Festejar o amor

Hoje, que é dia de S. Valentim, use-se o pretexto para visitar o amor posto a nu pela pena de um dos mais dotados ficcionistas portugueses, o já galardoado com o Prémio Pessoa (entre muitas outras distinções) Mário Cláudio. Neste O Triunfo do Amor Português, o autor recorre, porém, mais à riqueza do real do que à própria imaginação para se debruçar sobre uma dúzia de pares famosos das lendas e da história portuguesas, recontando à sua maneira (e de que maneira!) os amores de Pedro e Inês, Camilo e Ana Plácido, Camões e D. Maria, Leonor Teles e o conde de Andeiro, só para citar alguns exemplos. Com uma bonita ilustração de capa de Rogério Ribeiro e um magnífico prefácio de Agustina Bessa-Luís, o amor português é aqui celebrado com mão de mestre, trazendo a um tempo uma prosa madura e não raro irónica, a descrição do peso da culpa nos caminhos do amor e a nossa ilustração sobre alguns casos e episódios de transgressão que foram absolutamente marcantes no nosso passado amoroso histórico e literário, sem omitir os amores homossexuais de António Nobre e Alberto de Oliveira. Como refere Agustina no seu texto de abertura, «se fosse preciso afirmar Mário Cláudio como um escritor, este livro [...] vinha coroar a sua obra».


 


Comentários

  1. este dia para mim é o mais desnecessário, de todos estes festejos anuais e comerciais, pois não estou a ver ninguém à espera de um dia qualquer dia para namorar...

    em relação ao livro, pelas palavras de Agustina, deve merecer a pena ler. não gosto é da palavra "triunfo" no título (e não é por causa das bolachas ou do arco...). não me soa bem.

    ResponderEliminar
  2. Claudia da Silva Tomazi14 de fevereiro de 2014 às 02:26

    Compraria o livro posto que gosto do tema.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Claudia da Silva Tomazi18 de fevereiro de 2014 às 05:07

      Vá lá. É caso a super Mário.

      Eliminar
  3. Eu vejo na palavra "triunfo" uma afirmação de que temos na nossa história e imaginário, também casos verdadeiros de paixão, os nossos Romeu e Julieta ou Paulo e Virgínia, e por aí.
    Será essa a idéia? Aposto que sim...

    E temos o próprio Camilo, e Eça evidentemente, apenas para citar dois autores eu foram buscar aos amores proibidos inspiração, fora Pinheiro Chagas que foi pródigo em usar nas suas novelas casos do género.

    Em dia de namorados, talvez me lembre em particular de Jorge Amado, autor que para mim tão bem usa e enquadra esses amores desencontrados ou pecaminosos, porventura os mais fortes?

    Saudações kaluandas!

    Lá para o planalto há a Pedra do Alemão, onde se teria suicidado um apaixonado inconformado...




    ResponderEliminar
  4. Triunfo do amor sobre o ódio que o amor gerou. Casos de amor que resistiram, real ou simbolicamente, à invasão do ódio.

    António Breda Carvalho

    ResponderEliminar
  5. Eu acabei ontem de ler o "Boa noite, senhor Soares", que descobri precisamente através deste blog. E mesmo tendo imensos na lista para ler, quando o vi na biblioteca não resisti a requisitá-lo. É absolutamente delicioso. Obrigada pela referência :)

    ResponderEliminar
  6. … o meu amor são dedadas no silêncio e por dentro ele é um arvoredo em escadaria aberta só eu sei porque te amo tantos sítios no peito sim através das janelas depurando o sangue fica virá a noite no seu cavalo claro e quietos atravessaremos a brisa cantante amo-te com um mar revolto de mão para mão fica são beijos jovens e toda a casa acesa de alegria o meu amor trouxe o jardim para dentro eu estou aqui a rua inteira de agitação fica eu prometo que se chorar guardarei as pequenas luzes numa concha de musgos sabes o meu amor ainda nasce …

    ResponderEliminar
  7. Claudia da Silva Tomazi14 de fevereiro de 2014 às 04:41

    Nélida PiÑon (ABL) resolve opinião diferenciada de "Jorge Amado".

