Afinal, havia outra

Aqui há tempos queixei-me de que não havia em Lisboa nada como o Café Pinguim do Porto, onde há muitos anos se declama poesia (aliás, aproveito para agradecer aqui ao Eduardo Leal a oferta da Antologia dos Poetas da Cave nas últimas Correntes, obrigada!). Logo no dia seguinte a ter publicado o post, recebi uma mensagem via Facebook informando-me de que estava enganada e no Teatro Cinearte: A Barraca, ali a Santos, se diz poesia todas as quintas às 22h30 e já vão na 70.ª sessão (perdão, não sabia mas prometo ir quando puder). E um dia destes, no jornal Público, num artigo sobre a «nova moda» das tertúlias em Lisboa, descubro que também no Bar do Teatro Rápido, ao Chiado, se lê poesia à quinta-feira (embora aqui as leituras sejam espontâneas e, portanto, nunca se saiba o que se vai ouvir, mas também, como diz o organizador, «aqui não há pedestais»). No Povo, um bar do Cais-do-Sodré, há igualmente leituras de poesia às segundas (e fado todos os dias), pelo que a leitura de poemas é habitualmente acompanhada de música, o que fica sempre bem. De um género mais performativo (com cenário, actores e tudo), a poesia tem também voz no Café Zazou, perto da Sé, onde desde Setembro do ano passado há dias dedicados à leitura (também de contos). Afinal, havia outras, e eu é que estava «desinformada»…

Comentários

  1. Pelo menos "inconseguiu" saber. E mais vale tarde que nunca. Um abraço!

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  2. António Luiz Pacheco6 de março de 2014 às 02:49

    Acho boa essa das tertúlias... nós nas pequenas cidades do interior, nas vilas e aldeias, ainda fazemos muitas tertúlias, sejam de caça ou toiros e até de política e de artes... espantem-se!
    Hoje também tertuliamos na net e no facebook, sobretudo os que estão distantes, como eu que estou reduzido e isso.
    Destas tertúlias saem coisas bem curiosas, como esta poesia...

    SOU CAÇADOR!

    Conheço o horizonte,
    onde eu me sinto bem
    a caçar em pleno monte,
    sozinho, sem ver ninguém!

    Conheço o ocaso e a aurora,
    e o brilho do luar,
    gozo do sabor da amora,
    que aprendi a gostar!

    Conheço o frio que me consome,
    suporto o sol abrasador,
    sei o que é passar fome,
    entendo o martírio da dor!

    Conheço o suor que sabe a sal,
    percebo o murmúrio do vento,
    não temo o temporal,
    nem os rigores do tempo!

    Conheço bem a lealdade,
    que sinto com o coração,
    é mais forte do que a amizade
    e tem morada no meu cão!

    Sou caçador, não matador,
    não pensem que é utopia,
    primeiro, sou criador,
    para que chegado o dia,
    e, num ano excelente,
    retirar o excedente,
    preservando o futuro,
    trabalhando bem duro
    para gerar alimento
    a todos os animais
    que aliado ao bom tempo,
    reproduzem muito mais!

    Sempre foi um sonhador,
    e dou graças ao Senhor,
    por gerar tanta beleza,
    por isso sou caçador,
    naturista, com fervor
    e, AMO A MÃE NATUREZA!

    Manuel António Almeida

    Saudações e saudades... kaluandas!

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  3. Parabéns, Lisboa! És melhor, se bem acompanhada.

    E obrigada à Rosário. E a quem a informou.

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  4. | recordo | ter lido ou ouvido falar de : de uma iniciativa para lá de qualquer outro adjectivo | genial | um avião efectuou o “bombardeamento poético” de uma grande cidade … largando milhares de papéis de | poemas

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