Olá, palavras

Todos os dias ouço alguém queixar-se de que, sobretudo por causa do recurso a uma linguagem simplificada utilizada em e-mails e SMS, os nossos jovens têm um léxico cada vez mais reduzido. É também possível que não andem a ler livros sérios, desses em que se aprende um monte de palavras novas a que se chega por dedução ou consultando o dicionário sem preguiça. Mas existe um projecto de dimensão educativa e comunitária que visa aumentar o vocabulário dos mais novos e celebrar a palavra. É da responsabilidade da Escola Superior de Educação Jean Piaget, na cidade de Almada, e a ideia é convidar ilustradores e autores de literatura infanto-juvenil para contarem, durante hora e meia aos domingos de manhã, histórias às crianças da comunidade e, de caminho, conversarem com elas sobre palavras. Chama-se Olá, Palavra e teve como convidada da primeira sessão Catarina Sobral. Outros se seguirão.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco4 de junho de 2014 às 03:03

    A idéia era boa... digo "era", pois creio que a escolha do Domingo de manhã a vai "matar"...
    Não sou pessimista e nem quero agoirar, notem!

    O Instituto Jean Piaget forma educadoras, e a estas compete fazer nos infantários essa tarefa.
    Sou casado com uma educadora veterana. Lê muitas histórias às suas classes, dedicando a isso sempre uma parte do dia, como forma de lhes suscitar a imaginação e o gosto pelas histórias de que elas gostam instintivamente, sendo inimiga da prática habitual em quase todos os infantários (por mais fácil e menos cansativo) que é pôr as crianças a ver filmes ou televisão - coisa que faz muito moderadamente.
    Possui uma grande quantidade de livros infantis e de histórias, sempre actualizados, ainda no Domingo passado (era dia da criança) andou na Feira do Livro a meter o nariz nas edições infantis.

    Mas para isso é preciso também formar as educadoras!

    O Domingo de manhã... não creio numa grande afluência de pais, a não ser que aproveitem para ir às compras no Almada Shopping e no Continente, entretanto... aliás já começa a estar bom para ir à praia...

    Saudações do Bairro Ribatejano

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  2. Cláudia da Silva Tomazi4 de junho de 2014 às 03:57

    Interessante.

    "Paludícola" quem vive no charco e lagoa.

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    1. pois pois J. Pimenta...

      Conheceste este dito que foi êxito em Portugal aqui há uns anos?

      Sabes quem foi J. Pimenta?

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    2. Cláudia da Silva Tomazi4 de junho de 2014 às 05:19

      Bem; êxito entre seus de bom exemplo vale conhecer.

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    3. Quem casa quer casinha, vai já ao Lapinha!

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  3. Cláudia da Silva Tomazi4 de junho de 2014 às 06:53

    Fui conhecer o tal J. Pimenta e quem apresentou-me foi, mas antes deixa eu registar que na década de oitenta no Brasil tive um professor de matemática que chamava-se Severiano Volpato inclusive bem didático o professor Severiano chegava a classe com elegante óculos modelo aviador e calças brancas diferenciado dos demais professores à rigor de guarda-pó (digamos era um professor excêntrico) àquela disciplina tornada integra pois este professor era determinado alinhando-se ao quadro negro e giz realmente explicava a importante dinâmica de números, bons tempos de outrora; bem, de início estava a dizer quem foi apresentar-me J. Pimenta foi a Wikipédia (Google) afinal esperar a boa vontade de uns e outros...nem cola.

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  4. Acho tão triste, tão deselegante a forma como o Severino goza com a Claudia.
    Penso que ela tem dificuldade em expressar-se em português mas isso não deve, não pode ser motivo para brincadeiras idiotas.
    Afinal o que é que ela pode saber sobre o J. Pimenta, e o que é que isso tem a ver com literatura?
    Estou a imaginar o Seve a rebolar-se de riso e a pensar: ela até foi ao google e não encontrou nada.
    É mais uma bimba americana (do sul), não é verdade, Severino?
    Francamente!
    Shame on you!!!
    Claudia, apresento-lhe as minhas desculpas por ser tratada assim deste lado do Atlântico.
    João

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    1. António Luiz Pacheco4 de junho de 2014 às 09:39

      Hum... Caro João , Extraordinário Anónimo:

      Resta saber quem goza com quem... porque o que m'a mim parece é que a Cláudia goza connosco todos... e também me parece não precisa de ser defendida, nem de desculpas...

      O "Mistério de Cláudia", seria um bom tema!

      Eheheh! Penso eu de que...

