Literatura para comer

Tenho reparado que de há uns tempos para cá fazem um enorme sucesso os livros de dietas, que, aliás, chegam quase sempre aos Top de vendas – e, como diz uma colega editora, nunca se viu, apesar disso, tanta gente gorda. Mas também é verdade que a comida está na moda, que proliferam chefs como cogumelos no mundo inteiro e que tudo o que é livro de cozinha de gente mais ou menos famosa – cozinheiros profissionais, gastrónomos ou simplesmente pessoas conhecidas que têm mão para os tachos – acaba por se impor no mercado e conquistar milhares de consumidores. E, porém, os autênticos devoradores de livros não são os leitores destas espécies, mas de outra, normalmente com páginas cheias de letrinhas pretas, sem ilustrações, que os transportam a um sentimento de delícia que nada tem que ver com papilas gustativas. No entanto, um pintor e designer polaco, Pavel Piotrovski, resolveu celebrar os gulosos dos livros com uma obra que apetece mesmo comer e a que chamou, não por acaso, o Livro-Sanduíche. Nele, as páginas satisfazem a nossa fome de leitura de uma forma muito especial. Ora veja.


 






Comentários

  1. parece-me mais uma obra artística que um livro, ainda que tenha a sua forma. :)

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  2. Rosarinho ... Esta é unha crónica de encher "chourizos"

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    1. Caro Sr Lopo aka Sr. Anónimo,

      Talvez tome a sua maledicência por sentido crítico, mas olhe que não são a mesma coisa, a primeira é um subproduto dos maus fígados e a segunda exige inteligência. Se não gosta do post tente dizer o que está mal de forma fundamentada, agora mandar umas bocas de tipo chouriço enquanto se critica os outros pelo mesmo parece-me, na melhor das hipóteses, irónico.

      Um bom chouriço para si,

      Rui.

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    2. De encher sanduíches... De vez em quando, tem de ser.

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    3. Ó Rui...Vai encher chouriços pá tua Rua!

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  3. Não é coisa que apeteça. Nem é um livro a sério, nem se parece muito com alimentação...será que vende?!

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    1. Ó Beatriz conhece o livro do José Quitério que refiro? qual é o nome, p.f.?

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    2. ah,ah,ah....eu não o conheço a si; desconheço um José Quitério que seja; não faço a mais pálida ideia do livro que refere, os meus olhos não vêem referência a nenhum. Mas pode que o mal esteja em quem olha.

      Deve continuar procurando:))

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    3. Mas olhe que José Quitério é (ou pelo menos foi) um excelente crítico de gastronomia do Expresso e escreve muito bem não tem nada a ver com estes bimbos chief's desinteressantíssimos) que por aí agora pululam, quais Tony's Carreiras (ou Michael nunca Miguel-demasiado português).

      Pois este livro de que eu falo do José Quitério (talvez tenha sido publicado há cerca de 30 anos) é excelente e imperdível, uma obra sobre a gastronomia portuguesa absolutamente espectacular.

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  4. Esta nova moda dos chief's é que é para encher chouriços.

    Aproveito para vos recomendar um excelente livro sobre o tema - o primeiro livro de José Quitério (não me ocorre agora o nome), não tem nada a ver com estes chief's, é literatura gastronómica da melhor.

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  5. o prato contra_diz a sanduíche | ou talvez não, talvez seja a sanduíche a contra_dizer o prato | negro, o toalhete_guardanapo_isso | coloque-se um livro aberto no centro de uma mesa com três metros e sessenta de comprimento e metro e vinte de largura, repleta das mais variadas e apelativas iguarias | um livro_livro | um | fixo | de tal modo que apenas possa ser folheado | coloque-se uma câmara de filmar no tecto, sobre o livro | filme-se em camara-lenta os primeiros sete minutos | em simultâneo introduza-se na maior sala da maior biblioteca pública um odor a refeitório, a cozinha | coloque-se uma câmara de filmar no tecto, também ao centro | filme-se em camara-lenta os primeiros sete minutos | investigue-se de seguida |

    _de_

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  6. Cláudia da Silva Tomazi15 de maio de 2014 às 03:41

    Feito leitura alimento é vida (efeito nutrição) igualmente comparado exige dieta a saúde responsável.

