Elogio à leitura

Já muitos leitores deste blogue leram o primeiro livro de João Rebocho Pais – O Intrínseco de Manolo – e até publicaram opiniões (boas) a seu respeito. Pois o autor volta agora à carga com um novo romance que é justamente um elogio aos livros e, nem que fosse só por isso, já merecia ser lido. A história é de novo terna e divertida: o protagonista deste Dizem Que Sebastião é um workaholic que descobre um belo dia ter perdido os amigos na voragem do trabalho; e, inspirado pelos casais que vê da janela do seu gabinete regressando a casa, decide convidar uma colega para um jantar romântico. Mas, como nada sabe além de estratégias de venda e mapas Excel, leva um arraso tão grande da rapariga que o seu coração acaba por ficar, também fisicamente, abalado; e, forçado a um período de repouso, aproveita-o – e muito bem – para se cultivar. Porém, se deixou os amigos pelo caminho, a quem pode pedir conselhos sobre leituras e mulheres? Lisboa está cheia de estátuas de escritores – e são esses que na verdade mais o ajudam, dando origem a conversas por vezes hilariantes. E, ao final de um ano, Sebastião – dizem – é um outro homem. Uma homenagem belíssima ao livro e à literatura portuguesa, este romance será também de grande inspiração para os leitores jovens.


 


Comentários

  1. Un pouco a historia do "ovo de Colón". Que camiños se poden tomar para "crear" un filón rico de ideas, imaxinación e despois como froito natural ... As palabras ... Vou mercar. Lopo Fuente

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  2. Bom dia,

    Eu sou um dos que leu e gostou muito de "O intrínseco de Manolo". Lembro-me vagamente de o ter elogiado aqui.

    Vou certamente querer ler este novo romance de João Rebocho Pais, que para já fica em fila de espera.

    Devo dizer-lhe que não consigo acompanhar o vosso ritmo de publicações de bons autores, alguns "perco-os" pelo caminho. Continuem o vosso bom trabalho e não se deixem abater nunca por "estratégias de venda e mapas Excel", pelos vistos fazem mal ao coração... :)

    Uma boa semana,

    Rui Miguel Almeida

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  3. Li O Intrínseco de Manolo. E sinto-me obrigado a ler o novo romance do João, não só pelo tema, mas também por um outro aspeto que me cativa: o romance tem uma personagem com o apelido Breda. É certo que eu, ao contrário do Sebastião, tenho cultura literária e nada percebo de estratégias de persuasão no que concerne a vendas. Quanto às técnicas de sedução, espero que o Sebastião, transformado num novo homem, me dê umas dicas.

    António Breda Carvalho

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    1. Cláudia da Silva Tomazi17 de junho de 2014 às 02:37

      Cultura literária que bom!

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  4. Li "O Intrínseco de Manolo" e gostei, apesar de me parecer que o autor, dos alentejanos, não será um conhecedor por aí além, ou melhor para além do que vai do "seu" monte alentejano.

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  5. Rui Conceição Silva16 de junho de 2014 às 06:28

    Gostei muito do Intrínseco de Manolo. Sei que foi finalista do Prémio Leya e que tinha tudo para o poder ter ganho. Mas confesso que não sei em que ano foi, pelo que, certamente, o vencedor também foi justo.
    Estou muito curioso para ler este novo livro. Pela sinopse, e sabendo da qualidade de escrita de João Rebocho Pais, já sei que vou gostar.
    E isso não acontece com muitos autores, sabermos que vamos gostar de um livro antes de o lermos.
    Seja como for, fico muito satisfeito por ver que o Prémio Leya tem revelado novos autores, não só os vencedores, mas também novos talentos como JRP.
    Termino com o tema do dia e que nada tem a ver com livros: Boa sorte Portugal! É tempo de darmos um desgosto aos alemães, que já nos deram muitos (Merkl e afins).
    Um abraço geral

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    1. Só para esclarecer que O Intrínseco de Manolo não foi finalista do Prémio LeYa.

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    2. Rui Conceição Silva16 de junho de 2014 às 12:09

      Obrigado Maria do Rosário! Devo ter feito confusão com outro livro. Peço desculpa.

