Tiro no pé
Partilho as iniciais com Margarida Rebelo Pinto, mas penso que, fora isso, nada temos em comum, menos ainda a opinião sobre o estado geral do País e as medidas deste Governo. Li há muitos anos o seu primeiro livro (a que alguém que conheço chama, de forma divertida, «Não Faço a Mínima Ideia») e não gostei. Recordo uma cena em que roubavam a carteira a uma personagem e esta não lamentava a perda dos documentos nem do dinheiro, mas apenas os trinta contos em maquilhagem que lá trazia. Alguém que escreve isto num romance é, provavelmente, uma pessoa que pode gastar este dinheiro em maquilhagem e que, por isso, não devia ser chamada à televisão para comentar manifestações contra as medidas de austeridade e os cortes nos ordenados e pensões. Mas foi isso que aconteceu – e, como seria de esperar, MRP (não eu, a outra) fez uma triste figura, dizendo que repudiava esse tipo de manifestação, que toda a gente sofria cortes – ela também – e que devíamos deixar trabalhar à vontade quem nos governa. O vídeo da sua participação num telejornal correu, de resto, as redes sociais e tornou-se viral, até porque temos uma certa tendência para rir dos estúpidos. Porém, não foram as declarações da escritora de romances light que me escandalizaram, uma vez que me bastou ler aquele seu livro (Sei lá era o título correcto) para perceber como pensa a sua cabeça. O que me admirou mesmo foi que MRP não tivesse a mais pequena noção de que estava justamente a repudiar com as suas afirmações muitos dos que compram habitualmente os seus livros e lhe dão de comer. Presumo que alguns desses, depois de a terem ouvido, deixarão de o fazer – e então, sim, talvez ela sinta na própria pele os cortes a que não deu importância...
nunca li nada dela, a personagem nunca me despertou qualquer curiosidade sobre o seu talento literário.
ResponderEliminarmas não me admira nada a sua visão do país.
há por ali muita saudade do salazarismo, das virtudes públicas e dos vícios privados...
Ainda sobre o texto do dia anterior muito interessante ler a opinião de Eduardo Cintra torres aqui https :/ www.facebook.com maria.d.pedreira posts /10202727440534013?comment_id=7602780&offset=0&total_comments=6¬if_t=share_reply :
ResponderEliminar«Menos é mais para uns autores; para outros não. Eu não sou de literatura, mas parece-me que se trata de uma estratégia narrativa e de estilo. A economia pode ser genial, se servir o texto. Noutros casos, como na Guerra e Paz, acima citada por Mário De Carvalho, não serviria. Porque não seria economia, seria apenas um texto mais pequeno em tamanho. Tolstoi, a meu ver, tem um estilo económico, conciso. O número de páginas nada tem que ver com o estilo. O tema é introduzido como "economia" neste debate por razões extra-literárias, ou seja, da produção, edição e venda de produtos, livros. Ou estarei errado?»
Eu diria que assertivo!
É bom ter lembrado Tolstoi. Ele é o virtuoso absoluto. Não dá para comparar com ninguém. Escritor que o faça, perde sempre. Elegância e profundidade na recriação da alma humana, sem necessidade de recorrer a "efeitos literários". Tolstoi.
EliminarMaria do Rosário Pedreira: sempre que me referir a si a partir de hoje deixou de ser a MRP . Passou a MDRP :)
ResponderEliminarNão senhor!
EliminarA Maria do Rosário Pedreira é a NEA: Nossa Extraordinária Anfitriã!!!!
Ora bem!
Olhe lá, ó António Luiz ! Já parecemos o Dupont e o Dupond (como faria bem à nova geração terem tido o privilégio de devorar aqueles Tintins que se iam encadernando). Eu diria mesmo mais. A Maria do Rosário é a nossa ANE : Anfitriã Nossa Extraordinária!
EliminarSe soubesse o que eu ADOREI este post...
ResponderEliminarObrigada por afirmar tão cabalmente o que eu (e muitos) pensamos e não temos voz pública para dizer.
