Aqui há gato
Dizem que, em tratando-se de comer frango, uns gostam de perna e outros de peito (cá em casa é exactamente assim – e dá jeito, porque nada se desperdiça). Dizem também que os que gostam de cães não são especialmente apaixonados por gatos, e vice-versa. Eu sou mais cães, confesso, e também confesso que não consigo confiar inteiramente em gatos nem pegar-lhes ao colo, embora não faça fitas quando vou a casa de alguém que os tenha (geralmente, mais de um). Mas gosto de os ver nas traseiras da casa a brincar, a uma certa distância, claro, e gosto de pôr gatos em poemas, talvez porque os ache mais inteligentes e sagazes do que os cães (alguns, pelo menos) e admire até certo ponto a sua natureza independente e selvagem (e, por isso, mais apropriada ao poema). No entanto, fiquei um dia destes rendida à singularidade dos felinos, ao ler uma notícia inesperada sobre a sua apetência para ouvir ler. A sério, parece que os bichanos, sobretudo se já passaram por traumas nas suas sete vidas, apreciam o ritmo da leitura de histórias, o som ritmado de vozes humanas. Na Pensilvânia, na Berks Rescue Animal League, existe mesmo um programa com o nome engraçado de «Book Buddies», em que crianças a partir dos seis anos se oferecem para ler aos gatos residentes, tendo a actividade apresentado resultados extraordinários: além de os bichos ficarem mais mansos e simpáticos (o que os tornará mais facilmente adoptáveis por famílias interessadas num animal de estimação), as crianças aperfeiçoam o seu desempenho na leitura e, melhor ainda, criam raízes na prática de voluntariado. Há coisas que não se explicam, mas, quando eu pus gatos nos meus poemas, talvez já tivesse o pressentimento de que eram animais literários...
A propósito de gatos e literatura, "VI" uma cena espantosa e arrepiante dum gato, no excelente "A CIDADE DOS PRODÍGIOS" de Eduardo Mendoza.
ResponderEliminarMaravilhoso! Eu tinha uma gata que era a coisa mais selvagem que havia mas que adorava deitar-se ao meu colo enquanto eu lia livros em voz alta. Às vezes olhava para mim e miava, enternecida e eu julguei sempre que estava a fazer alguma coisa certa, embora não soubesse bem o quê. Pelos vistos estava, e era precisamente o estar a ler em voz alta :) . Maravilhoso, obrigada pela partilha.
ResponderEliminarDe todas as criaturas de Deus, somente uma não pode ser castigada. Essa é o gato. Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato.
ResponderEliminarMark Twain
Mulheres e gatos agem como bem entendem. Homens e cães deveriam relaxar e acostumar-se com isso.
Robert A. Heinlein
Gosto de olhar os meus gatos, eles me acalmam. Eles me fazem sentir bem. Você sabia que os gatos dormem 20 das 24 horas do dia? Não se admira que tenham melhor aparência do que eu. Na minha próxima vida, quero ser um gato. Dormir 20 horas por dia e esperar ser alimentado. Sentar por aí lambendo meu cu. Os humanos são desgraçados demais, irados demais, obcecados demais.
Charles Bukowski
«O repouso de um gato ao sol é a mesma coisa que a leitura de um livro.»
EliminarFernando Pessoa, pag. 27 do livro A Hora do Diabo (não se assustem com o título).
Concordo em absoluto!
Adoro gatos e pessoas que gostam de gatos.
Se quiserem ver algumas fotos de crianças lendo para os gatos vão ao blogue da Vespinha.
:-)
Antonieta
Gosto muito de bichos (menos de baratas).
ResponderEliminarHoje, se fosse para ter um cão escolheria um vira-latas ou um setter, aqueles ruivos, de pelo liso.
Se fosse para ter um gato escolheria ... todos ... ou antes, ficaria feliz se eles me escolhessem, pois eles é que decidem com quem querem ficar e nunca se enganam. Falta-nos a nós, humanos, essa agudeza de espírito já que "vira e mexe" nos ouvimos a dizer: "parecia uma coisa e saiu outra".
