Troca por troca

Embora nunca tenha sido exactamente uma apreciadora do género (há, claro, excepções), sou de uma geração que assistiu a um boom de livros de ficção científica. Era o tempo em que se imaginavam mundos alternativos, vida extraterrestre, viagens a Marte, robots que nos livrassem das tarefas domésticas, guerras interplanetárias. E mais: telefones sem fios nos quais fosse possível ver o rosto de quem nos ligava, telecomunicações rápidas entre quaisquer países, envio instantâneo de imagens... Ora, muito do que lemos nesses livros proféticos já aconteceu, e o avanço tecnológico das últimas décadas frustrou, de certo modo, a criatividade dos autores que inventavam universos sofisticados e marcianos verdes. Ficou, de súbito, difícil falar do futuro, quando o futuro nos surge todos os dias em pequenas invenções que, há quarenta anos, pareciam apenas possíveis na imaginação de certos escritores. Em todo o caso, os leitores estavam precisados de se consolarem com outros mundos que não este – e foi talvez por isso que vingou um género literário que hoje tem muitos seguidores, a chamada Fantasia, que, ora recriando o passado, ora projectando um futuro no qual os humanos convivem com estranhas criaturas, oferece uma dose respeitável de magia a quem dela precisa. Continuo a não ser apreciadora, mas admito que estas sagas são um óptimo negócio.

Comentários

  1. Fui um leitor voraz deste género (Ficção Científica), nomeadamente da excelente colecção Argonauta da editora-(cadáver) Livros do Brasil, de que já aqui falei há dias e que tinha excelentes livros com capas fantásticas e atenção excelente literatura (nada de magias nem nada desses Harry Potter'ssss), recordo três desses livros que, na altura, devorei e que aconselho:

    SLAN - A. E. A. Van Vogt

    O HOMEM ILUSTRADO - Ray Bradbury

    ESTAÇÃO DE TRÂNSITO - Clifford D. Simak

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    1. Ora aí está um género literário que nunca foi do meu agrado, mas um dos livros que me marcaram na juventude foi o Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley. Curiosamente o imaginário da ficção científica e da fantasy cativam-me no cinema. É mesmo um dos meus preferidos. Devo ser preguiçoso. Gosto de ver o futuro representado nos filmes, enquanto nos livros temos de ser nós a representá-lo mentalmente. Mas já tenho de lado para estas férias uns livrinhos dessa área, de H.P. Lovecraft e William Gibson.

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    2. Cláudia da Silva Tomazi15 de julho de 2014 às 04:17

      Exactamente João Neves há livros a todo gosto todos de nível expermental em ficção atividade para uns lida a outros que certamente supera-se àquele desenvolvido através de experiências do Huxley.

      Alguns anos passados li reportagem na Revista Veja de autor italiano que obviamente na Itália na altura estava tratando a livrar-se dos personagens que havia criado para o livro segundo o artigo o autor italiano vivia assombrado caso repercute estudos até o presente.

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  2. António Luiz Pacheco14 de julho de 2014 às 03:34

    Não sei se sou ou não leitor de ficção científica... aliás nunca pensei nisso, mas tenho lido alguns muito bons livros de aventuras com essa vertente ou mistura, desde logo a começar pelo incontornável Júlio Verne, e, outros que não sei onde situar como Rider Haggard, Edgar Rice Burroughs, Harry Harrison, etc. que misturam ficção científica com imaginário e aventura - sendo esta e para mim o âmago...
    Todos lemos certamente Huxley e Orwell, Jean Hauel , Pierre Boulle, e por aí fora, que misturam futuro ou passado com ficção, até credível por inteligente!

    E é o que distingue autores e obras, o que faz com que perdurem, digo eu, pois já li alguns que francamente...

    Nos imaginários puros... Tolkien, Lloyd Alexander, exploraram um género que depois evoluiu muito!
    Por acaso nunca li a Rowlins, mas vi os filmes do Harry Potter (pudera com um bando de crocodilos como eu tenho, de todas as idades...) e confesso que gostei, gostei da imaginação e acho que é mesmo para miúdos... bem e não só!

