Lusofonia
Recentemente, ouvi Adriano Moreira elogiar a criação da CPLP e, porque sou tímida quando se trata de intervir em sessões com muito público, não tive coragem para lhe perguntar qual era agora a sua opinião sobre a entrada da Guiné Equatorial na dita comunidade (que eu saiba, lá não se fala português). Já me parece mais simpática a deliberação do Parlamento Galego para que a língua portuguesa seja introduzida no ensino com vista a estreitar laços com a lusofonia, uma vez que galegos e portugueses falam variantes muito próximas de uma mesma língua ancestral. A proposta, que visa introduzir de forma progressiva o estudo do português em todos os níveis de ensino, foi votada, de resto, favoravelmente por todos os partidos com assento parlamentar e terá nascido, o que é ainda mais interessante, no seio da sociedade civil, que conseguiu as assinaturas necessárias para levar o assunto ao Parlamento (deviam estar fartinhos de o castelhano estar a tornar-se a língua dos galegos mais novos, por causa da escola e da televisão). Curioso ainda é o facto de o domínio do português passar a ser tido em conta para a entrada na função pública na Galiza. Os galegos tomarão agora todas as medidas ao seu alcance para que as televisões e rádios portuguesas sejam vistas e ouvidas no seu território com o objectivo de formar os mais jovens (coitados, lá vão ter de levar com as terríveis novelas a toda a hora). É provável que estejam também a pensar nas vantagens da sua relação com o Brasil e Angola, mas lá que a Galiza é muito mais portuguesa que espanhola a falar, isso não se pode negar.
Galiza con Portugal. E se non pode ser en política que sexa na amizade. Brasil e Angola ... ¿Por que non! Pero primeiro, e sempre o sangue e corazón. E como vós ben sabedes ... De Castela nin bo vento nin bo casamento. E Coidado o día 24 de maio vai haber en Lisboa máis casteláns que en 1580. Portugal e Galicia ... SEMPRE
ResponderEliminarQue bom ler galego neste blog !
EliminarHá uma doçura na língua galega, e na sua sonoridade, que o português foi perdendo. Essa é que era a grande comunidade a criar: da Galiza ao Brasil, levando Portugal de caminho.
Eu, vivendo no Porto e atravessando com frequência as pontes do rio Miño, sonho com uma nação do rio Douro até à Coruña.
Quer, pois, a independência... Antes com os galegos que com o resto dos portugueses. Dá que pensar. Não sei se não é caso para rever critérios acerca das gentes do Porto. Não é. Uma andorinha não faz a Primavera.
EliminarNão é antes, é primordialmente. Tanto galegos como nortenhos somos irmanados na desgraça: estamos longe demais de Madrid e Lisboa. Somos esquecidos. Ficamos em segundo lugar (este ano até em terceiro).
EliminarOs pobos de Galicia durante centos de anos procuraron Portugal para traballar. A maior comunidade fixouse en Lisboa. Así a fronteira tería que ser o Algarve. Pero ... A historia non volve. E a propósito da lingua ... da pureza das raíces. Ando namorado Angola. O lugar do mundo onde se fala o mellor portugués! Basta escoitar a televisión angolana ou as súas emisoras de telefonía. E con unha literatura que hoxe nos merece moita atención. Os escritores angolanos ... son baluartes de pureza do bo portugués.
EliminarArtur, não se reduza esse sentimento ao Porto, se não resulta no mesmo centralismo. Eu, por exemplo, serei também uma espécie de galego latu senso - na minha zona há espigueiros desabados -, mas sinto-me tão longe, ou tão perto do Porto como de Lisboa. De todo o modo, longe da Corunha e de Madrid nem falo. E depois, a minha luta não é por um dos três lugares de toda a gente. Nos anos bons, como este, fico contente lá pelo oitavo ou nono.
EliminarExcelente postura ! Tomara eu conseguir tanto distanciamento em relação à injustiça.
EliminarTem razão: o português de Angola mesclou o português de Portugal com o do Brasil e originou uma língua mais bela, mais cantada, aberta e bem soletrada.
EliminarPois...admito que possa haver uma união qualquer entre o norte de Portugal e a Galiza, pelo bastante que têm em comum. Portugal não depende apenas do Norte do país, mas faz-lhe muita falta, e o Porto é uma cidade bonita, antiga, com espírito e respiração de província. E portuguêsa de gema.
