Parentescos

Conheci há alguns anos Siri Hustevdt, escritora norte-americana de origem norueguesa que é casada com o romancista Paul Auster. Embora em muitos países ela tenha bastante sucesso e seja uma autora literária muito considerada, a verdade é que, noutros, as pessoas não resistem a referir-se-lhe como «a mulher de Paul Auster» e alguns jornalistas chegam até a perguntar-lhe, durante entrevistas que deviam cingir-se à sua obra, como é ser casada com o escritor norte-americano. Siri confessa que isso a irrita, como também aborreceria certamente Maria Judite de Carvalho ser mencionada como a mulher de Urbano Tavares Rodrigues, sendo ela uma escritora de mão cheia. Há vários escritores que tiveram filhos e netos também escritores – e os herdeiros (como, pelos vistos, os cônjuges) raramente gostam de ser tratados enquanto tal e comparados com os seus antecessores. Viu-se, aliás, no dia do anúncio do Prémio LeYa, como o jovem vencedor Afonso Reis Cabral, que é trineto de Eça de Queirós, logo quis afastar a genética das razões que o tinham levado a arrecadar o galardão, sublinhando que o importante era o livro, e não ele ou os seus genes supostamente literários. Também o escritor Mário de Carvalho tem duas filhas escritoras. O facto de uma não assinar com o apelido do pai livra-a certamente de associações forçadas. Quanto a Ana Margarida de Carvalho, que já assim assinava como jornalista há muito, foi mais difícil afastar a história do parentesco dos comentários e críticas ao seu livro. No entanto, se alguém pensava que era por causa da filiação que a crítica tinha sido tão entusiástica relativamente a Que Importa a Fúria do Mar, pode agora tirar o cavalinho da chuva: apesar de ser um romance de estreia, encontra-se entre os cinco finalistas para o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Português de Escritores, talvez o mais sonante prémio nacional, que será anunciado no mês que vem, e também entre os seis finalistas do Prémio Literário Fernando Namora, da Sociedade Estoril Sol, ao qual concorre também A Segunda Morte de Anna Karénina, de Ana Cristina Silva, que igualmente publico e está nomeada pela terceira vez consecutiva. Uma proeza que só a ela se deve, e a mais ninguém.

Comentários

  1. Nessa questão como em tantas outras, releva somente a consciência do próprio valor. Independentemente do que se diga. As pessoas gostam de falar e sobretudo mal. Há que saber enfrenta-lo. Quanto a forma como se encara a comparação com os nossos, depende de cada um e do seu grau de egocentrismo. De resto, a humildade só nos fica bem, nesta matéria c

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  2. ... Nesta matéria como em tantas outras. Um bom dia e peço desculpa pela falta de acentuação e pelo anonimato do primeiro comentário. Estás novas tecnologias pregam-nos imensas partidas. :-)

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  3. Siri Hustvedt é uma óptima escritora. Leio-a com muito mais prazer do que a Paul Auster, que sempre achei um autor fraco. Mas não são familiares, no sentido genético do termo: são marido e mulher.

    Estou curioso acerca do livro do novo premiado pela Leya, não pela familiaridade mas pela sua juventude. Depois de muita peneira ao longo de três gerações, apenas terá de Eça de Queirós o cromossoma Y, e isto se descender dele por via paterna. Mas terá ele querido descolar-se do trisavô? Claro que não, ele já sabe que essa sorte vende. Como souberam todos, logo no dia do anúncio da atribuição do prémio, que ele era seu familiar? Certamente porque ele fez essa referência, claro. Só espero que tenha sido no telefonema que lhe fizeram nesse dia e não no manuscrito... À bon entendeur demi mot.

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    1. Os concorrentes juntam habitualmente cópia do cartão de cidadão. Foi o júri que reparou na filiação e no nome do pai e lhe perguntou. Não creio que ele o tivesse alguma vez referido, até porque é o que tem feito nas entrevistas, afastar essa história.

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    2. Sendo assim, só espero que o júri tenha aberto o envelope depois de escolher o melhor, e não antes.

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    3. Sinceramente, não acho que abrir os envelopes e falar directamente com o vencedor devessem ser tarefas do júri ou de um seu elemento. O prémio Leya parece-me desde o início, e nisso não é diferente de nenhum outro prémio, muito pouco transparente. Mas como dizem os meus amigos, devo ser eu que vejo em tudo indícios de corrupção.

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    4. Ora bolas! Eu acredito nos prémios e até que o júri não conhece o nome dos premiados. E mais, que se mantém o pseudónimo até ao final da atribuição dos prémios. Pelo menos foi sempre assim nos concursos literários em que participei como júri. Mas que estava sempre a desejar que se desvendasse o mistério dos nomes...ai isso... sem dúvida.