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  7. António Luiz Pacheco15 de maio de 2014 às 03:54

    Realmente a culinária agora é moda, e não há quem não descubra de repente que é cozinheiro ou especialista em fazer qualquer prato, desde ovos mexidos a galinholas trufadas com paté de foie gras! Mesmo quando os conheço de comer saladas e iogurte, agora são gastrónomos e rebolam os olhos de prazer ao falar de risotos... aqui há uns anos foi o vinho, e bebedores de Coca-Cola light recém-convertidos citavam-me rótulos e anos de colheitas, mais taninos e finais de boca, num alarde de connaisseurs...
    Chegam ao supino do ridículo de ter um avental XPTO, e facas de cerâmica...
    Enfim, as modas... ai as modas!

    Já agora... sabiam que existe a Hora Leya no Smooth FM? Nunca tinha dado por isso, se bem que nos últimos 2 ou 3 anos, apenas oiça pontualmente esta estação... normalmente oiço mais o 96.5 FM e os Caminhos do som, excelente programa de música jazz de Luanda!

    Saudações do Bairro Ribatejano

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  8. Por acaso o meu rádio (e auto rádio) está (quase) sempre sintonizado para o Smooth FM e já ouvi várias vezes a Hora Leya (mas é tão poucochinho tempo que nem dá para saborear....)

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  9. António Luiz Pacheco15 de maio de 2014 às 05:36

    Pois ó Severino... mas isso és tu que és Lesboeta... eu sou mais global, 'tás a ver????

    Ahahah!

    Fora de brincadeiras, "Caminhos do som" é um excelente programa de rádio que me surpreendeu, pelo bom-gosto mas sobretudo pela discrição com que é apresentado.
    Desconhecia que o jazz tivesse tantos apreciadores em Angola, e que houvesse tantos e bons músicos.
    Tenho tido oportunidade de ouvir também outros músicos da onda jazz africanos, que desconhecia.

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  10. Claudia da Silva Tomazi15 de maio de 2014 às 06:35

    o leitor segundo a preferência a excelência ou de valores (outros).


    Ética e Arte, Ótica e Business poderia inclusive acrescentar página em branco para a criativa receita.


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  11. Maria Paula Galvão de Noronha Peres15 de maio de 2014 às 08:56

    "No entanto, um pintor e designer polaco, Pavel Piotrovski, resolveu celebrar os gulosos dos livros com uma obra que apetece mesmo comer e a que chamou, não por acaso, o Livro-Sanduíche"

    imagino que deva ser um trauma para os gulosos, um presente rebelde para um amigo ou amiga que está em dieta ou goste muito de comer, um brinquedo amoroso para as crianças (resistente?) e uma tentativa de inovar

    pelo menos já deu nas vistas

    obrigada por me dar a conhecer

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  12. [ “””chouriços””” ] sugiro que a MRP publique a página em branco, quer dizer, empreste a mesa com a toalha já estendida | posto isso, faça cada qual a sua sanduíche

    _de_

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  13. Cláudia da Silva Tomazi15 de maio de 2014 às 09:43

    A senhora Maria Paula de Noronha Peres deu-nos uma boa idéia vamos celebrar também a criatividade com uma boa
    Sopa Borsh (meu polonês compensa sem trema) aquela a beterraba e crema, etc.

    Agora está engraçado.

    ResponderEliminar
  14. Cláudia da Silva Tomazi15 de maio de 2014 às 09:45

    A senhora Maria Paula de Noronha Peres deu-nos uma boa idéia vamos celebrar também a criatividade com uma boa
    Sopa Borsh (meu polonês compensa sem trema) aquela a beterraba e crema, etc.

    Agora está engraçado.

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