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    2. Caro António,

      A Claudia não precisa de defesa?
      Well if you say so!
      Pelos vistos o Severino arranjou um belo advogado, penso eu de que...
      Nããão, não me diga que a Claudia é quem eu estou a pensar!
      Ainda assim, quer ela exista ou não, acho que alguém tem sido bem indelicado.
      João

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    3. Como saberão, arvorei-me durante uns tempos em “defensor” da Cláudia perante os ”ataques” de Severino e o silêncio dos restantes Extraordinários.
      Tenho aqui um ficheiro onde, durante uns largos meses, coleccionei as intervenções dela, bem como os respectivos comentários a propósito, de outros Extraordinários, e, bem assim, os meus próprios.
      Quantas vezes – pergunto-me eu – durante esse largo período, para desassossegar Severino manipulei as palavras de Cláudia para com elas revelar um possível sentido poético? Quantas vezes dei aqui a conhecer os poemas de Cláudia que, através do Google, lhe descobri? Quantas vezes, com estas habilidades, calei Severino e despertei do silêncio outros Extraordinários?
      Mantive essa disciplina durante as 68 páginas e os 673 KB do ficheiro. Depois, por razões várias, abrandei a disciplina. Mas tenho mantido sempre as intervenções de Cláudia (e de Severino…) mais ou menos debaixo de olho. E, de vez em quando, lá vou metendo o bedelho.
      Agora, de repente, vem o Pacheco às 17:39 com esta coisa do “Mistério de Cláudia”. Depois o "anónimo" João das 16:32, a desconfiar, vem às 19:28 recuar com esta outra de “não me diga que a Cláudia é quem eu estou a pensar!”... Isto depois de, às 18:15, ter vindo a própria Cláudia com esta: “Entre tantos jotas apenas a pérola na abreviatura de vosso nome caro João”…
      Fiquei às aranhas, pois que eu próprio – juro – não sendo a Cláudia, sou um dos “entre tantos jotas” terminados em “ão” do tal “mistério” com que Pacheco, “advogado de Severino”, leva João a especular.
      Estão a ver a trapalhada que está aqui armada, o meu problema…
      Mas pronto: instalado que está o “Mistério” (que, diga-se, engrandece Cláudia!) atrevo-me finalmente a propor uma coisa que, por respeito a Maria do Rosário, tenho andado a reprimir – pois que, neste blogue de sua autoria, o centro principal das nossas intervenções deve ser o que ela diariamente nos propõe.
      E essa coisa que finalmente ouso propor é que, à semelhança do “Ando a Ler”, façamos aqui mensalmente, cada um de nós – Luís Eme, Carla, Beatriz, Sande, Cristina, Pacheco, poetas de Orfeu, surrealistas, e tudo – uma resenha criativa das palavras que Cláudia nos vai ao longo do mês oferecendo para que as lapidemos.
      É que – cada vez mais me convenço – se não fizermos isto, estamos a amontoar um desperdício. Pois se ela própria, ainda há bocado, às 18:15, esclareceu que “Educação erudita (sem discriminar) destina-se a distinguir poucos”…
      E estes poucos – como é claro, ó Extraordinário Severino! – não discriminam aqueles cujo nome não termina em “ão”. Não: isto abrange também os que terminam em “ino”, em “checo”,”iz”, “ina”, “ande”, ”ino” e tudo.
      Os “poucos” são, afinal, muitos. São os que terminam em “ário”, de “extraordinário”.
      Que isto fique bem clário.

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    4. António Luiz Pacheco5 de junho de 2014 às 03:20

      Extraordinário Joaquim Jordão:

      Sei quem é a Cláudia!
      Ou julgo saber: - É ela mesma, existe, e, volto a dizer (agora esclarecendo) que pela sua craveira não necessita de defesa!

      É Senhora de letras e cultura, se bem que de uma esfera que não sendo a minha, me a torna muitas vezes incompreensível e por isso me silencio.
      É o que faço quando não compreendo, pois tenho plena consciência das minhas limitações ou falta de saber, eu a traça literária que a este blog é atraída pela luz dos que sabem ou estão acima de mim e assim tento evoluir. A Cláudia é uma das luzes que refiro e que me atraem aqui, mesmo sem a entender na maioria das vezes, mas sei que a culpa disso é minha... porque não chego lá!
      Ainda... espero um dia chegar...

      Não sou advogado do Severino! Este tem a pele dura e um saber próprio que também muito estimo e é também uma luz que aqui me atrai, diferente daquela da Cláudia.

      Sem comungar dela, entendo a irritação do Severino em a não entender e a reacção nele produzida.
      Porquê?
      Pois faço esta leitura:
      Ambos, eu e o Severino, não entendemos a Cláudia!
      Porém, a mim ela provoca curiosidade e pela minha maneira de ser, analítica, fico a aguardar a oportunidade de a compreender, de saber mais um pouco. Coisa que ainda não consegui... aliás é a minha profissão: ver, analisar, perceber e apontar soluções ou caminhos... sou consultor basicamente!
      Ao Severino, mais directo e pragmático, repentista, ela provoca uma reacção que no fundo é contra ele mesmo por a não entender, e não de agressão à Cláudia - penso eu!
      Parece roçar a intolerância? Talvez, mas o Severino é dos que não tem tempo a perder com preciosismos, ele é um típico leitor de Saramago.
      Vive a vida de uma outra forma, e por esses "tudos" que nos fazem, somos diferentes eu e ele, e a Cláudia, compondo essa maravilhosa diversidade de que é feita a humanidade.