      O garoto do cromossoma à Eça terá valor. Mas ou o tem - e vamos poder comprovar, não há mesmo coisa mais fácil -, ou o júri estava entusiasmado de satisfação. Acredito no valor. Até prova em contrário a presunção é de inocência.

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  4. Bolas...saiu anônimo outra vez! :-) Sandra neves

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  5. Essas duas autoras que publicou estão na minha wish list, já lhes passei os olhos em livrarias, gostei do pouco que li, mas entre tantos livros, acabei por não comprar (ainda!). Não me interessa nada de quem são filhas ou mães ou mulheres.

    Do que entretanto li, parece-me que as suas autoras terão um concorrente de peso: "Para onde vão os guarda-chuvas" de Afonso Cruz. É um livro fantástico.

    A mim agrada-me muito esta coisa de serem conhecidos os finalistas. Creio que outros prémios ganhariam com isso, nomeadamente o prémio José Saramago. Ser finalista já é uma honra (penso eu de que, como diz o outro).

    Rui Miguel Almeida

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  6. Para nada dizer do facto de que, por exemplo, Maria Judite de Carvalho era uma escritora muito mais forte, interessante e válida do que o marido. O marido de M. Judite de Carvalho, precisamente

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  7. António Luiz Pacheco29 de outubro de 2014 às 04:23

    Temos de ter a consciência de que nos expomos, em tudo e por tudo, que a partir do momento em que erguemos o braço, nos levantamos e falamos, diante dos outros!

    Essa exposição, independentemente do grau de protagonismo que lhe esteja adstrita, tem um preço...

    Ser descendente, cônjuge ou de alguma forma relacionado com alguém que seja ou tenha sido notável por qualquer razão, é motivo de comparação como vantagem e desvantagem, tendo ainda esse peso e o seu preço!
    Há quem dê a isso a maior importância e há quem nem por isso...

    Não há nada a fazer. É estar tranquilo e aprender a viver com isso, porque o valor se existe aparece e é reconhecido, haja equilíbrio.

    Penso eu, traça literária e genéticamente rica mas não modificada, que literalmente traçou o seu caminho! Eheheh!

    Saudações tranquilas da Cidade Morena!

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  8. Penso que essa questão do parentesco tem que se lhe diga. Cada um quer construir a sua própria identidade (não tem nada a ver com egocentrismo) e, não, adquirir valor apenas porque tem pai, mãe, marido, etc. conhecido. Pode ajudar, claro, abre muitas portas, quem no início os avalia (se é caso disso) estará mais atento. Mas pode ser frustrante, pelo menos, em público.
    Vi uma vez um programa sobre uma atriz alemã (não me lembro quem era e, para o caso, não interessa, pois desconhecida em Portugal) filha de outra atriz, que ganhou um prémio ainda muito jovem. Na cerimónia de entrega, um ator idoso que tinha conhecido bem a mãe dela ficou encarregado de lhe entregar o galardão. As primeiras palavras que lhe disse, no ato, foram: «és tão bonita e talentosa como a tua mãe, na tua idade». Ele quis ser simpático, mas, na minha opinião, foi um autêntico "faux-pas", declarações dessas deviam ser evitadas. Foi visível o desconforto e o desagrado da jovem atriz. Era o seu momento de glória e, precisamente nessas alturas, é deselegante fazer comparações.

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    1. Alguém me disse um dia que só as coisas são comparáveis. À unicidade de cada um cai mal a comparação, não é salutar. É que nem às pessoas que admiramos gostaríamos de ser comparados. É como se alguém escolha por nós um caminho. Cerceia.

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  9. Podemos especular à vontade quanto aos genes literários; já sobre a peculiaridade de vermos a nossa MRP destacar-se sucessivamente como editora de excelência, parece que podemos ser um bocado mais assertivos. E orgulhosos pela nossa anfitriã.

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  10. Bem, gosto muito da Margarida e da Ana Cristina e fico feliz que estejam nomeadas para finalistas. Quanto ao jovem vencedor do Prémio Leya, por acaso, e verdade seja dita, não o vi em momento algum fazer-se valer dessa questão genética. Aliás, vi sim, a comunicação social colar-lhe um rótulo pesado que me pareceu extremamentente desapropriado e até abusivo. Dava a ideia de que aquilo era um selo, tipo: vinho de boa casta. O miúdo escreveu o livro e ganhou: Parabéns a ele, não ao nome que traz da família...

    Às vezes mais valia os livros não terem nomes nem rostos... tudo mais simples.

