Inglesices

Aqui há tempos escrevi um post sobre a forma como o inglês se tem metido na nossa língua – e volto ao tema porque o inglês não tem saído das páginas dos jornais. Depois de se ter decidido há uns anos que as crianças deviam aprendê-lo na escola primária, porque era a língua do mundo e quanto mais cedo convivessem com ela melhor (dizem-me alguns pais que os filhos não foram muito além da aprendizagem das cores, dos números até dez e dos nomes de meia dúzia de animais – mas pode não ter sido assim em todas as escolas), de repente já não é preciso para nada e a escola que decida se quer ou não continuar a ensiná-lo aos alunos mais novos. Não me parece grave, devo dizer, que se espere pelos dez anos para começar a aprender outra língua, até porque nesses primeiros quatro anos é bastante mais importante que se aprenda a própria como deve ser e, se calhar, mantendo as duas, a materna ficará a perder. O que me custa entender é que, se o Inglês afinal não tem essa importância desmedida que lhe quiseram dar, seja subitamente objecto de exame obrigatório no nono ano, tal como a Matemática e o Português, duas disciplinas presentes desde a primeira hora da escolaridade. Em que ficamos? Só espero que não se lembrem de cobrar as aulas de Inglês aos alunos da primária como actividade extracurricular, pesando ainda mais no orçamento das famílias. Com o aviso de que o exame vai ser «abençoado» por Cambridge, alguns pais não vão querer correr o risco de não pagar…

Comentários

  1. mesmo que seja a brincar (que é...), lança a curiosidade e gosto nas crianças, até porque a maior parte dos filmes e séries televisivas são"filhos" da língua inglesa.

    vejo pela minha filha, que tem um enorme prazer em demonstrar que sabe mais de inglês que o pai:)

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  2. O inglês é importante sim, mas talvez não a esse nível que lhe imputam desde tão tenra idade. Deixem-me contar-vos uma coisa: Os meus filhos (14 e 9 anos) sempre estudaram em Portugal e apesar de alguns contras no que toca aos programas ou simplesmente à forma como são geridos nas escolas, sempre tentei entender esta árdua tarefa que é a de ensinar nos dias de hoje. Ambos tiveram contacto com a língua inglesa desde cedo, mas confesso (e eles também) que nunca atingiram o nível suficiente da compreensão como de resto se verificava pelas notas: mero satisfaz. Adiante, há um ano quando me mudei para outro país, tive bastante medo da adaptação, em termos de escola, que iriam sofrer, no entanto e para espanto, deles igualmente, tudo contrariou esse medo. O mais velho superou em tudo as notas da escola Portuguesa, inclusive (e agora deixem-me babar um bocadinho) esta semana chegou com nota 20 no teste de inglês. O mais novo, surpreendeu-me de igual forma, mas num outro ponto. Preparou-nos depois do jantar uma sessão de poesia clamada em francês e se bem que ele a entoava! Sendo ele tão tímido no que toca às coisas sentimentais e emocionais, nunca na vida esperava ouvi-lo clamar poesia, noutra língua, muito menos aos 9 anos. Dito isto, mero desabafo, e porque hoje estou para aqui virada, concluo que as prioridades, em termos de aprendizagem, nas escolas portuguesas de hoje, comparativamente ao resto da Europa precisam de novas directrizes, novos rumos quem sabe e talvez até de uma introspecção pedagógica... Era assunto que merecia a atenção dos governantes, não é só dizerem-se Europeus, aprender com eles os sucessos em algumas matérias não seria pecado e Deus em nada os castigaria, mas para dar o passo seria necessário conhecimento de causa e interesse na matéria, como o não há, decide-se assim... marcar uns exames, pressionar os pais para que paguem escolas conceituadas de inglês, pois isso será essencial para a sua educação futura...

    Abraço e desculpem qualquer coisinha, mas há dias assim, que não nos calamos.

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    1. Excelente testemunho de como a educação, quando bem organizada e exigente, pode ser tão atraente para as crianças !
      Que grande volta que ainda temos que dar na educação no nosso país...
      Sinto-me um homem de sorte por ter tido o privilégio da exigência e rigor da escola pública de antes do 25 de abril (e sou de esquerda...).

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  3. No muro do cemitério de Alpedriz, já perto do 25 de Abril de 1974, uma pintura, hoje grafíti ou grafito, expressava então o desencanto e a revolta popular contra a ignorância que nos governa:
    "Homens da nossa terra! A nossa junta de freguesia está entregue a analfabetos!"
    De então para cá proliferaram as "qualificações", mas a ignorância que nos governa é a mesma de sempre; e cada governante que chega acha, pensa, entende, opina... Tudo menos estudar primeiro.