      O Joaquim Jordão, tece uma teia em volta da Cláudia, aproveitando e adensando o Mistério, criando assim o mito... isso é também literatura, o objetivo deste blog Extraordinário, e o que aqui nos trás, por isso alimenta e permanece ainda o que eu chamei "O Mistério de Cláudia", que podia muito bem ser tema para um romance!

      Imagine uma mulher misteriosa, enigmática nas suas intervenções, que ninguém sabe quem seja, e num Blog, impressione outro participante ao ponto de este a detestar e recusar primeiro e aos poucos ir-se tornando numa Obsessão (desculpe o roubo Pedro Almeida Sande) que o conduzirá... ora alguém pegue na idéia... e teremos o primeiro romance inspirado no Horas Extraordinárias!
      E esta?

      Foi onde eu quis chegar, e o nosso Extraordinário Anónimo-João não percebeu, pois não fui claro o bastante!

      Já agora, a Cláudia encontra-se fácilmente através do Google. O J. Pimenta se calhar também, pois foi um célebre constructor civil dos anos 60 e 70, que deu até o nome a um bairro em Paço d'Arcos, ao lado da Escola Militar de Electromecânica e em frente da Escola Náutica infante D. Henrique, onde morou a minha primeira mulher.
      Mas não foi por isso que ficou célebre, e sim pelo famoso anúncio televisivo (a preto e branco) e radiofónico, dos celebérrimos Parodiantes de Lisboa que eram sobretudo um grupo de publicidade.
      A expressão "Pois, pois J. Pimenta", passou a ser usada no quotidiano significando qualquer coisa como "vai falando que eu vou ali e já venho..." ou "'tá bem deixa!", no sentido de querer dizer que não se percebe ou concorda com que o outro está a dizer.
      Pode ser tanto uma indelicadeza, quanto uma maneira brincalhona de responder.

      Perdoem-me esta longa dissertação, não quero maçar ninguém, mas apenas aproveitar o caso e o tema para fazer aquilo que tanto gosto:
      - Conversar! Trocar idéias!

      Um grande abraço para si e para o sapo-chefe!

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    5. Não sei se os meus extraordinários amigos ligam ao futebol (eu ligo-sou lagarto), mas fui um acérrimo defensor do Jorge Jesus aquando da polémica com o treinador inglês do Tottenham Jim Sherwwod ), quando JJ lhe mostrou os três dedos e lhe deu uma espécie de baile; é que a arrogância, o ar de superioridade que ele assumiu para com JJ , como é típico dos ingleses, só mereciam aquilo e na altura toda a gente (imprensa escrita e falada) dobrou a cerviz e deitou abaixo o estúpido e burro do JJ salientando a sua menoridade intelectual ...ora o treinador inglês aprestava-se para gozar com o português, mas desta vez saiu-se mal...não sei se me faço entender...esta maneira de dobrar a espinha perante a arrogância, a altivez e o sentido de superioridade (neste caso intelectual - são burros não percebem, deixós matar a cabeça...) já vem de séculos e bem o escreve J. Rentes de Carvalho, no recem publicado "Portugal, a flor e a foice".

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    6. Ok, Severino – acusei o toque. Aquilo do JJ, e tal…
      Entretanto, congratulo-me por você estar a levar a coisa na desportiva – literalmente.
      Mas, por favor, veja lá: não leve a coisa à risca.
      Quero dizer: tente não trazer para aqui o registo de arrogância, altivez e sentido de superioridade com que o presidente do seu clube fala das nádegas e etc do futebol profissional em Portugal…
      É que parece mal. Até no futebol parece mal…
      Saudações esportivas! (como diria Cláudia)

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    7. Fui agora googlar quem poderia ser Claudia di Tomazi ; antes, pensava que era uma brasileira que estava a gozar connosco. De qualquer modo o meu advogado já aqui expressou (muito bem) o porquê dos meus constantes comentários -chateado comigo mesmo por ser (ao que parece) o único a não perceber.

      Sabes Cláudia é que escreves como Fernão Lopes em 1402, mas agora penso que é por uma boa causa.

      Mas agora creio que escreverás melhor em português do que eu escreveria em italiano...portanto...

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  5. Cláudia da Silva Tomazi4 de junho de 2014 às 10:15

    Entre tantos jotas apenas a pérola na abreviatura de vosso nome caro João.


    Educação erudita (sem discriminar) destina-se a distinguir poucos.

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  6. Léxico reduzido penso que é realmente uma pecha da maioria dos jovens, mas no domínio da escrita também os jovens autores deixam muito a desejar. Léxico reduzido e pobreza na construção das frases. Já no que concerne à originalidade da história que contam e à complexidade da forma como a contam há verdadeiros mestres entre os jovens. Mas se não observam as duas condições anteriores por norma não os leio. Ou então, após a leitura pego logo numa obra de Camilo ou Aquilino, para não invocar Vieira, já tão longínquo.
    E tudo isto porque julgo que Gonçalo M. Tavares trabalha(va) no I. Piaget.

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