Egoísta
Temos poucas publicações periódicas tão bonitas e cuidadas como a revista Egoísta, publicada há quase quinze anos, editada por Patrícia Reis e dirigida por Mário Assis Ferreira, da Estoril-Sol. É uma revista geralmente temática, com textos em poesia e/ou prosa e muitas páginas dedicadas à arte, com desenhos, pinturas e fotografias originais de grande qualidade ou reproduções de grandes artistas. Embora tenham vindo a diminuir os seus números (uma revista de produção cara tem um preço normalmente caro e a crise obriga a contenção), a qualidade tem-se mantido sempre e agora foi (não é a primeira vez, aliás) recompensada. O seu número de Natal, o 51.º, inteiramente dedicado à Poesia, venceu o Grande Prémio de Design da Papies, Revista do Papel, publicação mensal da Pixelpower dedicada à comunicação gráfica. As 126 páginas da edição galardoada foram animadas por grandes fotógrafos nacionais e estrangeiros (Alfredo Cunha ou Annie Leibovitz, por exemplo) e contaram, entre outros autores, com as colaborações de muitos poetas portugueses (o saudoso Vasco Graça Moura é um deles) e estrangeiros. Parabéns, Egoísta!
Não conhecia, mas ainda bem que teve esse prémio! Nós portugueses acabamos por fazer bem as coisas, quando nos empenhamos nisso... é um facto!
ResponderEliminarPena é, que tantas boas publicações temáticas, acabem por fechar a porta por falta de retorno, sobretudo económico... porque viver apenas da
tiragem, não chega... e anunciantes ou patrocinadores é coisa que dificilmente se arranja!
Infelizmente...
Espelha a qualidade dos "empresários" que temos... gente gananciosa, sem visão e nem sensibilidade. Incapazes de apoiar aquilo que os sustenta: a comunidade, de quem só pretendem sacar!
Saudações da cidade morena!
pura de um núcleo a outro núcleo viaja , ego voluptuoso de si em nós lascivo é, e pelo caminho ! oh ! tudo egoísta feliz nos faz
ResponderEliminar_de_
Já por várias vezes tentei comprar a revista, mas creio que não é vendida ao público. Uma pena.
ResponderEliminarJCC
Vão-me perdoar a literária heresia...
ResponderEliminarmas é por estas e por outras que não gosto de poesia!
Enfim... tenho a desculpa de ser apenas uma mera traça literária, claro!
Hum... esclarecendo:
EliminarNão gosto de poesia deste género... para mim sem nexo, que não faz sentido. Talvez eu seja demasiado terreno.
Porque das outras gosto!
Saudações da cidade morena!
Ó Pacheco, está a referir-se a qual poesia? À da selecção que vimos esta noite? É que essa, de facto, é sem nexo, não faz sentido. Talvez seja demasiado terreno... O campo demasiado grande, quero eu dizer...
EliminarAbraço.
J.J.
Estou a falar da intervenção do "Anónimo"... creio que nesta se pretendia um texto literário-poético?
EliminarMas claro, posso estar enganado por óbvia falta de entendimento...
Um abraço !
Peço desculpa, mas qual é "este género"...
EliminarEste:
Eliminarpura de um núcleo a outro núcleo viaja , ego voluptuoso de si em nós lascivo é, e pelo caminho ! oh ! tudo egoísta feliz nos faz
(sic)
Thank's:)
EliminarObrigada, Rosário! Beijo
ResponderEliminarObrigada, Rosário! Beijo
ResponderEliminarLá isso é nome de Revista (só se for revista da tropa).
ResponderEliminarLiteral discriminar o sentido a expressão "boi dormir", aliás poetas de plantão arte por arte em que parte?
Ó Cláudia troquemos estranha poesia, daquela que leva ao nirvana os poetas e ao paroxismo o Severino.
EliminarLiteral discriminar o sentido a expressão "boi dormir", aliás poetas de plantão arte por arte em que parte?...
Que reparte e dessarte
Se fará caminheiro,
Ou um boi que a dormir
Sob o signo do ir
Se transformará num Sir
Num garboso cavaleiro
Um poeta de ilusão
Que à porta do quartel das artes
Gritará, «Egoísta!»,
Como o valente sentinela,
Que agarra com vigor a alabarda
Em defesa da prosa escorreita,
O Severino,
«Quem vem lá?
Um poeta ou um louco sonhador?
Que invadiu esta arte por arte,
Que o boi mesmo a dormir
Difunde como um traque
Um soluço
Com um valente rebuço
Por todo o santo e
Extraordinário lugar.
E já temos título para o poema Cláudia: «Eu, Cláudia!»
