Um erro olímpico?

Pobre Miguel Relvas, sim, esse mesmo, que devia andar sem nada para fazer desde que deixou o governo… Pois, mesmo sem remuneração, deram-lhe (não imagino quem) um cargo que não podia estar mais em desacordo com a figura: o de alto-comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa (uma casa criada no Rio de Janeiro, onde se realizarão, como sabem, os próximos Jogos Olímpicos). Diz-se que a instituição não é estatal e que o seu financiamento se fará com dinheiros privados (não imagino de quem). O alto-comissário, a respeito do próprio cargo, refere: «Como condições prévias, exijo fazê-lo a título não oneroso e geograficamente abrangente, isto é, englobando, nas realidades culturais a promover, além dos países que têm comités olímpicos, aqueles territórios que, fazendo parte de outros países soberanos, têm com a cultura portuguesa uma conexão forte e associações que perseguem os mesmos fins que os comités olímpicos nacionais.» Ora, ficou claríssimo (pelo menos, para mim) que o antigo ministro usa a língua portuguesa como ninguém e que não faz a mínima ideia do que irá fazer lá pelo Rio de Janeiro para a promover. Um erro olímpico terem-no escolhido, diria eu.

Comentários

  1. Desde que vi um porco andar de bicicleta...

    (Alder Dante-antigo árbitro de futebol)

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  2. Emílio Gouveia Miranda6 de setembro de 2013 às 01:42

    Bom dia.

    Como sempre fazemos questão de estar à frente. Na olímpica irresponsabilidade. Afinal a desonestidade compensa / continua a compensar!

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  3. Sabe-se dos jornais que Miguel Relvas se dedica desde há muitos anos (desde pelo menos o primeiro governo Lula) a "agilizar" negócios entre governos e empresas portuguesas e brasileiras. Que tal disfarçar essa função com uma posição olímpica da língua portuguesa ?!! (a título gracioso claro...). Ai o nosso Portugal.

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  4. Ó Maria do Rosário! Então o homem não é licenciado pela Universidade LUSÓFONA? Quer melhores credenciais?

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  5. António Luiz Pacheco6 de setembro de 2013 às 02:30

    Bom de língua é ele... lá isso!

    Mas deixem lá... pode ser que por mérito do desempenho o convidem a ficar por lá, a dar aulas nalguma daquelas universidades que se sabe ...
    Depois a Dilma (a mulher que pode... e como!) é capaz de o convidar para o seu governo, pois ele também pode!

    E fica-se livre dele...
    Deixem-no ir!

    Saudações kaluandas

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  6. Vendo a coisa literariamente, mais uma personagem queirosiana.

    ABC

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  7. António Luiz Pacheco6 de setembro de 2013 às 02:54

    Hum... aliás o Brazil será o ideal para tal personagem!
    Lá toda a gente é tratada por "dotô", e sem questionar exames nem equivalências... basta usar fato e gravata... Ah, lá diz-se terno...

    Eventualmente muda é de nome... passa a ser
    o Dotô Miguéu Capim!

    Ahahah!

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    1. Capim ou cupim , aqueles insetos eusociais (três características: uma sobreposição de gerações em um mesmo ninho, o cuidado cooperativo com a prole, e uma divisão de tarefas (reprodutores e operárias) que desempenha um papel de superdecompositores ".
      O eusocial desta espécie é bem significativo: "mesmo ninho"; "cooperação com a prole"; "assumpção do papel reprodutor com aproveitamento fino dos/das operários.

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    2. António Luiz Pacheco6 de setembro de 2013 às 06:12

      Eheheh! Eu referia-me à afinidade herbácea...
      Bem visto!
      Mas não irá a classe dos insectos ficar ofendida com a inclusão de um verme (sem coluna vertebral) na sua categoria? Ainda por cima logo nos himenópteros que são insectos superiores!!!!

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  8. O que caracteriza este pessoal é a lata. Eu no lugar dele teria emigrado para um lugar recôndito, podia ser do Brasil mas recôndito. Mas, enfim, acredito que, quando voltar, vai dar-nos uma chapada de luva branca: virá com outro curso, já que o da Lusófona lhe foi anulado, e falará um português melhor do que a da declaração citada, quem sabe com a influência desejável da President-a. Fico muito contenta.

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    1. António Luiz Pacheco6 de setembro de 2013 às 03:24

      Concordo inteiramente Extraordinária Ana!

      O homem depois da licenciatura em facilitação obterá o mestrado em trampolim-não-olímpico, tudo em coisa de um par de semanas, dadas as muitas e evidentes equivalências que possui! Depois ser-lhe-á concedido um doutoramento em acordos ortográficos!

      Mas olhe, ó menos sempre serve p'á gente fazermos cinema e ainda gozarmos c'a coisa!

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  9. Olá a todos e boa reentrada. O homem não vai para lado nenhum, vai andar cá e lá a facilitar coisas e a resolver assuntos. Talvez de terno (ah, já agora!, portuguesíssima palavra caída aqui em desuso, mas que se mantém no Brasil: fato composto de três peças, casaco, calças e colete; este deve dar um jeitão nos trópicos).

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    1. António Luiz Pacheco6 de setembro de 2013 às 04:35

      Antes terno que tróika... eheheh!

      Um abraço!

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  10. São bofetadas atrás de bofetadas na cara de quem ainda tem vergonha.
    Não é apenas um erro olímpico; é a desfaçatez e pobreza de quem manda e com ele o diz.

    Teremos de voar. Que eles trepam. Mas não têm asas.

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  11. Que melhor escola existe que a da política?
    Dá ou não dá emprego?

    Vamos, meus senhores!... pensem bem!... Este HOMEM subiu "a pulso" na vida (tudo bem, alguém o agarrou para puxar... isso até dou de barato!)

    Ergueu-se da mediania (vá lá!... arrastou-a e trouxe-a consigo) para os píncaros do poder.

    E, depois, fez o que sempre soube fazer... chafurdou na mediania e criou a mediocridade.

    Nota: tenho para mim que é por causa do seu Português, bem como o dos seus ex-colegas do Parlamento, que as leis deste país precisam de autênticos homens da mística para que nos "desmistifiquem" os versos aí redigidos.

    Sempre que me quero rir, vou às alterações das leis. Há coisas que são de bradar aos céus.

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