Comprar livros

Ainda que os jornais anunciem que os Portugueses, com a crise, diminuíram o seu investimento em produtos culturais, e estudos europeus revelem que há muitos portugueses que nem um livro lêem num ano inteiro, as grandes cadeias de livrarias abrem novas lojas perto do Natal. No Centro Comercial das Amoreiras, onde já existia uma Bulhosa e uma Bertrand, há agora uma nova FNAC, de que foram recentemente padrinhos a fadista Ana Moura e o escritor Valter Hugo Mãe. Nos Restauradores, junto à estação central dos Correios (ai, meu Deus, que será dos Correios daqui por uns tempos?), a Book-it., do Continente, abriu igualmente uma loja e já começou a receber diariamente autores para sessões de autógrafos. E, no Shopping Cidade do Porto, a Bulhosa Books and Living, que era uma das mais interessantes livrarias da Invicta, deu lugar a uma Bertrand que ainda não conheço mas tenciono visitar em breve. Enfim, sendo boas notícias (na verdade, é bem simpático haver mais livrarias aonde ir ver e comprar), também tenho pena de que não seja nada de novo, uma vez que noutros países europeus o que ainda vai safando a literatura são os livreiros independentes, que se apaixonam por determinados livros e autores e fazem tudo por eles. Recentemente, por exemplo, a editora francesa de O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro, partilhou connosco uma carta escrita por um livreiro de Toulouse a propósito do romance que era a um tempo uma recensão como já não se faz e uma declaração de amor ao livro. Em Portugal, já quase não conheço ninguém que o pudesse fazer...

Comentários

  1. Cara Maria do Rosário, e seria possível partilhar connosco essa carta do livreiro de Toulouse, mesmo no sua versão original em francês, por exemplo através de um "link" ? Obrigado.

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  2. Claudia da Silva Tomazi19 de dezembro de 2013 às 02:11

    Tem sempre quem amigo nesta hora, claro está a ser.

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  3. Bom dia,

    Normalmente às 6ªs feiras estou no escritório, que fica mesmo em frente ao shopping Cidade do Porto. À hora de almoço e depois de sair, ia muitas vezes à books and living, que ainda por cima tinha um café da Arcádia bem simpático (o café manteve-se). Gostava imenso da livraria e comprei lá muitas coisas mas, talvez devido à minha (de)formação profissional, pensei muitas vezes "não dou nada por isto, qualquer dia fecha e vou ter muita pena". Agora é uma Bertrand, está agradável, mas a meu ver fica a perder muito para o anterior espaço. Se o visitar numa 6ª feira, convido-a para um café. Tinha muito gosto em lhe dar um beijinho e agradecer-lhe pessoalmente tantas horas extraordinárias.

    Quantos aos livreiros independentes, é realmente uma dor d'alma. Cabe-nos também a nós, leitores apaixonados, contribuir para a sua subsistência. Eu passei a comprar livros online a uma livraria independente, bem longe de mim, e tenho tido o prazer de trocar ocasionais mensagens sobre livros com o livreiro no facebook. Há-de chegar o dia em que terei oportunidade de lhe dar um abraço, espero eu.


    Rui Miguel Almeida

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    1. Claudia da Silva Tomazi19 de dezembro de 2013 às 04:05

      Muito feliz a ter Bertrand a vizinhança !

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    2. Olá, boa tarde.

      E que tal se partilhasse connosco o endereço do "tal" livreiro independente onde faz as suas compras? Assim todos poderíamos dar uma ajuda ainda maior.

      Obrigado

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    3. Mais uma vez, muito obrigado, Rui Almeida.
      Boas Festas!
      J.G.

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    4. Olá Joaquim,

      Não sabia que também "andava por estes lados"!
      Deixe-me que lhe diga que já começei "Os transparentes" e estou a adorar. Ainda é cedo para concordar consigo que é o melhor livro dele, mas pelas páginas que já li, estou inclinado para o fazer.

      Um forte abraço,

      Rui Miguel Almeida

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    5. Caro Vicente,

      É a A DAS ARTES em Sines, que lhe envia os livros para casa sem cobrar portes.