EliminarA Cristina Carvalho sempre acrescentaria: «Isto não é um poema!»
E já temos título para o poema, Cláudia: «Eu, Cláudia!»
EliminarA Cristina Carvalho sempre acrescentaria: «Isto não é um poema!»
Hora da reflexão
EliminarSenhor, acaso serei uma infernauta...
acaso escrever é descrever e agregar palavras?!
Moderei conter o verbo com ênfase a língua.
Onde disseram sei lá... filho meu que tratado.
Mas olhe que, ó Cláudia, apreciei a agilidade com que o Pedro – poeta de ilusão – passadas as tropas em Revista, e de plantão à porta do quartel das artes, agarrou com vigor a alabarda em defesa da prosa escorreita.
EliminarNão me parece que aqueles repentistas versos sejam mera conversa pra boi dormir.
Teria o Pedro de Almeida Sande frequentado o Blog Bentices a denominar poesia estranha Joaquim Jordão de Amarante?!
EliminarQuerida Cláudia
EliminarEsse blogue “Bentices” nunca ouvi falar – deve ser coisa lá da sua “infernáutica”.
Agora “agregando palavras” suas e de Sande:
– Quando diz “poesia estranha” refere-se à “má e desafinada poética amazónica” que Pedro aponta – e com razão – a Paulo?
É que este Paulo – o Bento – de facto não atina nem afina, no seu apostolado aí pela Amazónia.
“Moderei conter o verbo”, mas, já que falamos de apóstolos, não resisto a dizer-lhe esta moderada bentice: – Palabras leba-as o Bento.
é uma revista pura [não infectada] no conceito e na estética, desde o seu inicio, viajou no tempo sem tempo contra o tempo, dirige-se e só se acolhe no núcleo [duro] daqueles que, à volúpia com que é imaginada e produzida, correspondem com um lascivo ! oh ! porque tudo nela é superiormente egoísta e é assim que, engenhosamente, feliz nos faz | é uma revista admirável …
ResponderEliminar_oh_
Ah!
EliminarPois é: a Cláudia bem que adverte os “poetas de plantão” para que tenham cuidado com a “conversa pra boi dormir” = conversa fiada...
EliminarDe plantão e de alabarda romba, não afiada, JJ .! Também o que se espera depois de uma má e desafinada poética amazónica? ehhhhh !
EliminarComo disse, e humildemente reconheço, não possuo sensibilidade para atingir o primeiro texto.
EliminarMea culpa...
Agradeço a elevação e gentileza do esclarecimento, sinceramente.
Saudações desde a cidade morena.
Parágrafo único - escambo outrora resolvia a crise.
ResponderEliminarcaros extraordinários ||| regresso à vetusta condição de leitor deste blog, cessando a minha participação escrita neste espaço | embora sempre elevada, a crescente “personalização” das participações, encadeando frequentemente, de forma velada, um processo de resposta e contra resposta mais entusiasmado pela forma do que pelo conteúdo daquilo que cada um, com a sua natureza, vem aqui partilhar [ em que eu mesmo me envolvi, de onde a onde ] facto talvez amplificado pelo pequeno número de participantes que, em certos dias, é possível reunir, justificam a minha decisão | manter-me-ei leitor e, por todos, sem excepção, declarado a minha estima | pela MRP, para além da estima, uma especial admiração pelo seu trabalho
ResponderEliminar_de_
Caro Miguel de Almacave ||| através do seu nome||| tem vindo a "desinsuflar-se" como balão colorido que ||| perdendo ar ||| sobe nele. Ao ponto de o tratarem por anónimo. Não se anonimize em definitivo. Eu ||| que só pontualmente aqui escrevo ||| gosto de o ler. Abraço
EliminarPermita-me uma observação ao seu descontentamento, talvez por mim provocado, com a inocência da ignorância, todavia atrevida mas que não tinha por objetivo cerceá-lo.
EliminarSou espontâneo e assumo a minha incultura literária, como traça, aliás é por isso que aqui venho diariamente, para aprender e evoluir.
A sua retirada, será apenas baixar os braços à ignorância (onde se inclui a minha), coisa que muito me custará, e creia que aprendi mais uma lição, que por si me foi dada... não tenho qualquer problema em o dizer, pois entre os meus muitos defeitos não se conta nem a intolerância nem a desonestidade, que evito ou pelo menos tento...
Saudações da cidade morena e não desista... é para isso que servem os poetas, mesmo aqueles fora do meu alcance e sensibilidade, para nos sensibilizarem e ajudar a abrir portas e aceder a novos horizontes, mais largos!