Gosto muito deles! Muito mesmo.
É um comentário lindo, cheio de emoção. Obrigado.
EliminarTambém lhe agradeço, Vicente, e deixo-lhe este poema que um amigo meu não leu para seu gato, mas para ele escreveu. Para todos vós, enfim, que têm a sensibilidade suficiente para se permitirem gostar de gatos. Para todos, vós, menos para aqueles que enterram gatos, depois de dilacerados por seus cães (terrível).
EliminarGATO PRETO
Hoje escrevo dele e pra ele
porque mo indicam as musas negras
que de tão sábias atestam,
mas detestam que é dele que devo falar...
Veio pequeno, indefeso
pró mundo pouco coeso
onde, se calhar nem queria estar.
Veio empurrado por razões
de sonhos contradições
dos cães do ausente
ausência que não se pressente, mas sente
sublimada por quaisquer razões...
E veio preto
negras são as musas e ele preto
do preto mais preto que há!
Tinha de pelos, uns brancos
que lhe faziam pescoço
como gato ,moço
iriam ser do ser.
E ousou estar junto a mim
fechado num cubo quadrado
às vezes pouco bem tratado
de não ser lá o desejado...
E foi rondando o meu mundo
de si algo profundo
como de negro se vestia...
Nem as pontas brancas das patas
que lhe faziam da barriga o apoio
alguma vez o tornaram
menos saloio...
E foi assim que assim foi
como dor que não dói
e traz do nada companhia
até um dia...
Nesse dia, lá longe
também quis ganhar o mundo
todo de uma vez
e gato macho se fez
na ousadia da conquista
mas voltou de galo sem crista
que o mundo que queria ver
não estava preparado pra ter...
Era uma dó vê-lo querer
algum calor de saber
que pra mim era bom tê-lo!
E tive e fiz com que não se fosse
amarrado às solidões
das noites
até mesmo as dos verões
que passou junto
sem coleira nem algoz
de uma alegria sem nós.
Mas um dia dei-lhe os telhados
deste mundo
e do dele...
Foi testando o apartar
e vinha sempre contar
o que viu e sentiu
de terno ronronar
ao fogo da lareira
ao desespero de noite inteira
do desejo de lá voltar....
E voltou, uma e outra vez mais!
E decidiu lá morar, num telhado
qualquer
pra namorar a lua,
e gatas do seu encanto.
Voltava amiúde
mas já sem quietude
que já não me fazia espanto...
E eu deixava que fosse
por mais que me fosse doce
pensá-lo junto de mim...
Começou a aparecer menos vezes
vinha espreitar-me algures
da janela da saudade,
mas sabe-lhe melhor a liberdade...
Ainda aparece, por vezes
de olhos ternos a dizer...
quero que o nada me prive
porque ganhei o gosto de ser
livre!
AP 17/09/03
Poema tão bonito...De tão bonito, emocionará, certamente, a senhora que enterra gatos. Obrigado.
EliminarÉ um facto conhecido por quem lida com animais, os treina e usa, que a voz humana lhes transmite pelo seu tom que não pelo significado, uma mensagem de calma, de agressividade, de comando... etc.
ResponderEliminarÉ assim que conseguimos dominar e conduzir um cão, até um cavalo, "à voz"! Sobretudo pelo tom...
Portanto, quando se lê, num tom calmo, entende-se que se transmita ao animal essa calma, e, o gato é um extraordinário sensitivo, portanto o seu bem-estar.
É lógico e uma situação verificada!
Gosto muito de animais em geral, em particular de cães dos quais tenho normalmente uma boa quantidade (chego aos 15) entre guarda, caça e perfeitamente inúteis ou na categoria de "cão" em geral e apenas, são todos sempre diferentes... cada qual com o seu carácter.
