Ler por telefone
Já se sabe que meio mundo ou mais depende da tecnologia para sobreviver e que os jovens morrem se não têm o telemóvel ali à mão. Pois foi certamente a pensar neles que a rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa (BLX) criou recentemente uma aplicação para tablets e smartphones designada Cartão BLX que permite requisitar livros através de um simples telemóvel, bem como consultar os horários das várias bibliotecas da rede, saber os dias e locais de paragem da biblioteca itinerante e ainda fazer o ponto de situação dos pedidos, requisições e datas de devolução do que foi emprestado. A aplicação, desenvolvida pela empresa Innovagency, pode ser descarregada gratuitamente (vá lá) e constitui, ao que parece, o primeiro cartão digital de um serviço público em Portugal. Oxalá a modernice leve mais gente a ler, isso é que é importante.
Digital e...etc. e tal.
ResponderEliminarboa iniciativa.
ResponderEliminarnão podemos obrigar ninguém a ler, mas podemos pelo menos aproximar os livros das pessoas.
Aqui na província, já podemos consultar pela internet o catálogo dos livros das Bibliotecas do Porto e renovar os empréstimos por email. Realmente extraordinário seria as bibliotecas portuguesas passarem a enviar, a pedido, ebooks por email (só de obras sobre as quais já não recaiam direitos de autor) para aqueles que têm gadgets ou programas que permitem a leitura desses ebooks ou a fruição de audiolivros. Confesso que não seria grande utilizador dessa nova oferta porque tenho a sorte de trabalhar ao lado do Palácio de Cristal, onde fica a Biblioteca Almeida Garrett, e adoro passear entre prateleiras cheias de livros (em suporte de papel, como agora se diz). Penso, no entanto, que para quem está distante de uma boa biblioteca e vive em união de facto com o seu smartphone esse novo serviço poderá ser aliciante. Vejamos que novos progressos irão surgir num futuro próximo na nossa capital, com a esperança que depois se expandam para o resto do país.
ResponderEliminarOnce, twice, Bill Gates a (Microsoft) tornar-se-ía lenda.
ResponderEliminarCurioso texto precisamente no dia em que na sua crónica diária, Miguel Esteves Cardoso, declara estar farto dos aparelhos electrónicos e anuncia a volta à agenda escrita, em detrimento da agenda electrónica. Penso que a curto / médio prazo vamos ter uma inversão, não da tecnologia, mas do acesso das pessoas à mesma. Vai ser conhecida como a época da desaceleração. Tenho esperança que possamos voltar a pensar, reflectir, e não apenas sermos uns recolectores de informação, que nunca é transformada em conhecimento. Em 1830, Tocqueville diagnosticou que "a cultura americana era devotada a sensações fáceis e ao entretenimento massificado, espectáculos veementes, não instruídos, grosseiros que procuravam agitar as paixões mais do que agradar ao gosto" (assim de repetente lembrei-me de alguns programas das televisões generalistas portuguesas). O hábito e o prazer de leitura são estimulados através do meio social, em geral, e do familiar em particular, onde nascemos, crescemos e nos tornamos parte de algo, que à falta de melhor nome, designamos como sociedade. Se esses hábitos não forem ensinados e incutidos , não há tecnologia que nos possa valer.
ResponderEliminarEsqueci-me de assinar o post anterior.
EliminarMiguel
Se tivermos uma perspectiva um pouco mais larga, vemos que, em Portugal, os hábitos de leitura têm vindo a aumentar, não a diminuir. É muito comum encontrar por esse país fora (que não nas grandes cidades, onde talvez a tendência até seja oposta -- por via duma maior e melhor escolarização há muito mais tempo) filhos que lêem o que os pais nunca quiseram ler ou nunca puderam ler.
EliminarDepois, a tecnologia tem posto os jovens a ler. Não propriamente o que acharíamos que deviam ler (mas isso é outra história), mas lêem. Lêem mais do que os jovens dos anos 80 e 90, mais ligados à televisão.
Agora, telemóveis e ipads e outros: tudo instrumentos de leitura muito mais do que a televisão alguma vez o foi.
A tecnologia não me parece, de todo, inimiga da leitura. O livro e a imprensa também foram tecnologias inovadoras quando foram inventados. O que é preciso, de facto, é ler...
ResponderEliminartablets e smartphones ! Tantas modernices num único post! Qualquer dia estão todos a fumar.
ResponderEliminarAdorei! É isso mesmo!
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