    Acho que precisamos, nós humanos, de acreditar em magia... que magia existe sem dúvida e basta andar de olhos abertos para nos apercebermos dela, por toda a parte... uma simples troca de olhares, um gesto ou um toque não é por vezes pura magia?
    Mas por vezes há excesso de "magiquice" e já li alguns que se tornam insuportáveis com tanta visão e tão rebuscadas voltas e reviravoltas da magia, é como o sal e a pimenta diria eu... e daí haver autores como Tolkien que a sabem dosear (excepto no Silmarilion que não consegui ler...) e outros que se perdem talvez por serem alucinados.

    Quanto a imaginar o que vai ser... hum... o homem tem sido pródigo em ir além da imaginação! Lembro-me a confusão que fazia a minha mãe quando instalei um aparelho de fax no escritório lá em casa, e ela vinha com um ar quase de pânico dizer: "Ó menino, vai lá ver que aquele aparelhómetro está para lá a assobiar e a vomitar papel!"... o que diria hoje se fosse viva e eu falasse com ela por skipe desde aqui... com imagem e tudo!

    Saudações mágicas da cidade morena!

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  3. Continuo a preferir a fantasia realista.

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  4. Também não sou apreciadora de Fantasia, nem em livros, nem em filmes. Mesmo "O Senhor dos Anéis" não me seduz. Já vi a trilogia, mas com pouca atenção, não sou capaz de escrever uma linha sobre o enredo e penso que não tornarei a ver (só se for a primeira parte, por causa do Sean Bean ;).

    Admiro, no entanto, a imaginação dos seus autores. Não será fácil engendrar um enredo complicado, cheio de ações paralelas e que, apesar de fantástico, nos surge como verosímil. Há ali muito trabalho sério. E não deixa de ser uma arte...

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    1. António Luiz Pacheco14 de julho de 2014 às 04:11

      Sem dúvida... e no caso de Tolkien que se baseia na mitologia celta, há uma investigação profunda, o que fez da obra uma coisa sustentada e claro, inteligente... julgo que entra na categoria das obras-primas!
      Gostei igualmente e muitíssimo dos filmes, pois conseguem transmitir o épico e a grandeza de uma forma que também é perfeita.

      Nós teríamos algum imaginário para inspirar a alguém, sem dúvida... e mais pela época quinhentista, com tanto aventureiro e casos que aconteceram e fariam empalidecer de inveja o capitão Jack Sparrow...

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    2. Ó Cristina, então e o Viggo Mortensen não vale a pena?;-)
      Eu não li os livros mas gostei imenso dos filmes, afinal é sempre a mesma história: a luta entre o bem e o mal, só que muito bem contada.
      Também gostei muito dos 3 primeiros filmes da saga Star Wars (Harrison Ford como Hans Solo); quando passou a 6 perdi um pouco o interesse.
      Não é o meu género de livros/filmes favorito mas aprecio quando são mesmo bons: 1984 do Orwell, 2001 Odisseia no Espaço ou o Admirável Mundo Novo.
      Antonieta

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    3. O Viggo Mortensen também está muito "guapo" no Senhor dos Anéis. Mas já o vi noutros filmes e não é o meu tipo de homem. Prefiro o Sean Bean ;)

      Harrison Ford, como Han Solo, é quase a única razão para eu ver, de vez em quando, algumas cenas da saga Star Wars. Ele rouba o "show" a todos os outros. Diga-se de passagem que a escolha dos atores não foi muito feliz. A nova trilogia, que na verdade é uma "prequel", também não me entusiasma. Achei interessante ver a transformação do Anakin Skywalker no Darth Wader. De resto...

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  5. Escrevi até hoje uma única fantasia - Inter Lapidem, editado e arrumado numa das editoras da treta (o que vale é que não paguei), mas com reedição prevista noutra desde que altere o título.

    Devo dizer que foi tão grande o gozo imaginativo que, quando a personagem sai de lá e regressa ao mundo "normal", me obriguei a voltar àquela terra inventada por mais meia dúzia de páginas, tal era a minha paixão pelo que criara.

    Li muita ficção científica. Descobri autores muito bons (Heinlein, Huxley, Lem, Orwell, Joan D. Vinge, etc., ) que me ajudaram a alargar horizontes literários.

    No campo da fantasia - que para mim não é o mesmo - abomino os vampirescos e aqueles que mais não deixam que a aventura em si, que nada nos "dizem", mas vejo essa mesma fantasia presente em muitas das obras que hoje se escrevem (quiçá até na Poesia) e não me choca quando ela me faz "ver" a realidade por uma porta apenas diferente.

