 às 03:41

      Hum... e Jorge Amado não devia já ter sido igualmente galardoado????

      Saudações interrogativas da Cidade Morena.

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    3. Usei o termo Supra-Nobel para indicar autores que, não tendo ganho o Nobel, são hoje lidos universalmente por um número de leitores que não parece ter diminuído com as décadas que decorreram desde o seu desaparecimento. Infelizmente, o Torga não pode ser incluído neste grupo (injustamente, digo eu).

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  6. acho que o problema de não termos mais "Prémios Nobel da Literatura", prende-se mais com o passado, com o olhar quase de desprezo pelo nosso país salazarento e pela nossa Cultura.

    um Miguel Torga, um Aquilino Ribeiro, um Ferreira de Castro ou uma Sophia de Mello Breyner Andresen, poderiam muito bem ter ganho o Nobel, mas...

    hoje continuamos a ter bons autores, mas não sei se terão assim tanto prestígio internacional (tirando Lobo Antunes). e acho que pelo menos nos próximos anos, não haverá um Nobel português, ou da Língua Portuguesa (mas gostava, por exemplo, que o Mia Couto fosse laureado...).

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    1. Claudia da Silva Tomazi3 de dezembro de 2014 às 04:59

      Caro

      LE digo e dir-lhe-ei em já minha preferência LA.

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    2. MIA COUTO - plenamente de acordo, só que, neste caso infelizmente, não é português.

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  7. A Irlanda terá o benefício de falar inglês, sim. Mas se compararmos Portugal a outros países da nossa dimensão, talvez não seja tão estranho o facto de termos tido só um nobel. Era uma interessante pesquisa, passando pela Bélgica (que fala francês, uma língua também internacional), Holanda, ou o leste europeu: Bulgária, Roménia, Moldávia, Grécia (já houve algum nobel grego?), alguns países da América do Sul, que não são tão mediáticos como a Argentina, a Colômbia ou o México, e países asiáticos de que quase ninguém fala (já houve algum nobel do Camboja ou do Sri Lanka?). Também por aí haverá escritores e poetas de talento... Mas que impacto terão obras daí originárias no mercado mundial do livro?

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    1. E (falha imperdoável) esqueci-me do continente africano, onde aliás também se fala português. Quantos escritores africanos já ganharam o nobel?

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  8. Somos, sim, um país pequeno. Mas eu gostaria de crer que o somos apenas em termos geográficos. E não no resto.

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  9. A língua inglesa é realmente dominadora, mas há mais aspectos que contam para o Nobel da Literatura. A Suécia tem uns 7 ou 8 premiados na Literatura e o sueco só se fala no próprio país. A Noruega e a Dinamarca também têm uns quantos Nobel. Claro que alguns são do início do século XX e que a literatura hoje é global. Neste último aspecto haveremos de contar sempre com mais força na língua inglesa.

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  10. Mais do que para a lista de premiados do Nobel, gostaria de espreitar para os pavilhões das editoras portuguesas nas grandes feiras internacionais. Não me lembro de melhor lugar para tirar o peso à nossa literatura, pelo menos no que diz respeito à sua afirmação fora de portas. Parece-me que a difusão internacional dos nossos autores no estrangeiro passa por uma seleção interessante: se por um lado temos os livros mais comerciais (José Rodrigues dos Santos ou Luís Miguel Rocha), no outro extremo encontramos o Lobo Antunes, o Saramago ou o Peixoto. Por outras palavras, existe um gigantesco espaço intermédio em que se situa tudo o que não é suficientemente vendável, o que é apenas sofrível, ou o que, sendo bom, ainda não alcançou o estatuto.

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  11. A resposta está dada nos comentários.

    A verdade é que Portugal tem muitos supra-nóbeis, cujo prémio nada adianta ao seu estatuto literário nem tão pouco à qualidade literária de um país, seja grande ou pequeno.

    Um país que tem o luxo de ter Camões, Gil Vicente, Bocage, António Vieira, Fernão Lopes, Pessoa, só para dar alguns exemplos, não precisa de nóbeis nenhuns de literatura, que é um prémio individual e facilmente esquecido.

    Acho que se confunde a atribuição de um Prémio Nobel com o estatuto internacional, a qualidade e a importância de uma língua (e neste caso, o que o texto pretende indicar é que o prémio nobel também mostra a importância de um país) o que sinceramente parece ser um erro crasso.


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    1. António Luiz Pacheco4 de dezembro de 2014 às 01:40

      Tenho de aplaudir!!!!!

      Saudações entusiastas cá da Cidade Morena!!!!

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  12. António Manuel Venda3 de dezembro de 2014 às 16:23

    O Gonçalo M. Tavares disse-me em tempos que não se admirava nada de vir a ganhar o Nobel. O Zeferino Coelho já disse que acredita que vai voltar a Estocolmo (presumo que se referia ao facto de editar o Gonçalo e o Mia Couto). Depois há aquilo do pensamento positivo do José António Saraiva, que diz que devemos aspirar sempre ao máximo, daí ele por também escrever romances aspirar a ganhar o Nobel. E há aquela cegueira (não sei se ensaiada) do Lobo Antunes. Enfim, candidatos até temos.

