Fechada e sem obras

Sempre que vou ao Chiado, passo os olhos por meia dúzia de montras que ainda têm gosto a infância (e, se não fosse o incêndio nos anos 1980, muito mais teria com que me deleitar, pois tenho saudades de apalpar as fazendas de xadrez no Eduardo Martins e beber batidos de ananás na Pastelaria Ferrari entre paredes de espelhos). Uma dessas montras era a da Livraria Sá da Costa, que – como aconteceu a tantas outras nos últimos anos (a Livraria Portugal, por exemplo, na Rua do Carmo) – vai fechar (ou já fechou) as suas portas. É realmente uma pena vermos fechar para sempre livrarias bonitas, humanas e com história, de soalho encerado e livreiros informados, e ficarmos reduzidos às cadeias de lojas que, embora com espaços muito mais amplos, também não oferecem, afinal, muito mais do que as novidades. Mas a verdade é que a Sá da Costa já há muito que estava a definhar e, provavelmente porque nem se encontrava em situação de poder comprar livros às editoras, tinha o ar de uma loja de livros usados. Tenho pena de não ter entrado lá mais vezes nos últimos anos à procura de alguma coisa nova ou antiga, até porque os cinco funcionários que a geriram nos últimos tempos vão decerto engrossar as filas de desempregados. Eles que me desculpem por não ter comprado lá livros neste período mais difícil. Agora, vou compenetrar-me e tentar visitar com mais assiduidade outras livrarias independentes e humanas que ainda restam.

Comentários

  1. As ruas que antes nos enchiam a vista com o comércio tradicional estão a ser varridas aos poucos.
    Já poucos são os espaços onde se entra e se cumprimenta o empregado, como alguém que conhece os nossos gostos, como alguém que nos recebe com alma e nos vende com sentimento...
    O capitalismo em Portugal anda a limpar o país ao contrário. A cultura dos espaços morre aos bocados, tocada por pequenos punhais revestidos de, dizem eles, progresso... Ai que progresso o nosso que mata centenários...

    Um abraço,
    Carla Pais

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  2. Recomendo-lhe a Pó dos Livros, onde tenho comprado os livros ultimamente. Apenas entrei na Sá da Costa meia dúzia de vezes, e raramente encontrava o que queria. Lamento sempre o fim de uma livraria, mas esta pouco tinha para me oferecer.

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  3. António Luiz Pacheco29 de julho de 2013 às 02:27

    Sinto o mesmo, minha Cara Carla Pais... com alguma tristeza e saudade confesso.

    Comprei bastantes livros naquelas livrarias do Chiado... Bertrand, Luso-Espanhola, Sá da Costa. A vantagem é que encontrava ali diversas edições e não só as novidades. Não há como ir a uma livraria "bater" prateleiras, procurar coisas que estejam por ali mais ou menos postas em sossego e à espera que as descubramos ou se nos revelem.

    Para mim essa é a alma das livrarias, onde podemos achar fantasmas e tesouros!

    Saudações kaluandas!

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  4. No princípio deste ano comprei lá seis livros (três da Roman Petri ) um sobre os escritores e Cascais (edição da CMCascais ) e uma biografia dum escritor também polaco que tinha um nome muito parecido (mas não era) com o autor de "O PÁSSARO PINTADO" um livro absolutamente magistral-dos livros que mais me impressionou até hoje e que aconselho vivamente, de Jerzy Kosinski .

    Mas parece que houve uma má e DANOSA gestão - pergunto: porque não se responsabiliza esta gente que mata a nossa cultura, o nosso património enfim a nossa gente?

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  5. Sempre que ia à Baixa entrava na Sá da Costa.

    Livros pequenos, velhos ou antigos, como eu, que abria e muita vez ficava a ler, sem conseguir sair .

    Uma desculpa para a pausa que me apetecia, sobretudo depois de terem atravancado a Brasileira com aquele balcão envidraçado , aonde pode muito bem , um dia destes, repousar um velho cristo ,como nas igrejas.

    A vida continua... entretanto vão abrindo carrinhas que estacionam pela cidade e vendem livros por aí. Mas a saudade vai ficar.

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  6. Infelizmente a independência e a humanidade é hoje um bem precioso, numa sociedade cada vez mais individualista onde a ambição sem limites, o interesse, o egoísmo, a ganância, a dissimulação, a manipulação, conflitua com estes valores nobres.
    Muitas vezes olhamos só para fora de nós tentando encontrar erros, omissões, dissemelhanças e atitudes nos outros, esquecendo de nos olhar fora de nós.
    Talvez algumas vezes nos espantássemos ao ver não sermos assim tão diferentes dos outros, mesmo se consideramos a diferença.
    Uma sociedade feliz faz-se de pequenos gestos, pequenos afetos, do dar muito mais do que do receber.
    Numa sociedade onde todos querem tudo receber mas estão pouco disponíveis para dar, a humanidade e a independência tornam-se reféns de um novo processo de reconstrução só possível depois da existência de muita dor que trás a perceção do essencial da humanidade.