    Abraço
    Carla Pais

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    1. claudia da silva tomazi29 de outubro de 2014 às 05:53

      Desapego, praticá-lo é bom (sem exagero).

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    2. Concordo. Já há tempos aconteceu o mesmo com o João Ricardo Pedro e o seu famoso desemprego. A Leya já devia saber que a comunicação se pega a estas coisas. Ou então é porque o sabe que as vinca. O que importa isso para o valor da obra? E por que razão as editoras fazem questão de publicitar o emprego dos escritores menos famosos? Fico sempre perplexa com estes oportunismos. Ainda hoje, quando vejo o livro do senhor nas livrarias penso: "Ah, o desempregado." E com este vou pensar "Ena, o trineto do Queirós."

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    3. Desculpe, mas, independentemente de qualquer estratégia comercial, isso de que fala terá mais a ver com o perfil de cada um. Diz a Ana que, perante esses autores, lhe ocorre: "Ah, o desempregado" ou "Ena, o trineto do Queirós." É tudo uma questão de seletividade, sabe? Cada um retém a informação que mais lhe interessa.

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    4. A do João é: "Ah, um autor da Rosário" :). Mas tem razão, claro.

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    5. Hehe, percebo-a bem a Ana, que tem a coragem de pôr o dedo na ferida. Há uma unanimidade em torno da Dra. Maria do Rosário Pedreira que não consigo entender, e a graxice lá em cima ("já sobre a peculiaridade de vermos a nossa MRP destacar-se sucessivamente como editora de excelência, parece que podemos ser um bocado mais assertivos. E orgulhosos pela nossa anfitriã") também não me caiu bem. MRP detecta como ninguém autores que vendam e isso, sim, é elogiável. Mas convenhamos, faz parte das pessoas que caem em graça e os seus autores não são os melhores autores portugueses, são apenas os mais populares... Até este blogue, que não é um blogue literário (será mais de publicidade e de impressões muito superficiais) já ganhou pelo menos um primeiro prémio para blogues literários!!! Sei que vão cair-me em cima, mas o que é demais também já cheira mal. Irra!

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    6. Você é impiedoso, homem; quase me surpreendia com a azia. De resto, apreciei o comentário, sobretudo o que nos dá a saber sobre o trabalho de edição. Fiquei também - enquanto graxista da MRP – agradavelmente surpreendido por saber que os seus autores são os mais populares. Parabéns tardios, Maria do Rosário!
      Quanto ao mais, agradeço ao meu homónimo, e aos santos que traz com ele, a deferência de ser assíduo neste espaço de publicidade e impressões superficiais. Todos temos a ganhar com as suas bengaladas.

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    7. Com a amizade que merece de todos nós a Rosário há aqui uma série de equívocos interessantes que devem ser desmitificados. Com o putativo devido beneplácito da autora deixem-me libertar alguns elementos. Em primeiro lugar o Horas não deve ser visto como um espaço de encontro de editor e autores mas como um espaço de divulgação, obviamente maioritário de obras LeYa.
      Decorre também daqui que a LeYa não é uma IPSS. E que, portanto, ao dar cem mil com uma mão numa aposta de cepo de alguns dos seus editores e marketeers, decisão mais colectiva do que individual, por aquele de entre os milhares de estrelas cadentes a brilhar num seu universo de sonho, pretende pelo menos que metade desse valor seja traduzido em número.
      Em segundo lugar a "graxice" é assim uma espécie de "cómodo" nacional, João, uma quase necessidade de país pobre, de muitos pobres com poucos ricos.
      Em terceiro lugar a menção a "Coragem". Coragem, João? Deixe-me rimar. Não me quebre o coração e a esperança no futuro!
      Coragem é aquela característica minguada deste povo, que faz com que a inteligência seja sobrelevada pela esperteza da Chica.
      Resumindo: o Horas Extraordinárias é um lugar onde os sonhos se imaginam, mas não corporizam. Onde devemos dançar, sem levar (ou dar) música. Onde podemos esperar informação, uma ambiência agradável e um cházinho virtual com a nossa anfitriã, enquanto damos dois dedinhos de teclas, se possível ligados a um andamento de Bach.
      E para terminar, João, vá lá à Livraria Ler, a Campo de Ourique e pergunte lá pelo meu último, o Moolb, o Reverso. Aí encontrará um mundo tão cheio de relativismo como de caminhos alternativos, como a idiossincrassia de um povo. Até para isto, à falta de melhor, isto serve, João. Abraço colectivo.

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  11. A fim de dissipar o equívoco, involuntário ou propositado, que as mensagens assinadas por AB possam suscitar relativamente à identidade de quem as subscreveu, informo que o AB não é o ABC, ou seja, eu.