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  6. Fantasia por fantasia ainda fico com Jules Verne.

    Do Paulo Coelho, não gosto.

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  7. António Luiz Pacheco14 de julho de 2014 às 05:50

    Vampiros & lobisómes... foi praga, mas sem dúvida que tanto B.Stocker quanto M.Shelley são clássicos!!!! E muito bons aliás...

    Agora há uma outra e nova onda com os "Hunger Games" ... mas o que me faz reflectir nesta onda dos vampiros, lobisomens e de futuros cinzentos, é que todos eles espelham uma violência brutal e são sanguinários! Exprimem uma violência explícita ainda que latente ou escondida e reprimida, de uma forma que eu acho assustadora na verdade... porque se tiverem ocasião, serão capazes de exercer essa violência?
    Ou não?
    Então o que os leva a apreciar tais filmes onde há sangue e se despedaçam corpos? E se cultiva uma violência física e psicológica pesadíssima?
    Claro que poderão dizer que é "no papel" ou no "filme", mas porque é que há um verdadeiro culto da violência virtual? E não se corre o risco de amanhã não se fazer a diferença entre o virtual e o real?
    Há gangues nas escolas, nos transportes, existe bullying, violam-se colegas de escola, espancam-se apenas para filmar e pôr no youtube... etc.

    Terá a ver com este culto da ultraviolência de que Kubrick fez o célebre filme usando a 9ª do Ludvig Van? Premonição?

    São questões demasiadas para esta pobre traça!

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    1. Questões muitíssimo pertinentes (N)pobre traça. E que deviam ser debatidas. Estarão a literatura e o cinema arredados dessa culpa? (ah, e sim, Drácula e Frankenstein são mesmo clássicos...)

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    2. Extraordinário Pacheco, o filme que refere é a adaptação
      do livro homónimo escrito pelo Anthony Burguess em 1962, o que prova que o culto da ultraviolência não é assim tão recente. Só que agora os filmes são em 3-D.
      :-) Antonieta

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    3. António Luiz Pacheco14 de julho de 2014 às 07:03

      Extraordinária Antonieta, o filme é de 1971... e confesso que nunca li o livro, que aliás tem a fama de ser difícil pela linguagem criada pelo autor.

      Mas o que me intriga não é a localização temporal da ultraviolência e sim a sua proliferação em filmes cada vez mais explícitos e crus, pelos efeitos especiais e outros, que conseguem ir mais longe do que qualquer livro.

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    4. António Luiz Pacheco14 de julho de 2014 às 07:09

      Aliás não sou aficionado deste tipo de cinema... salvo pelo sempre alucinado Tarantino de quem sou grande fã e cujos exageros tresloucados não chocam! Tal como em Guy Richie... quero dizer aquilo parece-me feito para se ver que é "cinema" ao contrário dos que são feitos para parecer que é verdade... isso o que me intriga!

      E a literatura? Bem, na verdade acho que não existe um tipo de literatura "gore"... ou há?
      Não estou ao corrente, e se há livros com narrativas de violência esta tem a ver mais com a descrição épica de batalhas p.e. . Será?

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    5. Sim, o filme é de 71, mas o livro é de 62. Comprei-o logo a seguir a ter visto o filme, que foi um autêntico soco no estômago.
      Aliás penso que saíu uma nova edição do livro, com nova tradução, para comemorar os 50 anos do livro.
      Outro filme que vi nos anos 70, extremamente violento, foi o 1900, do Bertolucci. Violento mas muito bom e com actores excepcionais.
      Antonieta

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    6. Eu tambén não aprecio nada os chamados "filmes de acçao", estou farta de violência gratuíta, mas há filmes que são (eram naquela altura) quase obrigatórios.
      Confesso que também tive um fraquinho pelo Tarantino (o Pulp Fiction foi uma revelação!) mas agora já não tenho pachorra, estou a ficar velhota, eheheh.
      Antonieta

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    7. Já nada tem a ver com o post da MRP (ou terá?), mas tenho de tirar o chapéu à Antonieta por evocar essa obra-prima do cinema (na minha opinião) chamada 1900. Já lá vão uns anos, mas ainda hoje recordo enquadramentos e cenas e fotografia que tomara eu conseguir pôr aquilo tudo no papel. (digo isto com ideologias à parte, que são outros 500). Refiro ainda que Anthony Burguess não gostou do filme do Kubrick por lhe dar uma exposição diferente (talvez mais premonitória). Como não li o livro, peço à Antonieta que me diga se assim é.

