Escravos modernos
Não se fazem fortunas por acaso (nem por se ser sério e honesto, calculo), e é natural que as gigantescas empresas mais lucrativas do mundo escondam processos de enriquecimento menos bonitos do que gostaríamos. Um jornalista aceitou infiltrar-se num dos cinco armazéns da Amazon no País de Gales e tornou-se funcionário da companhia, montando uma câmara escondida da BBC que acompanhava o seu trabalho a par e passo. Ora, Adam Litter – assim é o nome do jornalista – era obrigado a trabalhar cerca de dez horas e meia e, pasme-se!, a andar cerca de dezassete quilómetros por dia, pois de 33 em 33 segundos deveria recolher um novo pedido e, quando o final do tempo se estava a aproximar, o scanner que trazia na mão começava a apitar tal qual as máquinas que medem a frequência cardíaca e anunciam a morte dos pacientes com um sinal agudo e permanente. Se não cumprisse a média, ficava sob observação e recebia uma advertência de que poderia perder o emprego e ser substituído. Os seus pés, como podem calcular, estavam num estado lastimoso e, quando a Amazon disse cumprir todas as regras laborais, foram suficientes para mostrar que não era bem assim... Enfim, já sabíamos que havia muita coisa a mudar para pior no mundo empresarial moderno, mas temos sempre a esperança de que as empresas que trabalham com produtos culturais se portem melhor do que as outras, não sei porquê.
os nossos jornalistas é que não são muito de se aventurar nestas andanças das "infiltrações" (conheço o Paulo Moura do "Público" e pouco mais), mas de certeza que não precisavam de ir tão longe, até por sermos dominados por dois grupos, que não vendem livros por estes terem os "olhos bonitos"...
ResponderEliminarBom dia Maria do Rosário e restantes extraordinários,
ResponderEliminarEste tema dos "escravos modernos" é-me muito caro, tanto que no meu grupo de amigos sou tido como um tipo com opiniões demasiado radicais.
Não me alongo em comentários, mas há milhões e milhões de escravos na China e na India, a fabricarem toda a espécie de produtos em condições bem piores do que as que descreveu no seu post, para que nós os possamos comprar baratinhos, sem (querer) questionar nada. Muitos desses milhões de escravos modernos são crianças de tenra idade, cujas mãozinhas pequeninas são ideais para o desempenho de certas tarefas.
Pelos vistos, foi a isto que o ser humano chegou, na sua cegueira por "progresso" e "crescimento económico".
Também considero odioso a questão das fronteiras. Sobre este tema, tenho muita curiosidade em ver como vai Portugal tratar 74 refugiados Sírios. Espero não me envergonhar mais uma vez do País onde nasci...
Por aqui me fico, estes assuntos provocam-me um elevado grau de acidez.
Rui Miguel Almeida
Oportuno e acutilante este seu comentário, Rui. Estou inteiramente de acordo com ele.
EliminarPena é que o espírito crítico e os valores que o Ocidente devia arvorar, para além das palavras, se perca na hora de adquirir o mais barato sem saber por que é ele o mais barato.
Infelizmente há gente nossa que se comove e deita uma lágrima perante a ficção teatralizada de um novela e não manifeste um gesto de solidariedade para com aqueles que, verdadeiramente, sofrem e são explorados.
Esta, da Amazon, não sabia. Ainda bem que a Rosário falou nisto. Amazon,nunca mais!...
Caro Rui,
EliminarPercebo o seu comentário, mas estranhamente quem fornece muitos dos teares que na China fabricam os produtos baratinhos é a Alemanha... E por isso os nossos têxteis foram ao ar. As coisas nunca têm só um lado (mau).
E é terrível, claro, o que diz dos «escravos» na China, mas a China não é uma democracia, enquanto dos patrões dos EUA se esperaria apesar de tudo um bom exemplo.
Cara Maria do Rosário,
EliminarEste tema dava uma boa conversa, que teria todo o prazer em ter consigo.
Discordo de grande parte do que diz, por considerar que não são realidades comparáveis.
Primeiro: quem vende os teares à China (Alemães e outros) também os vende (vendia) a Portugal. O que faz a diferença é o custo da mão-de-obra. A exploração do homem pelo homem atinge limiares de horror em grandes partes do mundo. Este seu argumento não me é válido, os teares (ou outros quaisquer produtos) fabricados no ocidente e vendidos à China, são vendidos a preços justos e fabricados em condições laborais dignas. Até esta parte do processo: vendermos bens à China, está tudo bem, direi. O mal começa quando esses equipamentos servem para produzir outros bens, em que o homem é usado como escravo.