    ABC

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    1. As minhas desculpas. AB de Ana Branco. Fui preguiçosa e não sabia que havia quem assinasse parecido.

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    2. Estou esclarecido e agradeço.
      Se a Ana não tivesse escrito «estou curioso»...

      ABC

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    3. Lapso meu, mais uma vez o meu pedido de desculpas, caro ABC :).

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  12. Isto hoje está interessante. Temos o AB, o ABC, ofereço-me para ser o ABCD...
    Estava aqui a pensar que se vivêssemos em monarquia podia começar a andar ao beija-mão com o meu brasão de prata e ouro.
    E podia desenterrar aqueles tipos que parece foram meus tetra, tetravós e que foram governadores da Índia e do Brasil. Nem falo de um bisavó que, engenheiro químico militar, cometeu a não patriota imprudência de desactivar uma bomba direccionada e com o selo Salazar.
    Esse, não me atrevo, pois embora possa pôr mais as mãos no fogo por ele do que pelos grandes governadores que mexiam com pau-santo e com pimenta da Índia, morreu com quarenta anos deixando dois filhos infantes, por lhe ser permitido inalar gás de cloro na fábrica de guerra de Barcarena. E Salazar agradeceu-lhe contrito, com aquele ar de que a todos provia e de que preservava as moscas do seu quintal. Deixou à viúva condessa uma pensão de condolências e um incentivo a vender as pratas da casa... para criar os petizes. Nada de muito diferente do aqui e agora, com as notícias bastardas diárias, como a de um tal de Núncio que agradeceu hoje penhorar mais uma casa, «Vai a benefício do orçamento diz ele na sua inelutável inocência e grandeza, ou não fosse núncio ainda com idade de seminarista, daquelas isentas de IMI, por uma dívida de imposto automóvel, deixando um casal de quatro filhos sem casa neste curral de nome portugal (com pê pequeno).
    Mas nã, não me cheira. Sobre a temática, obviamente. Que só os ingénuos, naifs ou os politicamente correctos, podem pensar que a LeYa do monárquico Paes (um dos meus tetra também era Paes ó Paes, possivelmente somos familiares e ficava tudo em família) libertava assim cem mil pacotes sem a mínima perspectiva de retorno e encaixe. Então como é que se podia habilitar a esse grande tesouro que dá pelo nome de transportes aéreos portugueses?

    Independentemente destas minudências, próprias de um país de irmãos, primos e primas, velhos do Restelo e vencidos da vida, com um elevador social para dez milhões com uma capacidade máxima de uns dez milhares, que quando lhe pedem responsabilidades de algum chiqueiro próprio aponta quase sempre para o parceiro da vara do lado, o rapaz pareceu-me muito matreiro e maduro no discurso. E na escolha dos trezentos queriam que a escolha fosse feita como. Atirando os dados ao chão, ou tirando trezentas canas das mãos dos putativos futuros assalariados?
    Como diz o povo, que não tem a cagança que eu tenho com os meus tetravós, mas que tem na sua inominável sabedoria popular de quem já conhece há muito a farinha deste país, quem paga inevitavelmente manda!
    E a ninguém não passou despercebida a gafe comparativa do Manuel alegrete quando se dirigiu ao rapaz?

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    1. Na mouche, ABCD!

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    2. António Luiz Pacheco29 de outubro de 2014 às 07:57

      Eheheh! Tunga!

      Gostei de ler ó PAS, que é ABC...

      E mais, essa do ABC alembra-me da história do outro cujos filhos tinham o nome do abecedário:
      Arnesto
      Bitorino
      Çavastião

      Ahahah!

      Saudações humorísticas da Cidade Morena!

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    3. Parece que a atribuição do prémio Leya deste ano gerou muita inveja. E claro que neste blogue, frequentado por tantos internautas que querem ser escritores mas que nem sempre o admitem, era natural encontrar comentários desagradáveis e mesquinhos, mas, arre, hoje foi à grande e à francesa de tiradas invejosas.

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    4. António Luiz Pacheco29 de outubro de 2014 às 10:38

      Carlíssima (que é no fundo dizer Caríssima Carla):

      A atribuição do prémio Leya, mais do que invejas desperta polémica, como era de esperar... por isso não se aborreça, faça como eu, esvoace e comente com a sustentável leveza de ser o que sou - uma traça literária.

      E desfrute antes do bom ambiente e disposição deste blog... maledicência à parte, que até é saudável e estimulante não sendo primária.

      Saudações internáuticas da Cidade Morena.

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    5. Ó Pedro, não precisas de te oferecer para seres o ABCD porque já és o PAS. Preserva a tua identidade. Abraço.