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  4. António Luiz Pacheco15 de outubro de 2013 às 02:32

    Tudo o que é demais empata a venda!

    É um exagero a forma histérica como o assunto tem sido tratado de ambos os lados!

    Na minha pouco humilde mas convicta opinião:

    1 - No geral:
    a) Lamento profundamente o desnorte por um lado e o excesso de opinação por outro, que se percebe existir neste particular da educação, onde cada um que chega à pasta tem projectos pessoais, imaturos e quase sempre pouco esclarecidos, raramente fruto da objectividade e da experiência!
    b) Enquanto não houver um plano, de fundo, bem alicerçado e fundamentado, definido como um objectivo transversal e nacional, não vai haver nunca educação, seja em que disciplina for.

    2 - Objectivamente sobre ensino do inglês
    a) Apoio! Hoje é tão importante quanto saber usar as ferramentas informáticas. Mas sem exageros.
    Concordo com a NEA, que primeiro a língua-mãe, e lá para os 10 deve começar-se a trabalhar nas outras.
    b) Sendo Portugal um país cuja principal riqueza é o clima (Sol e bem-estar), o país em si (paisagem, gastronomia, diversidade) e as pessoas (somos boa gente, acolhedora, temos tradições folclore e história), tem ou devia ter como principal recurso o turismo!
    Por isso, devia o ensino de línguas ser estimulado e desenvolvido, valorizado nas escolas! Ainda por cima temos facilidade em aprender!
    d) Considero e sempre senti como um factor de superioridade e não o inverso, falar outras línguas!
    Uma vez disse a um "bife": Estás lixado, porque se tu falares com os teus sobre mim, eu percebo-te... e se eu falar de ti, tu não sabes! E tunga!
    Recordo o espanto e o sucesso que foi junto dos meus colegas americanos na Universidade de Cornell (Ithaca USA), o facto de tanto eu quanto o meu colega Amaral, conversarmos na sua língua com os colegas franco-canadianos, argentinos e americanos, e mais, quando descobriram numa ida ao restaurante que o italiano para nós não tinha qualquer dificuldade!

    Por isso, sou dos que defendem a aprendizagem de línguas como uma forma de acesso ao Mundo e ao conhecimento! Para além da utilidade óbvia no uso do nosso maior e melhor recurso, o turismo.

    Saudações kaluandas!

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    1. Tudo o que é de mais empata a venda.

      É por esta e por outras que tento não perder um post (+ os comentários) deste extraordinário blogue.

      Ó Pacheco é que isto se aplica em todos os sentidos da vida, seja pessoal seja profissional.

      Obrigado, sinceramente, por tudo o que aqui aprendo.

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    2. Para alguém como eu, que fez a sua formação para o Turismo e se ocupa (profissional e liberalmente) na mesma actividade, não posso deixar concordar com aquilo que o nosso confrade Extraordinário António Luiz pacheco acima comentou. O ensino de Inglês não representa uma ameaça ao Português. Pelo contrário, considero a minha facilidade nessa língua, bem como a fácil compreensão de outras, uma vantagem que nós temos de aproveitar e... aceitar.

      Se assim não fosse, a matemática e música (as verdadeiras linguagens universais) nunca poderiam ser ensinadas às crianças.

      E esta, hem! Cada vez começámos a concordar mais, caríssimo António Luiz pacheco!

      Abraço a todos.

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  5. Não sei se será dos programas, dos governantes, dos professores desmotivados...se da própria mentalidade do país. Se perguntarmos aos alunos portugueses se gostam da escola, a maioria, aposto, vai responde que sim, - gosta do lugar, pelos amigos que ali encontra e o convívio que possibilita - mas que não gosta das aulas nem de estudar.

    Bom, aprender não tem que ser propriamente um prazer idêntico a comer um chocolate, jogar consola ou estar no Face a saber as últimas. Aprender requer esforço, algum estoicismo, coragem e interesse. Nem sempre o processo é pacífico, nem o prazer imediato. Porém, saber coisas e descobri-las, ou descobrir-lhes o poder, faz bem ao ego e ajuda a situar o indivíduo. Se não aprendemos não há crescimento interior. Ora, os alunos não consideram este aspecto por ser moroso e mesmo árduo . E, no entanto, apenas sabe bem "ter um livro para ler e não o fazer", se por norma se lê. Só há prazer na falta se o cumprimento for o regular Mas talvez muita gente pegue na frase pelo outro lado.

    Não vislumbro nos governos que temos um plano estruturante do ensino, uma visão de continuidade a cumprir. Cada um que chega, alvitra. Opina. Desmancha. Revolve. Não há uma visão portuguesa do ensino e da aprendizagem, há aplicação de medidas avulsas num ou noutro sector, geralmente copiadas e aplicadas ipsis verbis.
    Professores, alunos e sociedade em geral obedecem e sofrem esses opinativos. E tantas vezes as leis e suas excepções existem para beneficiar ou prejudicar alguém específico.

