O que eu ando a ler
Agora vou dar uma de snobe, fazendo o mesmo que já critiquei tantas vezes em outros, mas prefiro ser sincera e portanto dizer o que efectivamente ando a ler a inventar um qualquer título em português só para não escorregar na minha própria casca de banana. E o livro que tenho em mãos (aliás, é apenas um PDF com o texto, mas o livro existe e está à venda em livrarias online) é mesmo em inglês, chama-se Fairyland – A Memoir of My Father, escreveu-o Alicia Abbott, e pedi-o ao editor estrangeiro por pensar que seria vantajoso publicá-lo em tradução, uma vez que vai servir de base ao próximo filme de Sofia Coppola e tem um tema bastante actual – a educação de uma criança por um gay. Trata-se, como o título indica, de um livro de memórias e foi escrito pela mão de uma mulher que ficou órfã de mãe aos dois anos e foi doravante criada apenas por um pai que, pouco depois da viuvez, deixou de se interessar por mulheres e assumiu abertamente a sua condição de homossexual. Alicia nasceu nos gloriosos anos 60 e os seus pais eram hippies, amavam-se e não praticavam exatamente o amor livre, mas eram, digamos, bastante liberais nos seus costumes. E Steve Abbot, poeta e jornalista, vendo-se viúvo, resolve abandonar a pequena cidade onde vivia com a família, agarrar na filha bebé e rumar à gloriosa São Francisco, efervescente e em permanente revolução, na qual se torna um activista pelos direitos dos homossexuais. A filha acompanha-o a todo o lado desde a mais tenra idade, cai de sono em bares onde se fazem leituras de poemas, convive com toda a espécie de artistas, vê o pai como um homem que transforma tudo em magia, para descobrir, com o correr do tempo, que ele não é, afinal, igual aos pais das suas colegas e que o mundo, por acaso, até é bastante hostil relativamente a essa diferença. Veremos, pois, a vida destes pai e filha a par e passo, sempre de apartamento em apartamento, sempre sem dinheiro, sempre com companhias muito discutíveis que geram por vezes zangas profundas, mas ao mesmo tempo como dois amigos inseparáveis que têm um código de convivência muito especial. O livro é talvez demasiado americano, pois alude a um sem-número de detalhes e nomes que para nós, portugueses, são desconhecidos, mas vale sobretudo pelo relato de uma experiência de vida diferente e por se ler como um romance. Tenho muita curiosidade em ver o que fará a menina Coppola deste livro no seu filme.
Faryland - A memoir of my father é o título correcto e é realmente um grande livro.
ResponderEliminarJoão
Fairyland - A memoir of my father é o título correcto e é realmente um grande livro.
ResponderEliminarJoão
Fairyland - A memoir of my father é o título correcto e é realmente um grande livro.
ResponderEliminarJoão
Tem razão, claro. Vou corrigir.
Eliminaracabei de ler "Veneza pode Esperar" de Rita Ferro e vou começar a "Alegria Breve" de Virgílio Ferreira.
ResponderEliminarOra eu ando a ler "As primeiras coisas" de Bruno Vieira Amaral. Depois de "Pastoral Americana" de Philip Roth e "O Sol dos Scorta" de Laurent Gaudé.
ResponderEliminarAinda esta semana espero começar "O herói discreto" de Vargas Llosa.
É na companhia desta gente que me vou habituando à mudança da hora.
Abraço.
Ó Carla "PASTORAL AMERICANA" é um grande, grande livro!
EliminarSem qualquer dúvida Severino. Aliás também já li Indignação que me recomendou e adorei. Ainda assim, adorando tudo o que vem de Roth, o que mais me marcou foi a Mancha Humana. Andei com aquele professor e com aquela empregada de limpeza tempos infinitos na cabeça. Cheguei a acreditar e a ter pena daquele ex marido que vê a casa a arder , que sente o fumo, mas não consegue salvar os filhos... Opah Roth é aquilo que admiramos, uma capacidade genial é inteligente de nos manobrar os sentidos. Obrigada Severino pelas excelentes dicas, roubei-as quase todas.