      ABC

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  13. é sempre estranho.

    a melhor coisa é fugir do nome, por muito que este nos deixe orgulhosos.

    infelizmente somos um país em que as pessoas gostam mais de falar das coisas que existem fora dos livros, que propriamente das obras e do valor literário dos autores...

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  14. Caríssimos. Peço desculpa mas isto à primeira nunca é de vez. Normalmente nem à segunda. Só à terceira confirmando «A conta que deus fez». Esqueçam o texto anterior...

    Isto hoje está interessante. Temos o AB, o ABC, ofereço-me para ser o ABCD...
    Estava aqui a pensar que se vivêssemos em monarquia podia começar a andar ao beija-mão com o meu brasão de prata e ouro.
    E podia desenterrar aqueles tipos que parece foram meus tetra, tetravós e que foram governadores da Índia e do Brasil. Nem falo de um bisavó que, engenheiro químico militar, cometeu a não patriota imprudência de desactivar uma bomba direccionada e com o selo Salazar.
    Esse, não me atrevo, pois embora possa pôr mais as mãos no fogo por ele do que pelos grandes governadores que mexiam com pau-santo e com pimenta da Índia, morreu com quarenta anos deixando dois filhos infantes, por lhe ser permitido inalar gás de cloro na fábrica de guerra de Barcarena. E Salazar agradeceu-lhe contrito, com aquele ar de que a todos provia e de que preservava as moscas do seu quintal. Deixou à viúva condessa uma pensão de condolências e um incentivo a vender as pratas da casa... para criar os petizes.

    Nada de muito diferente do aqui e agora, com as notícias bastardas diárias, como a de um tal de Núncio que agradeceu hoje penhorar mais uma casa «Vai a benefício do orçamento, diz ele na sua inelutável inocência e grandeza. Ou não fosse núncio, ainda com idade de seminarista», daquelas isentas de IMI. Por uma dívida de imposto automóvel, deixando um casal de quatro filhos sem casa, neste curral de nome portugal (com pê pequeno).
    Mas nã, não me cheira. Sobre a temática, obviamente. Que só os ingénuos, naifs ou os politicamente correctos, podem pensar que a LeYa do monárquico Paes (um dos meus tetra também era Paes ó Paes, possivelmente somos familiares e ficava tudo em família) libertava assim cem mil pacotes sem a mínima perspectiva de retorno e encaixe. Então com esssa mãos rotas como é que se podia habilitar a esse grande tesouro que dá pelo nome de transportes aéreos portugueses?

    Independentemente destas minudências, próprias de um país de irmãos, primos e primas, velhos do Restelo e vencidos da vida, com um elevador social para dez milhões com uma capacidade máxima de uns dez milhares, que quando lhe pedem responsabilidades de algum chiqueiro próprio aponta quase sempre para o parceiro da vara do lado, o rapaz pareceu-me muito matreiro e maduro no discurso. E na escolha dos trezentos queriam que a escolha fosse feita como? Atirando os dados ao chão, ou tirando e comparando trezentas frágeis e dobráveis canas das mãos dos putativos futuros assalariados?

    Como diz o povo que não tem a cagança que eu tenho com os meus tetravós, mas que tem na sua inominável sabedoria popular de quem já conhece há muito a farinha deste país, quem paga inevitavelmente manda!
    E a ninguém não passou despercebida a gafe comparativa do Manuel alegrete, quando se dirigiu ao rapaz?
    PS: Ah. E o Costa? Já vos disse que indirectamente por afinidade é meu primo? Não?!...

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  15. António Luiz Pacheco29 de outubro de 2014 às 08:04

    Desculpem-me lá... foi afirmado que este Blog é literário... é?

    Explico, eu julgava que fosse um Blog de leitura, dedicado aos livros mas na perspectiva da leitura!

    Claro que palavra puxa palavra, acabamos por ir dar noutras coisas...

    Assim peço que se digne esclarecer-me referida engraxada, isto é a Nossa Extraordinária Anfitriã ou dona do blog, a quem cavalheirescamente curvo a cerviz, o que não deve ser confundido com qualquer tipo de mesura servil ou interesseira lisonja .

    Saudações expectantes da Cidade Morena

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    1. Ahahhahah! Está a ver, caro Pacheco (isto não há nada como os incompreendidos mas bem amados Pachecos!), por que temos de andar, nós os liberais, a vender o nosso peixe de porta em porta?
      Os escritores agora são aqueles tipos de chapéu de cuco(s) na mão, verdinhos, certinhos, bem comportados, assalariados ainda a leitinho de peito, com verves de caracol, baba sempre no canto da boca, mãozinhas de veludo no peito, contritas, colorindo as pedras da calçada, chorando como carpideiras, gravando nos glúteos bíceps e rosas, amores de mãe.
      E que demoram bem contados cinco anos para tirar do tórax qualquer coisa de diferente, de inusual, de brutal, para o mundo (exterior). Que de desenho de interiores são eles todos muito bem compostos e servidos!

