Museu do Pão

Quando ouço falar de dietas – impostas por razões de saúde ou por imperativos de beleza –, pergunto-me muitas vezes de que alimentos facilmente abdicaria. Não sou um bom garfo, confesso, tão-pouco gulosa (os chocolates em minha casa duram séculos), pelo que, na verdade, acho que sofreria menos com restrições alimentares do que a maioria. E, contudo, há duas coisas que me custaria muito deixar de comer: uma são batatas fritas caseiras aos palitos (fininhos de preferência) e a outra essa suprema maravilha que é pão com manteiga. Um amigo diz que gostaria de ser padeiro, pois mesmo em tempo de guerra teria clientes... E o pão é, sem dúvida alguma, o alimento-base de muitos países – razão certamente por que em Portugal se usa na expressão «ganha-pão». Ora, para quem não sabe, existe em Seia um fantástico Museu do Pão, com quase tudo o que há para saber sobre a sua confecção, os seus cereais, a sua introdução nos hábitos alimentares humanos um pouco por toda a parte há muitos séculos. E digo «quase» porque o resto está no delicioso livro que vamos apresentar amanhã no dito museu, Pão & Vinho – Mil e Uma Histórias de Comer e Beber, de Paulo Moreiras. Se estiver nessas terras frias ou lá perto, venha sentir o calor de um forno e fazer-nos companhia.


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Comentários

  1. Ora lá está... este livro do Paulo Moreiras, aposto que é daqueles que foi escrito com a alma! E que tem alma!!!

    Pronto está bem, foi também escrito com o estômago... e com a cabeça já agora!!!!

    Quem leu "Coração, Cabeça e Estômago"? Também lá estava a alma, sem dúvida...

    Ah, pois eu cá sou um comilão... adoro comer e adoro comida e tudo que se relacione com ela!

    Saudações lambareiras, da Cidade Morena!

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  2. Ui! Eu adoro pão! Com ou sem manteiga. E não sou nada de dietas. Mas faço bastante exercício. :-) então um bom fim de semana!

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  3. Mas então só se é guloso quando se gosta de doces, nomeadamente, chocolates? Pensei que este adjetivo fosse mais abrangente. Se a Maria do Rosário dificilmente abdicaria de batatas fritas aos palitos, então eu diria que é gulosa nesse sentido.
    Eu, pelo menos, sou gulosa em relação a vários produtos alimentares, alguns também bem simples. Como puré de batata, por exemplo, ou cogumelos ;)

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    1. E há lá algum Transmontano que não goste de cogumelos?????

      Bem, aqui no Planalto há uns parecidos com os tortulhos, tão grandes e tão bons... agora na chuva é tempo deles... vendem-nos à borda da estrada (bem aqui tudo se vende na borda da estrada...), já os fiz salteados em azeite, salteados em bacon e com feijão (à moda de Barrancos). São uma delícia...

      Saudações lambuzadas da Cidade Morena!

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    2. Já estou com água na boca ;)
      Embora prescinda dos salteados em bacon, não como bacon. Já em azeite... :)

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  4. Bem, fui ao dicionário (Lello Escolar, já é velhinho, de 1996) e realmente as guloseimas e as gulodices estão mais ligadas aos doces. Mas também a "iguarias muito escolhidas", "manjar saboroso, delicado". Enfim, estas expressões têm o seu quê de subjetivo. E "guloso" pode significar, simplesmente, "comilão".
    Em minha casa sempre se usou a expressão "guloso" para definir grande predileção por algum alimento, independentemente de ser doce ou salgado.

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  5. Verifico, sem surpresa, que os comentários se tornaram mais descritivos com o aproximar da hora de almoço...

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    1. Pois... não me faça chorar! Estou preso no escritório a comer bolachas de aveia com um pacotinho de leite... ah! Mas logo vingo-me... olá se vingo!!!!

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  6. O livro do Paulo Moreira é muito bom. Agora, Moita Flores, escritor? Enfim, publicidades.

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  7. Pois...de Paulo Moreira só sei o que a Rosário contou. Do museu do Pão já assim não é. Foi uma visita engraçada essa. Aquela gente é toda muito simpática e parece que os garotos das escolas experimentam mesmo arregaçar as mangas e só saem com o seu pão cozidinho. Ou comem-no mesmo ali, já não tenho presente a explicação da guia. O que melhor me recordo é da estreiteza das ruas e de pensar que o autocarro não ia caber.

    Que corra tudo bem.

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