    ResponderEliminar
  8. Interessante, este livro. Tenho a ideia fixa de escrever sobre Pedro e Inês de forma diferente, isto é, despojar o caso de mitos. Quais teriam sido as verdadeiras motivações de Pedro para forçar aquela cena de beijar a mão à rainha morta? Apenas um amor descomunal? Hmmm, duvido...
    Tenho para mim que a relação entre Pedro e o pai Afonso IV era disfuncional, penso que a chave de todo o mistério envolvendo o caso está nessa relação. Mas é só uma suposição, ainda não pesquisei sobre o tema.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Creio que foi Camões, com os belíssimos versos dedicados ao tema, um dos responsáveis por criar o mito dos amores de Pedro e Inês. Nas crónicas de Fernão Lopes percebe-se que Pedro não era flor que se cheirasse: chegou a mandar castrar um amante seu só porque este não lhe era fiel e se envolvia com uma mulher... Como diz Fernão Lopes (cito de cor), esse seu amante começou a falar mais fino...

      Eliminar
    2. Camões entre outros claro... Estou agora a lembrar-me também da "Castro", de António Ferreira, uns cinquenta anos anterior aos "Lusíadas".

      Eliminar
    3. Ó Cristina, veja lá no que se (nos) vai meter com essa coisa do rigor histórico.
      Não perca de vista que, por outro lado, também é historicamente rigoroso o facto de o mito do amor de Pedro e Inês se ter consolidado na nossa cultura.
      Se vamos por esse caminho do rigorismo puro e duro, acabaremos por destruir o mito – e depois, já estou mesmo a ver, o Parlamento ainda há-de arranjar uma comissão de especialistas para reformular a redacção d’”Os Lusíadas”, dar uma arrumação no Mosteiro de Alcobaça, etc.
      Deixe lá a linda Inês posta em sossego, naquele engano de alma ledo e cego que a cultura portuguesa fez durar tanto...

      Eliminar
    4. "O mito é o nada que é tudo"
      Como já referiu o Pedro Meira, D. Pedro não era muito certo da cabeça, embora, em toda a sua crueldade, se não tenha equiparado ao primo D. Pedro, O Cru. E, salvo erro, foi para o imitar que fez de D. Inês a que "despois de morta foi rainha".
      Ficou um belíssimo mito, petrificado em Alcobaça (a minha terra), com os amantes à espera do Dia do Juízo Final para, antes de tudo o mais, se verem um ao outro...
      No meu romance (não publicado) Gheke Pepe reconto, seguindo Fernão Lopes muito de perto, vários episódios envolvendo D. Pedro, como aquele que o Pedro Meira já referiu. Segue-se o excerto para quem tenha interesse e paciência para o ler.
      "Quem sai aos seus não degenera, diz-se. Já o pai [D. Pedro} ceava com apetite enquanto pobres coitados eram na sua presença e por ele mesmo martirizados até à morte, acusados de se haverem deitado com mulher alheia — como o próprio rei amiúde fazia; por tal crime, o de se deitar com a jovem mulher de um velho cortesão, obrigou moço escudeiro a capar-se até ao osso na sua presença; e ele mesmo arrancou o coração a Pêro Coelho e comeu-o – talvez por isso, este rei cruel como outro não houvemos é venerado pelo povo. Não partilho desse afecto: a el-rei D. Pedro, tão achegado às mulheres, que tantas barregãs tomou em solteiro, em casado, na viuvez — uma delas foi a mãe do Mestre de Avis — devo a penúria em que vivo: um dia, sendo o rei na Beira, intriguista foi-lhe contar que uma alcoviteira que havia por nome Helena alcovitara a meu avô materno, o almirante Lançarote Pessanho, uma mulher com quem ele dormira, de seu nome Violante Marques. E el-rei mandou logo queimar a alcoviteira e cortar a cabeça a meu avô, que só a manteve sobre os ombros por haver fugido a tempo, perdendo embora suas contias, fazenda e ofício; e só muito mais tarde pôde voltar, quando o Duque de Génova escreveu a el-rei rogando-lhe fosse sua mercê perdoar ao seu antigo almirante, que, conseguindo desta forma salvar a vida, não logrou reaver a fazenda de que el-rei se apropriara, nem o ofício cujo seu antes era. Minha mãe foi assim privada do dote que meu avô administrava, e a nossa família, até então das poderosas da Beira, viu-se na pobreza, sempre negra e sofrida, ademais indigna da nobreza."