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  6. Esta catadupa de publicações terá forçosamente de trazer muita "maçã podre", por exemplo estou a acabar de ler mais um livro desta nova e gigantesca fornada que todos os dias é lançada e porque não acho que venha a despropósito permito-me até elaborar uma nota sobre esse livro, até porque há aqui alguma responsabilidade da editora porque lhe concedeu um prémio (que me fez torcer o nariz), é o recente prémio LeYa "UMA OUTRA VOZ" de Gabriela Ruivo Trindade, e permito-me dizer sobre o mesmo:

    Quando acabo de ler um livro tenho sempre uma qualquer sensação ou de entusiasmo ou de decepção ou de alegria e neste a sensação que tive foi a do LOGRO, lamento dizer mas para além da decepção que foi o livro em si ("UMA OUTRA VOZ") senti-me enganado pois afinal não é nada a anunciada (na contracapa) história de um homem (que se diz) interessante (José Mariano Serrão) mas apenas uma série de novelas -de faca e alguidar-não sei se ao melhor nível de Corin Tellado e quanto ao José Mariano Serrão só tenho notícias quase no fim do livro e somente uma história da carochinha; este livro para mim foi um LOGRO, sei que a palavra é dura mas é o que sinto quanto estou a poucas páginas de acabar este livro e aqui o que digo é o que sinto, lamento que possa magoar alguém mas temos que ser verdadeiros e um prémio LeYa não pode ser um logro, ou há critério ou....afinal o rei vai nu!

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    1. Independentemente das opiniões sobre o livro, suas ou minhas, se calhar diferentes, quero dizer que não tenho nenhuma responsabilidade na atribuição do Prémio LeYa. O júri, constituído por membros idóneos de todos os países da lusofonia (escritores, professores e críticos), vota e escolhe. Eu apenas publico o vencedor.

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  7. Sei que é mais fácil emendar um livro do que escrevê-lo...mas trata-se de um prémio que já tem algum prestígio, portanto...

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  8. Cláudia da Silva Tomazi16 de junho de 2014 às 07:28

    Aprecio um bom título.

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  9. António Luiz Pacheco16 de junho de 2014 às 13:14

    Fui dos que gostaram e comentaram, e, publicitaram "O Intrínseco de etc." .

    SE, este outro for na senda daquele, e digo pelo conteúdo humano de que o autor parece ser um conhecedor e observador perspicaz, mais algum humor subtil e irónico, sei que vou gostar... pena é que só o posso procurar lá mais para a frente...

    Também trouxe na mala, para ler, o premiado da Leya, além do outro finalista... depois falamos, mas o Severino já me está a pôr de pé atrás...

    Vamos ver.

    Até lá, saudações do Planalto (sim, estou de volta ao Huambo!)

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    1. Se bem se lembra, eu disse, desde o início, que o livro não era para si. O António Luiz Pacheco insistia em ser otimista.
      Eu mantenho a minha! Vamos ver quem tem razão!

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  10. E eu espero que à Hora H dos livros na Feira não dê uma sulipampa qualquer.
    Daqui a três anos leio essa gente toda:)


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  11. É gratificante perceber que algo que escrevemos encontra ' noutras pessoas e lugares ' um lugar que lhe traz novos significados. Percebi, com a publicação do meu primeiro romance, que nesse momento a posse da história contada, e de seus possíveis significados, fica entregue ao mundo de pessoas que dela entender tomar posse. E perceber que proporcionou agradáveis momentos de leitura é, sem sombra de dúvida, recompensador.
    A Severino, desta feita viajo pela minha Lisboa, ampla e fascinante, ultrapassando as fronteiras do meu bairro, Olivais Sul, o tal ' monte alentejano ' que ajudou a recriar Cousa Vã. E no entanto, nada mais desejo que Sebastião não desmereça Manolo.
    A todos os que teceram palavras elogiosas à minha escrita, desejo que este novo passo possa merecer idêntica apreciação.
    E obrigado, Maria do Rosário, por trazer a público a sua apreciação

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