A perpétua questão da dissociação entre o escritor e a sua figura pública. Todos sabemos que alguns “escritores malditos” despertaram legítimos ódios pelas suas condutas sociais e políticas (Hamsun, Céline), mas também outros foram atacados por razões várias relacionadas com a sua conduta humana como Grass, Miller ou Pacheco. E, no entanto, todos estes escritores nos ofereceram belíssimos livros. Desde Sartre que a cultural ocidental aceitou blindar a produção artística de um criador, tornando-a um valor em si, deste modo protegendo-a da eventual contaminação que possa advir da sua atuação enquanto indivíduo particular, social e político. Por isso, quando olho escritores a tomarem posições públicas digo sempre para comigo: ele não está a escrever, portanto, não é o escritor que está ali. O ato de criação literária é transfiguração. Por isso pouco me importa o que cidadãos, que exercem no mais íntimo da sua existência essa altruísta atividade que é a criação literária, dizem na praça pública. Posso admirar a sua postura de cidadão – como acontecia com a maioria das posições tomadas por Saramago – ou posso rejeitá-las – como acontece com as da Margarida Rebelo Pinto, mas procuro não deixar que isso influencie a minha aproximação ou afastamento da sua produção literária que acho sempre ser um milagre a que estou imensamente grato. Devo confessar que sendo eu um homem a entrar na meia idade, quando os livros da Margarida Rebelo Pinto surgiram eles me ajudaram a compreender como funcionavam os homens e mulheres da geração de classe média-alta que me sucedeu, a dos que eram trintões, quando eu andava a chegar aos cinquenta. Por isso, li os primeiros três livros da Margarida Rebelo Pinto, um pouco como se tratassem de manuais de antropologia. Confesso que os li com prazer e surpreendido por aquilo que ia descobrindo. Compreendida a nova geração, a verdade é que não mais li os livros dela. O estilo é 70% de um romance, como dizia o Saramago. É que um estilo literário superlativo não se vai procurar nas obras de Margarida Rebelo Pinto. Isso toda a gente sabe; ela não engana ninguém.
ResponderEliminarArtur Águas: eu vou tentando manter essa dissociação. Mas confesso: cada vez com mais dificuldade.
EliminarExtraordinário Artur:
EliminarVai perdoar-me a presunção e atrevimento, mas penso exactamente o mesmo sobre Margarida RP!
Também é preciso coragem - não eu que não passo de uma traça literária - da sua parte para fazer a análise que faz e assumir, sendo alguém das letras. É moda e fica bem "bater" na Margarida RP, mas, goste-se ou não dela é uma mulher tesa, e tem inegável valor na perspectiva que tão bem aqui revelou: Ajuda-nos a entrar e a compreender uma franja da sociedade.
Também isso compete aos escritores, creio eu!
Coisa que aqui os nossos Extraordinários Comparsas por vezes esquecem...
Um abraço para si, que estou sempre a aprender!
Caríssimo António Luiz, obrigado pelo seu comentário e pelas suas inúmeras e sempre interessantes contribuições para este espaço de diálogo que nos é tão generosamente oferecido pela Maria do Rosário Pedreira. Abraço !
EliminarMas um livro ou dois bastaria para tal compreensão. Depois, poderia, por exemplo, crescer. E ajudar os leitores na compreensão de outras coisas.
EliminarPenso que o seu sucesso é um pouco o mesmo de Downton Habbey: um olhar sobre um mundo que não se conhece, existe e é de filme. Sem atender a assimetrias de classes, relações de vassalagem sempre presentes, e outras. Inexplicavelmente, as pessoas apreciam a ficção que não se alimenta da realidade. Ou onde ela aparece flambé, sobre toalhas rendadas, servida por criados de sobrecasaca, postados de pé atrás dos comensais.
Pois a mim pareceu-me tudo excessivo.
ResponderEliminarQuer as declarações da Margarida quer (ainda mais) as reacções por elas desencadeadas. Goste-se ou não, todos nós temos o direito de pensar e dizer o que nos vai na "real gana". Desde que não se ofenda nem desrespeite ninguém.
Também só li o "Sei Lá". Não voltei a repetir a experiência.
Um bom dia!
«Recordo uma cena em que roubavam a carteira a uma personagem e esta não lamentava a perda dos documentos nem do dinheiro, mas apenas os trinta contos em maquilhagem que lá trazia. Alguém que escreve isto num romance é, provavelmente, uma pessoa que pode gastar este dinheiro em maquilhagem...»
ResponderEliminarNão estará a confundir a nuvem com Juno?
Eça de Queiroz era o Conselheiro Acácio?
O Conselheiro Acácio?
EliminarSeria o espião Acácio????
