Pano para mangas

Quando eu andava no liceu, uma professora de Português disse à nossa turma que Gil Vicente dava pano para mangas. É bom referir que o comentário vinha a propósito de uma adaptação muito pouco ortodoxa que tínhamos feito de A Farsa de Inês Pereira e que fora depois representada por vários alunos para toda a escola. Mas a senhora tinha razão – há autores que dão pano para mangas, suscitam facilmente a escrita de outros textos ou abordagens ditas artísticas. Outro caso assim é o de Agustina. Além das várias adaptações cinematográficas a que os seus livros já foram sujeitos, algumas delas do realizador Manoel de Oliveira, chegou agora a vez de um compositor, Eurico Carrapatoso, transformar numa ópera um texto inédito da escritora portuense intitulado Três Mulheres com Máscara de Ferro. A estreia, na Fundação Calouste Gulbenkian, aconteceu recentemente por ocasião do I Congresso Internacional dedicado à obra de Agustina Bessa-Luís, mas esperamos poder ver a ópera por esse País fora com brevidade.

Comentários

  1. Quem sabe fico a gostar de ópera:) Mas antes terei de ler "Três mulheres com máscara de ferro".

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  2. António Luiz Pacheco21 de outubro de 2014 às 06:55

    A questão é, que espaços (teatros? auditórios?) poderão acolher uma ópera, no seu sentido pleno?

    Se for apenas para cantar umas árias... a coisa é mais simples, tudo depende da encenação...

    Saudações líricas da Cidade Morena


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