EliminarPensava que era a segunda cidade...
Há sempre pelo menos uma certa condescendência da "cosmopolita" Lisboa em relação ao "provinciano" Porto. E é pena porque me parece ser resultado de alguma ignorância e de (injustificada) sobranceria.
EliminarComo não sou da cosmopolita Lisboa e sou um provinciano assumido mas esclarecido, sinto-me à vontade para comentar ao Extraordinário Artur aquilo que penso, e vale o que vale:
Eliminar- Lisboa é uma cidade multicultural, sempre foi e é ainda aquilo que Humprrey Bogart responde a Ingrid B. no célebre Casablanca: Porquê Lisboa? Porque é uma porta para o Mundo.
É-o sem dúvida!
- O Porto não é provinciano... como o não são Coimbra nem Faro, ou sequer Aveiro, Setúbal!
Provinciana é Santarém, sem dúvida, e outras que não refiro para não ofender ninguém, se bem que não me sinta ofendido por ser provinciano, pois como o referi, presumo-me esclarecido.
- Existe sim alguma sobranceria de certas elites (sobretudo de uma esquerda que se presume culta e portanto superior) sobre os habitantes da província, mas apenas de uma meia-dúzia que o não assume mas pratica. Igualmente existe um grande complexo por parte de alguns habitantes da província, também cultivados e portanto sentindo-se minimizados ao ser relegados para esse conceito de provinciano que não entendem nem assumem, a quem falta todavia cosmopolitismo, quem muitas vezes desprezam a condição e a sua cultura original como quem não gosta da roupa que veste.
No caso concreto do Porto, há uma dose exagerada de bairrismo anti-Lisboa motivada pelo complexo que refiro, e pela falta de atitude, pois a atitude é que conta... tenho muitos amigos do Porto e arredores e este tema é frequente nas nossas conversas.
Ou seja há uma elite bem-pensante em Lisboa que se acha o máximo e uma outra elite bem-pensante do Porto que quer ser o máximo... daí o choque "cultural", que a nada leva senão a manifestações bacôcas de parte a parte.
Portugal é um país pequeno, com um diversidade que é no mínimo uma maravilha!
Eu sinto um grande prazer e orgulho em fazer parte dessa diversidade, pelo que pratico e defendo a minha cultura provinciana de barrão.
Acho que todos devíamos fazer o mesmo, e talvez assim deixar de ser provincianos, no sentido menos prestigiante do termo.
Saudações do Bairro Ribatejano.
Não vejo essa Lisboa cosmopolita, mas pronto. É também uma capital bastante provinciana. Mas é certo que não se parece com o Porto, tem outra face e outro estar.
EliminarNão vejo porque há-de o Porto importar-se; as cidades provincianas são as únicas que podem cheirar a casa, ter ambiente amigável. Cada um tem de ser quem é. Assim as cidades. Lisboa é muito bonita e maltratada, tem lugares impressionantes, árvores extraordinárias que a pressa não deixa ver.
Espreitar os jacarandás. Por exemplo.
Fim.
Meus deuses! Então é uma questão de elites culturais?! Falsamente cultas, quer dizer.
EliminarNão é falsamente cultas e sim erradamente cultas!
EliminarA cultura não é falsa, e sim apenas erradamente usada ou direcionada.
E pergunto, a sua ironia não revelará que tenho alguma razão? Parece que "enfiou o barrete", minha cara e politeísta Extraordinária Beatriz.
Eheheh!
De acordo: viva a diversidade !
EliminarPouco me importam os sentimentos bairristas anti-Lisboa desta cidade onde vivo. O que me custa é olhar para o cardápio cultural que é servido em Lisboa, boa parte dele à custa do Estado e de "fundações", e aquele que me é servido no Porto.
Obviamente que em cidades mais pequenas, e sobretudo do interior, o desprezo de Lisboa, e dos seus dinheiros para a cultura, ainda é maior. Injusto termos um país tão desequilibrado por uma cabeçorra tão grande que tanto come. E estou a falar só de eventos e oportunidades culturais.
Cara António Luíz Pacheco, receba um abraço do Norte de um homem casado com uma torrejana e que muito aprecia os seus posts.