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  7. Lamentavelmente tudo acaba. É a lei da vida e todas as épocas têm as suas questões e controvérsias. A História do Mundo está cheia delas...

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  8. António Luiz Pacheco29 de julho de 2013 às 05:15

    Hum... tenho estado a lêl-os!
    E sabem os Meus Extraordinários Comparsas aquilo que eu sinto? Promeetem que não se zangam comigo? (Da Cristina T. levo já a seguir, eu sei... mas prontos, eu mereço...)

    Pois então deixem-me dizer-lhes que me sinto anacrónico!
    Reparem:
    - Defendo as tradições(minhas e alheias).
    Respeito as religiões clássicas.
    Sou casado com uma mulher!
    Tenho uma família clássica e cultivamos a nossa maneira de estar, fazemos Natais, anos, Páscoas e tudo como sempre se fez... com bacalhau e borrego. Até os meus sobrinhos-netos ainda são baptizados na capela de casa onde todos casámos!
    Sou rural assumido e por opção!
    Sou caçador!
    Sou aficionado!
    Como carne e gorduras, uso sal e bebo álcool!
    Gosto de peixe frito!
    Não uso IPAD e tenho o mesmo telemóvel há uns 15 anos.
    Sou avesso à informática, tenho dificuldade em mudar e usar as novas tecnologias no trabalho ou lazer.
    Não leio e-books, só papel!
    Não uso jeans, gosto de casacos "Príncipe de Gales", e, ténis só para a ginástica!
    Uso barba - aparada, note-se!
    Não escrevo segundo o novo acordo ortográfico.
    Assumo que adoro contar mentiras!
    O pior é que não tenho vergonha nenhuma, e até gosto destas coisas e de ser assim!

    Agora reparem:
    - Anda para aí uma data de gente a querer acabar comigo, por causa destas coisas, dizendo que sou obscurantista, não-esclarecido, ignorante, saloio (aliás barrão...), um sádico e cruel torturador de animais, anti-ecológico e inimigo da natureza como da humanidade porque sou hetero, não aceitar o orgulho gay, dar primazia e abrir a porta á senhoras! Parece que sou saudosista, machista, estou fora de moda, sou obsoleto e uma vergonha nacional!

    Mas, depois deste negro quadro e de tecerem loas ao homem novo que é tudo ao contrário do que eu sou... afinal pranteiam a perda de valores e o fecho das livrarias clássicas!

    Ora, mas então afinal em que é que ficamos?
    Querem Sol na eira e chuva no nabal?
    Tomem lá desenvolvimento!
    Tomem lá evolução e modernidade!
    Tomem lá tudo o que têm!
    É o preço que temos de pagar, queiramos ou não!

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    1. Ó Pacheco que maravilha, é daquelas coisas que um gajo lê e vai dizendo é isto mesmo.

      Anda Pacheco (lembras-te desta?)

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    2. António Luiz Pacheco29 de julho de 2013 às 07:24

      E atão não!!!!!
      Sou pouco atazanado com isso, sou...
      Nem que me chamasse Evaristo... ahahah!
      Um abraço!

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  9. Cada vez que leio uma notícia destas, repetida em todos os ramos de actividade, incluindo na minha família que geriu um negócio durante 50 anos, só me lembro d'A Caverna de Saramago... Um dos meus livros preferidos e cada vez mais actual.

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  10. Eles querem é Colombos's, Big Brother´s, telemóveis, iPad's, facebook's (quem não tem facebook não é bom português) e bola e uns festivaizinhos Super Block (sempre esgotados -olhácrise - os livros estão tão caros...)...

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  11. São obviamente más notícias. Assim houvesse excelentes condições económicas e todas livrarias, velhas e novas, pudessem subsistir. Mas infelizmente não é essa a realidade. E acho que a generalidade dos discursos sobre o encerramento de “livrarias clássicas” tem padecido de um grave problema: a ausência de reflexão.

    É fácil apontar o dedo aos consumidores, “esses malandros, que vão comprar livros a outro lado”, e às grandes cadeias. Discutir os malefícios das grandes cadeias é um acto estéril, porque elas estão por aí, e não vão certamente desaparecer. E enquanto consumidor, não me parece que me deva sentir culpado por usufruir de boas oportunidades na Fnac (embora faça um esforço e compre com frequência livros em livrarias independentes). Sim, é verdade que as lojas da Bertrand e da Fnac não têm a diversidade desejada, e que se procuramos um livro muito específico, é quase garantido que será uma viagem perdida. Mas, em termos de lojas online, tanto quanto sei, o catálogo da Fnac e da Bertrand é bastante bom, apenas suplantado pela Bulhosa online. E há por lá livros que não se encontram nas livrarias independentes, e sei o que digo porque já os procurei e não encontrei.