      O proprietário é o Sr Joaquim, que tem um comentário logo abaixo do seu.

      Existirão muitas outras, eu até conheço algumas, mas eu já "adoptei" esta, tem sido um prazer trocar comentários sobre livros com o Joaquim (fica melhor sem o Sr) no facebook.

      Eu vivo em Aveiro, como pode ver, eu e o Joaquim estamos longe um do outro. Nunca entrei na A DAS ARTES, mas já fiz um tour virtual na net. Há-de vir o dia, o litoral alentejano é-me muito sedutor.

      Um abraço,

      Rui Miguel Almeida

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    6. Cláudia,

      A felicidade era maior quando era a books and living. No Porto há livrarias (e também alfarrabistas) muito boas, uma delas é considerada uma das mais bonitas do mundo. Se tiver curiosidade pesquise por livraria Lello.

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    7. Caro Rui

      muito obrigado pela sugestão. De facto, conheço a livraria e só tenho a dizer bem da mesma. Como alentejano que sou, faço questão de ir conhecendo as livrarias que por aqui vão aparecendo.

      Forte abraço,

      Vicente Vivaldo Fino

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  4. Se os hipermercados ainda vendem livros é porque há consumo, embora quando reparo na oferta que fazem é mesmo muito mais vocacionada para o descartável e imediato. Nunca encontro os livros que quero nos Hipers. Apesar de se dizer que sempre é uma forma de chegar a literatura às pessoas, acho que não é a melhor forma. Na minha opinião as livrarias independentes deviam apostar mais nas escolas ou faculdades, que é aí que criam públicos novos e se ensina a gostar de ler bons livros. Também concordo que as cadeias de lojas são semelhantes e nada trazem de novo.

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  5. sim, tudo mudou.

    e nós compramos onde é mais barato, esquecendo a concorrência desleal dos "monopolistas"...

    não é por insensibilidade, é porque o dinheiro tem encolhido (e bastante) nos últimos tempos.

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  6. Diria apenas que a FNAC não é uma livraria... ou é tanto quanto o é o Continente... é um espaço comercial múltiplo, vende sobretudo aparelhos e equipamentos, além de discos e livros... logo daí a rentabilidade que tenha nos livros possa ser ponderada de uma forma diferente de um livreiro!

    O que lamento nas livrarias, que classifico como uma falha grave, é a falta de arrumação por assuntos, ou a desatenção com que o fazem...

    Até a minha está separada assim...

    E faltam muito ou as livrarias ou as secções temáticas!

    Saudações kaluandas

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  7. Ó extraordinário Pacheco se até o Círculo de Leitores vende livros, para além do que passou a ser o seu negócio forte (panelas, penicos, telemóveis, vídeos, cassetes piratas, colchas, relógios, perfumes, edredons, e outros pechisbeques), querias que a FNAC vendesse o quê?

    anda Pacheco...

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  8. e se até a Cláudia parece que é escritora, o ké tavas à espera...

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  9. escritora -e com currículo- e, pasme-se, com aduladores (melhor subservientes) da sua escrita... e esta hein...

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    1. Eu sou adulador subserviente: ela anda a experimentar-nos.

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    2. Ó Paulo mas eu estou tão confuso com a situação que já não sei se estás a falar a sério se estás a mangar (bela expressão esta, em completo desuso, não achas?); asituação é, mal comparado, como o acordo ortográfico, a confusão é tanta que, a páginas tantas, já não sei se estou a escrever com erros ou não...e agora tou a falar a sério.

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    3. «Tem sempre quem amigo nesta hora, claro está a ser», experimentou-nos aqui Claudia da Silva Tomazi às 10:11. Pelas minhas contas, umas cerca de quatro horas antes de Severino, por sua vez, nos experimentar a nós, os aduladores.
      E eis que, menos de uma hora depois do desafio, Paulo, garboso subserviente, aceita o duelo com Severino.
      Eu, adulador também subserviente, serei padrinho de Paulo em honra de Cláudia.
      É que, como ela, não há outra.
      Para isto ficar mais compostinho, até sou capaz de transcrever uns versos dela:

      O de for eu o seria
      neste peito nem menor
      qual da vez maior o teria
      em viv'alma! Oh' clamor.
      (...)

