Aprender a ser feliz

Publiquei em finais de Agosto o terceiro romance de David Machado, com o sugestivo título Índice Médio de Felicidade. É um livro sobre um homem em crise, Daniel, que, de um momento para o outro, se vê desempregado e longe da família, impossibilitado de pagar a prestação da casa e de cumprir um plano que traçou desde sempre para a sua vida. Mas é também um romance sobre a crise que assola Portugal, a Europa e o mundo e que tem atirado tanta gente para situações insustentáveis. Daniel não quer, porém, acreditar que, mesmo diante de tantas contrariedades, a sua felicidade e a daqueles que ama não pode ser alcançada e luta desenfreadamente por ela, levando o leitor a reflectir melhor sobre os factores que realmente contribuem para a construção de uma vida feliz. Hoje, pelas 18h00, na FNAC do Chiado, quem quiser terá oportunidade de trocar impressões com o autor a propósito deste romance que tem sido aplaudido unanimemente pela crítica. E ter o seu autógrafo, claro. A jornalista Paula Moura Pinheiro junta-se a nós para dizer também de sua justiça. Estamos à sua espera para tornar mais viva a discussão.


 


Comentários

  1. Gostei imenso do seu livro "DEIXEM FALAR AS PEDRAS", o único que li, e que me deixou atento, daí...

    às 18h00 na FNAC? a ver vamos...

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  2. Bom dia!

    Gosto muito da escrita de David Machado. Já li este "índice médio de felicidade" e também o "deixem falar as pedras"; a quem considero que não ficaria mal o próximo prémio José Saramago. (já agora, também assentava bem a "no meu peito não cabem pássaros" de Nuno Camarneiro).

    São as únicas obras que conheço do escritor e recomendo vivamente (caro Artur, se gosta tanto de João Tordo, penso que gostará do David Machado, a quem prefiro).

    Alguém sabe se ainda se consegue encontrar o primeiro romance publicado por David Machado?

    Finalmente, numa de descentralização, permitam-me referir que David Machado fará a apresentação deste último livro na próxima 6ª feira em Aveiro, às 21h, num local muito bonito (Casa S. Sebastião) e no Sábado dia 26 na biblioteca municipal de Ílhavo, julgo que às 16h.

    Cumprimentos a todos,

    Rui Miguel Almeida

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    1. Caro Rui Miguel, Muito obrigado pela sugestão. Tenho o livro encomendado desde setembro numa cooperativa livreira da minha cidade do Porto (UNICEPE), mas ainda não me chegou às mãos. Vou passar brevemente pela cooperativa para ver o que se passa (argumentam que têm às vezes dificuldade em receber livros encomendados ao grupo Leya). É que eu prefiro comprar os meus livros em cooperativa do que na FNAC: é assim uma espécie de pequeno gesto simbólico de resistência à reconhecida vitória do grande capitalismo (depois do 25 de abril, floresceram cineclubes e cooperativas como esta; infelizmente estão a morrer ambos estes movimentos associativos).
      Abraço

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  3. Como diria o JJ -a escrita está-lhe no ADN (ao David Machado, evidentemente).

    Nota: JJ -é um BRONCO que a cada pergunta responde e fala como os espanhóis, ou seja na 2ª.pessoa , tu isto, tu aquilo, tu sabes que estamos na Campions , etc etc .; é treinador de futebol, os jogadores por enquanto ainda não falam em ADN, falam apenas,após uma derrota, É PRECISO LEVANTAR A CABEÇA...e ganham estas alminhas milhões...que Mundo mais injusto... olho para o calendário e vejo que estamos em OUTUBRO...

    JJ=Jorge Jesus

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  4. Claudia da Silva Tomazi24 de outubro de 2013 às 10:26

    Vede ! Estrelas a corar

    o tempo ?! vos mistério
    sábia vida a máxima

    ei verdade,
    vos sois harmonia
    contínua!..

    (queria) em ti estaria
    sei lá.




    Cláudia da Silva Tomazi

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    1. O dia foi-me cansativo. É tarde. Estes versos surpreendem-me, desprevenido, no fim da jornada.
      Vou dormir sobre eles.

      Antes, porém, vou lá fora fumar um cigarro e contemplar as "estrelas a corar".

      O tema do dia é "Aprender a ser feliz", não era?

      "Sábia vida a máxima" - são estas as palavras que, meditados o cigarro e as estrelas, escolho para activar o son(h)o.

      E amanhã - "o tempo ?! vos mistério" - se para tanto me sobrarem o engenho e a arte, tentarei balbuciar alguma coisa.

      Boa noite...

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    2. Claudia da Silva tomazi25 de outubro de 2013 às 04:16

      Em dez linhas espaçadas corretamente ele aprendera ser feliz!

      Era uma felicidade regressiva e dissimulava a compreensão do que já nemfora outrora
      o verso iambico a saudade


      ao amigo Joaquim JJordão

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    3. Euh... bem, quer dizer...
      ...seria uma felicidade regressiva, talvez a saudade voltasse em verso jâmbico, mas – esta é boa! – não sei onde diabo a noite arrumou as minhas palavras para esta manhã...
      Esta manhã não é minha.

      «(...)
      Manhã dos outros não nossa manhã
      pagão solar de uma alegria calma
      Da terra vem a água e da água a alma
      (...)»
      [Ruy Belo – O Tempo das Suaves Raparigas]

      Bom: a ver vamos, como dizia o cego...
      Mas...?!

      «(...)
      Mas - esta é boa! - era do coração
      que eu falava... e onde diabo estou eu agora
      com almirante em vez de sensação?...»

      [Álvaro de Campos – Ah! Um Soneto]

      Decididamente, esta manhã não é minha.
      Vamos andando, como dizia o coxo...

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    4. Claudia da Silva Tomazi25 de outubro de 2013 às 05:43

      Decisivamente há uma quadriga a puxar o sol.

      Vamos lá ! Desponta são três.

      Reconhece o céu Joaquim Jordão ?! De dia as estrelas estão lá .

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  5. Por coincidência, à hora da apresentação estava eu a acabar a leitura do livro. Gostei do livro, das reflexões a que me levou, do desafio de pensar na felicidade como um presente que temos cá dentro e não como um futuro a desejar. E achei curioso que, estando eu tão pouco habituada aos palavrões, não tenha estranhado o seu uso (e abuso) neste livro.
    Bem haja.

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  6. Sempre é tempo demais. Aprender a ser feliz! Aprendi.

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