Arquivo
Já aqui elogiei – mas nunca será demais fazê-lo – a Livraria Arquivo, em Leiria, e o profissionalismo e simpatia dos que ali trabalham há muitos anos (mais do que todos, Paula Carvalho), tornando as nossas visitas leves (porque, quando é para lá, a viagem nem custa), divertidas (porque o público é muito bem-disposto e nos faz sentir em família) e produtivas (porque se fala sempre de questões interessantes e não há nada melhor do que trocar ideias). Pois hoje esfrego de novo as mãos, já que amanhã volto lá, agora com a companhia de três dos meus autores: Ana Margarida de Carvalho, que se estreou em 2013 com o romance Que Importa a Fúria do Mar; Francisco Camacho, que depois de Niassa (vencedor do PEN para Primeira Obra em 2008) nos trouxe em Maio A Última Canção da Noite; e, por fim, David Machado, que escreveu Índice Médio de Felicidade, publicado há cerca de um mês. Este último escritor é o único dos três que já foi à Arquivo por ocasião da publicação de Deixem Falar as Pedras, mas estou mais do que certa de que os outros dois adorarão a sessão e também vão querer ser repetentes. Eu cá estou mortinha por lá chegar e rever os amigos.
Bom-dia, bom-dia!
ResponderEliminarHá coisas de que assumidamente gosto!
Uma delas é justamente interagir (ou leva "- "? Acudam-me ó Extraordinários correctores!) com um público sobre toda a categoria de temas... sou muitas vezes convidado para palestrar ou apresentar trabalhos e projectos no plano profissional como de assuntos de lazer onde me tornei conhecido enquanto autor de muitos artigos publicados sobre caça e a pesca submarina, viagens... e adoro!
Confesso a vaidade, não tanto pelo protagonismo mas porque me dá mesmo gozo conversar com uma data de gente ao mesmo tempo!
Gosto sobretudo do improviso a que tantas vezes surge, sou um bom repentista note-se!
Como autor-da-treta de um mísero livro, tive ainda a grata sensação de ir apresentá-lo, a convite de alguns clubes e agremiações, e de falar sobre ele e as coisas que contém, as motivações, etc.
Foi sempre agradibilíssimo, de Macedo de Cavaleiros a Moura, passando pelo Campo Pequeno, biblioteca Bernardo Santareno, e por aí.
A quem não tenha essa experiência, eu mísera traça, lhes digo que é das coisas que vale a pena em ter escrevido (sim, porque para "ter escrito" teria de ser o que não sou... escritor) meia-dúzia de linhas: O sentir com as pessoas que nos leram ou leiam, aquilo que escrevinhámos!
Saudações invejosas e kaluandas!!!!
PS - Tenho seguido através do facebook, que se vêm fazendo muitas destas conversas com escritores... Paulo Moreiras, Cristina Carvalho, Pedro Vieira de Almeida e outros Extraordinários amigos literários... Ou é impressão minha?
ResponderEliminarAinda bem!
Tomara eu estar por aí e poder ir assistir, e intervir certamente... olha quem... eheheh!
Saudações kaluandas II
A capa de "Indice médio de felicidade" é tão, mas tão "Little miss sunshine"...
ResponderEliminarTítulo e capa deixaram-me curioso.
Boas leituras!
Só conheço o "Niassa" ... e gostei!
ResponderEliminarA capa não me recordo mas creio que era de tipo simplista... para mim a capa só conta como amante e ajuntador de livros, não enquanto leitor.
Estamos a falar de um custo!
Para mim os livros continuam a ser lindos, tenham capas bonitas ou não, mas eles já foram mais lindos quando até os livros eram arte, alguém se lembra daquelas lindíssimas capas da colecção Vampiro, da colecção Argonauta, com linda capas do Lima de Freitas, por exemplo, as belíssimas capas da colecção Miniatura e sei lá quantas mais obras de arte...
EliminarÓ Severino, como te lembraste do Mestre Lima de Freitas? Belíssimo ilustrador, julgo que esquecido ou ignorado desde a sua morte. Tinha o seu atelier ali à beia-Tejo, com Carlos Amado, nuns pavilhões onde vários artistas trabalhavam, e, tudo ardeu num grande incêndio... já não me lembro bem mas deve ter sido no início da década de 70.
EliminarSeverino e Pacheco
EliminarTenho a colecção Vampiro (quase sete centenas de livros) e as primeiras capas foram feitas pelos pintores e ilustradores Lima de Freitas e Cândido Costa Pinto. Capas daquelas são, acima de tudo, quadros.
Fernando, bem dizes,
EliminarAutênticos quadros, absolutamente;e já não me lembrava do Cândido Costa Pinto, que belíssimas capas.
A colecção VAMPIRO teve efectivamente belíssimas capas creio que até aí ao nº. 100 (volume duplo, se não me engano, um é da Agatha Christie), a partir desse nº. a editora entrou em paranóia e passou a colar folhas umas sobre as outras com um cartão com uma foto horrível como capa.
Vovó passara .
ResponderEliminarPois eu, vovô, também vou passar.
EliminarEstou longe, e cansado, já é tarde, a estas horas não chegaria a tempo ao Arquivo de Leiria.
O que me vale é que, em compensação, eu próprio sou um arquivo – o arquivo de Cláudia.
Nesta condição a que me resigno – e usando recentes versos seus – velo-lhe “a branda espuma / o rastro madrigal valente / dentre a decente bruma”.
De modo que a nossa ida ao Arquivo de Leiria ficará para melhor ocasião – para quando for possível a Cláudia estar presente e, de viva voz, confirmar o que dela aqui tenho arquivado: “Qual largo serei atol / na lufa lei imensidão”.
O de for eu o seria
Eliminarneste peito nem menor
qual da vez maior o teria
em viv'alma ! Oh' clamor.
Sábia lide a natureza
elevara quanta perfeição ?!
Amável é sentir certeza
cá , jardim desta canção.
Entre eu e mor ardor
serei razão lei infinita
a melodia e per vela-me
donde harmonia valha-me
o faz ela estação bendita
lá ?! Brinda música o amor .
Cláudia da Silva Tomazi
17/10/13
Bravo!
EliminarArquivado, com a seguinte indicação:
Eliminar«Seria menor,
teria clamor.
Natureza, perfeição?!
Certeza, canção.
Ardor, lei infinita, vela-me...
Valha-me, bendita, o amor.»
Terceiro verso do soneto 'Arcádia '
Eliminar(Porém a fortuna vos assegura
haveria alguém de lisura ?!
ergue-lo-ía e tal empreendimento ).
Coloco tanta lisura em tal empreendimento que – a fortuna me assegura – este meu arquivo está a transformar-se num verdadeiro acervo de Cláudia.
EliminarUma grave responsabilidade...
Responsabilidade ! A correta palavra de quando a idéia é um recurso pleno .
EliminarEu (por enquanto) só conheço Ana Margarida de Carvalho e gostei muito!
ResponderEliminarVai uma queixinha: encomendei o "Índice Médio de Felicidade" no início de setembro numa cooperativa livreira do Porto (UNICEPE), onde costumo comprar os meus livros, mas eles ainda não me o conseguiram arranjar porque "é difícil que as editoras do grupo Leya lhes entreguem as encomendas com celeridade".
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