Tenho sempre gatos, igualmente, uns porque calha e outros porque sim, porque moro numa casa grande, pouco habitada e no campo, invadida por toda a casta de bicheza.
Também gosto deles, até porque um gato é o melhor sinónimo de conforto que conheço! Gatos e livros são quase sinónimo... Porém os gatos são mais iguais, variando menos... variam sobretudo com a idade mas pouco entre si.
Não reagem como os cães às variações de humor do dono, pois a ligação é menor e de uma outra natureza, cão e homem completam-se, fazem uma equipa.
Os cães não ligarão a leitura, mas gostam de nos ouvir falar. Tive um famoso "rói" um espertíssimo épagneul francês que vivia em casa conosco, que levantava as orelhas e punha a cabeça de lado quando se falava com ele: Rosnava e afastava-se quando lhe dizia "idiota", ou "cão-burro!", mas abanava a cauda se lhe dizia "és um bom cão!".
Eheheh!
Grandes cães!
Saudações kaluandas
os gatos, antes de nós, têm seis vidas | a última partilham-na connosco
ResponderEliminarOh! Nem li o "Gato de Botas".
ResponderEliminarNunca li em voz alta para os gatos, mas já escrevi sobre eles – concordo com quem acima disse que nos escolhem; mas também nós escolhemos o gato que queremos ter. E não me refiro à raça do animal mas ao que nele se adapta a nós. Não os encontro selvagens. Já tive gatos filhos de outros gatos que nem se deixavam tocar pela mão humana; gatos de ninhadas selvagens que fugiam mal avistavam um vulto. E vão ficando mansos, nenhuma intranquilidade a distingui-los. Os irmãos e os pais um cata-vento de humores e eles pacíficos e donairosos em seu desfilar de veludo e aragem. Amo-lhes as enigmáticas contas de vidro a alargar mistérios; a seda do pelo, descontracção da alma em comprimento suspiroso; a delicadeza de esconder garras no macio das patas; a sapiência sentada que aguenta em atenção o escuro das madrugadas.
ResponderEliminarOs gatos são companhia de silêncio a que sou grata. Contudo, reconheço-lhes a independência e o restrito apego a territórios sagrados. Mas também a sua alegria arrebitada de cabriolas se nos acompanham à rua, o focinhito de quero entrar quando se penduram na porta, os miados de alerta no parapeito da janela se lhes bate a saudade do espaço que é seu. E o entendimento das tonalidades da voz, do ritmo do dia, o abandono de colo em que se nos enovelam, o mergulho de sono em que caem fundo, lembrando inocências que perdemos.
Gostei muito.
EliminarOrfeu acalmava as feras cantando a sua poesia.
ResponderEliminarJá a Teolinda Gersão dizia que gostava mais de gatos porque os cães são demasiado parecidos com os Homens. Eu subscrevo. Depois de ter tido um cão (bulldog inglês) durante cinco anos, e de durante todo esse tempo abominar gatos ao ponto de os temer mais do que temia um pittbull, agora que os tenho estou rendido. Fiquei agradavelmente surpreendido com os comentários, próprios de pessoas que têm gatos porque só quem os tem pode falar deles dessa forma. E não conheço ninguém que, uma vez dono(a) de um gato, não passe a adorá-los. Sorrio de cada vez que oiço alguém dizer "mal" dos gatos; é o maior sinal de que não os conhece.
ResponderEliminarJá tive gatos, muitos há tempos. Estudei gatos inclusive em aula de anatomia. Atualmente enterro gatos (tenho cães bravos).
Eliminarque crueza de comentário!
Eliminarminha alma arrepiou-se.
gostaria eu de poder "enterrar" quem permite que tamanho sacrifício aconteça.
e acrescento: geralmente os animais são os espelhos dos donos que possuem.
Curioso: fez há poucos dias um ano (15 Fev 2013) que tivemos aqui uma bela conversa sobre “Livros com Bichos”.
ResponderEliminarHoje temos livros com gatos ao colo.