      Eliminar
    5. Camões, sem dúvida. Deve-se admirar a sua obra pelo valor literário que tem, mas Camões não era historiador. Aliás, no seu tempo, era difícil ser historiador (como hoje o concebemos), havia muita tradição oral, mesmo as crónicas históricas eram influenciadas por ela (entre outras influências).

      Em Inglaterra, há um caso semelhante com Shakespeare, talvez o maior poeta/dramaturgo de todos os tempos, mas não historiador. No seu "Richard III", ele criou uma das mais marcantes figuras da história da literatura pela sua maldade: um rei que assassinou os sobrinhos-crianças, a fim de subir ao trono. Acreditou-se nesse mito até meados do século XX, quando se começou a pôr em causa a sua veracidade. Hoje em dia, têm-se muitas dúvidas. Seria Ricardo III, o último Plantageneta, um crápula, ou foi apenas vítima das intrigas da corte e das circunstâncias em que subiu ao trono? Nada disso, porém, nega a excelência da obra de Shakespeare. O mesmo se passa com Camões, quando se põem em causa a veracidade dos acontecimentos por ele poetizados.

      Eliminar
    6. Como já disse em cima, o rigor histórico não impede que admiremos excelentes obras literárias ;)

      Fascina-me o desconstruir de mitos. Acreditamos em tanta coisa, apenas porque todos os outros acreditam... Acontece não só com acontecimentos históricos, todos os dias se verifica. A maior parte das nossas próprias memórias são mitos: lembramos aquilo que os outros contam, aquilo que a família "decide" que aconteceu.

      Mas se eu conseguir, algum dia, apresentar uma teoria diferente dos amores de Inês e Pedro, considere, caro Joaquim, que será apenas a minha versão. O que realmente se passou na cabeça deste ou daquele nunca ninguém saberá ;)

      Eliminar
    7. Gostei muito de ler, José Catarino!

      A figura de D. Pedro, por tão controversa, é fascinante. Aliás, toda a história da família. Vejamos: D. Afonso IV era filho de D. Dinis (um rei considerado exemplar) e D. Isabel (rainha a quem não pomos defeitos e até foi canonizada). Como resultou de par tão excelso uma figura como D. Afonso IV, que guerreou contra o próprio pai, esse rei justo e exemplar, e assassinou Inês de Castro?

      Depois segue-se Pedro, o cruel. Mestre de Avis foi filho que teve de mais uma barregã. E, se não estou em erro, nasceu pouco tempo depois do assassinato de Inês!

      Eliminar
    8. Claudia da Silva Tomazi14 de fevereiro de 2014 às 11:14

      Quem sai ao seu nem degenera.

      Eliminar
    9. Ok, Cristina. Em circunstâncias normais, digamos assim, o rigor histórico não impede que admiremos… Fascina-a o desconstruir de mitos… Mas a sua eventual teoria diferente dos amores de Pedro e Inês será apenas a sua versão…

      Porém, como saberá, em circunstâncias eventualmente menos normais aparecem os fundamentalistas, para quem o rigor histórico tanto mostrará, por exemplo, que a valorização d’”Os Lusíadas” foi obra do fascismo, a actual disposição simbólica dos túmulos de Pedro e Inês foi obra de Salazar, etc, como mostrará que tudo isto foi engendrado para escamotear que Inês era, na verdade, uma p…, e que Pedro era um depravado que, conforme se vê nas crónicas de Fernão Lopes, mandou castrar um amante seu só porque este não lhe era fiel e se envolvia com uma mulher, etc …