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  16. Notas prévias: (1) não concorri ao Prémio Leya e (2) como os alentejanos da célebre cantiga, só invejo quem bebe água em todas as fontes. Além disso, tudo o que é lisonja e bajulação está muito arredado do meu carácter.
    Posto isto, como falar do livro vencedor do Prémio Leya, se o não li, se nem sequer está ainda à venda, que eu saiba? Fica-nos o autor, por enquanto. Estranhamos que o prémio seja atribuído a autor tão jovem e com pedigree. É isto inveja, num país onde tudo é tão pouco transparente e nós nos indignamos diariamente com a corrupção, com o compadrio, com a injustiça? Não é legítimo estranharmos que o prémio seja novamente atribuído a uma primeira obra, sabido que é que raros são os escritores que produzem o seu melhor em início de carreira, e cientes de que a escrita não dispensa vivência, experiência? Surpreende que estranhemos o prémio ter ficado em casa no ano anterior? Ouvi dizer na televisão que o vencedor deste ano trabalha numa editora, certamente não do grupo Leya, mal parecia. Não gostei de ler no Facebook o anúncio feito por uma senhora editora do grupo de que tinha ganho "o seu filhinho".
    Como todos os leitores deste blogue, aguardo com muita curiosidade a publicação do livro vencedor, o qual, seguramente, dissipará todas as nossas dúvidas quanto ao real mérito do autor.
    José Cipriano Catarino

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    1. Se percebi bem o que nos tem a dizer é que ainda não há livro, portanto sobra o autor, e, como há tanta corrupção no país, vai de presumir que houve na atribuição do prémio Leya e, por extensão, o autor fica manchado. É bem a prova de como a inveja cega e nos leva a dizer asneiras. Homem, espere pelo livro e, se não prestar, então diga mal, se puder de modo fundamentado. Até lá é de facto muito triste ver a inveja, a maledicência e a mesquinhez passarem por sentido crítico. E isto serve para o PAS, o AB, ALP, JMS e quejandos.

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    2. António Luiz Pacheco30 de outubro de 2014 às 02:36

      É lá... faça o favorzinho de me tirar aí da sua lista e da afirmação de mesquinhez!

      Invejoso de quem ganhe o prémio Leya sou!
      Como sou invejoso de quem escreva bem, e de quem publique bons livros!

      Mas essa inveja é saudável, pois não me leva a querer denegrir quem invejo mas quando muito inspira a pretender ser assim.

      Onde é que viu algum post meu onde a maledicência fosse a tónica, sem uma justificação?

      Não a saúdo cá da Cidade Morena, mas envio-lhe a minha indignação!

      A.L.P.

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    3. Em resumo, ou aplaudimos de pé as decisões do grupo editorial, ou somos reles invejosos. Agradeço desde já o seu contributo para o meu auto-conhecimento, matéria que muito me interessa, só tendo pena de que não tenha contestado com argumentos nada do comentário que em má hora entendi fazer. É que, e lá vem a velha história da mulher de César, não basta que a atribuição de um prémio literário, este ou qualquer outro, seja limpa, legítima, tem também de parecer que o é. E, repito, não concorri, pelo que não fui opositor no concurso, nem, que eu saiba, nenhum amigo ou conhecido meu.
      José Cipriano Catarino

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    4. Explico de novo o argumento, desta vez de modo ainda mais simples para que entenda: se não tem factos que ponham em causa a integridade do júri, do prémio e do autor premiado, não atire ao ar suspeitas torpes, nem faça acusações vis.

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    5. António Luiz Pacheco30 de outubro de 2014 às 06:32

      Aaaaah! Agora já percebi... de facto este não é um blog de leitores e leitura, pois não!

      A prova?
      Bem, os comentários desta Extraordinária que tratarei por senhora Homem, não sabendo ao certo qual o nome próprio porque a devo referir bem mostram que ela mesma não leu os comentários que comenta... pois é!

      Portanto lá está... afinal não estamos num blog de leitura e de leitores, mas será então de literatura?

      Literatura será usar termos como torpe e vil para apodar os outros, porque ou não entendeu nada ou entende não concordar com o que não foi dito, assim numa espécie de diálogo de surdos ?

      Se for, não quero ser literato... nanja eu!
      Antes traça dos livros, mesmo sujeito a levar com o dum-dum Extraordinário de alguém quando me estique ou seja despropositado.

      Saudações preocupadas cá da Cidade Morena!