      É o que eu digo: como ela, não há outra...
      Só o Severino não se rende à evidência...

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    4. Meus Caros Amigos rendo-me sim à vossa sapiência e, consequentemente, à minha absoluta ignorância.

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    5. Eheh!... a palavra é uma arma...

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    6. Caríssimo e Extraordinário Severino

      A ignorância e sapiência são relativas; todos nós temos um pouco de ambas.
      Mas - deixe-me que lhe diga - leio sempre os seus comentários com gosto, porque são de uma autenticidade pouco usual; por vezes acutilantes, mas sensatos e directos; sobretudo ditos por quem gosta de livros e não tem papas na língua.
      Se alguém considerar este comentário adulador, verifique primeiro se tenho ou não razão. Se, mesmo assim, insistir em que "engraxei" (não vejo qual o benefício do serviço), que passe à frente...
      Aquele seu comentário sobre o Círculo de Leitores, é um autêntico post; e, sobretudo, mais certeiro do que a flecha do Robin Hood, com a ironia que só o Severino consegue dar.

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    7. Ó Severino, não se renda assim tão facilmente. Veja lá se consegue manter algum sentido de humor, que o assunto é sério.
      Eu cá – como poderá ver, se recuperar o sentido de humor – levo isto a sério. (Bem… dentro do possível…)
      Entretanto, entretenha-se com mais estes versitos – mas descontraia, a ver se recupera:

      (…)
      idealizas ao vento
      ter por brisas
      que de momentos
      constantes, e que
      constante, balizas
      pensamentos, imagens
      são instrumentos, oh saudade!

      Estou como o outro: “Podia haver Horas Extraordinárias sem Cláudia? – Sim, podia… mas não era a mesma coisa”.

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    8. E a Arma é a Palavra, segundo Dealema feat Kid MC, mas reconheço que a linguagem da nossa Silva, Tomazi é um pormenor, de além-mar, tem evoluído no sentido da desconstrução da mesma (linguagem). Se não, comparem o que escrevia há algum tempo com o que escreve agora, ou o modo como escreve. A mim, como a outros, intriga-me, e digo-o com e sem ironia.

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    9. Está a ver, ó Severino?
      Graças a Cláudia, isto, aqui nas Horas Extraordinárias, até já se elevou ao sofisticado nível da “desconstrução da linguagem”!

      Oh! Meu instante
      te faz ser brisa...
      Ser vento sedento
      saber do saber
      quer ser
      sentimento
      ai, dos meus ais

      Perante isto, pense bem: – como é que, de mau-humor, uma pessoa pode alcançar este patamar de entendimento da linguagem desconstruída por outrem, no além-mar?
      Hein?! – Ainda que tal o intrigue, sem ironia diga lá?!

      Desculpe, mas ainda estou como o outro: “Podia haver Horas Extraordinárias no além-mar sem desconstrução da linguagem? – Sim, podia… mas não seria a mesma coisa no aquém-mar”.

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    10. Caro adulador subserviente
      A pretexto desta sua intervenção coloquei às 23:48 mais uma resposta ao Severino, a ver se ele, de uma vez por todas, distingue o que é "com e sem ironia".
      Um abraço.

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    11. Já li. Está um espetáculo!

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    12. JJ tou de gatas...( e de língua de fora), a sério.

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  10. Felizmente, a discussão em torno das livrarias independentes vai-se fazendo. Infelizmente, para algumas, já fora do tempo.
    Cumprimentos a quem de nós fala.
    A questão principal, de raíz, deve ser mais amplamente discutida: O que vão os leitores ler quando as livrarias e pequenas editoras independentes desaparecerem?
    Quanto à leitura de livros e trabalho pelos escritores, pela parte que me toca, podem consultar o modesto contributo no blogue adasartes.blogspot.com , desdobrado noutros - leituras, actividades...
    Cumprimentos a todos,
    Joaquim Gonçalves

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  11. A Bulhosa Books and Living era magnífica e sempre que ia ao Porto fazia questão de por lá navegar.

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