Regresso à terra-mãe

A minha mãe nasceu em Ovar um pouco por acaso, embora tivesse lá familiares que a minha avó visitava quando chegou, intempestiva, a hora do parto. No entanto, as suas ligações à terra natal eram sobretudo afectivas – nunca me lembro de a minha mãe ir a Ovar durante o tempo em que vivi lá em casa – e passaria muito tempo até que nós, os filhos, conhecêssemos o lugar em que nasceu. Mesmo assim, Ovar tem para mim um qualquer apelo genético e, quando há uns meses um responsável do Museu de Ovar me convidou para ali ir falar da minha poesia, numa sessão que inclui leituras e música, não pude de forma alguma recusar. Será já amanhã essa oportunidade de voltar ao berço da minha mãe para conversar com Carlos Granja, que dirige a cerimónia, e os leitores ovarenses, entre os quais encontrarei quiçá um autor que publiquei há uns anos, Jorge Almeida e Pinho, que escreveu um interessante ensaio sobre a tradução, O Escritor Invisível, a partir da sua tese de mestrado,um autor que gosto sempre de rever, a ele e à família, embora esses encontros sejam normalmente casuais e breves. Bem, se estiverem por perto, apareçam. A noite (que no museu só começa às 21:00h) promete ser interessante. Para mim, pelo menos, vai ser um serão diferente.

Comentários

  1. Bom dia!

    Ovar é relativamente perto de mim e tenho lá alguns bons amigos. Para além do pão de ló (não deixe de provar) é sobretudo conhecida pelo seu carnaval (as noites, então, são uma loucura).

    Infelizmente, esgotei ontem os meus créditos para saídas, ao ir assistir a mais uma sessão das conversas "havíamos de falar disso", feitas pelo "seu menino" Nuno Camarneiro, desta vez com a presença de Afonso Cruz. Isto de ter miudos pequenos condiciona, e de que maneira!

    Espero que corra tudo bem e que se divirta! Fico com pena de estar perto e não ir, cá fico à espera de uma outra oportunidade.

    Rui Miguel Almeida

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    Respostas
    1. Ó Rui então e que tal "havíamos de falar disso"?dá-nos lá p.f. umas dicas dessas certamente interessantes conversas.

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    2. Olá Severino,

      São conversas interessantes, sempre sobre um tema específico. O Nuno modera a coisa e tem sempre dois convidados: um ligado às "artes", geralmente um escritor ou um músico e outro ligado às ciências.

      Só assisti a duas destas, que nem sempre calha bem.

      Deixo um link, navegando um bocado por ali, dá para descobrir as conversas passadas e ver os vídeos das mesmas, penso eu de que, como dizia o outro.

      http://www.ciceco.ua.pt/index.php?menu=320&language=pt&tabela=geral

      Aquele abraço,

      Rui Miguel Almeida

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    3. Sim, é a minha aldeia. Bem catita, vive-se cá muito bem.

      RMA

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    4. Bonita terra onde tenho aí perto, na Palhaça, o meu grande amigo Paulo Pacheco.

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  2. António Luiz Pacheco13 de março de 2014 às 04:16

    Eheheh! Tenho bons amigos em Ovar!!!!

    Gente amiga da boa mesa sobretudo, perdoem mas nós traças somos umas comilonas, mesmo as literárias...

    Sei que a Mª do Rosário não é grande garfo, mas vá ao "Tasco", ali mesmo perto do mar, tem as melhores lulas grelhadas do Mundo!

    Boa viagem!

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  3. À Rosário e a quem a acompanhe na noite poética de Ovar - incluindo a organização - desejo bons momentos, banhados em Primavera Precoce.

    E Viva a Poesia!

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  4. De Ovar lembro-me de uma casa que indicava ter ali nascido ou vivido Júlio Dinis, autor que fez as minhas delícias juvenis. Quase em frente um restaurante onde também me lembro de ter bebido um excelente Douro tinto. Poderia ultrapassar esta memória com a noite de poesia, mas não posso.

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  5. Pois eu sou de Ovar. Nasci lá e vivi lá a minha infância! Grande infância! E confirmo: o pão de ló é divino! É uma terra que condiz bem com poesia.

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  6. Confesso que aprecio muito a poesia da Maria do Rosário Pedreira. Por isso, ainda que chovessem "gatos e cães", não podia perder este evento. Conhecer a poeta pessoalmente em nada me desiludiu, muito pelo contrário. Vou continuar a dizer a sua poesia ainda que à minha maneira, porque o que é bom é para se "DIZER". Obrigada ao Carlos, à Maria do Rosário Pedreira e a todos quantos contribuíram para que a partilha de ontem fosse possível...

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