Qual é a coisa, qual é ela?

Já adivinharam? Pois, não é preciso pensar muito para saber que, nesta altura do ano, só podia ser a... Feira do Livro de Lisboa! Começa hoje, sim, um pouco mais tarde do que é costume, e durará até 15 de Junho, obrigando os alfacinhas que trabalham nos livros a esquecer o Santo padroeiro, as marchas e as sardinhas por um ano. Mas não faz mal: nós gostamos desta festa que é de adultos e crianças ao mesmo tempo, que nos leva ao Parque para uma passeata simpática (Deus queira que não chova) e que todos os anos traz caras e títulos novos. Sentimo-nos bem acompanhados com os autores, adoramos parar nos pavilhões a folhear as novidades e a mexericar nas bagatelas (no ano passado comprei dois livros de Robert Walser por três euros cada) e, sobretudo, gostamos de ver como são os leitores, que manias têm, o que gostam de ler, o que procuram. Aprende-se muito, garanto, e num instante passaram três semanas e nem demos por isso (excepto quando regressamos à nossa secretária e nos apercebemos de que o trabalho está atrasadíssimo). Este ano, a entrega do Prémio LeYa, para variar, será feita na Feira do Livro; mais para a frente, darei detalhes. Hoje, é mesmo só para celebrar o acontecimento e pedir que nos visitem e, claro, não se esqueçam de ler.

Comentários

  1. "Quem tem a paixão pelos livros nem sempre entende porque razão eles não fazem parte da vida de tantos portugueses..."

    Este é um pequeno excerto de um artigo da autoria de um dos vários autores cujos textos foram reunidos, creio que na altura em que terá sido foi posta em causa a localização da Feira no Parque Eduardo VII.

    Era um pequeno livro (OS LIVROS NO PARQUE) distribuído gratuitamente aos frequentadores e que reunia textos muito interessantes em defesa da localização da Feira do Livro em Lisboa no Parque Eduardo VII (mas textos sobre livros), de autores diversos (Mário de Carvalho, Jacinto Lucas Pires, Jorge Silva Melo, Hélia Correia, entre outros).

    Creio que terá sido uma iniciativa de algumas editoras e que seria interessantíssimo que se repetisse, "cenas" destas.

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    1. Cláudia da Silva Tomazi29 de maio de 2014 às 04:04

      Poderíamos começar o dia com melhor solução editorial e prepara-se para mais...comporta-se.

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  2. Gosto muito como a Feira do Livro se soube adaptar. Cada ano, mais concertos, espaços de debate, gastronomia... Acho que o livro é sempre um bom motivo para ir, conviver, saborear uma tarde e comer uma fartura. A feira parece-me mais luminosa, mais colorida. Não concordo muito com o espaço Leya, fica muito apertado aos fins de semana e juntam dezenas de escritores nos mesmos dias, ficando um inferno para circular e até conseguir falar com algum deles. Penso que seria melhor eles separarem os escritores do espaço de venda. Tenho de lá dar um pulo ou dois, já tenho uma pequena lista.

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  3. Hum, a escrita para crianças anda aí...

    Fico feliz

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  4. Estará por lá, naqueles caixotes de monos:" A Viela de Midaq" de Naguib Mahfouz? É daquelas obras fantásticas que poucos conhecem e que agora não há editora que edite: ainda é do tempo em que a Caminho Editorial marcava a diferença, antes da carneirada e do louco comércio dos editores...

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  5. É um marco na minha vida, a Feira do Livro. E ali estamos no tempo voador e sempre pouco. Quem sabe seja por isso que mais me vale a mim.

    Aprende-se muito sobre as pessoas na Feira. Mas ver tanta gente a mover-se por livros é bonito.

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  6. Quanto à Feira do Livro no Porto...?
    E à tal ideia de um pavilhãozito para os livros auto-editados a expensas dos autores...?

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