    Ainda não entendi esta medida acerca do inglês que se retira da obrigatoriedade na oferta de primeiro ciclo, mas é objecto de exame no final do 9º ano. Será uma forma de retirar não retirando? é muito português este pensamento. Aguardemos.

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  6. Sobre o que se passa no Ensino, o que se pretende é que simplesmente quem puder pagar o inglês que o pague e os restantes que se lixem. Tal como aliás na Saúde e em tudo o resto, mas o que me motivou a participar é que estou, ou estava, precisamente a corrigir um documento de trabalho supostamente escrito na nossa língua mas já encontrei "workflow", "site", "user", "black list" e ainda não passei da primeira página. Estas são outras inglesices que também chateiam.

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  7. Não há mal nenhum em saber falar e escrever em inglês, uma vez que essa língua está disseminada por esse mundo fora e é uma reserva de comunicação em países para lá da Taprobana.
    O que eu temo - e será, por este caminho, o que temos mais certo - é termos de aprender alemão, a língua teutónica que irá dominar na Europa, conquistada pela via económica em vez da militar, muito ao gosto dos prussianos.
    Do alemão, francamente, há apenas uma palavra que sei, corrompida em português "chiça" - Scheiße. E esta me basta para classificar o domínio do Reich.

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  8. Não tenho dados estatíscos e limito-me a conhecimentos pessoais para fazer esta afirmação, mas nunca me constou que as crianças, em Portugal, que estudam no Colégio Francês, ou Alemão, tendo, desde a 1ª classe, uma educação bilingue, nunca me constou, dizia, que tivessem mais dificuldades no Português do que as outras que só começaram a aprendizagem de uma língua estrangeira aos 10 anos. Comecei a aprender Francês aos sete ou oito (mas onde já vai o meu Francês, virei-me, depois, para as Germânicas), porque o meu pai dava aulas na tele-escola. E nunca deixei de tirar boas notas a Português.

    Também não me parece mal que a aprendizagem, nos primeiros quatro anos, se limite às cores, aos números até dez e aos nomes de meia dúzia de animais. O importante é tomar contacto com a língua, adquirir um "feeling" (ai, ai) para a sua pronúncia e grafia.

    Grave, grave, é o desnorte em que anda o ensino, em Portugal, isso sim!

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    1. penso da mesma maneira.

      muitas vezes aprende-se mais a "brincar" que com a dita "obrigatoriedade"...

      no meu primeiro comentário, não falei da questão monetária, embora seja evidente que para estes governantes de direita, tudo tem um preço.

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    1. Gabriela Ruivo Trindade - Prémio Leya

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    2. Para já, Cristina, os meus parabéns (para si) por ter acertado no género, relativamente ao premidado.
      Depois, os meus parabéns à autora, Gabriela Trindade que, de comum com o João Ricardo, está desempregada e escreveu este seu primeiro livro.
      Finalmente, para o Júri de "rosto" e para os jurados "sem rosto"; principalmente para os elementos do primeiro, que se conseguem manter no posto aos longo dos anos, em bloco, prontinhos a ler - para além das 10 páginas iniciais, suponho - as 10 obras escolhidas pelo "verdadeiro" naipe de jurados.

      P.S. Eu não concorri a este Prémio, pelo que não estou ressabiado, pois não faço parte dos 491. E não pretendo, algum dia, concorrer. Sei das minhas limitações literárias; pretexto os temas que escolho para as minhas obras; para a poesia e outras derivadas ficcionadas, sou um poetastro.

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  10. Nós portugueses somos os latinos com mais queda para aprender línguas. Tiremos partido dessa que é uma das nossas vantagens ! Que se ensine línguas o mais precocemente possível nas Escolas nacionais. Mas que se ensine a sério, não a fazer de conta.

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  11. Bom ! Neste caso recordo de alguma agualusice que ganhara um prêmio no Reino Unido da Bretanha.

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    1. É verdade. Ter ganho uma habitante de Londres, em dia de inglesices, é uma interessante coincidência.