EliminarNuma, não muito distante, manhã de sábado estava na FNAC a olhar (de baba caída) para os livros do Roth e de repente vejo alguém que começa a desfolhar um, meti conversa com ele (gosto de falar com pessoas desconhecidas sobre livros, e com conhecidas também, claro) e perguntei-lhe se já tinha lido aquele livro que tinha na mão (um do Roth que não recordo) e depois perguntei-lhe qual a opinião sobre "A PASTORAL AMERICANA" e ele disse-me que grande livro, uma maravilha, sabem quem era este (des)conhecido? o Dr. Daniel Sampaio.
EliminarDeixem-me só acrescentar Philip Roth - é uma literatura daquelas duras, daquelas que nos dá na cabeça, daquelas que nos obriga a puxar pela caixa dos pirolitos, Philip Roth é um ESCRITOR!
Quando há dias se discutiu aqui a questão da Feira do Livro no Porto, sugeri que o Sr Presidente da Câmara colocasse lá um pavilhãozinho especial, independente das editoras, dedicado aos tantos-e-cada-vez-mais livros editados à custa dos próprios autores.
ResponderEliminarPois é justamente um desses livros que me traz aqui: “O Besta Célere”, de Regina Sardoeira. (1)
Alexandre O’Neill (2) bem explicou quais os ingredientes que um livro deve ter para ser uma coisa em forma de assim, besta-célere, vulgo best-seller. Atenta, Regina depurou cuidadosamente este livro desses ingredientes.
O protagonista é de seu nome Besta Célere – Célere por parte da mãe, filho de pai incógnito. A retrospectiva da sua vida é narrada do fim para o princípio. A partir do momento em que resolveu mudá-la, Célere passou a controlar ao segundo todo o seu quotidiano, para ganhar tempo ao tempo desperdiçado. Reduziu ao mínimo indispensável todas as condições da sua vida, tanto as materiais como as mentais e espirituais, despojando-se drasticamente de tudo o que faça desperdiçar tempo, tudo o que é supérfluo.
De tal modo que, em coerência, também o texto da narração é despojado das vírgulas – supérfluas para o protagonista, mas oportunidade para o leitor participar na feitura do livro, envolvendo-se na sua adivinhação (fiquem descansados que, descontando um ou outro parágrafo, o livro está escrito de tal modo que passa-se bem sem elas).
A história começa no fim – no momento em que Célere verifica que conseguiu acrescentar tempo ao seu tempo de vida e dá esta por terminada – e acaba no princípio... Vale a pena o (pequeno) esforço de ir adivinhando as vírgulas desta vida até aos três capítulos do princípio, no final do livro: “Branco e Azul”, “Bento” e “A Sala Vazia”. Magníficos.
Há qualquer coisa neste livro que me sabe a Italo Calvino. Mas isto sou eu que nunca resisto a manifestar a minha militância calvinista...
Certo é que, assim depurado dos ingredientes de um best-seller, “O Besta Célere” merecia um lugarzinho no tal pavilhãozinho.
(1) Regina é amarantina, como Agustina – tanto que até rima.
(2) Célere, aos 17 anos de idade O’Neill publicou os seus primeiros versos em Amarante, no jornal “Flor do Tâmega”.
Caro Jordão
EliminarMuitos parabéns pela atenção ao que em Amarante se vai escrevendo e publicando.
Como sabe, o Besta Célere foi a primeira obra a ser analisada pelo neo Clube de Leitores de Amarante e tem como autora a comum amiga Regina Sardoeira, co-fundadora do CLA. Dando mais algumas sugestões interpretativas direi:
O Besta Célere protagoniza a luta contra a voracidade do tempo (Cronos) que nem nos dá tempo de saborear a vida que o tempo nos oferece. É por isso que Besta Célere reduz muitas das nossas coisas à insignificância: Comer, dormir, sexo, banho... todos os prazeres da vida são imolados no altar do tempo (de ganhar o tempo, de recuperar o tempo).
Além disso, o Besta Célere é fabricador e vendedor de relógios, as tais máquinas que nos imolam no altar do tempo e escrevedor de cartas. Se enquanto relojoeiro vive à conquista do tempo futuro, enquanto escrevedor de cartas é extremamente conservador: Escreve com equipamentos do passado, num estilo preciosamente rebuscado, sempre com cartas tipo já formatadas para cada situação que lhe aparece. Besta Célere é, assim, um démodé, um homem fora do tempo, um associal (sem família, sem referências)... um insubmisso. A essa personalidade corresponde um processo narrativo igualmente transgressor das normas, como muito bem acentua no seu texto.