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    6. Não são acusações vis nem suspeitas torpes. São factos do domínio publico. As ilações que deles retirou são da sua exclusiva responsabilidade. Diga-me em qual dos factos mencionados é que estou errado e terei todo o gosto em apresentar desculpas públicas a quem de direito. E, se me permite o conselho, poupe nos adjectivos, ou guarde-os para as suas relações. Se nada mais tem de substantivo a acrescentar, fico-me por aqui e não voltarei a responder-lhe. Pode, portanto, ficar com a última palavra.
      JCC

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    7. Primeiro, fazem acusações e insinuações torpes e vis e depois, quando se chama atenção para isso, é vê-los, quais virgens ofendidas, encarnarem o papel de vítimas. Embora saiba que o pior cego é o que não quer ver, aqui vai um apanhado, não exaustivo, das insinuações vis acusações torpes. Mostram que quem não leu os comentários que aplaudiu foi o ALP. E que o JC não sabe a diferença entre factos e insinuações. E como vos deu tanto prazer escrever e aplaudir o que cito a seguir não tenho dúvidas de que o apreciarão de novo, tomei a liberdade de acrescentar uns comentários no fim das citações:
      “Estranhamos que o prémio seja atribuído a autor tão jovem e com pedigree.” Estranhamos porquê? Estranham alguns por má-fé e inveja, digo eu.
      “É que, e lá vem a velha história da mulher de César, não basta que a atribuição de um prémio literário, este ou qualquer outro, seja limpa, legítima, tem também de parecer que o é.” Mas não parece legítima porquê? Porque o vencedor é novo e é descendente do Eça de Queiroz? Boa, um raciocínio impressionante.
      “Surpreende que estranhemos o prémio ter ficado em casa no ano anterior?” Mais uma insinuação pouco surpreendente na sua perversidade.
      “O rapaz pareceu-me muito matreiro (…). (…)ou tirando e comparando trezentas frágeis e dobráveis canas das mãos dos putativos futuros assalariados?” Insinuar que quem ganha é assalariado do grupo, mesmo que futuro, bem, é no mínimo mesquinho e maldoso. Mas até pode ser que o PAS não tenha dito nada disto, no meio daquela conversa toda, de alguém que está claramente fascinado com o que escreve, por vezes tenho dificuldade em percebê-lo. É um artista português.
      “Sendo assim, só espero que o júri tenha aberto o envelope depois de escolher o melhor, e não antes.” Sempre com nível. Nada de insinuar, só factos, claro.
      “O prémio Leya parece-me desde o início, e nisso não é diferente de nenhum outro prémio, muito pouco transparente. Mas como dizem os meus amigos, devo ser eu que vejo em tudo indícios de corrupção.” Os únicos indícios que vejo são os de má-fé e maldade em JC. Mas, pronto, é outro artista português. Os meus parabéns a todos.

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    8. António Luiz Pacheco30 de outubro de 2014 às 11:08

      Ó diabo... parece que teremos de abandonar este blog, pois estamos a ser vigiados e controlados!
      Pesa sobre nós o anátema e a possibilidade de expulsão pelo crime de dizermos o que pensamos e não sermos mainstream... isto é politicamente e intelectualmente correctos.

      Um é vil e torpe, logo o melhor é ir plantar batatas!

      O outro, sofre de narcisismo escrivinhativo e a esse resta dedicar-se à economia e gestão, já podendo assim elaborar longos pareceres e relatórios onde aquilo que diga não terá que fazer sentido e pode ser entendido como cada um queira...

      Da minha parte, tendo como defeito não ler o que aplaudo - coisa muito comum aliás... - mas porque sou apenas uma mera e desprezível traça destituída de senso, safo-me apenas com um puxão de orelhas!
      Porém como as traças são lepidópteros e não têm orelhas, é como se nada fosse!

      E assim se encerra esta diatribe, ficando nós, o torpe vilão, o narcisista e o insensato. nítidamente diminuídos face à superioridade moral desta nossa Extraordinária vingadora dos escritores premiados e portanto vilipendiados!

      Saudações contrictas, da Cidade Morena.

