Os Cinco somam e seguem

Quase todos os leitores da minha idade leram livros d’Os Cinco, de Enid Blyton, na juventude. Mas também os leram outros mais novos do que eu e outros mais novos do que esses. E ainda os lêem os miúdos de agora, porque, seja qual for o segredo do seu sucesso, a verdade é que Os Cinco parecem ter ingredientes que não passam de moda; não sei se são simplesmente as aventuras misteriosas, o suspense, os lautos pequenos-almoços, a maria-rapaz, os manos, os tios ou o cão, se calhar é tudo junto, mais o talento da autora para tornar o simples maravilhoso. A série teve adaptações televisivas ao longo dos tempos e um ou outro título deu origem a um filme (um dos quais alemão); mas agora houve uma produtora inglesa que se atirou aos famosos Cinco e se propõe fazer uma adaptação cinematográfica envolvendo os cerca de 20 títulos da colecção. Há quem receie que a passagem ao grande ecrã obrigue a uma modernização, com namoros mais carnais, mas, apesar das desconfianças, a notícia tem sido bem acolhida. Também uma grande produtora teatral, a Old Vic, está a trabalhar numa versão d’Os Cinco para palco – por isso, como é bom de ver, a série, que já vendeu mais de 100 milhões de exemplares, vai certamente continuar a ser lida por muita gente no futuro.

Comentários

  1. Esses são os únicos livros que o meu filho Manel lê. Tem onze anos e ainda não o consegui convencer a experimentar outros voos. Ele tem um ritmo de leitura engraçado: as primeiras cem páginas, a maior parte das vezes, demoram mais de uma semana a ler e o resto é devorado em apenas um dia ou dois.
    Aqueles miúdos e o cão parecem reais. Ele (e irmão mais novo, por contágio), lembram-se deles muitas vezes e falam deles como se fossem reais. «Parece o Tim» é uma frase a que me habituei quando vemos um pastor alemão.
    Há dias, pediu-me que lhe fizesse umas sandes como as dos Cinco. E quando o deixamos andar sozinho lá pelo bairro ou na aldeia dos avós sei que, muitas vezes, naquela cabeça está a acontecer uma aventura com os seus amigos Cinco.
    Entrar assim na cabeça dos miúdos é uma arte!

    E o Novo Acordo Ortográfico tem-nos obrigado a comprar a edição mais recente, apesar de termos lá em casa todos os livros velhinhos. Não sei como será quando ler o último. Que coleção aconselham a seguir?

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  2. Os mais novos? E eu, que, a caminho dos 50, ainda assalto a prateleira dos miúdos? Os Sete, Tintim, Blake e Mortimer, os Cinco... Nem de propósito, o penúltimo livro que li foi... Os Sete e os Cães Roubados. E não, nem me sinto com coragem para espreitar os episódios de que nos fala a MRP. A minha infância é um jardim que pretendo manter intocado. Mesmo que a vá visitar sempre que posso.

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  3. cá por casa, não tiveram grande êxito, e nem se pode falar dos livros "velhos" herdados da infância dos pais, pois já receberam mais que uma vez ofertas de novas edições.

    ele preferiu o Gerónimo Stilton, ela o "Clube "Tiara" e agora a versão feminina Stilton, a Tea:)

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  4. Foi com estes títulos que comecei a ler...

    Há muito, muito tempo atrás... Parece-me até que numa galáxia distante...

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  5. Há coisas, leituras, que o tempo não devora e que são novas a cada novo leitor.

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  6. Bom... já que estamos numa onda revivalista, eu em garoto brincava aos exploradores, fazendo minuciosas listas de tudo o que iria precisar para as minhas imaginárias viagens, ao estilo de "5 Semanas em Balão" ou "A ilha misteriosa"... e jurava a mim mesmo que dia ia ser a sério!
    E foi!!!!

    Quanto aos "Cinco", há uma magia indiscutível na sua leitura... sem dúvida! Ninguém, ou muito poucos ficaram insensíveis às distracções do tio Alberto, à bonomia da tia Clara, ao bom-senso do Júio, ao brincalhão David, á prática Ana, à terrível Zé, e claro ao Tim!!! E depois aos muitos e curiosos personagens que vão aparecendo em cada livro... no fundo acho que são ou foram um pouco de nós mesmos.

    São definitivamente clássicos!

    Particularmente, eu era também e até mais, fã da outra série da mesma autora "Uma aventura... ", série onde pontificava uma catatua e havia um rapaz com um jeito especial para animais! Esta tinha muito mais a ver comigo... e não fica nada atrás do "Cinco" em genialidade e bem-escrever para os jovens.

    Um dia de chuva e já prenúncio de Outono pede estas recordações... foi uma manhã perdida em locais esquisitos a reconhecer documentos, seguida de uma desforra na Bertrand e na FNAC!

    - Não consegui encontrar a Jacinta e nem o Baltazar... mas encontrei "Montedor" (Rentes de Carvalho); "Dizem que Sebastião" (João Rebocho Pais); "A Rainha do Cine Roma" (Alejandro Reyes - outro finalista do Leya, para comparações posteriores); "O Velho e o Mato" (2º romance de Sérgio Veiga, meu conhecido das andanças na caça e pesca submarina por Moçambique); "O Som e a Fúria (Faulkner - e que não tinha!); "Portugal esse desconhecido" (João César das Neves); "Seres Mágicos em Portugal (Vanessa Fidalgo). E de brinde, ainda trouxe um Ahmad Jamal trio e uma colectânea "Blues Essencials", ambos a muito bom preço - vale a pena!

    Estou-me a desforrar!!!!!
    Mas ainda há mais livros para comprar...
    Eheheh!

    Saudações do Bairro Ribatejano!

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  7. Li-os todos. Mas preferia, de longe, as sagas dos colégios internos... :)

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  8. Boa noite,
    quando era miúda lia os livros e acompanhava a série televisiva dos anos 70, «Famous Five». Para matar saudades, vou de vez em quando ao You Tube revê-la. Aproveito e revejo também os desenhos animados «Dr. Faísca» e o «Carrossel Mágico». Que saudades!
    Fernanda

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  9. Os livros dos cinco são um encanto e têm tudo para agradar: crianças com uma liberdade nunca vista, refeições de invejar, quintas onde é tudo tão bom e saboroso que parece um sonho, cordeis, canivetes, lanternas e bocados de tablete nos bolsos sempre que ficam fechados, um cão que é muito amado e bem o merece, bicicletas, banhos, e etc, etc. E aquelas crianças são uns doces de garotos, tive uma paixonite pelo Júlio e desejei bastas vezes ser como a Zé.

    Não sei se me agradam vinte livros num filme ou vê-los em versão teatralizada. É em livro que são grandes. Grande Enid Blyton

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