Tanto mar
Hoje será o lançamento de mais um dos romances finalistas do Prémio Leya, recentemente entregue a Nuno Camarneiro. Trata-se de Que Importa a Fúria do Mar, de Ana Margarida de Carvalho, uma excelente surpresa se pensarmos que é uma estreia na ficção (embora, de algum modo, não estivéssemos à espera de menos da grande jornalista que é a autora). Colocando duas gerações frente a frente – um homem que foi operário vidreiro no antigo regime e uma jornalista nascida provavelmente depois do 25 de Abril que tem de o entrevistar e cria, a partir daí, um estranho relacionamento com ele –, o romance combina afinidades com diferenças, infâncias terríveis com memórias peculiares do mar, decepções e alegrias com amores impossíveis. O escritor Afonso Cruz fará a apresentação na Livraria Buchholz, às 18h30, onde estará igualmente o actor e encenador Miguel Seabra para ler excertos e a cantora lírica Ana Maria Pinto para nos brindar com Maio, Maduro Maio, de Zeca Afonso, a canção donde foi retirado o título do livro. Apareçam.
Hoje apeteceu-me nem tanto ao mar, nem tanto à terra, passadas tantas horas a enfrentar a fúria do mar.
ResponderEliminarTodos os poetas sabem que até a poesia deve ser trabalhada a cinzel, se necessário a martelo e escopro, depurada das sombras das arestas que restam.
Mas também todos os poetas sabem que não é vida fácil, porque a poesia são também formas de vida que vivem glosadas bem dentro dela.
(O que é aquele composto a que dão o nome de depuralina " ao lado da «de pura línea», depuração do escritor e poeta?)
E afinal importa-me a fúria do mar e (portanto) lá tentarei...estar!
Já disse o que tinha a dizer sobre este livro. Recomendo-o. É uma obra que eu, se fosse produtor, já teria negociado e estaria em fase de "répérages".
ResponderEliminarA Autora, como jurada no universo do cinema e crítica, poderá saber o que eu quero dizer. Há ali um guião em potência.
No entanto, hoje prendeu-me a atenção um pormenor: a semelhança de fisionomias entre a Maria do Rosário e a Ana Margarida. Peço desculpa às duas pela desfaçatez, mas reparem: escolham uma foto a preto da Rosário e outra a preto da Ana, façam uma montagem visual com os cortes do cabelo em ambas (que são diferentes) e lá estão, muito semelhantes, independentemente da idade de cada uma.
Eu devia estar a comentar o livro, a cerimónia e não a fisionomia da editora e da escritora, à guisa de homenagem salutar. Mas há dias assim, banais, com palavras amorfas, dizendo quando devia não dizer!
E porque em tudo isto e no mais, conciliador sobre tudo o que disse, presto e amalucado na forma, sou a desejar as maiores felicidades e triunfo às três: editora, autora e obra.
Pois a mim, o retrato da autora lembra-me a Margarida Rebelo Pinto.
EliminarPassei-lhe os olhos por cima um dia destes, quando fui respirar livros à hora de almoço. Deu para ver que é uma escrita muito segura e bem trabalhada, embora me tenha parecido um texto exigente, muito acima do normal de mercado.
ResponderEliminarFiquei com muita vontade de lhe dar uma oportunidade a sério. Está na lista de compras futuras, provavelmente com os vales que me hão-de oferecer no meu aniversário... :)
Sandra, não há qualquer semelhança com a Margarida Rebelo Pinto a nível de texto, posso garantir-lhe. Basta que leia um ou dois parágrafos ao calha e com certeza concordará comigo.
Rui Miguel Almeida
«Passei-lhe os olhos por cima um dia destes, quando fui respirar livros à hora de almoço. Deu para ver que é uma escrita muito segura e bem trabalhada, embora me tenha parecido um texto exigente, muito acima do normal de mercado.»
EliminarConcordo! E hoje não vai ser fácil optar entre o lançamento da Ana Margarida e o Dona Maria com a Maria T Horta.
Ó Rui
EliminarA Sandra não comparou o texto, apenas o retrato, na sequência da minha visão sobre ambas as pessoas mencionadas: Rosário e Ana, ambas bonitas.
O que a Sandra quis dizer foi que a Ana Margarida faz-lhe lembrar a margarida Rebelo, mas no aspecto facial.
Exacto. E há uma certa pose... (talvez proposta pelo fotógrafo).
EliminarMas a escrita será seguramente diferente.
Correu bem de certeza. Fui à FNAC ler uns bocaditos, tomar-lhe o peso...mas já tinha resolvido não resistir à obra completa de António Gedeão. E dado que a minha lista de espera é nas compras, "Ana Margarida,não perdes pela demora".
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