Segundo: a China não ser uma democracia não tem nada a ver com o que lá se passa em termos de escravidão humana. Cuba também não é uma democracia. O que nos impede de embargar a China é que são eles que nos emprestam o dinheiro, são eles os nossos credores.
Terceiro: Entendo o seu argumento de que dos EUA deveria vir um bom exemplo. Na amazon podem trabalhar 10/11 horas por dia, mas não recebem menos de 2 dólares por dia. Mais: não são forçados a fazê-lo. Não vivem nas fábricas. E acima de tudo, não são crianças com idade de andar na escola primária.
A escravidão no mundo ocidental está a muitos nivéis de diferença da escravidão na China, Índia e outros países. Não consigo aceitar sequer que se comparem estas realidades. Nós não vemos porque não queremos ver. E permitimo-lo porque, no fundo, não queremos saber.
Estas mesmas coisas podem ser encontradas em Portugal, como bem disse a Carla, mas numa escala muito menor do que na China, por exemplo.
Estou completamente de acordo consigo quando afirma que estas coisas têm sempre mais de um lado, mas não tenho qualquer dúvida que vivemos no lado bom para se viver. Somos nós, ocidentais, que permitimos e aceitamos muita da escravidão que existe no planeta. Somos nós os responsáveis por ela, por muito que olhemos para o lado e não queiramos saber.
Não me leve a mal estes comentários, este é um tema que me toca muito no coração, é o que mais me envergonha no ser humano: a exploração ignóbil do homem pelo homem, sem quaisquer escrúpulos.
Rui Miguel Almeida
No meio de tanto paleio, esqueci-me do que lhe queria referir em relação aos EUA:
EliminarO que acho mesmo desprezível é que empresas como a Apple deslocalizem a produção dos seus equipamentos para a China para, através da exploração de seres humanos, conseguirem preços de produção muito mais baratos. Nas fábricas da Apple há até redes ao longo das paredes, para prevenir que os "colaboradores" se suicidem, atirando-se pelas janelas.
Eu, no meu radicalismo, nunca tive nenhum produto apple e não me parece que compre um tão cedo. E não me queiram ter ao vosso lado, quando estiverem a manusear o vosso i-slave.
Prometo que não maço mais com estes comentários.
Rui Miguel Almeida
Na Índia, na China, na Irlanda, na Conchichina são ESCRAVOS, nem modernos nem antigos são ESCRAVOS!
EliminarE esta gente de colarinho e gravata é demoníaca pois a sua mente (liberal, ultra liberal ou lá o que quer que seja) de empreededorismo está sempre a trabalhar e a quantificar quantos mais (escravos) vai criar. E não escravos com condições e escravos sem condições há ESCRAVOS!
esta do i-slave é que me deixou de rastos...o que é isso? não te esqueças ó Rui que eu vivo no meio do campo e das bestas sem ver vivalma.
EliminarFilha, bons exemplos deu-os você, não aguarde. Isto, para os ir notando de quando em vez.
EliminarCaro Fernando,
Eliminarse tiver pachorra e tempo, leia o que escrevi sobre a Amazon em Fevereiro passado:
http://andancasmedievais.blogspot.de/2013/02/escravatura-moderna.html
Caro Rui,
Eliminarli com muito interesse tudo o que escreveu aqui, pois também sou sensível a este assunto. Ainda ontem vi, num documentário de TV alemão, a situação de escravatura dos empregados têxteis na Índia. E não só entre aqueles que trabalham com os teares "roubados" a Portugal (coitadinhos dos portugueses, são sempre uns desgraçados; a MRP desculpe-me, mas compaixões dessas já não se usam e não levam a nada). Os encarregados de tingirem os tecidos, nomeadamente, o algodão dos jeans que todos usamos, trabalham com substâncias extremamente tóxicas, sem qualquer tipo de proteção. Vi imagens horríveis.
O caso da Amazon já eu conhecia bem, escrevi sobre ele há quase um ano (deixei o link num comentário acima).
E, se em Portugal ainda não é conhecido, informo que os trabalhadores (vindos da Índia, do Bangladesh, ou de outros países miseráveis) contratados, no Qatar, para as obras do Mundial de Futebol a realizar naquele país, vivem em condições sub-humanas, ganham uma miséria e morrem às mãos cheias, devido às más condições de segurança das obras. Mesmo homens habituados à miséria, desde que nasceram, desesperam e enlouquecem.