Agora sim... em cheio Extraordinário Artur! Em cheio! Creio que o defeito será não tanto dos habitantes do Porto, mas das pessoas que elegem presidentes da câmara pouco dados à cultura, ou que a não valorizam... olho para os presidentes de câmara que teve e só vejo gente com a tal mentalidade mesquinha e bacôca de um Porto economicamente relevante, que muito pouco ligam à cultura em detrimento do futebol e outras manifestações similares, mas muito pouco culturais... e literárias então...
EliminarUm abraço para si... até o inefável António Rodrigues, presidente da câmara torrejana, editou um livro sobre Cabo Verde! Eheheh! A província dá cartas....
Ahahah!
PS - Quando o Porto apresenta e admite como seu embaixador nas TV, inclusive na vertente cultura, o notório morcão e arrivista que dá pelo nome de Manuel Serrão, um imbecil chapado... está tudo dito! E repare na quantidade de notáveis da cultura, que a partir de Lisboa se projectam, mas são do Porto: Pacheco Pereira, Vasco Graça Moura... não há inferioridade nenhuma não senhor!
EliminarUm abraço provinciano!
Verdade: não temos tido grande sorte no Porto com os presidentes da câmara quanto a cultura.
EliminarNão há cultura falsa? postiça? a fingir de? Para mim continua a existir. Falso é o que é latão e quer parecer ouro. Por exemplo. Ora, há intelectuais falsos que laboram em intelectualidades a que pode chamar erradas - e eu chamo falsas por não serem mentes esclarecidas, mas fazerem de.
EliminarNão era ironia mas espanto e pena sinceros. Como disse atrás, julgo que os intelectuais têm o dever de ser mentes esclarecidas, limpas. Diferentes do espírito apenas bairrista.
Dou uma perninha no politeísmo geográfico, sim. A Terra é surpreendente.
Extraordinária e Contestatária Beatriz:
EliminarDisse e mantenho o que disse, pois para mim não há cultura falsa nem verdadeira... há apenas cultura!
A falsa cultura é uma cultura... a cultura do falso.
Cultura na sua definição antropológica é aquilo que se faz todos os dias, e que se confunde normalmente com "ilustração" ou "sabedoria".
Por isso ela (cultura) é tão diversa... e quando digo que está errada, falo do seu direcionamento e não do conteúdo.
Tal como para mim, esclarecido significa ser consciente e saber porque do que se faz, diz ou pratica, da cultura que se pratica - sim porque cada um pratica uma cultura de acordo com a sua maneira de estar, de ser de fazer... com a profissão, origem, meio em que se desenvolveu ou vive, com a idade... e muitos etc.
Por isso pode-se ter uma cultura do falso, e ser-se esclarecido na mesma (olhe os políticos! olhe os oportunistas que grassam no Mundo das artes...)
Termos opiniões diferentes não é mais do que a prova do que eu referi antes, e que tanto nos pode afastar irremediávelmente como aproximar.
Num caso, pois há quem conviva mal ou até recuse opiniões diversas das suas, e no outro há os que as admitem e até tentam compreender, no sentido de reforçar os seus próprios argumentos ou de aceitar novos, evoluindo assim.
Chama-se intolerância ou tolerância.
Os ignorantes tendem a ser intolerantes, e, lá está... é também uma forma de cultura!
Quanto à Terra ser surpreendente, não podíamos estar mais de acordo!
Saudações do Bairro Ribatejano - que não bairristas!
nem mais "extraordinário" Pacheco!
EliminarPois...penso que a cultura pode ser entendida como disse, num sentido amplo - e será tudo que depende ou provém da acção humana. Mas também, num outro sentido, mais restrito, poderá ser entendida como sabedoria no sentido de basto saber mas sobretudo, de mente aberta e esclarecida que conduzirá a uma atitude face à vida, diferente da de alguns políticos, dos oportunistas e outros que me não lembra agora, que subvertem voluntariamente o que aprenderam, despreocupados do bem comum e pensando em si apenas. Na verdade tem razão ao afirmar que há oportunistas esclarecidos, a maldade é por vezes muito inteligente. Quando Aristóteles separou a moral do saber, revelou conhecer-nos. Parece-me no entanto que, quando se aplicam à cultura termos como certo e errado, aponta-se-lhe o caminho inflexível da moralidade.
EliminarNão é a diferença de opiniões o que mais me afasta das pessoas; é a sua intolerância, a incapacidade de diálogo; sobretudo, a pobreza de espírito. Factores que não lhe noto:)
Boa tarde
E eles não fazem questão de que se aprenda galego em Portugal?