Esse era do Relvas, mas do outro Relvas, um que desenhava... eheheh!
Oh, não ofenda o Eça, pf.
EliminarEça de Queiroz era eles todos no inteiramente de serem. É isso o que falta na Margaridinha: conseguir ser muitos e diversos.
São muitos os exemplos de artistas ou criadores, a quem se pede façam análise social e política ou económica... é frequente, e um erro crasso, até uma armadilha em que eles se deixam cair, mas os entrevistadores ou moderadores convidam-nos com o objetivo não de lhes dar voz, mas de atrair "público".
ResponderEliminarRaramente gosto de os ouvir... um cantor deve cantar, um pintor pintar, o escritor escrever... e não dedicarem-se à análise por muito profundos que se pretendam. Tanto no caso de professarem idéias como as minhas ou não, mas muitas vezes agridem, constituindo uma possível desilusão.
E não o percebem sequer, colocam-se numa atitude de quem disse uma verdade absoluta e aguardam pelo aplauso dos bajuladores e adoradores cegos... que normalmente logo acontece!
Porém presumindo-me esclarecido, ou talvez porque já vou tendo idade para isso, separo o criador do ser humano.
O criador continua a ser genial... o ser humano é o que é... pode ser feio e antipático, até estúpido, fora da sua especialidade!
E não me interessa assim tanto...
Como já disse antes, Torga foi comunista e Aquilino carbonário, mas isso em nada lhes retirou a admiração e a mística que sinto, se bem que pense de modo diferente. Mas no âmago, somos iguais na procura da justiça e no sentir da alma portuguesa e das nossas gentes.
Por isso me tocaram e são génios.
Um dos meus "heróis" e referência é Henrique Galvão! O escritor, o viajante, o observador, o humanista, o africano, o homem que tinha no cárcere um pardal de estimação. O político com duas faces, o homem que desviou o Santa Maria e matou o telegrafista é apenas o somar de todas as variáveis num cúmulo de coerência e sentido de que devia fazer o que fez. Respeito-o também por isso, como há quem sinta o mesmo por Che Guevara...
A Margarida RP foi infeliz? Não creio... foi apenas ela própria e uma coisa é inegável: tem coragem!
Pode é não estar certa... e isso infelizmente é tão comum a toda a gente, sejam eles notáveis ou anónimos...
Saudações kaluandas!
Tem coragem?! Ora essa. Por dizer o que lhe é natural e sai em espontaneidade? Coragem seria educar-se a si mesma um pouco mais e não se confinar ao seu mundinho cor de rosa. Uma coisa será ela ter as suas convicções e modo de escrita - pelas quais ninguém pode pegar-lhe - e outra desatender-se do mundo que a rodeia, ou tomá-lo inteiro pela sua medida. Num escritor, desculpe, cai mal tal ignorância.
EliminarDa Margarida Rebelo Pinto gosto apenas do objecto mulher (que é o que os meus olhos vêem quando a olho...estou a fazer-me entender?), não gosto do que ela transmitiu-pensamento político- (ela se calhar chama-lhe apolítico).
EliminarÓ Pacheco (anda Pacheco) eu não lhe chamaria coragem mas não nego que, ao menos, não foi calculista (e essa é uma virtude, que não sei se a terá?).
Mas entendamo-nos, estamos a falar de uma "Galinha Garnizé já alguma vez viram uma? São galinhas de exposição, não são poedeiras, têm as penas arranjadas, as unhas cortadas e só cacarejam. Galo??? só às vezes e depois de a cobrir vai para Galo-Capão .
EliminarBem, não li nem nunca lerei nada desta ave. Perder tempo com futilidades, definitivamente não.
As palavras que proferiu, é normal de um micro cérebro. Ela quer é perfumes Chanel e roupinha de marca. Como mulher nem sequer me atrai pois é muito cure-dents " e felizmente no mau guarda fato não faltam cabides. IGNOREMO-LA. Tadita.
Coragem?!! Realmente é preciso ter coragem para chamar "estúpidos" àqueles que corajosamente vão para a rua manifestarem-se. A mim pareceu desprezo pelo povo...
EliminarGosta? A sério?
EliminarMas a senhora até tem um aspecto horroroso!
Francamente ASeverino!!!
Obviamente que gosto mais da LENKA...
