Nobel

Parabéns a Patrick Modiano. Escrevi aqui sobre um livro dele, Horizonte, em 19 de Julho de 2012. O Manel, pelo que disse nesse post, está contente. Eu irei explorar outras obras para ver se também fico.

Comentários

  1. E... VIVE LA FRANCE...
    Vive la France!... ???... Mas quem é o Patrick Modiano pergunto na minha enorme ignorância?... De repente a única obra-prima Francesa que me recordo ultimamente foi a de Laurente Gaudé e o seu "Sol dos Scorta"... Recuo até ao "Um milhão de dólares por cada Viet" do Jean Lartèguy, mas isso foi noutro século, ainda não havia esta coisa do Estado Islâmico, era só tudo Pied Noires e uns tipos com sandálias de borracha e uns chapéuzinhos de palha a saltar como bonecos amestrados de buracos feitos no chão... Queriam lá que eu conhecesse em detalhe não sei quantos séculos de escritarias...?!
    Com esta terminação sonora e detalhe só conheço o Modigliani. Não o Amedeo, o artista pintor e escultor figurativo, mas o Franco da Teoria das Finanças, do chamado Teorema de Modigliani-Miller que, se devidamente estudado por Sócrates, não o pensador, mas o filosófo modernista, teria evitado muitas dores de cabeça ao próprio e ao crédito de um povo que vive para cá dos Montes Cantábricos.
    Um circo passa, os desconhecidos (confere!), o pequeno beijo (fica sempre bem, embora ficaria melhor se fosse logo um grande), um pedigree (é que não me recordo mesmo nada desta raça!), no café da juventude perdida (nos Champs Elisées ou na Restinga de Luanda a fingir que aquilo ainda é nosso), a erva da noite (não a de harpas)...
    Modiano, Modiano... Muito bem! Ou melhor, muito mal... Um enorme buraco na minha cultura literária... Ignorância a minha!
    Para não seres de modas vais já para a minha lista, despromovidos todos os outros! Grande Modiani! Ainda hei-de ler tudo teu, até a Rua de Boutiques obscuras com que te serviram o Goncourt!

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    1. António Luiz Pacheco9 de outubro de 2014 às 13:45

      Ahahah!

      Abraço... já me cheira a Restinga... volto amanhã!

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  2. António Luiz Pacheco9 de outubro de 2014 às 06:22

    Aguardo mais informação sobre o nobelizado!!!!

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    1. Podes começar por aqui, António Luiz:
      http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/135902.html

      A propósito desse longínquo "post", recordo uma frase da Maria do Rosário que me faz gostar de Modiano assim à distância (pois não conheço nada dele):

      «O mais invulgar é que, neste livro, são as coisas aparentemente secundárias e laterais na vida do homem que recorda (...) que remetem para o que ele não esquece».

      Gosto da sensiblidade para as «coisas aparentemente secundárias e laterais na vida», revela sabedoria ;)

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  3. Parabéns ao vencedor. Não conheço nenhuma obra dele, mas de certeza que só terei que olhar hoje para as montras das livrarias.

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  4. Fiquei muito contente com esta escolha de Modiano para receber o Nobel. Li muitos livros seus e tornou-se uma paixão parecida com que a que tenho por Duras. Nem um nem outro me parecem nobelizáveis, mas ainda bem que isso aconteceu. Em Portugal, Modiano é praticamente ignorado, tendo em conta a sua enorme obra. Os belos livros dele encontram-se a preço de saldo em todas as feiras que se realizam por aí. Não se vendem. Em França é idolatrado. É uma instituição mas ao mesmo tempo é um autor de culto, vende muito mas parece ter um estatuto de poeta, um escritor que escreve para poucos. Sinceramente, a sua petite musique tem um poder de encantamento que funciona comigo como funciona com milhares de outros leitores e que queremos que volte a tocar sempre. As histórias em Modiano são o que menos interessa (e isso afasta-o do gosto dominante dos anglo-saxónicos e dos portugueses de hoje). É a linguagem poética da frase, do parágrafo, a construção de uma atmosfera única, de uma melancolia que me atrai neste escritor. Parabéns Modiano!

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  5. Dora Bruder ficou comigo para sempre. Uma rapariguinha de 16 anos que tem conflitos familiares e foge de casa na Paris invadida pelos alemães. Apanhada a deambular pela Gestapo identifica-se como judia e é transferida para um quartel na periferia de Paris, estação de trânsito para os campos. Os familiares procuram-na e não mais sabem dela. O que aconteceu a Dora Bruder? Dora Bruder é uma rapariguinha real que existiu. Parece banal, mas não é quando escrito por MODIANO, o homem tímido que tem vivido uma vida solitária em Paris evitando as galas e feiras literárias. Não é um inovador de estilo literário; a sua força está na sensibilidade que lhe permite descobrir ângulos novos para histórias anónimas.
    Por haver quem mais inove, não era o meu favorito para o Nobel, mas devo-lhe horas de prazer que merecem todos os prémios.

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  6. confesso desde já a minha ignorância, não conheço o senhor, de todo.

    os senhores da Suécia devem fazer uma grande ginástica para conseguirem dar o prémio a alguém que está fora da lista dos favoritos. :)

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    1. Há talvez mais de uma dezena de anos um amigo ofereceu-me um livro deste autor (ainda não o li, está escondido entre os seus amigos de prateleira e ainda não o consegui visualizar nem me lembro do título) recomendando-me este escritor francês; depois disso lembro-me que comprei por € 1,00, na Livraria Barata da Avª. Roma em Lisboa, um pequeno livrinho da ASA "Dora Bruder" que também aguarda por mim...

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  7. Para quem não conhece, sugiro a leitura da obra «De Si Braves Garçons»

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