A alegria de estudar

Muitas crianças adoram a escola, o primeiro lugar onde estão oficialmente para aprender e estudar, mas onde, evidentemente, também brincam e arranjam amigos. Entre os adolescentes, já há muitos que vêem a escola como uma verdadeira seca e uma obrigação a que gostariam de furtar-se. Podem agora estes últimos reflectir melhor no assunto e tomar como exemplo a pequena paquistanesa Malala Yousafzai, que levou não menos de dois tiros na cabeça dos talibãs por confessar sem medo, alto e bom som, que queria estudar num país onde não é suposto as raparigas irem à escola. Os dois tiros, porém, não chegaram para a matar e, tratada num hospital em Inglaterra, sobreviveu à calamidade e recuperou com vigor. A sua coragem valeu-lhe o Prémio Anna Politskovaya e o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu – e houve muita gente que estava convencida de que o Nobel da Paz lhe seria igualmente entregue. Não foi, mas Malala recebeu o prémio que mais ambicionava: voltou à escola. Uma história terrível que acabou bem, quiçá para contar a meninos que fazem fitas para ir à escola.

Comentários

  1. Malala Yousafzai - todas as escolas deveriam dá-la a conhecer às crianças de Portugal e não só.

    É uma bandeira em que todos deveríamos atentar.

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    1. Mas gostava que ela tivesse alguma coisa de criança (do que sinceramente não me apercebi); mas dou-lhe o benefício da dúvida já que no país dos ayatollas nada muito há a esperar...

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  2. Surpreendeu-me muito a maturidade do discurso da moça - na ONU? -, mas mesmo assumindo que alguém lho escreveu surpreendeu-me a sua presença e o modo invulgar como encarava a audiência. Uma figura, sem dúvida.

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  3. Sim. Julgo que é um exemplo. Malala impressiona na maturidade inesperada (?). Cresce-se de muita maneira. Desejo que o seu crescimento interior não lhe retire a idade. É muito importante que não se saltem estádios de crescimento.

    Um beijinho a Malala. Que me pareceu uma pessoa simples e decidida. Não vaidosa nem ufana. Ela.

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  4. Sobre esta realidade, vale a pena ler o «Caderno Afegão», da Alexandra Lucas Coelho.

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  5. Claudia da Silva Tomazi25 de outubro de 2013 às 10:34

    Gostaria de estudar a Margarita Yucenar e para além da Muralha de Adriano...bem, outro pequenino livro.

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    1. Euh... bem, quer dizer... não estou ainda sincronizado…
      (O que me vale é que a hora vai mudar, não é…?)
      Vamos a ver: (ante)ontem a ideia era “Aprender a ser feliz”.
      A Cláudia acabou por declarar que “Sempre é tempo demais. Aprender a ser feliz! Aprendi.”
      Ok: aprendeu.
      (Ontem)hoje a ideia é “A alegria de estudar”.
      Feliz, Cláudia quer agora ir mais além: deseja a alegria de estudar as “Memórias de Adriano” – porém, procura um livro pequenino que, no entanto, a leve “para além da Muralha”.
      Lamento: não posso ajudá-la. Vasculhei as prateleiras: não encontro o livro de Marguerite Yourcenar. Pior: não me lembro de o ter lido.
      Envergonhado, procuro pistas na fácil Wikipédia.
      Vejo que não pode ser pequenino o livro em que Cláudia procura “a alegria de estudar” esta matéria, pois que só o capítulo sobre Antinoo – o amante com quem Adriano, para além da Muralha, “aprendeu a ser feliz” – terá certamente um montão de páginas.
      Em todo o caso (a Wikipédia é, por natureza, superficial), não obstante a muralha, eles terão sido felizes – porque esta “muralha” que, se fosse hoje, lhes teria dificultado a felicidade, é outra, recente, de outro tipo, não é a que Adriano, nos entretantos, construiu na Escócia para delimitar o seu império.
      Mas isto sou eu, ainda desfasado do tempo, a aventar. Pode ser que, mudando a hora…

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  6. "para contar a meninos que fazem fitas para ir à escola" - cuidado com as comparações, que só servem para diminuir a autoestima, do género: "não vales nada! Olha, isto é que é uma menina às direitas!" - muito contra-producente.

    Métodos educativos bota-de-elástico?
    (A Maria do Rosário é que pediu para avisar)...

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  7. Sem dúvida um exemplo para muitos adolescentes. E até para algumas crianças que desde pequeninas não querem ir à escola para ficar em casa, onde podem fazer o que lhes apetece sem ter que se sujeitar a regras.
    Concordo que a esta história devia ser dada a conhecer em todas as escolas.
    Eu lido de perto com crianças do primeiro ciclo e penso que ir à escola não deve ser apenas uma obrigação, devia ser um prazer...
    As crianças deviam ser consciencializadas que ir à escola permite-lhes aprender mas, sobretudo, socializar com outros elementos da sociedade com idades aproximadas à sua!
    É importante aprender mas, acima de tudo é importante socializar pois nos dias de hoje cada vez mais as crianças pedem gadgets para jogar sozinhos, em vez de bolas de futebol para jogar com os amigos!
    E, os pais, além de lhes darem os gadgets cada vez mais cedo, não controlam o tipo de jogos que os seus filhos jogam. Tanto jogo didático que pode ajudar a criança a por em prática o que aprende na escola... Mas a criança não quer e os pais não se interessam...

    Se está história fosse transmitida pelos professores e trabalhada da forma correta com os alunos, talvez muitas crianças percebessem a sorte que têm em poder frequentar a escola... A sorte de poder frequentar todos os dias um sítio onde lhes é permitido aprender e brincar, seguindo regras e horários!

    E, acima de tudo, ao passar esta história, os professores deviam explicar aos alunos a importância de aprender! Para que aprender seja também um prazer e não uma obrigação imposta pelos pais, sob ameaças de "ou tiras positiva ou ficas de castigo".
    Os próprios alunos deviam ter positivas pelo gosto em estudar para aprender e para saber mais...

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