EliminarNão conheço, felizmente, quem possa partilhar as concepções políticas e sociais dessa senhora que também escreve. Desconheço-lhe a forma de pensar além do primeiro livro que publicou e li. Apesar do dinheiro que os leitores lhe dão a ganhar e à editora, será simplesmente ignorada no mundo das letras, onde só a nata flutua, o resto afunda no mar do tempo, sepultado no lodo.
ResponderEliminarPorém, e dados os seus últimos comentários acerca das manifestações na Assembleia da República, arrisco que a senhora ou está devindo ovni ou será apenas uma quequezinha, obtusa e egoísta isenta sequer do mais óbvio: a sensatez de medir o que se diz quando também se escreve publicamente.
Qualquer pessoa - da mais à menos letrada - produzia um comentário; ela deu à luz um chorrilho de tolices, depois bem comentadas por Bruno Nogueira, que aquilo é sobejamente triste vindo de quem escreve, não tem ponta por onde pegar, salvo com humor.
Mas o que a gente aprende com ela acerca de uma certa classe que infelizmente também existe em Portugal!...E, curiosamente, a esse seu inqualificável desprendimento respondem as classes que ignora e critica, com a compra dos seus livritos. Mas também estou certa que as pessoas não sabem nem lêem o que diz a Margaridinha. E, até que, lendo, não lhe avaliam a ofensa.
Oh! Inconstância de viver e dar cara para a bofetada.
O problema é mesmo as pessoas que compram livros desta "escritora"! E olhe que são muitas, que a MRP anda sempre nos Tops da Fnac! Pessoas assim reflectem a cultura deste país, pessoas que tendo à disposição José Eduardo Agualusa ou José Luís Peixoto preferem adquirir MRP.
ResponderEliminar(E sim, eu partilho o nome com a senhora, mas também é só mesmo o nome!!)
Sinceramente, ainda estou para perceber como é que uma corrente de ar, o comentário da MRP sobre a actualidade num noticiário da manhã, gerou tamanho sururu. Será o chamado efeito borboleta?
ResponderEliminarQuem teve oportunidade de ver todo o comentário da MRP "dá o desconto" à senhora. Houve ali afirmações que mostram que não percebe nada de economia ou, se percebe, disfarça muito bem. A conversa dos cortes ou das manifestações nas galerias da Asssembleia acabam por nem ser o "pior", se assim lhe quisermos chamar. Se um dia me convidassem para comentar futebol provavelmente faria a mesma figura (e daí, talvez não, que jamais me passaria pela cabeça ir para a televisão falar do que não sei, mesmo que tivesse um livro para promover).
Não é sururu, Caro Mirone... nem maka, nem salsifré ou estouraria, banzé, balbúrdia... nem tem nada de Extraordinário, somos a gente a conversar como de costume!
EliminarSaudações kaluandas
Claro que é só gente a falar. E muito bem.
EliminarQuando disse que não percebo o sururu gerado em torno das afirmações da MRP quis dizer que não compreendo como é que tantas vozes que não lhe reconhecem grandes créditos (além da capacidade de vender como poucos) dão importância ao que ela diz.
Li um único livro da MRP, que me foi oferecido há mais de 15 anos. Não gostei. Depois disso, terei lido meia dúzia crónicas, as mais polémicas e que são aprtilhadas nas redes sociais até á exaustão, e vi outras tantas entrevistas que deu a canais de televisão. Com base nesse pouco que li e vi fiquei com a ideia de que é um "bocadinho" pateta, que além do mundo "betinho" do único livro que li e do qual fala com muita propriedade, de que sobre outros assuntos mais sérios fala de cor, para se ouvir, com alguma leviandade. Não é, portanto, pessoa cuja opinião sobre política ou economia me interesse muito ou valorize, pelo que não perco muito tempo a dissecá-la.
Quando naquela manhã ouvi o comentário da MRP, a única coisa que me ocorreu foi simplesmente "lá está esta tolinha a falar do que não sabe" e não dei mais importância. Nunca imaginei que dois dias depois quase não se falasse noutra coisa. A minha estranheza foi essa, não condeno quem a criticou, simplesmente não o previa.
O segundo parágrafo não está bem redigido e tem erros graves. É no que dá publicar sem se ler o que se escreveu.
