Obra colectiva

Aqui há uns meses, a LeYa Brasil, assinalando o Ano de Portugal no Brasil, decidiu publicar uma colecção de romances de novos autores portugueses, iniciando-a com cinco títulos muito diferentes, da autoria de Patrícia Reis, Patrícia Portela, Nuno Camarneiro, Sandro William Junqueira e João Ricardo Pedro (outros cinco virão à luz ainda este ano). Os autores da primeira leva encontraram-se então para uma acção de promoção dos seus romances no Rio de Janeiro e aconteceu uma coisa rara, sobretudo quando se trata de artistas da mesma geração: adoraram conhecer-se e ficaram todos amigos desde então. Quando Nuno Camarneiro soube, mais tarde, que ganhara o Prémio LeYa, resolveu então chamar estes quatro amigos (entre eles, o premiado da edição anterior) para apresentarem o seu romance Debaixo de Algum Céu quando chegasse a hora de fazer a respectiva apresentação pública. Por causa das datas, Patrícia Portela e Sandro William Junqueira, que moram longe, não puderam vir, mas, com dois apresentadores, o lançamento vai ser na mesma uma espécie de obra colectiva. É hoje, às 18h30, na Livraria Buchholz, ao Marquês de Pombal. Se quiser aparecer, está convidado.


 


Comentários

  1. Gostaria de estar presente junto de quem gosta de livros mas não me será possível; neste momento, por razões profissionais, estou cá em baixo no sul do país e com chuva intensa (neste momento).

    De qualquer modo obrigado pelo convite.

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  2. No centro do país, também com chuva intensa!
    Da Buchlolz separa-me a A23, um carro com 23 anos e pouco dinheiro para gasolina e portagens.
    À Buchholz unem-me óptimas recordações. Conheci-a nos anos setenta pois era a única livraria onde se vendiam os livros para o Deutsches Institut. Fiquei cliente não só de livros mas também de discos, dado ter uma óptima secção de música clássica.
    Tenho 3 livros da Patrícia Reis e 1 do Nuno Camarneiro, cujos blogues também frequento e aprecio.
    Dos outros três ainda não li nada.
    Acho lindo darem-se bem, estamos todos fartos daquelas rivalidades idiotas estilo Saramago/Lobo Antunes...
    Uma bela e concorrida sessão!
    Antonieta

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  3. Já li os dois livros: o do Nuno Camarneiro e o do João Ricardo Pedro; "O teu rosto será o último"
    São ambos escritores da minha geração e a mim parece-me, cada vez mais, que mesmo o facto de estarmos numa época em que se libertam muitos mais escritores, faz com que os mesmos não se devorem mas sim interajam de forma saudável. E na sua maioria, vejo, que as rivalidades cultivadas de outros tempos estão a finar-se e, sinceramente: Felizmente!
    Escolher um escritor em prol do outro, não faz deste, melhor ou menor. Os leitores podem ser poucos, mas no seu todo são diversificados...

    Agrada-me saber que a minha teoria não está errada, quando penso que unidos seremos melhores e mais abrangentes...

    Um abraço e bom serão na companhia dos livros ou dos escritores, aqui referidos.

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  4. Um raio de formação interminável, como se não me bastasse ser formador da minha própria consciência, afastam-me de mais uma sessão de lançamento. No jogo do dá e recebe, a consolação de aprendido um novo amor, o s'more , uma sandwich (não uma sandes retirado do marquês do mesmo apelido) que nos coloca a todos debaixo de um mesmo céu e paladar, num tempo em que se pediria aos mais jovens se assumissem menos como sandwich e mais como jovens turcos.

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    1. Como aprecio, por estes dias, novelas como a Maria Moisés, O cego de Landim e a Morgada de Romariz do Camilo: lá tudo é paixão e amor, pecado e virtude, daquelas que nos consomem a lealdade de uma vida e lhe dão sentido.
      S'mores! Um nome a reter, meus amigos.

