Correspondências

Antes que me venham dizer alguma coisa menos elogiosa, vou já avisando que este post é daqueles que não dizem nada de especialmente interessante (lamento não me ter lembrado de um tema com um mínimo de sumo, mas não pode ser sempre); em todo o caso, calculo que quem goste de livros goste também de um certo tipo de correspondências (acontece comigo) e tenha alguma curiosidade em saber, por exemplo, que livros foram publicados no ano do seu nascimento (os mais conhecidos, enfim). Eu, pelo menos, fui atraída por essa, chamemos-lhe assim, futilidade sem préstimo aparente, mas acabei por topar com um autor em que ainda não pus os olhos (Robert Heinlein) e fiquei de orelha arrebitada – já é qualquer coisa. Além disso, descobri que A Trégua, de Mario Benedetti (que apreciei muito, tal com o extraordinário ASeverino), foi escrito no ano em que nasci (se se derem ao trabalho de ver alguns dos grandes livros saídos entre 1911 e 1999, ficarão a saber a minha idade), bem como O Tambor, de Günther Grass, o alemão que viveu muitos anos em Portugal e ganhou o Prémio Nobel da Literatura. Se quer, pois, saber que grandes obras foram dadas à estampa no ano em que veio ao mundo, divirta-se: eu deixo-lhe aqui o link, enquanto vou pensar em algum assunto mais digno para o post do dia que aí vem.


 


 


http://homoliteratus.com/quais-foram-os-grandes-livros-publicados-na-data-de-seu-nascimento/

Comentários

  1. Ena!, a "minha" colheita é vetusta: Bestiário(Julio Cortázar), O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry), O Homem Ilustrado (Ray Bradbury), Molloy (Samuel Beckett), Malone morre (Samuel Beckett), O Apanhador no Campo de Centeio (J.D. Salinger), Memórias de Adriano (Marguerite Yourcenar), Fundação (Isaac Asimov), O Criador de Gorilas (Roberto Arlt), A Colméia (Camilo José Cela).

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  2. Eu venho elogiar: gostei muito deste post e considero que é interessante e importante saber as datas de publicação das obras. E é também uma curiosidade saber o que se publicou de relevante no ano do nosso nascimento.
    Passo por este blog todos os dias. Gosto de todos os posts, quer sejam mais profundos ou mais ligeiros, como lhe queiram chamar.
    Muito obrigada Maria do Rosário pela partilha!
    Paula Cardoso

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  3. Eu acho este assunto muito digno e bem interessante.
    O seu ano não é segredo, basta abrir a sua Poesia Reunida; o que não está lá é o mês e o dia.
    Não me atrevo a perguntar-lhe isso, mas será que podemos, ao menos, saber qual é o seu signo?
    Isto é que não é nada digno mas gosto imenso de saber o signo das pessoas que admiro, fico toda contente quando são do meu.
    Mesmo que não me responda vou continuar a gostar de a ler e a vir aqui todos os dias úteis.
    Bom fim de semana para todos!
    :-) Antonieta

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  4. acho que todos temos essa curiosidade, entre outras "futilidades" do ano que nascemos. :)

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    1. Tem razão, Luís, também tive curiosidade em saber quem foi o Nobel e o Man Booker do meu ano de nascimento.
      Nunca mais me esqueci.
      :-)
      Antonieta

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  5. Cláudia da Silva Tomazi4 de julho de 2014 às 04:26

    Interessante post a possibilidade em atualizar o campo literário e informar-se de escritores e obras.

    Meu trio de escritores - Gabriel Garcia Marques
    Milan Kundera
    Mikail Bulgakov

    Curiosidade à parte: o artigo da Home chamou atenção com relação EDITORAS MÁS no ensejo minha opinião vai a especialmente Regina Sara Ryan da Editora Hohn Press, EUA apelando na Introdução do livro "A Alquimia do Amor e do Sexo" de Lee Lozowick.

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  6. Antes do mais tenho de agradecer à extraordinária MRP esta tribuna que todos os dias me permite botar palavra sobre a minha paixão - os livros; e como eu sei ser difícil arranjar tema para todos os dias...mas desde já lhe digo que este é afinal um tema interessantíssimo -desde que se fale de livros é interessante-.

    Não sabia que o Günter Grass tinha vivido muitos anos em Portugal (lá estou eu a confirmar a máxima transcrita no meu blogue -Kontestu- Cada pessoa que conheço, sabe pelo menos uma coisa que desconheço).

    Não teria mais de dezasseis quando conheci este escritor de ficção científica norte americano Robert Heinlein através de "UM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA" que foi, em meados dos anos 60, a obra adoptada por muitos jovens em rebelião contra os valores mais "sagrados" do sistema americano tendo sido efectivamente um dos estandartes do movimento beatnik, já não me lembro nada do livro, sei que está publicado na Coleecção Argonatuta das Edições Europa-América e poderá ser encontrado nalguns alfarrabistas.

