Egoísta

Temos poucas publicações periódicas tão bonitas e cuidadas como a revista Egoísta, publicada há quase quinze anos, editada por Patrícia Reis e dirigida por Mário Assis Ferreira, da Estoril-Sol. É uma revista geralmente temática, com textos em poesia e/ou prosa e muitas páginas dedicadas à arte, com desenhos, pinturas e fotografias originais de grande qualidade ou reproduções de grandes artistas. Embora tenham vindo a diminuir os seus números (uma revista de produção cara tem um preço normalmente caro e a crise obriga a contenção), a qualidade tem-se mantido sempre e agora foi (não é a primeira vez, aliás) recompensada. O seu número de Natal, o 51.º, inteiramente dedicado à Poesia, venceu o Grande Prémio de Design da Papies, Revista do Papel, publicação mensal da Pixelpower dedicada à comunicação gráfica. As 126 páginas da edição galardoada foram animadas por grandes fotógrafos nacionais e estrangeiros (Alfredo Cunha ou Annie Leibovitz, por exemplo) e contaram, entre outros autores, com as colaborações de muitos poetas portugueses (o saudoso Vasco Graça Moura é um deles) e estrangeiros. Parabéns, Egoísta!

Comentários

  1. António Luiz Pacheco23 de junho de 2014 às 02:10

    Não conhecia, mas ainda bem que teve esse prémio! Nós portugueses acabamos por fazer bem as coisas, quando nos empenhamos nisso... é um facto!
    Pena é, que tantas boas publicações temáticas, acabem por fechar a porta por falta de retorno, sobretudo económico... porque viver apenas da
    tiragem, não chega... e anunciantes ou patrocinadores é coisa que dificilmente se arranja!
    Infelizmente...
    Espelha a qualidade dos "empresários" que temos... gente gananciosa, sem visão e nem sensibilidade. Incapazes de apoiar aquilo que os sustenta: a comunidade, de quem só pretendem sacar!

    Saudações da cidade morena!

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  2. pura de um núcleo a outro núcleo viaja , ego voluptuoso de si em nós lascivo é, e pelo caminho ! oh ! tudo egoísta feliz nos faz

    _de_

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  3. Já por várias vezes tentei comprar a revista, mas creio que não é vendida ao público. Uma pena.
    JCC

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  4. António Luiz Pacheco23 de junho de 2014 às 03:10

    Vão-me perdoar a literária heresia...
    mas é por estas e por outras que não gosto de poesia!

    Enfim... tenho a desculpa de ser apenas uma mera traça literária, claro!

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    1. António Luiz Pacheco23 de junho de 2014 às 03:17

      Hum... esclarecendo:

      Não gosto de poesia deste género... para mim sem nexo, que não faz sentido. Talvez eu seja demasiado terreno.
      Porque das outras gosto!

      Saudações da cidade morena!

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    2. Ó Pacheco, está a referir-se a qual poesia? À da selecção que vimos esta noite? É que essa, de facto, é sem nexo, não faz sentido. Talvez seja demasiado terreno... O campo demasiado grande, quero eu dizer...
      Abraço.
      J.J.

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    3. António Luiz Pacheco23 de junho de 2014 às 04:03

      Estou a falar da intervenção do "Anónimo"... creio que nesta se pretendia um texto literário-poético?
      Mas claro, posso estar enganado por óbvia falta de entendimento...

      Um abraço !

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    4. Peço desculpa, mas qual é "este género"...

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    5. António Luiz Pacheco24 de junho de 2014 às 12:37

      Este:

      pura de um núcleo a outro núcleo viaja , ego voluptuoso de si em nós lascivo é, e pelo caminho ! oh ! tudo egoísta feliz nos faz
      (sic)

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  5. Obrigada, Rosário! Beijo

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  6. Obrigada, Rosário! Beijo

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  7. Cláudia da Silva Tomazi23 de junho de 2014 às 03:49

    Lá isso é nome de Revista (só se for revista da tropa).

    Literal discriminar o sentido a expressão "boi dormir", aliás poetas de plantão arte por arte em que parte?

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    1. Ó Cláudia troquemos estranha poesia, daquela que leva ao nirvana os poetas e ao paroxismo o Severino.

      Literal discriminar o sentido a expressão "boi dormir", aliás poetas de plantão arte por arte em que parte?...

      Que reparte e dessarte
      Se fará caminheiro,
      Ou um boi que a dormir
      Sob o signo do ir
      Se transformará num Sir
      Num garboso cavaleiro
      Um poeta de ilusão
      Que à porta do quartel das artes
      Gritará, «Egoísta!»,
      Como o valente sentinela,
      Que agarra com vigor a alabarda
      Em defesa da prosa escorreita,
      O Severino,
      «Quem vem lá?
      Um poeta ou um louco sonhador?
      Que invadiu esta arte por arte,
      Que o boi mesmo a dormir
      Difunde como um traque
      Um soluço
      Com um valente rebuço
      Por todo o santo e
      Extraordinário lugar.