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    2. Cristina, e para o Man Booker, logo à noite, curiosamente em Londres, há algum palpite?
      Podia ser a Jhumpa Lahiri, que em 2000 ganhou o Pulitzer e o Pen/Hemingway com a sua primeira obra «Intérprete de Enfermidades».
      :-)
      Antonieta

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  12. Eu estudei no Liceu Francês dos 3 aos 17 anos, e sou completamente a favor do ensino do maior número de línguas possível, o mais cedo possível. Aprendi a escrever em francês antes de escrever em português, aos 10 anos adicionaram o inglês e 3 anos depois, o alemão. Nunca tive qualquer problema com isso, pelo contrário. Acabei o liceu com muito mais disciplinas do que se davam no 12º ano cá fora, mas com um excelente nível a português, francês e inglês (Só o alemão ficou para trás, com apenas 3 anos de estudo, porque segui ciências e nessa área, não nos obrigavam a tanto… mas ainda sei construir umas frases!). Se foi cansativo e exigiu um grande esforço? Sinceramente, não me lembro de ser nada de extraordinário, e o retorno ao nível das línguas é enorme. Hoje trabalho com portugueses, franceses e ingleses, falo, leio e escrevo nas três línguas, e esse facto ajuda-me, por exemplo, a compreender maneiras de pensar e sentir tão diferentes, que se apreendem, também, nas expressões típicas com que cada nacionalidade se expressa no dia-a-dia. E acredito sinceramente que é mais fácil aprender e cultivar o gosto por línguas estrangeiras quando se começa cedo. Saber só português parece-me tão redutor! E é verdade que os portugueses têm jeito para as línguas, e isso é uma mais-valia tão grande num país de turismo e até de emigração (e temos tão bons profissionais lá fora, se não se conseguem realizar cá dentro, ao menos que o consigam lá fora).

    Agora, é claro que o nosso ensino das línguas é muito deficiente, e que isso se deve sobretudo aos nossos governantes, que não têm tido uma visão clara sobre o assunto e a importância do mesmo. É o mal português: a visão curta, oportunista e envergonhada. E em vez de estarmos sempre a começar do zero, à procura de um ideal desenhado em cima do joelho ou à luz da pequenez dos nossos governantes, bastava, por exemplo, a humildade de olhar um pouco para o lado e procurar os bons exemplos por essa Europa ou esse Mundo fora. Mas não, temos que inventar a roda, quando nem sequer sabemos caminhar bem nas 2 pernas…
    Filipa

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    1. Querida Filipa os seus anos de liceu francês lhe encerraram a vista. Vejo para Portugal um potencial acima da recepção turística. A capacidade desta gente fez a história europeia e se quiser saber mais chegue aqui ao Brasil.



      Cláudia da Silva Tomazi

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  13. Eleanor Catton ganhou o Man Booker 2013.
    Alguém conhece?
    Alguém já leu?
    A Cristina deve estar contente, ganhou uma mulher...
    Enfim, mais uma escritora a descobrir, tavez em 2014, se considerar os livros que tenho em lista de espera.
    Boa noite a todos!
    :-)
    Antonieta

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    1. Boa noite Antonieta,

      Não conheço, nem sequer de nome. Mas sempre lhe digo que gosto muito da escrita de Jhumpa Lahiri, de quem li dois livros.

      Pelos vistos, mais um(a) autor(a) em comum? :)

      Rui Miguel Almeida

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    2. Boa noite Rui,

      Da Lahiri li o Intérprete de Enfermidades, e tenho o dvd de O Bom Nome, adaptado de um livro dela.
      A Catton é a mais jovem vencedora de sempre (28 anos) e o livro é o mais longo (832 pags).
      Curiosamente fui espreitar as minhas Granta e descobri no nr. 106 (de 2009) um conto dela «Two Tides», apenas com 20 páginas.
      Vou relê-lo um destes próximos dias, pois já não me lembro de nada.
      Viu que ao responder à sua pergunta sobre o vhm arranjei logo uma mini-polémica com o Fernando?
      Mas fizemos logo as pazes...

      Até amanhã!

      Antonieta

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    3. Bom dia, Antonieta :)

      Só agora tive ocasião de vir aqui.
      Não há dúvida de que 2013 parece ser o ano das mulheres, na literatura ;)

      Com isto, não quero dizer que não goste de escritores homens. Longe disso. Mas já era altura de haver um pouco mais de equilíbrio de forças.

      Também não conheço essa escritora, embora tenha a impressão de já ter visto o nome Catton em qualquer lugar. Seguramente, numa livraria.

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  14. Estou como o Manuel de "Fawlty Towers": I know nothing!
    Literalmente, nunca vi tanta bagunça em torno do Inglês. Agora que sou uma defensora do equilinguismo, ai isso sou. E acredito que quanto mais cedo se começar uma segunda língua melhor. As crianças não se baralham nem aprendem pior a língua materna por isso.
    O que é realmente lamentável é que desvirtuem o Português aos limites da ignorância e desrespeito pelo património linguístico-cultural e que depois venham com os preciosismos todos de que se deve aprender Inglês desde a primária. But ultimately: I know nothing!

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