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  5. Pronto, é bonita essa harmonia (toda a harmonia o é). Terei de encontrá-los dentro dos livros, num tête-à-tête de cada um na sua vez que é a vez que eu lhe der e que há-de ser uma qualquer porque desconheço todos. E, nesse tempo, hei-de estar num compromisso, muito promisso e muito com, que decerto me esvai de mim, mas não faz mal, que esvair-se a gente no que gosta faz bem a tudo que é nós e também ao que não.

    Que saia tudo em bem.

    E tenham um BFS :))

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  6. Bons escritores estes jovens contudo acho que deveriam ser mais interventivos quer social quer politicamente porque não os ouço pronunciar-se sobre o estado actual deste país e sobretudo sobre os miseráveis políticos que nos governam e à Europa, e, na minha opinião, eles têm essa obrigação!

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    1. Severino! Será que a poesia responde à sua pergunta?

      Há mais marés
      Que marinheiros
      Disse-me um dia
      Uma bela marinheira
      Que se colocava à proa.
      Eu que ia na ré
      Fugindo às ondas do mar
      Aquietei-me e esperei
      A mudança de turno.

      Nada se deu
      E uma vaga mais alterosa
      Levou a proa.
      (Comeu-a o mar).

      Ainda percorro
      Diariamente
      Com uma pequena barca
      Esse lençol de água
      À procura
      De uma bela sereia.

      Um dia,
      Divisei
      Ao longe
      Um enorme onda
      Com uma forma de sereia.

      E ansioso
      Por essa bela
      Marinheira
      Perguntei-lhe:
      Quem és,
      Bela sereia?

      Respondeu-me!

      Não sou a tua amada
      Que se aprazia
      Tão só
      Em colocar à ré
      Na amurada
      Esperando a onda:

      Eu sou a onda,
      E a liberdade!

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    2. Pedro

      Lindo!

      Sinceramente que fiquei fascinado.

      Obrigado

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  7. Independentemente dos premiados, suponho que a editora devia ter convidado, também para o mesmo fim, a Cristina Drios e a Ana Margarida Carvalho (pelos menos os finalistas de 2012 já publicados).
    Não vou falar mais de "Debaixo de Algum Céu"; já li "Os Olhos de Tirésias" e estou a meio de "Que Imposta a Fúria do Mar". Sobre este último, pelo que já li, é uma obra extraordinária, impressionante pela positiva e com uma força narrativa que não é vulgar encontrar-se. É daqueles livros que irei reler - o que é raro em mim, não sendo para corrigir - se não me decepcionar na metade que falta.
    Vou talvez dizer uma parvoíce, mas vou dizê-la: se eu fosse produtor de cinema, contactaria a editora e a Ana Margarida. É evidente que, repito, sem ler a obra toda, a minha opinião fica pela positiva muito positiva; se continuar assim até ao final, auguro a este livro um futuro nas salas de cinema, saiba o realizador "apanhar" a força do livro.

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  8. Não consigo entender a escolha do trabalho de Nuno Camaneiro para vencedor do prémio Leya.

    Recuso-me acolher esta proposta de uma certa "ideia" de literatura, sem enredo, sem personagens, sem contraste, sem luz, sem música.

    O melhor desta "produção" é a capa e o título. E, ficarei muito surprendida se houver uma 2ª edição - bem.... uma 3ª edição, se assim aprouver a quem de direito.

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  9. Olá Maria do Rosário Pedreira e seus comentadores assíduos.
    Tive conhecimento deste blogue há uns dias, através da página de fãs do Facebook . Fiquei apaixonada pelos textos da Maria do Rosário aí publicados. Emocionaram-me, encantaram-me, perturbaram-me, … enfim, deliciaram-me. Os meus parabéns pela forma como sente e escreve, pela forma como me tocou, e estou certa que não serei a única. Gosto muito de poesia e também tenho um blogue onde (embora ultimamente menos assiduamente) coloco poemas meus e outros, que me inspirem. Aqui fica o link : http :/ muzicasyletras.blogspot.pt /

    Abraço.

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