E é assim que anda o nosso mundo!
P.S. Os produtos culturais, nomeadamente, livros, representam apenas uma pequena parte da Amazon. A Amazon tem tudo. Há uns 4 ou 5 anos comprei lá uma varinha mágica e o meu marido um barbeador elétrico. Também já lá comprei sacos para o aspirador.
EliminarOlá Cristina,
EliminarSim, o caso do mundial de futebol do Qatar foi noticiado cá, lembro-me de ler uma notícia no Público. Sobre isso teria mais comentários a tecer, mas este é um espaço extraordinário, para falarmos de livros e tudo o que gira à sua volta. Hoje sei que me excedi, estive totalmente off-topic, mas foi mais forte que eu.
Indo à questão da Maria do Rosário: as empresas que trabalham com produtos culturais, quando de grande dimensão, são iguais a quaisquer outras. Não tenhamos ilusões. Tê-las é querer enganar-nos a nós próprios.
Rui Miguel Almeida
Severino,
EliminarUm i-slave é um produto da apple feito por escravos humanos. Eles dão-lhes outros nomes, evidentemente. Se tiver curiosidade, pesquise quanto é que essa empresa tem de lucros todos os anos.
Um abraço para si,
Rui Miguel Almeida
Obrigado, Cristina, por ter chamado a atenção para um assunto que, ora aqui abordado, já levou ao seu blogue em Fevereiro.
EliminarO seu artigo é bastante elucidativo e constitui pretexto futuro para visitar estes seus trabalhos com mais assiduidade.
Através do seu blogue, cheguei ao sítio alemão e traduzi "macarronicamente" no google alguns comentários dos alemães. A maioria até concorda com aquilo. Um deles chega ao ponto de perguntar: "o que esperavam os trabalhadores dos armazéns? Beber café e ficarem sentados?".
Um teutónico - desculpe-me por estar no seu meio - será sempre um prussiano. Não direi que são assim todos, mas lá chegará o tempo que que nem sequer darão trabalho aos não-arianos.
Hum... curiosidade é saber que tipo de refugiados são... pois terão sido alegadamente embarcados à força pela polícia/militares da Guiné Bissau e com ameaça à tripulação...
EliminarSuspeita-se de ligações a movimentos extremistas e nomeadamente Al-Caida...
Os pretensos direitos humanos escondem muita coisa... não nos deixemos iludir.
Também estou curioso.
Peço desculpa... o meu comentário ao seu comentário foi parar lá abaixo... e chamo-lhe a atenção para o que não é lá muito claro sobre esses refugiados...
EliminarHum... vamos aguardar!
Nós temos pelo contrário uma tradição excessiva de acolhimento... olhe os bandidos romenos!
Sim, com certos assuntos, tendemos a exceder-nos. Talvez me tenha também excedido em certas frases no meu comentário... Mas a MRP já conhece esta minha veia "impulsiva" ;)
EliminarOs comentários das publicações online costumam ir longe demais, principalmente, com certos temas. Em Portugal é a mesma coisa, há muito racismo e insulta-se muito. Se um estrangeiro ler algumas caixas de comentários portuguesas, o que acha que irá pensar?
EliminarNasci e vivi os meus primeiros 27 anos em Portugal e vivo há 21 na Alemanha e afirmo-o, sem qualquer problema: os alemães não são mais racistas do que os portugueses! Não nego que a História parece dizer o contrário. Mas o Fernando já se perguntou o que faria o Portugal de Salazar se tivesse atingido o poderio económico alemão? Se Portugal não tivesse medo dos ingleses e dos americanos?
Assisti a muita cena de racismo em Portugal, nomeadamente, na província. Na minha própria família!
Sim, Cristina, tenho de concordar consigo. Há muita xenofobia, mesmo em Portugal. E há, infelizmente, nos países que integram a União Europeia uma autofagia xenófoba que pode acabar mal.
EliminarConsidero que também há comentários análogos ou ainda piores, se lidos nas notícias expostas ou reportadas pela Sapo. Alguns, como anónimos, "matam e esfolam", "maldizem e enxovalham", provando a cobardia de quem se esconde dessa forma.
Pessoalmente, nada tenho contra os alemães, no seu todo (mesmo, pessoalmente, nem em particular); admiro-lhes a capacidade de resistência e de trabalho, mas já não lhes admiro alguma intolerância para com os povos menos capacitados, visceralmente propensos a dificuldades económicas por má gestão dos seus governos.
