Centenário
Já aqui disse que um dos meus livros favoritos é O Amante, de Marguerite Duras (não, não vou abrir uma livraria só para vender o livro na Baixa, como o leitor de que falei ontem, mas gosto mesmo muito do romance, bem como de outros escritos pela mesma pena). Pois a senhora Duras, se fosse viva, faria cem anos este ano (nasceu, como a Primeira Guerra Mundial, em 1914) e por todo o lado se festeja o seu centenário. Em França, vão-lhe publicar a obra completa na Pleiade, uma colecção de luxo, e um dos últimos suplementos Babelia, do El País, em Espanha, dedicava-lhe um razoável número de páginas. Mas também em Portugal não lhe somos indiferentes – e o Porto comemora-a com espetáculos, sessões de cinema, exposições, leituras públicas e até conversas sobre jornalismo cultural, promovidas por mais de duas dezenas de entidades, artistas e investigadores. Diz uma das organizadoras que o centenário da escritora que nasceu no Vietname e morreu em Paris, e teve uma vida bastante agitada pelo meio, é um bom «pretexto para dar a conhecer, ou para revisitar, uma autora carismática e de referência do século XX, que questionou fronteiras entre diferentes tipos de escrita». As livrarias da Invicta vão, pois, encher-se de livros de Duras e serão levadas à cena peças adaptadas das suas obras no Teatro Nacional de S. João e no Teatro do Campo Alegre durante este mês de Abril, que é o do seu nascimento. Tomara que tudo isso sirva para muitos que ainda não a conhecem passem a lê-la com regularidade.
O Amante... a.d.o.r.o... invejo e outros etcs.
ResponderEliminarLongevidade compreensível a vietnamita com nome "Marguerite" tim tim.
ResponderEliminar"A AMANTE INGLESA"- Logo na folha de entrada está a data em que o comprei-02.04.1970- e foi este livro da Marguerite Duras talvez um dos dez primeiros livros que comprei (era ainda um jovem imberbe) numa edição da EUROPA AMÉRICA, numa colecção muito interessante (era o n. 5 da Colecção Nova Literatura, cujo 1º. livro foi Blow-up e outras histórias" de Júlio Cortazar , o 2 foi o "O Gato e o Rato" do Gunter Grass , o 3- "De noite as árvores são negras"-Maria Isabel Barreno , o 4-"Três semanas em Maio" de João Palma Ferreira) e, lembro-me perfeitamente que foi um livro que, na altura, achei muito difícil e que quase me ia afastando da leitura.-não voltei a relê-lo-.
ResponderEliminarVou tentar ler agora "O AMANTE" que comprei há dois ou três anos com a revista Sábado.
«Espetáculos»?!
ResponderEliminar"O Amante" também é um dos livros da minha vida e os outros livros de Duras que tenho lido não me desiludiram em nada. O "Uma Barragem Contra o Pacífico", por exemplo, é absolutamente monumental e quase impossível de encontrar em Portugal. Pena que nenhuma editora se decida a reeditá-lo.
ResponderEliminarAs comemorações do centenário são uma merecida homenagem a uma autora que não tem sido tão bem tratada em Portugal quanto merecia.
E que belas homenagens o João lhe tem feito lá no Sentido dos Livros, blogue que eu sigo atentamente e que recomendo a todos que amam os livros.
EliminarTambém gosto muito da Duras e, em jeito de comemoração, encomendei o dvd India Song, filme que nunca vi e que tem a particularidade de ter sido escrito e realizado por ela.
Já sei que vou gostar.
:-)
Antonieta
Obrigado Antonieta! Tive muito prazer em escrever sobre a Marguerite Duras e se conseguir motivar 1 pessoa que seja a ler um livro dela, já será uma vitória.
EliminarAina não vi o India Song , mas tenho muita curiosidade. Ficará para um futuro próximo. É bom ainda ter coisas de Duras por descobrir.
A escritora da minha vida!
ResponderEliminarEu xa son un home con moito uso. Coñecín Marguerita o ano de 1958. Fun contratado polo equipo de produción do productor Anatole Dauman para condutor de apoio ás imaxes en Francia da película HIROSCHIMA MON AMOUR. Dirixir o Alan Resnais, a fermosa Emanuelle Riva e outros actores miúdo. Tiven o privilexio de coñecer e levar a escritora. Sabendo que eu era un galego fuxido a Franco contoume a historia do home que case morreu nun campo de concentración nazi (Buchenwald. .. penso eu). E saben unha cousa a muller bebía ... bebía ... e bebía. E só sorría!
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