Abel Coelho - Amarante
Que grande livro que será esse Fairyland e que fantástico ambiente de infância para se vir a ser uma escritora, não há melhor que enigmas, feridas, frustrações e fascínios inexplicáveis como material para transformar em matéria literária. Tenho que o procurar, embora eu ainda não leia ebooks.
ResponderEliminarPor sugestão do MEC no Público li o relato autobiográfico de um AVC transitório do Geoff Dyer; é uma peça notável de intimismo. Nunca li nada deste escritor inglês, mas estou certo que irei fazê-lo. De seguida ao relato do Dyer reli o "De Profundis, Valsa Lenta" do José Cardoso Pires. Achei-o tão maravilhoso (e milagroso) como da primeira vez que o li (talvez até mais, porque estou mais vivido e gasto), como voltei a admirar o excelente prefácio do João Lobo Antunes. A propósito de neurologistas, li um muito bem escrito, curto e interessante livro de divulgação do Alexandre Castro Caldas ("Uma Vista Politicamente Incorrecta ao Cérebro Humano"). Altamente recomendável para quem quer saber as últimas novidades sobre o funcionamento deste nosso estranhíssimo órgão.
E agora espero por estes dias poder deliciar-me com o novo livro do João Tordo "Biografia Involuntária dos Amantes" e ver se o "Sei Lá" do cinema me acrescenta algo à escrita da Margarida Rebelo Pinto que li com prazer (confesso-o sem qualquer vergonha) há décadas.
É bom voltar a ter tempo para voltar a ler as sugestões e os comentários deste blog ! A vida por vezes sufoca-nos mas é sempre reconfortante sabermos que a MRP nunca nos abandona, na sua diária devoção à sua tertúlia internética.
Obrigada, Artur. Sobre o Dyer, já escrevi no blogue. A ler aqui:
Eliminarhttp://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/36253.html
Agosto, de Rubem Fonseca (no Kindle)
ResponderEliminar"A Grande Arte" de Rubem Fonseca e "O fabuloso Teatro do Gigante" de David Machado.
ResponderEliminarCláudia Moreira
A Grande Arte é genial. Tem um dos melhores finais de sempre! :)
Eliminar"NADA A TEMER" Julian Barnes - vou, a muito custo, na página 161, tem partes que se lêem (com tolerância, nunca com agrado) outras que são chatas como a potassa (este dito já está Out ), direi mesmo pastilha...e eu que tanto gostava de Julian Barnes , encantou-me com "O PAPAGAIO DE FLAUBERT ", com "MESA LIMÃO" e, sobretudo com Arthur & George, mas tem vindo a desiludir-me, já "O SENTIDO DO FIM" me deixou algum pessimismo mas este veio confirmar - um aborrecimento-!
ResponderEliminarDepois de me ter arrastado penosamente "Debaixo do Vulcão" (Malcom Lowry), tive de me desidratar com "Jesus Cristo Bebia Cerveja" (Afonso Cruz), para poder refletir sobre a "Teoria dos Limites" (Maria Manuel Viana) narrativos que possa haver num "Livro sem Ninguém" (Pedro Guilherme-Moreira).
ResponderEliminarAntónio Breda Carvalho
Errata: onde se lê "desidratar", leia-se "hidratar".
ResponderEliminarAntónio Breda Carvalho
Estou a ler Artemídia e cultura digital organizado por Artur Matuck e Jorge Luiz Antonio consiste de palestras e textos apresentados e desenvolvidos no evento Acta Media III - Simpósio Internacional e Cultura Digital.
ResponderEliminarEditora Musa.
zuvi zeva novi
EliminarDe vez em quando, "forço-me" a ler um clássico. Agora peguei no D. Quixote. Ainda vou muito no início, li umas 30/40 páginas.
ResponderEliminarPalpita-me que vai ficar em stand-by (posso usar esta expressão?), porque em breve vou de férias e não quero carregar com calhamaços. Tenho de procurar pelas estantes quem o irá ultrapassar...
Boa chuvinha,
Rui Miguel Almeida
Li numas férias e na íntegra (nunca o tinha feito) o D. Quixote e pouco me pesou porque o li em formato ebook. Diga-se o que se disser, Kindle e afins tornam leves qualquer calhamaço. E permitem levar connosco toda uma biblioteca...