    Face à realidade que temos, o importante é pensar: Que livrarias queremos? O que é que as livrarias têm de fazer para sobreviver no mercado? E lamento, mas a antiguidade não é argumento. É necessário pensar em alternativas, em formas de atrair compradores, e isso passa por uma aposta diferenciadora em termos de catálogo, do próprio espaço da livraria, dos serviços oferecidos. Um bom exemplo é a Pó dos Livros. Eu comecei a fazer compras na Pó dos Livros, por exemplo, pelo excelente serviço de alfarrabista que têm. Agora, achar que se os livreiros não fizerem nada e se limitarem a abrir as portas todos os dias, com um catálogo reduzido e redundante face às grandes cadeias, vão sobreviver, desculpem mas é ingenuidade (não digo que seja este o caso da Sá da Costa, mas a verdade é que há muitas livrarias assim).

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    1. António Luiz Pacheco29 de julho de 2013 às 10:13

      Pois... tem muita razão!

      É assim mesmo! E é a realidade... a dura realidade moderna, que nos (vos) mantém atrasados e ígnaros nesse pequeno e pobre país perdido!
      A realidade como monstrengo ou moinho de vento que persisitimos em afrontar e recusar, implacável,sem espaço para os tais pequenos afectos ou espaços, para a vã glória de ser obsoletos ou conquistadores do inútil, como eu... onde só cabem os glamurosos da modernidade útil e os resplandecentes do pragmatismo!

      Mas não chorem depois pelo meu borrego assado!
      Olá!
      Vão ao McDonalds que abre todos os dias com objectivos bemdefinidos e planeados, que faz coisas interessantes e chama multidões... que um dia será marco cultural! Mas, quando chegar a vossa vez, pois resignem-se a ser meros ultrapassados, extintos por obsoletos, obliterados por vãos, culpem-se até de não terem sido modernos o bastante!
      O PC chinês usa muito a autocrítica... parece!

      Cá por mim, mantenho-me na mesma... ainda que a Rita Silva me tente proibir em cada vez que fala!

      Saudações saudosistas e ultrapassadas desta grande metrópole onde vale tudo!

      Eheheh! estou a ser dramático?
      Ó Severino, estive bem????
      Olha, tu estás sempre convidado para o tal borrego, hein... e o Jordão se levar uma pomada de Amarante também... a nossa anfitriã é que como é muito "biqueira" pode não gostar da nossa conversa, eheheh!

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    2. Não gostaria de ser mal compreendido. Não estou de forma nenhuma a defender o status quo, apenas digo que mais útil do que nos queixarmos da realidade é pensarmos em soluções concretas e realistas. Isto se queremos que as livrarias independentes sobrevivam, caso contrário podemos só esperar que a realidade mude e queixar-nos dela, e as livrarias que entretanto sobrevivem vão morrendo aos poucos.

      Quer queiramos, quer não, as livrarias são um negócio e também têm de ser pensadas como tal. E não é com a mesma oferta ou pior que as grandes cadeias (que se podem dar ao luxo de fazer promoções fantásticas) que vão conseguir vingar. Impõem os novos tempos que quem tem um negócio tenha de dar argumentos ao comprador, porque pasme-se, o comprador tem opções. Tem de ser dada uma mais-valia ao comprador e muitas livrarias limitam-se a vender livros, sem pensarem em que tipo de livros, no tipo de comprador a que querem chegar, na sua identidade enquanto livraria.

      A ideia romântica de que colocamos uns livros numas estantes, não importa quais, abrimos portas e toca a vender, não ajuda ninguém. Não ajuda o comprador. E não ajuda sobretudo o livreiro, que é o mais lesado. Não digo que seja um caminho fácil, tenho a certeza que não é, mas é um caminho que tem de ser feito, e há quem o faça e que vá sobrevivendo. Moderno e tradicional não têm de ser incompatíveis. As livrarias têm de perceber, mantendo um lado tradicional, que ferramentas a modernidade lhes oferece e que lhe podem ser úteis.

      A realidade é uma treta? É sim senhor. Queremos que as livrarias independentes sobrevivam? Claro que sim. Então que se pense em soluções, porque cruzar os braços e colocar um semblante carregado enquanto se vocifera contra a “malvada modernidade” não me parece que vá dar muitos frutos.