Ainda há muitas arestas por limar, nesta nossa Europa (se é que alguma vez serão limadas)...
EliminarAs verdades escondidas no avesso das imagens perfeitas... O retrato de uma sociedade, de um mundo, cujo único objectivo é mostrar a beleza parcial que os olhos avistam, tudo o resto, a podridão das condições onde se constrói a tal "beleza" guarda-se nos bastidores que os olhos teimam em não querer ver ou que o poder do dinheiro teima em mascarar com normas laborais que vão, desde logo, contra a dignidade do homem.
ResponderEliminarEstamos certamente cheios de exemplos assim, e talvez nem precisássemos de viajar até ao País de Gales ou até à China. Escarafunchássemos nós Portugal e quem sabe nos pasmássemos igualmente. O dinheiro é, ao contrário do que muitos defendem, um bem essencial e é, no entanto, o bem essencial que mais corrompe uma sociedade. Quiçá pelo demasiado valor que lhe atribuímos...
Um abraço.
Estava no conforto do lar a varrer meu jardim quando uma senhora (simpática) abordou-me oferecendo um emprego naquele momento velara trabalho de qualidade e certamente percebo estar a altura de qualquer função.
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ResponderEliminarA cultura é um caminho diário e árduo para todos aqueles que participam no seu labor. Nada de novo, nem de espanto. A Amazon só pretende manter as tradições nesta indústria, respeitar as suas linhas gerais. Só assim, se pode continuar a valorizar o livro que temos na mão, pelo trabalho que deu a escrever, a revisão, a capa e, agora, até a sua distribuição.
Para que saibamos, não é imaginação, sim, é preciso que muitos caminhem bastante para termos acesso às preciosidades artísticas.
Todavia, Já não concordo se a Amazon exigir o mesmo aos funcionários da distribuição de produtos não culturais, mas acredito que isso não suceda, uma vez que nada é mais trabalhoso que a cultura.
Assim, graças à Amazon, a grande distribuidora a nível global de produtos culturais, que zela que a cadeia se mantenha penosa até ao final, a humanidade poderá continuar a valorizar o livro como produto de empenho, insegurança e até de bolhas nos pés.
São os EMPREENDEDORES de que falam os Passos, os Relvas, os Portas e esta cáfila sanguinária que (em Portugal e na Europa e não só) nos quer fazer a todos escravos, e o problema é que antes havia os negreiros de rosto descoberto agora eles não têm rosto... e mandam à frente como seus capatazes os já citados
EliminarNo fundo somos escravos de nós mesmos...
ResponderEliminarPorque nos escravizamos ou submetemos para podermos alcançar coisas ou posições pelas quais ansiamos.
Essas metas divergem consoante a nossa cultura, grau de evolução ou país e sociedade em que nos inserimos, mas são aquilo porque os homens sempre escravizaram e foram escravizados.
E assim será sempre... desenganem-se!
Os países emergentes, são uma farsa e a sua competividade é um mito, que se deve apenas ao trabalho sem regalias ou condições, apenas um salário normalmente de fome.
Não sei quando isto acabará, mas vai acabar pois a informação circula e as pessoas mudam, querem mais e melhor e vão forçar, revolucionar... eu ainda me lembro de homens do campo encostados à parede duma taberna ou armazém, aguardando que os feitores os viessem contratar.
Quem recorre a esses países, sabe-o, é estúpido e afinal curto de visão pois se lhes serve para obter barato devia perceber que em contrapartida ao baixar assim a capacidade de compra dos seus empregados que são também os consumidores dos produtos que vende, está-se a prejudicar a si mesmo seja no médio ou longo prazo!
Como um leiteiro que nunca desse de comer à vaca, só a ordenhasse... certo que teria o leite mais barato do que o vizinho, durante um par de dias... a vaca ia produzir menos e em poucos dias morrer... perdia então não só a fonte de rendimento mas o valor da vaca, do estábulo, do balde... perdia tudo!
É o que se passará com as economias desenvolvidas ao usar o recurso a essas fontes de abastecimento, contrárias a todo o desenvolvimento social e económico que conduzam ao bem-estar e ao consumo!
Não é preciso ter estudado em Coimbra ou ter um Nobel em economia para perceber isso... basta ser ganancioso e cego.
A Alemanha precisa de nós para lhes comprarmos electrodomésticos e automóveis, porque a China copia a Telefunken e os BMW, jamais lhos comprará! E provávelmente já copiou os teares também... logo, a Alemanha arrisca-se a ficar sem clientes nem num lado nem noutro... e dará um estoiro maior que o nosso!