EliminarFica aqui a correcção:
"Li um único livro da MRP, que me foi oferecido há mais de 15 anos. Não gostei. Depois disso, terei lido meia dúzia crónicas, as mais polémicas e que são partilhadas nas redes sociais até à exaustão, e vi outras tantas entrevistas que deu a canais de televisão. Com base nesse pouco que li e vi fiquei com a ideia de que é um "bocadinho" pateta, que além do mundo "betinho" reproduzido no único livro que li e do qual fala com muita propriedade, sobre outros assuntos mais sérios fala de cor, para se ouvir, com alguma leviandade. Não é, portanto, pessoa cuja opinião sobre política ou economia me interesse muito ou valorize, pelo que não perco muito tempo a dissecá-la."
Concordo consigo!!!!
EliminarO que revela talvez, que afinal ela não seja assim tão ignorada como se quer fazer crer... eheheh!
Nós humanos temos destas coisas... e pessoas como a Margarida RP que foi uma marketeer de sucesso, sabem-no, e sabem usá-lo... olá se sabem! Para ferro de alguns.
Mas por acaso pensei que se estava a referir à Nossa Extraordinária Anfitriã...
Isto somos a gente a conversar, claro...
Saudações Antónias!
Este é um tema que me escapa. Sei quem é a senhora, bonitinha, com ar de perua e pouco mais. Sei que escreve livros que nunca li. Soube da recente intervenção mas não procurei documentar-me, nem sabia que tinha provocado um fenómeno viral (uma virose!). Mas há uma imagem associada a ela, que registei e não esqueci jamais: lado a lado numa estante (?) no Continente da Amadora, onde poderia ser?, uma edição recente das Ficções de Borges, como o dito na capa, de perfil, e o tal Sei Lá, para quem Borges, sendo cego, parecia olhar interessado. Tirei até uma foto, que guardei: Borges mirando sei lá quem, e com que suave espanto miravam seus olhos que nada vendo sei lá como tudo viam, sei lá porque jardins bifurcados, porque espelhos, porque caminhos. Sei lá?...
ResponderEliminarPaulo, talvez o Borges estivesse apenas labirinticamente olhando para uma tigresa... Sei lá!
EliminarNo Continente tudo é possível.
:-)
Antonieta
Bolas, e eu que pensava que Margarida Rebelo Pinto era um pseudónimo de João César das Neves! Afinal são ambos pseudónimos deles próprios.
ResponderEliminarAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
EliminarMuito bom, Francisco Agarez, muito bom! Este País vai perdendo o sentido de humor e conflitualizando por tudo e por nada. Que desperdício de energias! E que disparate!
Concordo a cem por cento com este post e admiro a coragem da anfitriã, MRP, ainda mais louvável quando se sabe que, pelo menos até recentemente, mrp era escritora da casa (editora Oficina do Livro)...
ResponderEliminarNotadamente confortável moradora.
EliminarMais ridículo do que qualquer apreciação política que essa senhora tenha feito foi ter prefaciado um livro de Dostoievski. Depois de uma coisa dessas parece-me que algo de muito grave se passa com o mercado literário português...
ResponderEliminarQue livro ? (só por curiosidade)
Eliminar"Noites Brancas", de Dostoievsky. Saiu em Agosto.
EliminarCaro Fernando, muito obrigado pela informação. Abraço.
EliminarCompartilho da sua opinião caríssima Maria do Rosário Pedreira...
ResponderEliminarSe não for pelo gosto literário (opiniões há muitas, mas eu também não gosto do que esta senhora escreve), muita gente que compra estes romances de cordel, e sofre na pele a injusta situação destes cortes CEGOS, deveria lembrar-se da INSENSIBILIDADE desta "autora" (propositadamente em letra minúscula).
Eu sou daqueles que até aceitam os despropósitos de alguns AUTORES, mas, o seu trabalho tem de valer a pena. Tem de ser diferenciador no melhor dos sentidos.Tem de merecer a minha hora diária de leitura.
Abraços
Não dá mesmo para perceber como é que de uma cena de um livro de ficção se pode partir para este pensamento genial: “Alguém que escreve isto num romance é, provavelmente, uma pessoa que pode gastar este dinheiro em maquilhagem e que, por isso, não devia ser chamada à televisão para comentar manifestações contra as medidas de austeridade e os cortes nos ordenados e pensões”.
ResponderEliminarNão dá mesmo para entender o raciocínio deste post , porque há muita gente que se farta de escrever e de criticar o governo e não vende livros nenhuns, nem de poesia nem de ficção.