EliminarLi numas férias e na íntegra (nunca o tinha feito) o D. Quixote e pouco me pesou porque o li em formato ebook. Diga-se o que se disser, Kindle e afins tornam leves qualquer calhamaço. E permitem levar connosco toda uma biblioteca...
EliminarOlá Rui,
EliminarLi o Dom Quixote em 2005, quando saíu aquela edição do Expresso com pinturas e desenhos do Júlio Pomar.
Eram 10 fascículos e estava sempre à espera de sábado para ler o próximo.
É uma edição muito bonita mas pesa toneladas, claro.
Boas leituras e boas férias, com muiiiito sol!
:-(
Antonieta
Obrigado Antonieta!
EliminarConfesso-lhe que a "bonecada" não me desiquilibra muito num livro. Prefiro uma boa tradução. Ouvi falar tanto na tradução do D. Quixote feita pelo Aquilino que um dos factores que pesou em só agora ter pegado nele (tenho-o há mais de 10 anos a apanhar pó) foi a tradução ser de outras pessoas.
Um beijinho para si,
Rui Miguel Almeida
José Catarino,
EliminarNão tenho nada contra, e cada vez tenho mais a favor, mas ainda não cheguei lá. Tecnologicamente falando, estou meio à deriva nessas coisas. Eu é mais bolos, como dizia o outro. Precisava de uma alma santa que me orientasse a escolher um bom e-reader. Mas eu chego lá! Demora, mas chego! :)
Um abraço,
Rui
Rui,
EliminarNão se trata de bonecada, é o texto integral da obra.
São dez fascículos/livros, com cerca de 125 páginas cada, traduzidos pelo Miguel Serras Pereira e ilustrados pelo Júlio Pomar.
Para mim, bonecada só o Asterix, a Mafalda e os Peanuts.
Além de que um clássico, se não puder ser lido na língua original, deve ser lido no seu texto integral e não em banda desenhada.
Beijinho
Antonieta
o D. Quixote é perfeitamente legível - dado ser escrito num castelhano antigo - a qualquer português. não precisam de tradução para nada.
EliminarÓ jose-catarino (respeito a letra pequena, embora me faça urticária...), no mês passado fiz amor com uma boneca insuflada e acredita que não me soube mesmo a nada (nem cheiro, nem sabor, nem tacto, nada de nada.....)...espero não necessitar de repetir....
ResponderEliminarÓ Severino, a letra minúscula nada tem a ver com o valter e cummings, é da autenticação! Sempre escrevo os nomes próprios com inicial maiúscula. Também a mim me irrita, insisto, é da autenticação do Sapo.
EliminarQuanto às metáforas, admito que falte peso, gosto, tacto, cheiro aos ebooks. E o fetiche do livro em papel. Mas quem precisa de ajustar constantemente o tamanho das letras para poder ler, e não quer andar sempre com lupa, como eu fiz antes do advento dos ebooks -- facilmente se converte às duas vantagens. No entanto, ainda as não reconheço nas bonecas insufláveis...
Obviamente que será mais fácil levar para a praia um e-book do que o D. Quixote em livro (é mesmo um calhamaço) mas mesmo assim creio que prefiro alombar com o calhamaço.
EliminarSeverino,
EliminarTem a vantagem de poder fazer também as vezes de travesseiro.
Para praia e esplanada, livro com mais de 300 páginas, fica em casa. E as 300 é porque sou um rapazinho geralmente bem disposto e condescendente.
Um abraço,
Rui Miguel Almeida
Ou muito me engano, ou a Rima era vai má para praia e esplanada. O que, pessoalmente, me não incomoda muito -- não sou apreciador de areais, só os frequento por causa da minha mulher.
EliminarOnde se lê Rima era deve ler-se Primavera. O corrector passa-me frequentemente a perna...
EliminarEstou a terminar D. Afonso Henriques, o Homem, da nossa extraordinária Cristina Torrão, que gentilmente mo ofereceu como ebook. Desde criança que sou grande apreciador do género histórico. E tenho um grande fascínio, verdadeira paixão, pela Idade Média, que me leva a devorar tudo o que me chega às mãos sobre essa época extraordinária, até há pouco tempo vista -- erradamente -- como idade das trevas. Acresce a minha admiração pelo nosso primeiro rei, figura maior da nossa história, que quanto mais conheço mais admiro.