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    8. António Luiz Pacheco14 de julho de 2014 às 07:50

      Fantástico o filme! Sem qualquer dúvida... mas com uma violência - aliás explícita - que me parece moderada e qb pois faz parte integrante da narrativa e sem a qual creio que seria difícil conceber o filme... como na Lista de Schindler p.e.
      Não sei se foi inspirado nalgum livro...

      Não é desta violência que falo, como há outras sensações fortes, até quase pornográficas ou obscenas que se justificam em determinadas obras, enfim, penso eu...

      A violência de que falo nem é tão-pouco a do Steven Segal... ou do Private Ryan, é a que estrela sózinha, a violência pela violência, pura, do sangue que jorra e dos membros despedaçados em tanto filme que nem é "gore" mas antes pretende ter até "elevados" conteúdos, de culto, com uma dada mensagem e tudo, mas não passam de exercício de pura maldade, se é que me consigo explicar. E quase sempre da autoria de gente nova, que não faz idéia sobre aquilo que está a escrever e tão-pouco alguma vez viveu o que imagina de forma aparentemente cândida. Nunca terão morto uma galinha, e até o renegam, mas depois põem-se na pele de personagens sanguinários que idealizam, descrevem e interpretam quando escrevem... isso é o que me causa calafrios!



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    9. António Luiz Pacheco14 de julho de 2014 às 07:55

      Fui procurar informação rápida... não o 1900 não se baseia em nenhuma obra!

      Fiquei a saber que a banda sonora é de Ennio Morricone, aliás autor de temas belíssimos!

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  8. Caro João Madeira, tudo isto se passou logo a seguir a 25/04/74 e já não tenho o livro (ficou «emprestadado» a alguém), mas lembro-me bem que não gostei do livro.
    Talvez por isso não me tenha preocupado em reavê-lo, e muito menos em comprar a nova edição.
    Tenho a sensação que era quase todo à base de diálogos mas, tantos anos e tantas centenas de livros depois, já não posso garantir nada.
    Lembro-mo da polémica, mas isso é muito comum, raras vezes os escritores gostam do que os realizadores fazem aos seus livros.
    :-) Antonieta

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  9. Caro João Madeira, tudo isto se passou logo a seguir a 25/04/74 e já não tenho o livro (ficou «emprestadado» a alguém), mas lembro-me bem que não gostei do livro.
    Talvez por isso não me tenha preocupado em reavê-lo, e muito menos em comprar a nova edição.
    Tenho a sensação que era quase todo à base de diálogos mas, tantos anos e tantas centenas de livros depois, já não posso garantir nada.
    Lembro-mo da polémica, mas isso é muito comum, raras vezes os escritores gostam do que os realizadores fazem aos seus livros.
    :-) Antonieta

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  10. Por falar em ficção científica, ainda aqui não foi mencionada a obra "nonsense" do britânico Douglas Adams (só mesmo um britânico para escrever tal coisa), com o título "The Hitchhikers's Guide to the Galaxy - em português: "À Boleia pela Galáxia". A saga começa, quando o planeta Terra é destruído para dar lugar a uma auto-estrada inter-galáctica. Quando há alguém que reclama: "mas não podem destruir assim o planeta, sem avisar", recebe como resposta: "sem avisar? O anúncio desta obra esteve tempo suficiente no planeta X, na galáxia XY, e ninguém reclamou".
    É uma obra completamente absurda, mas que inspirou outras de ficção científica, também filmes, como, por exemplo, o Star Wars. As cenas passadas com o Han Solo naquele bar onde existem criaturas exóticas é tirada precisamente da saga de Douglas Adams (entre outras). Aliás, o Star Wars também foi buscar muita inspiração ao Senhor dos Anéis.

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    1. Cláudia da Silva Tomazi15 de julho de 2014 às 04:28

      Independente da experiência individual qualquer autor passa a ser completamente absurdo cara Cristina tão necessáriamente quanto histórico.

      Isto implica um factor muito simples o da "transição da experiência ".

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