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    1. Em que circunstâncias é que o Tavares partilhou essa crença consigo?

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    2. António Manuel Venda3 de dezembro de 2014 às 18:09

      Em conversa num evento qualquer ligado aos livros. Provavelmente um dia vai acontecer. Eu próprio lhe disse que para mim também não seria surpresa ele vir a ter o Nobel. E um amigo comum aposta forte nisso. Não sei se estarei cá para ver, mas é mesmo uma boa hipótese, independentemente de a curto prazo cederem à choradeira do Lobo Antunes.

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  13. Prezada Maria,
    pois... apesar de infelizmente a língua inglesa ser a dominante a nível mundial ela só se torna veradeiramente relevante quando mentes altamente luminárias perferem usar palavras e/ou expressões estrangeiras em vez de usarem a terceira Língua europeia mais falada em todo o mundo. Também neste aspecto temos dois Portugueses (o Cristiano Ronaldo e o José Mourinho) que poderiam, devido ao estatuto de projecção internacional que atingiram, valorizar bem mais o Português do que aquilo que valorizam, preferindo falar na esmagadora maioria das vezes noutros idiomas que não a Língua Portuguesa. Ainda neste ponto do futebol, a liga inglesa, por exemplo, obriga todos os treinadores a expressarem-se em inglês, mas infelizmente a nossa liga não o faz... que me lembre só houve duas honrosas excepções (Eriksson e Lazlo Boloni) de treinadores extrangeiros que quiseram aprender Português enquanto que para todos os outros, os Portugueses que se "lixassem"... (não só por estes exemplos, mas também por estes se vê que a pequenez dum povo não está na dimensão territorial do seu país, mas sim na pequenez de mentalidades e subserviência a outros...)...
    No que respeita ao "aborto" ortográfico a aos que são contra, também a ele são subservientes quando, por exemplo, em vez de escreverem Língua Portuguesa com iniciais maiúsculas (como preconizava o Formulário Ortográfico de 1943 no 6º ponto da sua Base XVI, bem como o Acordo Ortográfico de 1945 na sua Base XLII para a enobrecer e engrandecer) escrevem com reducentes iniciais minúsculas como defende o "aborto" de 1990 para a desprestigiar e nivelar por baixo...
    Também quando escreve que "Há também quem diga que a Irlanda teria levado muito mais tempo a sair da crise se falasse outra língua." eu gostaria de escrever que não é o idioma que tira ou não (muitos países anglófonos estão entre os mais pobres do mundo) um país duma crise ou da pobreza, mas sim a qualidade do seu povo e respectivos governantes. Pequenos são a Bélgica, os Países Baixos, o Luxemburgo, o Mónaco, a Suíça, o Lichtentein, a Áustria, a Dinamarca e até Malta e, tanto quanto sei ninguém quer sair de lá... bem antes pelo contrário... e também não consta que (exceptuando Malta e, mesmo assim, a par do Maltês) as respectivas línguas oficiais sejam o inglês...
    Nunca nos esqueçamos que foi quando pensámos em grande que, quer queiramos quer não (os factos históricos ai estão para o provar), efectivamente fomos grandes... deixemo-nos de pensamentos pequenos e mesquinhos e voltaremos a pensar em e ser grandes (agora doutra maneira, como é óbvio) inclusive até no Idioma...
    Vivam Portugal e o Português.

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    1. Ainda no que respeita ao "aborto" ortográfico, eu fiz uma breve análise a ele (que foi publicado, embora não na íntegra, no sítio http://www.aresemares.com/index.php/noticias/desacordo-ortografico-da-lingua-portuguesa-enviado-por-joao-carlos-cardoso-da-silva-reis/) que, se assim o pretender, lhe poderei enviar a versão revista e completa.

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    2. António Luiz Pacheco4 de dezembro de 2014 às 01:43

      Tenho de aplaudir novamente, e agradecer a nota sobre escrever Língua Portuguesa!

      Saudações Portuguesas da Cidade Morena - que foi obra nossa, assim como o Pepetela...

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    3. Prezado António,
      desculpe a minha ignorância, mas qual é mesmo a Cidade Morena???

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    4. António Luiz Pacheco5 de dezembro de 2014 às 03:21

      Benguela!

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    5. Prezado António,
      Muito obrigado pela elucidação...
      Efectivamente nunca estive na Cidade Morena, mas já morei em Carmona, actual Uíge...

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  14. It may well be thus...
    Mas há uma "carrada" de alemães (dessa língua que dizem tão difícil) e mais todos os nórdicos que já levaram o nobel da literatura. Se calhar não é a língua inglesa que concede o nobel aos irlandeses, é mesmo a sua alma melancólica e introspectiva, a herança dos bardos, a rica tradição "folk" da língua gaélica, a escrita como perpetuação identitária num país colonizado e sem direito à posse da terra, parcialmente independente apenas desde 1922 e, bastante relevante, o facto de haver educação obrigatória na Irlanda desde os 1870s.

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