Penso que não, pois sabem-no mais e melhor do que qualquer de nós, e antes que isso aconteça, haverão soluções.
Mas, continuaremos escravizados, isso não duvido, por muito douradas que sejam as grilhetas!
Saudações kaluandas
O dinheiro, o problema é o dinheiro, meus amigos!
EliminarDurante quase meio século biliões de pessoas viveram uma vida melhor. Foi o período que mediou entre o colapso do exército nazi e a queda do muro de Berlim. A Alemanha é a protagonista desta história macabra. Há 100 anos começou a 1a das duas guerras. As coisas estão de novo a afunilar-se como sempre. Haverá alguma novidade que possa contrariar a história de sempre (Gandhi, Mandela, mais mobilidade, mais informação)?
ResponderEliminarTambém amo livros !
Eliminaré um lugar comum aqui.
Eliminaré por isso que fazemos horas extraordinárias (sem o patrão saber), Cláudia. :)
esta é boa, Luís.
EliminarCulpar a Alemanha por tudo o que acontece de mau é muito fácil e livra-nos de quaisquer responsabilidades...
EliminarJá há uns meses foi feita uma investigação na Alemanha que revelava algumas verdades inconvenientes. Esta 'política' da Amazon não é novidade mas não deixa de ser chocante e de nos fazer pensar duas vezes. Contudo, não será muito diferente das 'sweatshops' na Índia por exemplo. Todos compramos e todos colaboramos. Lamentável mas verdadeiro.
ResponderEliminarDeixo os links da reportagem sobre a Amazon na Alemanha:
http://www.daserste.de/information/reportage-dokumentation/dokus/sendung/hr/13022013-ausgeliefert-leiharbeiter-bei-amazon-100.html
Eu e Claudia amamos o mesmo bem. Com o aumento da procura sobe o preço, depois a produção e mais tarde a exploração. Até aqui tudo natural, aí deve entrar a cultura, se formos capazes.
ResponderEliminarEu e Claudia amamos o mesmo bem. Com o aumento da procura sobe o preço, depois a produção e mais tarde a exploração. Até aqui tudo natural, aí deve entrar a cultura, se formos capazes.
ResponderEliminarpois abençoados liceus (onde aprendi inglês) e abençoadas amazons (onde compro um original a menos de metade do preço da tradução tuga, ainda por cima sujeita ao aborto ortopédico da língua portuguesa.
ResponderEliminare já se sabe:
deus criou o céu e a terra. tudo o resto é feito na china.
Lá está, money rules.
EliminarÓ José Luís, essa de dominar línguas e comprar no original, é muito bonito para alguns. No meu caso, confesso, sei falar ou domino, para além da nossa, as línguas inglesa, francesa, castelhana e a de vaca no prato. No entanto, só adquiro em língua estrangeira aquilo que não estiver traduzido em português, porque:
Eliminar1º - é a língua que me dá a melhor leitura (evidentemente, concordo, sem o aborto ortográfico);
2º - sei que, lendo em português, estou a comprar em Portugal, contribuindo para editores, tradutores, impressores e distribuidores.
Não concordo que diga "tradução tuga", porque soa mal; tanto que um alemão também não gostaria de ler "tradução boche"; porém, reconheço-lhe a liberdade de decidir por si, onde,quando e como quiser comprar, ler e opinar.
Cristina,
ResponderEliminarPenso com seriedade que a Alemanha tem que ser observada pelas outras potências assim que se torna uma potência. Não havia problemas enquanto a Alemanha estava dividida em duas (e eu pensava sempre que se fosse em quatro ainda era melhor), mas assim que se reunificasse e ganhasse escala a situação podia mudar. E mudou.
Presumo que os alemães - organizados, muito trabalhadores, briosos, que fabricam na perfeição e vendem como ninguém -, se estivessem politicamente organizados em grandes regiões, continuariam a viver muito bem e seriam felizes (quase) na mesma. Com a vantagem para todos os outros de que não olhariam para si mesmos como "a grande Alemanha". Mas já olham e os problemas já adquiriram a sua dinâmica e talvez já não voltem para trás.
Sim, porque o capital financeiro é internacional e enquanto os fracos penam, empobrecem e entristecem os fortes avigoram-se e vivem estuantes de felicidade material.
Pois é meus caríssimos irmãos:
ResponderEliminarÉ por isso que eu não me calo, gostem ou não.
Também o meu "Chefe" expulsou os Vendilhões do Templo.
E não sou eu o seu democrático representante???