O feitiço dos prémios

No dia 25 de Fevereiro, fiz um post sobre a sessão dos prémios anuais da Sociedade Portuguesa de Autores, vulgo SPA, que teve transmissão directa pela RTP. Eu tinha dois autores a concurso na categoria de ficção e fiquei felicíssima com a vitória de Miguel Real, pois já fora nomeado doutra vez, mas preterido. Senti-me contente por ele e por mim, acreditem, até porque o romance que leva o galardão, O Feitiço da Índia, foi um dos que mais gozo me deu publicar no ano que passou. Conta a história de três homens de três gerações numa Índia que trazemos no coração e na memória – homens que se deixaram encantar por um país de gente simultaneamente exótica e simples e, claro, pelas suas mulheres (todas chamadas Rhema). Porém, desde os Descobrimentos até aos anos 1970, há muitas aventuras e surpresas que o enredo reserva – algumas bastante cómicas, outras realmente estranhas e inesperadas; e, com a ironia a que nos habituou, Miguel Real oferece-nos o retrato fascinante de Goa e da costa do Malabar em épocas profundamente marcantes da sua história. O escritor prepara agora um romance sobre Macau. Estou desejosa de saber o que aí vem…

Comentários

  1. Miguel Real é o exemplo de que um homem culto, imaginativo e com uma enorme capacidade de trabalho é capaz de reconstruir a vida em várias épocas e em vários continentes onde nunca se viveu. A propósito da romances sobre a Índia portuguesa (ou sobre descendentes de na Índia) lembro-me logo de dois livros inesquecíveis: "A Casa-Combóio" da Raquel Ochoa e "O Último Suspiro do Mouro" de Salman Rushdie. Agora é provar o manjar oferecido pelo Miguel Real !

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    1. Também gostei de o telever a receber o merecido prémio: um beijo na senhora que tinha à sua direita e toca a avançar americanamente para o palco. Lá agradeceu e disse de sua justiça, mas fiquei a pensar no que é que ele realmente pensaria de tudo aquilo. Já me tinha esquecido, mas isto agora fez-mo lembrar.

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  2. Mais uma vez parabéns ao Miguel Real, e venha daí Macau!

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  3. depois da transparência da nova teoria do mal, espero pela benção da nova teoria da felicidade.

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