ResponderEliminarJá a D. Teresa dizia que a Galiza fazia parte da sua herança...
Desagradável riso miúdo o ruído.
EliminarNas universidades, os cursos de humanidades têm uma cadeira opcional de Galego. Desconheço outras situações.
EliminarUma pergunta, a despropósito, mas porque a questão muito me intriga desde a leitura do seu D. Afonso Henriques, que muito apreciei: porque é que chama D. Teresa a D. Tareja? Dito de outra forma: o termo arcaico não seria mais apelativo? Mais próximo do falar local, tanto medieval como contemporâneo?
EliminarJCC
No meu tempo, Galego e Português eram a mesma língua, pelo que não fazia sentido estudar Galego. As diferenças (inexistência de ditongos nasais em Galego, ésses ápico-alveolares, etc.) eram vistas como variantes dialectais, como as que existem no seio do Português. O que separava as duas variantes do Galaico-português não era o rio Minho, mas a questão política e a ortográfica. Mas já lá vão quase quarenta anos desde que estudei Linguística Românica com o saudoso Mestre Lindley Cintra...
EliminarBem, meu caro José Catarino, essa questão da linguagem é mais complicada do que parece, como aliás já tivemos ocasião de discutir, entre mensagens trocadas.
EliminarNo caso de D. Teresa, pergunta bem, mas o meu problema é o de sempre: usando o nome arcaico, num caso, pressupõe que se use nos outros? Que fazer a nomes como João, Gonçalo, Pero/Pedro, Mem/Mendo, Paio/Payo/Pelágio e ao próprio Afonso que era bem capaz, salvo erro, de ser Alfonso, o que lhe daria um ar muito "espanhol" (note-se que, naquela altura, ainda não havia espanhóis, mas já havia portugueses). Deveria eu escrever um romance sobre o nosso primeiro rei e denominá-lo "Alfonso"?
Mas não há dúvida de que a versão "Tareja" teria muito mais charme medieval. Talvez numa próxima edição, se chegarmos a isso... Quem sabe se, daqui a 20 anos, alguém achará piada ao livro? ;)
Sobre as afinidades entre galegos e portugueses, que são evidentes mas merecem ser ampliadas, gostaria de referir que li recentemente um romance absolutamente maravilhoso de um galego sobre a guerra civil espanhola: "O Lápis do Carpinteiro" do Manuel Rivas. Bem sei que livro já tem mais de 15 anos de publicação e, portanto, não é atual. Mas aí reencontrei o carinho dos galegos por Portugal, pelo norte do nosso país em particular. Há referências ao mercado do Bulhão, ao bacalhau à Brás, à cumplicidade das gentes da fronteira e há um jardineiro português chamado Alírio que é um poeta trabalhando para um senhor de um paço galego. O último romance do Tordo passa-se em boa parte na Galiza mais próxima de Portugal: Pontevedra, Vigo e Santiago. É espetacular saber que os galegos querem mesmo oficializar o português na suas escolas e na sua vida cultural. E nós em relação à língua que nos fundou? Vamos corresponder ao impulso galego na nossa direção?
ResponderEliminarDo Manuel Rivas apenas li (e tenho) um livro de contos: Alma, Maldita Alma.
EliminarGonzalo Torrente Ballester é outro galego que aprecio muitíssimo.
Do Cela, apesar de galardoado com o Nobel, não consigo gostar. Talvez não tenha acertado nos livros que li...
Boas leituras galegas!
:-) Antonieta
O Cela também não me entra. Ao Ballester não dei ainda uma oportunidade séria, mas o Rivas do "Lápis do Carpinteiro" foi uma bela descoberta, ainda que tardia.
EliminarGostei de O Celta. Até gostei bastante:). Julgo-o actual, apesar da distância histórica.
EliminarPeço desculpa, confundi o nome de um autor com o sonho do celta de mario vargas llosa. Sorry
EliminarNós já correspondemos todos os dias, ao falarmos português que é o galego moderno, língua que nós sistematizámos e lançámos ao mundo. Se eles quiserem vir agora connosco, encantados da vida, mas o contrário não faz sentido, era como que retroceder.