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    2. E já temos título para o poema Cláudia: «Eu, Cláudia!»
      A Cristina Carvalho sempre acrescentaria: «Isto não é um poema!»

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    3. E já temos título para o poema, Cláudia: «Eu, Cláudia!»
      A Cristina Carvalho sempre acrescentaria: «Isto não é um poema!»

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    4. Cláudia da Silva Tomazi23 de junho de 2014 às 06:06

      Hora da reflexão

      Senhor, acaso serei uma infernauta...
      acaso escrever é descrever e agregar palavras?!
      Moderei conter o verbo com ênfase a língua.


      Onde disseram sei lá... filho meu que tratado.

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    5. Mas olhe que, ó Cláudia, apreciei a agilidade com que o Pedro – poeta de ilusão – passadas as tropas em Revista, e de plantão à porta do quartel das artes, agarrou com vigor a alabarda em defesa da prosa escorreita.
      Não me parece que aqueles repentistas versos sejam mera conversa pra boi dormir.

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    6. Cláudia da Silva Tomazi23 de junho de 2014 às 06:54

      Teria o Pedro de Almeida Sande frequentado o Blog Bentices a denominar poesia estranha Joaquim Jordão de Amarante?!

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    7. Querida Cláudia
      Esse blogue “Bentices” nunca ouvi falar – deve ser coisa lá da sua “infernáutica”.
      Agora “agregando palavras” suas e de Sande:
      – Quando diz “poesia estranha” refere-se à “má e desafinada poética amazónica” que Pedro aponta – e com razão – a Paulo?
      É que este Paulo – o Bento – de facto não atina nem afina, no seu apostolado aí pela Amazónia.
      “Moderei conter o verbo”, mas, já que falamos de apóstolos, não resisto a dizer-lhe esta moderada bentice: – Palabras leba-as o Bento.

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  8. é uma revista pura [não infectada] no conceito e na estética, desde o seu inicio, viajou no tempo sem tempo contra o tempo, dirige-se e só se acolhe no núcleo [duro] daqueles que, à volúpia com que é imaginada e produzida, correspondem com um lascivo ! oh ! porque tudo nela é superiormente egoísta e é assim que, engenhosamente, feliz nos faz | é uma revista admirável …

    _oh_

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    1. António Luiz Pacheco23 de junho de 2014 às 04:38

      Ah!

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    2. Pois é: a Cláudia bem que adverte os “poetas de plantão” para que tenham cuidado com a “conversa pra boi dormir” = conversa fiada...

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    3. De plantão e de alabarda romba, não afiada, JJ .! Também o que se espera depois de uma má e desafinada poética amazónica? ehhhhh !

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    4. António Luiz Pacheco25 de junho de 2014 às 00:45

      Como disse, e humildemente reconheço, não possuo sensibilidade para atingir o primeiro texto.

      Mea culpa...

      Agradeço a elevação e gentileza do esclarecimento, sinceramente.

      Saudações desde a cidade morena.

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  9. Cláudia da Silva Tomazi23 de junho de 2014 às 10:44

    Parágrafo único - escambo outrora resolvia a crise.

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  10. caros extraordinários ||| regresso à vetusta condição de leitor deste blog, cessando a minha participação escrita neste espaço | embora sempre elevada, a crescente “personalização” das participações, encadeando frequentemente, de forma velada, um processo de resposta e contra resposta mais entusiasmado pela forma do que pelo conteúdo daquilo que cada um, com a sua natureza, vem aqui partilhar [ em que eu mesmo me envolvi, de onde a onde ] facto talvez amplificado pelo pequeno número de participantes que, em certos dias, é possível reunir, justificam a minha decisão | manter-me-ei leitor e, por todos, sem excepção, declarado a minha estima | pela MRP, para além da estima, uma especial admiração pelo seu trabalho

    _de_

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    Respostas
    1. Caro Miguel de Almacave ||| através do seu nome||| tem vindo a "desinsuflar-se" como balão colorido que ||| perdendo ar ||| sobe nele. Ao ponto de o tratarem por anónimo. Não se anonimize em definitivo. Eu ||| que só pontualmente aqui escrevo ||| gosto de o ler. Abraço

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    2. António Luiz Pacheco25 de junho de 2014 às 00:51

      Permita-me uma observação ao seu descontentamento, talvez por mim provocado, com a inocência da ignorância, todavia atrevida mas que não tinha por objetivo cerceá-lo.

      Sou espontâneo e assumo a minha incultura literária, como traça, aliás é por isso que aqui venho diariamente, para aprender e evoluir.

      A sua retirada, será apenas baixar os braços à ignorância (onde se inclui a minha), coisa que muito me custará, e creia que aprendi mais uma lição, que por si me foi dada... não tenho qualquer problema em o dizer, pois entre os meus muitos defeitos não se conta nem a intolerância nem a desonestidade, que evito ou pelo menos tento...

      Saudações da cidade morena e não desista... é para isso que servem os poetas, mesmo aqueles fora do meu alcance e sensibilidade, para nos sensibilizarem e ajudar a abrir portas e aceder a novos horizontes, mais largos!

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