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    3. António Luiz Pacheco29 de julho de 2013 às 11:12

      Calma Extraordinário João Oliveira... eu estava meio a brincar meio a sério... não se amofine comigo!

      Está convidado para o tal borrego!!!! Eheheh!

      Mas no fundo o que noto é que todos querem livros baratos, sem estarem dispostos a pagar as livrarias tradicionais... querem modernidade sem querer pagar os custos dela! Modernidade é ter net e tv cabo... informação a rodos e no momento, mas... tem o reverso, são os centros comericiais e os McDonalds também...

      Como escreveu Sophia, afinal: As pessoas querem comer galinha mas não querem matar a galinha!
      (Ou algo assim parecido...)

      Um abraço!

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    4. Ora essa, certamente que não me amofino! Estamos apenas a debater ideias. E falou e muito bem da questão do preço. É óbvio que esse não será o ponto forte das livrarias independentes e nem ninguém espera que o seja. Mas não me parece que o preço seja o único determinante da compra e é esse exactamente o ponto: eu até posso estar disposto a consumir livros a um preço mais alto que nas grandes cadeias, mas o que é que eu ganho com isso (para além de me sentir bem comigo mesmo por ajudar as livrarias independentes)?

      Enfim, a verdade é que não existem fórmulas. Cada livraria tem de perceber o que faz sentido para si. Isto custa dinheiro? Custa sim senhor. A questão é que estas decisões deveriam ter sido tomadas há mais tempo, não é obviamente quando uma livraria está prestes a fechar, sem capital, que vai enveredar por esses caminhos.

      Amigos como sempre António! Destaquemos o que nos une: o amor pelos livros e o desejo que todas as livrarias e editoras ganhem rios de dinheiro!

      Um abraço!

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    5. Não diria melhor...

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    6. João, concordo plenamente. Por ter pensamentos idênticos, já comecei a mudar certos hábitos de compras.

      Para começar, como já referi, ando a usar a Pó dos Livros mais. E vale a pena. Há umas semanas atrás andei à procura dos poemas completos do Eugénio de Andrade, e nas Fnacs, nas Bertrands, na Almedina, a resposta era a mesma: não há, está esgotado. Fui à PdL como último recurso, encomendei-o e uma semana depois já o tinha.

      Também ando a ganhar o hábito de ir directamente às livrarias das editoras: se quero algo da Babel, vou à livraria deles; se quero algo da Assírio & Alvim, vou à livraria deles - eles hão-de ter o que não há na fnac; e se não tiverem, encomenda-se.

      Outro hábito, pagar com dinheiro em vez de multibanco; porque é que eles hão-de estar a pagar taxas? Admito que às vezes ainda me esqueço, mas tento usar menos o cartão. As livrarias saem a ganhar... se não forem assaltadas ;)

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    7. Luís, estamos em total sintonia. Faço os mesmos esforços. Procuro equilibrar as coisas. Se vejo uma boa promoção na Fnac, não tenho pejo em comprar, embora prefira gastar dinheiro na Pó dos Livros, na Almedina, na Bulhosa ou nas livrarias das editoras. Mas faço-o porque sei que sou recompensado. Sei que se quiser um livro difícil de encontrar, provavelmente vou encontrá-lo na Bulhosa. Se quero um livro mais antigo, de alguma editora que já não existe, não há melhor que o Pó dos Livros Vintage. Nestes casos há mais-valias, estão-nos a dar algo que a Fnac não dá. Aliás, os sites da editoras muitas vezes até são os melhores sítio para encomendas, com descontos maiores que os 10% que muitas livrarias associam aos cartões clientes.

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    8. Não estiveste bem, estiveste bombeiro, como díriamos quando éramos adolescentes...anda Pacheco...

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  12. António Luiz Pacheco29 de julho de 2013 às 11:15

    Ah!
    Já agora, sem ironia, aplaudo a sua extraordinária intervenção.

    Renovo o abraço!

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  13. Pois... indignados com o encerramento deste tipo de comércio há muitos, clientes é que nem por isso.

    Também sinto alguma culpa, porque há anos que compro livros quase exclusivamente na Fnac.


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  14. Exacto: mais do que andarmos todos a reclamar, comprar livros nas livrarias, eventualmente arriscar e abrir uma livraria, fazer qualquer coisa, isso sim ajuda a garantir as memórias futuras (nossas e dos nossos filhos). Porque as memórias que temos, fechem ou não as livrarias, não desaparecem. Ficam apenas envoltas num certo ar de tristeza, porque perdemos a ilusão de que podemos voltar a vivê-las a qualquer momento. Mas nunca podemos: fechem ou não os locais onde fomos felizes.

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