ResponderEliminarO D. Afonso Henriques, da Cristina, é obra escorreita, de leitura agradável, para o que muito contribui o estilo fluido, fluente, não redundante, e a autora resiste bem à tentação, frequente em quem muito sabe, de despejar a propósito ou a despropósito informação excessiva e escusada, apesar de a obra resultar seguramente de muito estudo, patente, por exemplo, nos pormenores -- vestuário, alimentação, habitação, etc.
Gosto do romance da Cristina pelas qualidades da sua escrita e pela matéria escolhida, gosto que será seguramente partilhado pelos adeptos da ficção histórica e querem conhecer melhor a figura do rei fundador e o contexto em que viveu.
Comecei agora a ler "O Habitante Irreal" do Paulo Scott.
ResponderEliminarTerminei há pouco "Tudo são histórias de Amor" da Dulce Maria Cardoso e "Do branco ao negro", uma colectânea de 12 contos (cada um com sua cor), escrito por 12 escritoras portuguesas e cujos direitos revertem para a Fundação Alzheimer.
Entretanto vou espreitando o "Génio" do Bloom, que me vai dar para o ano inteiro.
:-)
Antonieta
um, nenhum e cem mil | Pirandello
ResponderEliminar_de_
Conheci a harmônica de Pirandello (120 baixos) na altura herança da família Coral.
EliminarLeio a autobiografia da maravilhosa Gene Tierney. Alguém conhece? É a Laura do Preminger. Título francês: Mademoiselle, vous devriez faire du cinéma (Self-Portrait – 1979)
ResponderEliminar"LAURA" grande filme - não era com o Glenn Ford?
ResponderEliminarAprecio (cinema) de Hollywood e também gostaria de ver ampliada a carreira de Cristina Torrão para roteirista da Sétima Arte.
EliminarNão!!!!
EliminarEram outros actores, o Vincent Price era dos que conheço... filme de Preminger 1944.
Mas como sou um mentiroso a sério, digo já que fui ver ao gúguel! Hoje é dia 1º de Abril, é para mentirosos amadores... não quero misturas!
Quanto a leituras... hum nesta fase a coisa anda complicada, assumi um cargo e novos projectos, noutra empresa em 3 frentes e outras tantas províncias, pelo que me fico pelas leituras técnicas sobre café, óleo de palma e vou ter de descobrir que diabo é o n'tchessi - uma trepadeira selvagem que produz uma esponja-vegetal!
Saudações cabindas!
anda Pacheco
EliminarQuer isso dizer que já leu alguma coisa minha, Cláudia?
EliminarCoisa?! Cristina há tempo que leio o que escreve e nem só! Inclusive já ouvi entrevista e creio em vossa experiência.
EliminarEstou a começar o "Facas" do Valério Romão. É o terceiro livro que leio deste autor e confesso-me rendida à sua escrita. São muito duros, os três. Mas todos belíssimos.
ResponderEliminarAcabei há pouco o "Tudo são histórias de amor", o último da Dulce Maria Cardoso, que tem três ou quatro contos absolutamente maravilhosos, e o "O Filho" do Michel Rostain , que narra a devastação provocada pela morte de um filho, narrada pelo jovem. Devastador, mas escrito com uma sensibilidade imensa. E com alguma humor negro, apesar de tudo.
Pudor e Dignidade (!), de Dag Solstad, um tipo norueguês com ar de Teixeira de Pascoaes. A coisa mete Ibsen: "Prive o homem comum da sua mentira vital e ter-lhe-á roubado a felicidade".
ResponderEliminarNão sei porque é que a Coppola é «menina»! Por ser jovem!? bonita? Inteligente? Talentosa? Pela família? Por ter muitas coisas que muitas mulheres mais maduras não têm, nem nunca terão? Certamente que será um grande filme, pois estamos perante uma das realizadoras (embora com uma obra curta) mais talentosas e criativas da atualidade .
ResponderEliminarDepois de ter lido "O retorno" de Dulce Maria Cardoso e "Jesus Cristo bebia cerveja" de Afonso Cruz que muito me agradaram, peguei hoje num livro de uma autora que me é desconhecida Jhumpa Lahiri. O livro é "A planície" edição Relógio D'Água. Vou na página 50 e já estou rendido, não tenho dúvidas nenhumas um grande livro e uma bela história.
ResponderEliminarPhilip Roth? Ó meus amigos isso é o créme de la créme. Excelentes os seus livros.
António Almeida