Fica assente: Fevereiro é o mês dos Bichos Extraordinários.
Creio que já em várias ocasiões dei aqui conta da bicharada que temos em casa. Cães e gatos que andavam perdidos, abandonados, ou que acolhemos porque eram maltratados. Já perdi a conta aos que por cá passaram. Muitos reencaminhámos para outras pessoas, porque não podemos ficar com todos. Alguns, por uma ou outra razão, vão ficando e fazem parte da família.
Não fiz a experiência de lhes ler em voz alta. Aliás, nesta altura não consigo estar sossegado a ler (nem a escrever) porque o mais recente membro da família, o doberman Mário Pavlov, afeiçoou-se-me de tal maneira que está constantemente a lambuzar-me, a dar-me com a pata, a abocanhar-me a mão para lhe fazer festas, a desafiar-me para irmos lá fora...
Ando a treiná-lo para sossegar, não com a leitura, mas com música.
Quando chega a hora de ir dormir, espevito a lareira e ponho o Pedro Burmester a tocar as “Variações Goldberg”. O Mário acomoda-se no sofá, suspira, enrosca-se deliciado... e eu, pé-ante-pé, vou para cima... e ele adormece profundamente – de tal modo que ultimamente tem falhado a sua missão, que era a de pontualmente às 7h30 irromper pelo meu quarto a acordar-me que já são horas.
Quer dizer: tenho chegado um bocado atrasado ao meu posto...
Um destes dias o chefe apanhou-me à entrada e comentou: “Ó pá, você anda a chegar tarde... humm... Aqui há gata...”
Eu não desminto, que é para não parecer mal...
Nunca mais deu notícias do chefe sapo!!!! É só o Mário!??
EliminarOs sapos lá andam no seu pátio privativo, mas, com o tempo feio que tem estado, é raro vê-los, devem hibernar.
EliminarE não, não é só o Mário. Este é a aquisição mais recente. Temos mais a cocker Sasha e duas gatas pretas, a Negrinha e a Maya.
Entretanto, infelizmente morreram duas gatas já velhinhas, a Nikita e a Teresinha. Esta também adorava música, particularmente o concerto nº 2 para piano e orquestra de Rachmaninoff. Quando terminava um andamento ela mudava de posição no sofá e acomodava-se para fruir o andamento seguinte.
Também a Sasha já sabe quando está quase a terminar um andamento, fica ali em posição de partida até aos últimos acordes e, no intervalinho, vai a correr lá fora fazer chichi e volta a correr para o andamento seguinte. Não quer perder pitada. Já dizia o outro: Rachmaninoff never misses...
Por falar nisso, vou começar a experimentar Rachmaninoff com o Pavlov...
Estou a imaginar o Pacheco, na selva africana, a ler o seu romance "Largueza" aos leopardos.
ResponderEliminarABC
Ah sim... que "leões", nem pintados!
EliminarAhahah!
Ó Anónimo ABC, conheces aquela do pai que muito orgulhoso da sua instrução dizia ter dado aos filhos, os nomes segundo o alfabeto:
EliminarArnesto, Bitorino e Çavastião!
Eheheh!
Acho que os cães também gostam de ouvir ler. Para explicar esta minha teoria, vejo-me obrigada a revelar um hábito um pouco estranho que tenho (mas não se assustem ;)
ResponderEliminarComo pesquiso muito sobre Idade Média, a fim de escrever sobre essa época, e para fixar melhor certos aspetos e características, pus-me a ler em voz alta os livros do Professor Mattoso, gravando no MP3. Crio assim uma espécie de audiolivros desse excelente historiador, para ouvir quando executo tarefas mais maçadoras, como passar a ferro ou limpar o pó. É só enfiar os auriculares no ouvido e lá me cultivo, enquanto limpo a sanita, ou o lavatório. Acontece que eu acho que essas minhas gravações acalmam a minha cadelita Lucy. Às vezes, até me dá vontade de rir, a meio da leitura, ao ouvi-la ressonar ou sonhar nas minhas costas ;) (Dorme em cima de um sofá que se encontra atrás da minha cadeira da secretária; e, sim, faz ruídos a sonhar: guincha, rosna, é uma animação).
