Eça paulista

Todos os estrangeiros que visitam o Brasil se esforçam por não falhar o Rio de Janeiro que, apesar de já não ser a capital, é uma das cidades mais belas e aquela onde parece que tudo está a acontecer. Mas, culturalmente, São Paulo tem bastante mais para oferecer a quem gosta de pintura, dança, cinema e museus. Entre um dos mais fantásticos, está o Museu de Língua Portuguesa, que já teve uma memorável exposição interactiva sobre Fernando Pessoa. A atenção aos escritores portugueses não ficou, no entanto, por aqui – e agora anuncia-se uma mostra dedicada ao nosso Eça de Queirós para 2015, segundo António Carlos Sartini, o director, que acrescenta que vai ser um trabalho de grande responsabilidade, dada a craveira do romancista e o interesse que sempre despertou dos dois lados do Atlântico, uma vez que Eça é considerado património de ambas as culturas, a portuguesa e a brasileira. Planeando férias para o Brasil no ano que vem, não falhe, pois, a beleza e as praias do Rio de Janeiro, mas preveja uma escapadinha à enorme São Paulo para ver uma exposição que promete ser muito interessante. Pode acompanhar os desenvolvimentos em www.museudalinguaportuguesa.org.br.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco21 de julho de 2014 às 02:39

    Eça de Queirós, é sem dúvida um nome incontornável da nossa literatura, lusófona.

    Não me admiro portanto da iniciativa, pois creio que alguma intelectualidade brasileira será esclarecida ao ponto de o saber e se interessar pelo que julgo ter sido o expoente maior do romantismo, e sobretudo alguém que teve uma notável maestria no uso do português, conseguindo ser globalmente lusógrafo (o termo existe ou estarei a inventar?)

    Congratulo-me pois com a iniciativa e o reconhecimento que a todos distingue!

    Saudações distinguidamente lusófonas e Ecianas da cidade morena!


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    1. No tempo do Eça a ortografia era comum. Depois, deixou de ser, mas a culpa não foi brasileira.

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  2. então estamos n' Eça.

    boas férias para todos.

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  3. Um dos aspectos mais interessantes da nossa relação com o Brasil é o amor maior das nossas coisas e autores que o Brasil corporiza. Será que há muitos autores Brasileiros que façam parte deste património comum?

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  4. O Eça que tanto escrevia para jornais portugueses como brasileiros. O Eça das polémicas com Machado de Assis. O Eça em letras da Marisa Monte. O Eça da Elza Miné. O Eça transatlântico, em suma.

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    1. Sem dúvida, Blonde ... Mas se confrontarmos tudo o que hoje se produz em termos de teses, etc., só podemos concluir que muito (em quantidade e quiçá em qualidade) tem origem no Brasil, independentemente da relação do sujeito com a antiga metrópole.

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  5. O ilustre nome de Eça.
    Em Havana, onde foi diplomata, um café que frequentava foi ilustrado com diversas referências e creio que com um busto. Parece-me que recentemente no exterior lhe erigiram uma estátua ou um busto de maiores proporções.
    Esperemos que Newcastle também venha a tomar qualquer iniciativa.

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  6. Bustos de Eça e coisas afins não são de todo necessárias. Posso olhar o busto, ver-lhe a feição em bronze, e não conhecer sua obra. Há, isso sim, a necessidade urgente de se divulgar sua obra e fazer com que as novas gerações a conheçam e os mais velhos (que o leram) dela não se esqueçam. O relembrar é sempre importante e, neste caso, vale muito a pena.

    As cidades estão cheias de estátuas e nunca vi ninguém parar para as olhar e para querer saber, ao menos, quem foi o esculpido.

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  7. Pois eu, ainda miúdo, parava perante a estátua que está em Lisboa, no Largo do Barão de Quintela. Mais tarde li muitos dos seus livros e de vez em quando releio. Gosto de literatura, não desdenho de escultura e apoio a sementeira de elementos que ajudem a perdurar a memória dos valorosos.

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