      Ok, tudo isso e o seu contrário estará historicamente documentado, será demonstrável, etc – e, em circunstâncias conturbadas, facilmente será ampliado nas redes sociais, explorado nas primeiras páginas dos jornais, etc.
      Daí a depois aparecer uma petição pública para proibir Camões nas escolas, arrasar a Quinta das Lágrimas, tirar os túmulos do Mosteiro de Alcobaça e expor lá os Mirós, ou coisas do género…

      É claro que eu estou para aqui a discorrer estas coisas e a correr o risco de ser mal interpretado.
      Até parece que sou contra o rigor histórico – e portanto adepto da fantasia histórica ao sabor das conveniências políticas… o que, em rigor, será indesculpável, ainda que a conveniência política seja a de combater os fundamentalismos…

      Juro que não sou contra o rigor histórico. Apenas gostaria que ele não impusesse a exclusão da fantasia na constituição da cultura e identidade dos povos.

      Isto dava um debate daqueles…

      Para o abreviar, repito o que disse na minha primeira intervenção: – é também historicamente rigoroso o facto de o mito do amor de Pedro e Inês se ter consolidado na nossa cultura e identidade.
      Entretanto, é do mesmo modo rigoroso o facto de a nossa cultura o assumir e explicitamente o cultivar na nossa identidade como isso mesmo: um mito, uma lenda – que, porém, todos mais ou menos vagamente sabemos ser baseada em factos reais.

      Por outras palavras: toda a gente sabe que, em grande parte, é um mito, uma lenda – mas é tão bonita assim, e tão antiga, para quê questionar agora, estragar com rigores?

      Isso seria a mesma coisa, ou pior, que apagar da identidade de Verona a história de Romeu e Julieta apenas porque é uma mera ficção de Shakespeare, ou seja: uma mentira inventada por um estrangeiro, com a qual os veroneses honrados não podem compactuar…

      Cá está: isto dava um debate daqueles…

      Isto, se calhar, já não é para a minha idade.
      Até estou com receio de colocar isto na caixa dos comentários…

      Eliminar
    10. Não tenha receio ;) As lendas e a fantasia fazem parte da cultura de um povo, não há dúvida.

      Nem se pode chamar a esta minha intenção "rigor histórico". Não sou historiadora, caro Joaquim, nem pretendo ser. Apenas me interesso por História, gosto de explorar novas versões, de as discutir e comparar. Por isso, gosto de romance histórico, principalmente dos que proporcionam novos focos de discussão. Mas um romance é um romance, ficção.

      Contudo, ao analisar épocas tão distantes e mal documentadas, o próprio historiador é como que forçado a ser criativo. O Professor José Mattoso inicia a sua biografia de D. Afonso Henriques com a frase: «Não é preciso ser historiador profissional para perceber que não se pode traçar a biografia de uma personagem medieval sem uma grande dose de imaginação». (Temas e Debates, 2007)

      Eliminar
  9. Contesto e protesto!
    Com veemência!

    Havendo tantos mitos amorosos, desde Dalila com Sansão, D. Quixote e Dulcineia, aos amantes de Verona e Paulo & Virgínia que é a versão tropical, do Eduardo VII e mrs. Simpson, da Princesa Diana, porque não haveremos nós de ter Pedro e Inês?

    Esságora!

    Dê-lhe Cristina... investigue o rigor histórico, e busque a verdade do facto, e esperemos que não tenha sido um amor daqueles de que se fala por aí na TV-não-sei-quê e na Gente, que se escarrapacham nas caixas dos supermercados, muito "in love" mas que duram menos que manteiga em focinho de cão!

    A história do fazer beijar a mão ao cadáver, assim mais à Tim Burton ou vá lá Tarantinesca, também não me parece que fosse por amor e sim para mostrar quem mandava cá no pedaço!
    Parece coisa dos Soprano...

    Saudações kaluandas!