No monte há cinco cães e treze gatos, não tenho nenhum, partilhamos o espaço e as desgraças. Sou, portanto, uma autoridade no assunto, de tantos colegas que tenho. Os cães acham que são mais espertos do que os gatos e vice-versa, mas, na verdade, nunca vi um gato comer um cão. Eu tive uma vez um cão, o tobias. O tobias era mau - mau por mim - e eu prendi-o, como o prendi ficou meu, como é meu o meu filho que de mim depende. O tobias uivava a noite inteira, uivava pelo lado das lantanas, uivava pelo vento no focinho, uivava por desconhecer o crime, uivava o meu nome... o meu nome verdadeiro, inconfundível com o de qualquer outro joão. Deixei de conseguir passar pelo tobias, que era meu, compreendem? Hoje o tobias está em espanha e eu ainda não passo pela rede das lantanas, de onde me chamam. Temo olhos confusos e perguntas antigas do último cão que foi meu. Era meu, compreendem? Hoje estamos só juntos, eu e eles.
ResponderEliminarAdoro gatos. Agora, enquanto escrevo, tenho uma deitada no meu colo. Adoro, e fazem-me tão bem. Fazem bem.
ResponderEliminarA senhora que enterra gatos, devia antes enterrar os seus cães. Que cães desses poluem mais que escape de ónibus.
Hoje não a defendo, antes ataco e lhe cuspo.
Bem assinado: Nuno Firmino
Pelo que parece a senhora que enterra gatos vive ou pertence a um dos países mais violentos do mundo. Deve estar mais do que acostumada a matanças, chacinas e carnificinas. Enterrou, juntamente com os gatos, a sensibilidade, muitos e muitos palmos abaixo do chão e para esse tipo de pessoa a palavra Vida - ou ela própria - não tem valor algum.
ResponderEliminarBravo, anónimo das 21:29!
EliminarTalvez um dia os cães bravos por quem parece nutrir tanto apreço e se compraz a ver dilacerar os gatos que enterra se lhe virem. A Vida dá-nos por vezes lições inesperadas.
PLFF
Delicioso!
ResponderEliminarOra bolas, e eu a pensar que o Rosário adorava gatos!
ResponderEliminarPelos poemas e também porque há muito tempo vi, na revista LER, que tinha na sua secretária uma lindíssima árvore de gatos, penso que de madeira.
Pensei imensas vezes que gostaria de ter uma assim, eu que adoro árvores e gatos, mas nunca consegui encontrar nada semelhante.
Mas estou convencida que, qualquer dia, um desses queridos bichanos vai escolhê-la para dona e não vai ter como fugir, eheheh.
Miau!
Antonieta
Olá, em relação ao seu post sobre o "gosto literário" dos gatos, gostava de compartilhar consigo a a seguinte informação: na biblioteca municipal de Silves existe um projecto -piloto L.E.R . Cãofiante . Esta iniciativa pretende ajudar um grupo controlado de alunos a superar as suas dificuldades ao nível das competências leitoras e da relação entre pares, beneficiando da presença de ouvintes atentos e facilitadores do processo terapêutico: os cães.
ResponderEliminarEste projecto foi inspirado no programa R.E.A.D ., já é dinamizado em inúmeras escolas dos Estados Unidos, Canada e, também, em alguns países europeus, com algum grau de sucesso.
É um projeto extraordinário, que penso que se calhar com cães não funcionaria, dada a sua impetuosidade e necessidade de festas e atenção. Mas, para estes gatos, a simples presença de um ser humano a falar para eles é suficiente.
ResponderEliminarFotografias dessas leituras aqui: http://vespaaabrandar.blogspot.pt/2014/02/coisas-boas-dois-em-um.html