Jornalista e escritor
Hoje, um pouco por falta de tempo, mas também para vos apresentar um sítio sobre livros e autores aonde poderão ir quando quiserem, o Casal das Letras, deixo-vos o link de um texto que ali publiquei recentemente sobre o assunto em título.
mesmo para quem tenha estigmatismo, miopia _como é o meu caso_ ou simples “vista cansada”, não convém que os óculos que se ponham na cara tenham lentes roxas nem dioptrias desajustadas | ora, a generalidade do jornalismo, sobretudo televisivo, financiado indirecta mas efetivamente pela publicidade a fraldas de bebé, croquetes para gato, champô três em um e, na imprensa, por classificados “x”, venda de automóveis, imobiliárias e bancos, não pode senão ficcionar a realidade, distribui-la em fascículos, com o intuito de cativar e capturar o espectador ou leitor | | frequentemente hiperbólico e sensacionalista, supérfluo e açucarado, causador de bulimia existencial [ hedonismo ], mas também, paradoxalmente, de anorexia cívica, trabalha para o “share”, atento à ruminação, contando à cabeça | | não admira pois que muitos jornalistas _alguns não totalmente desprovidos de qualidades literárias puras _ conheçam como ninguém com que ingredientes fabricar um “top-de-vendas” no micro-ondas | há excepções nesta geografia, felizmente, tal como há a Suíça, e, dentro dela, outra ainda: a dos cantões
ResponderEliminarObrigado, Maria do Rosário. Muito bom o Casal das Letras!
ResponderEliminarObrigada. A ver com tempo.
ResponderEliminarBom Trabalho.
uma boa ideia.
ResponderEliminarBem haja!
EliminarReflexão muito interessante. E o sítio também promete - terei de o explorar com mais tempo.
ResponderEliminarInteressante também foi ler um texto seu com o novo acordo ortográfico aplicado! Já se rendeu? Ou é «política» deste «Casal das Letras»?
Ai, isso foi coisa do Casal das Letras. E eu nem soube de nada...
Eliminarembora indirectamente, não é a primeira vez que as suas reflexões sobre o mundo editorial e literário me trazem à lembrança, a preto e branco mas com uma nitidez estranha (1), a figura e o percurso de Luis Pacheco, no contexto da editora CONTRAPONTO as peripécias trágicas e cómicas da sua vida, dos seus livros, das suas edições de Saramago [o primeiro a reconhecer Levantado do Chão] Virgílio Ferreira Herberto Helder Cesariny Natália Correia e … as polémicas em que se envolveu , a militância ou “guerrilha literária” como ele mesmo designava a sua actividade sem quartel [café Gelo] [ o despiste da CENSURA ] embora indirectamente, não é a primeira vez que as suas reflexões sobre o mundo editorial e literário me trazem à lembrança, a preto e branco mas com uma nitidez estranha (1), a figura e o percurso de Luis Pacheco
ResponderEliminarum pouco a despropósito [como tantas vezes me ocorrem os pensamentos] se não servir de complemento às reflecções que aqui vai fazendo, servirá talvez de suplemento
(1)estranha, porque nada presenciei dessa época, tendo apenas lido os relatos deixados pelo próprio os quais, aqui e ali, são arrolados de algum cinismo, é certo, mas que parecem estar abrigados por uma honestidade desconcertante
Jornalistas-escritores (um dos meus tópicos favoritos), quando são bons são realmente bons:
ResponderEliminarEça de Queirós,
Norman Mailer,
Truman Capote,
Ernest Hemingway,
Charles Dickens,
Mark Twain,
Miguel Sousa Tavares (ame-se, deteste-se),
Martha Gellhorn,
John Hersey,
Jack London,
Hunter S. Thompson,
e podia passar horas nisto (e nunca falar em José Rodrigues dos Santos)