    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Hum... desculpem, mas uma razão para o interesse na e pela história, pode ser exatamente a verificação dos factos e a confirmação ou não dos mitos!

      Acho que é uma lição interessantíssima e que devia ser usada para o sucesso desta disciplina nos meios escolares, onde é regra geral apontada como uma seca! Mas que sendo apresentada como é na verdade, trás ao de cima todo o seu interesse!

      Digo eu... traça literária e tornada kaluanda!

      Eliminar
    2. A verdade nunca ninguém saberá. Mas é verdade, caro Pacheco, que, a fim de medir forças com o pai, ou vingar-se dele, ou tentar ultrajá-lo ou chocá-lo, um filho é capaz das coisas mas absurdas e/ou perigosas!

      Eliminar
  10. Maria do Rosário

    Sempre que fizeres a divulgação de um qualquer livro apetitoso, como o que hoje nos deixaste a "aguar, acrescenta-nos mais uns quantos dias de vida. Apresento-te algumas sugestões: os ticket refeição, vales iguais aos das perfumarias, cartões que acumulam pontos, dias, cartões que acumulem dias de vida, sempre que comprássemos um livro, ou qualquer outra coisa, por exemplo.
    Já não tenho dias de vida suficientes para ler todos os livros que gostaria de ler. (era o Almada, salvo a comparação, que dizia o mesmo, não era?)

    Agradecida

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Hum... que interessante e bonita idéia:

      Ler é como que receber dias de vida, extras!
      Ou seja, com a leitura e através dela vivermos mais e até aquilo que não vivemos.

      Fico feliz com esta hipótese!

      Eliminar
  11. Claudia da Silva Tomazi14 de fevereiro de 2014 às 12:31

    Afinal...Dia de São Valentim!

    ResponderEliminar
  12. DANTE ♥ BEATRIZ

    ResponderEliminar
  13. Testemunho de um empréstimo
    Eu consegui obter um empréstimo de uma instituição de micro-crédito,
    que sabia como me satisfazer o mais cedo possível.
    Ela ajudou-me a pedir uma soma de € 45.000.
    Se você também precisa de um crédito, empréstimo ou você está proibido Banking,
      Ps: entre em contato por e-mail se você estiver na necessidade de um empréstimo.
    Aqui é o seu e-mail: loanserious@gmail.com
    Compartilhar essas informações para ajudar os nossos irmãos, os nossos amigos e outras pessoas necessitadas.

    ResponderEliminar
  14. oferta de empréstimo
    Você está em busca de financiamento, para retomar suas atividades, seja para um projeto, ou para comprar um apartamento mas infelizmente o banco pede-lhe as condições em que você é incapaz de preencher. Uma mulher de negócios disponível para conceder empréstimo a qualquer um capaz de cumprir os seus compromissos. Ele ajudar a obter o meu empréstimo de 45.000 € para as minhas atividades e estou graças aliviado por esta mulher, caso contrário, a taxa de juros é de 2% ao ano. Entre em contato com ela que você está na necessidade de um empréstimo
    E-mail: varonealessandra01@gmail.com

    ResponderEliminar





  15. Bom-dia caro amigo!
    Tem um projeto pelo qual procurava financiamentos. Viu-se infelizmente recusados dos créditos junto dos bancos para causas diversas, eis uma oportunidade de emprestar a dinheiro em linha em 48 hora ofereço-vos empréstimo de 5.000€ à 100.000€ até 250.000.000,00€. Contacta porque de necessidade. Eis meu enviar por correio eletrónico: maurocallipo94@gmail.com

    ResponderEliminar
  16. Bom-dia caro amigo!
    Tem um projeto pelo qual procurava financiamentos. Viu-se infelizmente recusados dos créditos junto dos bancos para causas diversas, eis uma oportunidade de emprestar a dinheiro em linha em 48 hora ofereço-vos empréstimo de 5.000€ à 100.000€ até 250.000.000,00€. Contacta porque de necessidade. Eis meu enviar por correio eletrónico: maurocallipo94@gmail.com

    ResponderEliminar

Enviar um comentário