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    9. Ana Homem! Sabe... estive para não lhe responder já que preservo demasiado a liberdade para responder a quem parece não ter capacidade crítica e parece-me, pelo exposto, interpretativa.
      Mais a mais não tendo tido o prazer de privar consigo por aqui nos últimos anos e podendo ser "Ana Homem" um Avatar.
      Leu com atenção o que foi escrito? Leia. Leia com atenção. Já ouviu alguma vez o João Ricardo Pedro?
      Oiça com atenção as críticas que ele fez às obrigações decorrentes da atribuição do prémio LeYa e à falta de liberdade que sentiu acarretar-lhe como candidato a escritor.
      Teve até o João a enorme nobreza de assumir que não se sentia escritor, já que escritor acentuava não é um autor de um livro só.
      Obrigações aliás que acho legítimas, já que, cara Ana Homem, não deve esquecer-se que a Edição não é caridade, mas um negócio.
      E um negócio, cara Homem, foge à sensibilidade e a à beleza da Mulher, é pouco Feminino, atrai até o pior que há no ser humano que é a hipocrisia, a lisonja e a adulação com vista à obtenção de um fim.
      E os negócios tem até a tendência da fuga à liberdade, já que tem todos como limite o monopólio.
      E nos negócios, cara Homem, não há assim tantas coincidências, mas interesses. E como o mundo da sobrevivência dos negócios está cheio de influências, favores, coincidências que não fogem a olhares argutos. Ou pensa a cara Homem que isso é só na política e que todos os outros são anjos?
      Amigos são, sim, os que não se coíbem de afirmação, os outros são mais negociantes. Agradeço, entretanto, que me tenha denunciado como artista: o meu enorme "narcisismo" agradece. Por mais que eu tente que ele me transmita uma imagem de artista, o espelho está baço e não reflecte, antes refracta. E a mesquinhez e a maldade que transposto por outro lado todos os dias resplandece.
      Ao contrário do jovem matreiro, mas maduro, que ganhou o prémio LeYa (alguém tem de o ganhar como compreenderá, num negócio da edição com muitas dimensões), espero que à Homem não falte maturidade e capacidade de se rir de si própria. E seja feliz, livre, tolerante, verdadeiramente capaz de atitude crítica, num país que bem precisa dela para evitar Todo os Nomes que lhe nomeamos: o ser desigual, adulador, injusto, arbitrário, rastejante, monopolizador, etc.

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    10. ahah! António. Esta juventude é muita atrevida e já não tem respeito pelos mais velhos!

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  17. Raios!, é caso para dizer. Falho um dia e perco a polémica toda.

    Parabéns ao prémio Leya deste ano, algures no túmulo o que resta do trisavó deve estar a bater palmas.

    E quanto ao resto, é só veneno. E eu nunca pensei que aqui se destilasse tanto veneno.

    Deixem-se disso.
    Vítor Ferreira

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  18. olha, mais um "virgem ofendido"! :))

    (será ainda parente do Ferreira Eça?)

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    Respostas
    1. Para aqui chegar tive pais, avós e bisavós...

      E acredite... há muitos anos que não tenho nada de virgindade.

      Quanto a si, se me quer ofender faça-o com mais força e genica. O Ernestinho parece uma menina no toque e foge.

      Vá lá! Insulte-me com vigor, sapiência e (se for possível) com finesse.

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    2. Não o insulto com vigor, porque não me apetece e também porque este espaço não serve esses propósitos.

      Você é que insultou as pessoas que comentam aqui, com o seu veneno, como se quem se manifesta não fosse gente crescida e com direito a opinião.

      Mas você pode acreditar no Pai Natal à vontade, mas não lhe chamo Vitinho.

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    3. Caríssimo Sr. Ernesto,

      Sou pessoa bem-resolvida que não se abespinha quando me tratam pelo diminutivo. Não é isso que me reduz enquanto individuo.

      Usei o diminutivo do seu nome para lhe demonstrar que achei a sua 1.ª resposta muito leviana. Um bate e foge que fede a insidia e maldizer.

      Se é do seu interesse, deixe-me assegurar-lhe que não conheço nem tenho qualquer afinidade com o vencedor do prémio literário Leya. Tenho sim, a curiosidade de lhe ler a obra.

      O Senhor acusa-me de insultar os leitores deste Blog (grupo no qual me incluo) com o meu veneno, no entanto, não acha que está a ter dois pesos e duas medidas? Concorda com o recurso à insidia e maldizer de algumas pessoas lançando sobre os elementos do júri o manto do favorecimento e corrupção do concurso?

      Eu gosto da minha liberdade, mas ela não me concede o direito de fazer acusações sem provas.

      Choca-me esta facilidade crescente em desconfiar da ÉTICA de outras pessoas. E isso deixa-me fulo.

      Em suma, foi leviano e insidioso em poucas linhas, não se coíbindo na 2ª resposta em descer ainda mais baixo.

      Em tudo isto, se me permite devolver-lhe o comentário, armou-se em virgem ofendida.

      Afinal de contas, qual é o seu problema? Não lida bem com os "NÃOS" da vida e com as vitórias de outros? Paciência. São essas negas e derrotas que nos conduzem ao lugar certo.

      Atentamente

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