    Permito-me ainda fazer uma referência para um livro da mesma colecção de ficção científica, aqui já citado pelo extraordinário Paulo Oliveira, colecção ARGONAUTA - o nº. 18- (HOMEM ILUSTRADO" do Ray Bradbury - Preparava-me para me estender a ler quando o Homem Ilustrado surgiu no alto da colina e ficou um momento imóvel, ... Nesta altura, em nenhuma feira da América me queriam tocar nem mesmo com a ponta de uma vara. .....) um livro que na altura adorei e que tinha uma capa fabulosa de Cândido Costa Pinto, aliás as capas dos primeiros cinquenta destes livros eram autênticas obras de arte.

    Ainda nesta colecção há um livro que é absolutamente imprescindível -ESTAÇÃO DE TRÂNSITO- de Clifford D. Simax (que, aliás, foi editado também pela EA em volume duplo, nº 200 da colecção Vampiro; este volume duplo tem um policial do Perry Mason e a Estação de Trânsito do Simak), é uma edição rara que há poucos anos adquiri num alfarrabista, em muito bom estado, obviamente que já me esqueci da história mas ainda me lembro vagamente que o protagonista teria para aí 130 anos de idade, vivia isolado, creio que era assinante há mais uma centena de anos de revistas e jornais o seu recebimento provocava a desconfiança de toda a gente...era mais ou menos isto, sei que foi um livro fascinante e que tenciono voltar a ler.

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  7. António Luiz Pacheco4 de julho de 2014 às 05:23

    Hum... sem sumo e nada interessante??

    Nin nada!

    Acontece é que nunca me tinha lembrado de tal coisa... e agora despertou-me a curiosidade!!!!

    Vou ver!!!!

    Bom fim de semana e saudações da cidade morena!

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  8. Esta correspondência matou-me de vez, ou talvez tenha confirmado algo que há muito suspeitava: a relação que temos com a natureza e a humanidade, na perspectiva do nada se perde tudo se transforma. Um dos meus escritores de eleição sempre foi Truman Capote.
    Ainda agora tinha acabado de escrever algo como:
    «Escrever é abrir um universo que só se abre ao comum dos mortais (que somos todos), quando nos apercebemos que por detrás da nossa vida comum, quase mecânica e reflexa, existe um outro mundo repleto de outras perguntas e respostas complexas. PAS

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  9. Sou um felizardo: nasci no ano da publicação do Estrangeiro de Camus!

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  10. Sou um felizardo: nasci no ano da publicação do Estrangeiro, de Camus!

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    1. Não me queixo:

      Também nasci junto ao mar (O Velho e o Mar, Ernest Hemingway) e, enquanto espero Godot (Esperando Godot, Samuel Beckett), dedico-me aos origames (Mil Origames, Yasunari Kawabata) e venho confabular com todos os Extraordinários (Confabulário, Juan José Arreola).

      E Godot demora, demora ... chegará algum dia?

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  11. Excelente post : põe-nos a inquirir !

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  12. Há muito tempo que ando com vontade de ler Por Favor, não Matem a Cotovia (O Sol é para Todos, no Brasil), de Harper Lee (o único romance que escreveu), publicado em 1960 e vencedor do Pulitzer.

    Acabei de comprar A Trégua, romance referido no post, pela módica quantia de 5 euros.

    António Breda Carvalho

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  13. Eu já sabia que o meu ano de nascimento é de luxo: Cem Anos de Solidão, de G. Marques. Um dos livros da minha vida... Orgulhosíssima!

    Marta Correia

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  14. António Luiz Pacheco4 de julho de 2014 às 08:35

    Bolas que desilusão: Final do Jogo(Julio Cortázar)

    Devia ter nascido em 57 e apanhar o Kerouac...

    Tem razão Extraordinária Anfitriã, este tema é de fraco interesse... eheheh!

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    1. Caro Pacheco,
      desilusão com Cortázar?
      fica uma sugestão:
      http://vimeo.com/32244407

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  15. João J. A. Madeira4 de julho de 2014 às 14:34

    Perdoem-me o facto de rumar contra a corrente. Mas que me interessa saber o que escreveram pessoas como eu (gente) no ano em que nasci? Se, com 14 anos e os meus primeiros salários, eu buscava nos alfarrabistas agendas Bertrand até encontrar uma de 1956 que, finalmente, me dissesse ter eu nascido a uma quarta-feira? É que a minha mãe não se recordava... Boa noite a todos.

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  16. João J. A. Madeira4 de julho de 2014 às 14:47

    Esqueci-me de dizer que "A Strange Man in a Strange Land" de Robert A. Heinlein foi de facto um grande livro nos anos 60/70. Um dos livros que, a par de muitos, foi mão a moldar o meu corpo de gesso. Hoje, poucos o conhecem. Como, muito provavelmente, conhecerão no futuro muitos dos autores de sucesso de hoje.

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  17. E não é tão bom apreciar uma futilidade sem préstimo aparente de vez em quando? Curiosa fui espreitar e adorei saber que um dos livros do "meu" ano é um livro de um cientista que me formou o intelecto... (e nada atrás do Heinlein!)

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