EliminarQue é um grande livro do Vargas Llosa sobre o sofrimento atroz dos cidadãos das nações coloniais africanas e latinoamericanas nas primeiras décadas do século passado !! (e sobre muito mais, claro)
EliminarCom a nossa independência política, o português autonomizou-se, desenvolveu a sua cultura e literatura próprias, evoluiu, consolidou-se – enquanto que o galego, devido ao domínio político castelhano, esteve muitos séculos estagnado, deixou praticamente de ser usado na escrita, até há relativamente pouco tempo era apenas usado à socapa.
EliminarMas a identidade galega sobreviveu, reanimou, e actualmente está viva e mais activa do que nunca.
Em todo o caso, não percamos de vista que o português é o dialecto galego que saiu de casa ainda novo, desbravou terras por aí abaixo até ao Algarve, depois embarcou e andou pelo mundo -- e agora tem a consolação dos que, do Minho para cima, o aprendem na escola para melhor ouvirem / lerem as suas andanças.
Mas atenção, que os galegos também têm muito para nos contar e dar a ler.
É cada vez menos o que nos separa e mais o que nos re-une.
Tanto assim é que visitamo-nos com cada vez mais frequência, e entendemo-nos com cada vez mais facilidade, quer oralmente, quer por escrito.
É talvez a boa altura para promover os livros portugueses na Galiza e os galegos por cá – mas sem a preocupação da tradução, que é, e pretende-se que seja cada vez mais, dispensável.
O Sonho do Celta é realmente um livro extraordinário e do Vargas Llosa eu gosto, gosto mesmo muito.
EliminarEu estava apenas a referir-me a escritores galegos, daí o ter mencionado o (Camilo José) Cela.
E a Beatriz gosta do Cela?
E se gosta, que livro recomenda?
Antonieta
Gústame a idea de que aprendan o portugués. O contrario non me seduce ... ;)
ResponderEliminarÉ no mínimo curioso, quando na actualidade se vê em Portugal o total desinteresse e maior desrespeito pela nossa própria língua (não apenas pelo AO, mas em geral) pois creio que não se entendeu ainda bem a importância de termos uma língua própria que é falada oficialmente em diversos outros países.
ResponderEliminarA semelhança ou proximidade ao galego é óbvia, não comento mas gosto também de ler aqui nesta língua que é bem-vinda como uma irmã!
Dentre os meus muitos amigos da caça, há um bom lote de Transmontanos, muitos deles são gente que escreve ou dados à literatura, cinegética e não só. Promovem alguns eventos ligados à literatura e à escrita, e, curiosamente muitos deles dominam o mirandês! Por vezes nos nossos contatos internáuticos usam este idioma, o que eu acho interessantíssimo e de louvar a sua preservação!
Saudações do Bairro Ribatejano!
Idioma Mirandês, que apesar de em 1882 começar a ser investigado e fixado em escrita, tinha uma forte e quase exclusiva tradição oral, passando de pais para filhos ao longo dos tempos.
EliminarNas minhas breves passagens por Miranda do Douro, adorava quando as pessoas se esqueciam que eu era "forasteira" e se embrenhavam em conversas que me deliciavam, mesmo que não as entendesse completamente.
Felizmente, o esforço de algumas pessoas que se empenharam em não a deixar morrer, deu frutos.
"Bien-abenturado seia puis aquel que ama la sue tierra, bibe la sue cultura, fala, scribe e dibulga la sue lhéngua..."(Domingos Raposo in Çcursos Mirandeses)
Enquanto profissional de Turismo e nado e criado no Norte só me ocorre dizer que a Galiza é parte integrante da nossa cultura.
ResponderEliminarAliás, são nossos irmãos gémeos se considerarmos todos os povos da Ibéria como uma fraternidade.
E... como Republicano e sincero admirador da nossa história, tirem daí qualquer conotação Iberista.
Para os Minhotos os invasores sempre foram os Castelhanos, nunca os Galegos (perguntem isso em Valença do Minho).
Lembrete:"A máquina de fazer espanhóis" diria a respeito Galícia (e nem só).
ResponderEliminar"A máquina de fazer espanhóis" é um título incompreensível (desadequado??) de um enormíssimo romance !!!! (não tem nada a ver com espanhóis ou galegos). É, de longe, o melhor romance do Valter Hugo Mãe.
EliminarFeito farol romance(s) descrevem o vazio sinalizando terra.
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