SPA
Sabemos que um SPA é o que nos convém quando, ultra-stressados, precisamos de relaxar com a ajuda de banheiras com esguichos, águas aquecidas, massagens com óleos de perfumes inebriantes ou duches Vichy. Mas a feminina SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) é, realmente, o que me tem valido para receber regularmente sem stress os proveitos das letras que escrevo há uns anos, pois, sozinha, seria incapaz de descobrir quantas vezes passam na rádio e na televisão essas canções e de cobrar os respectivos direitos... Hoje, porém, vou à festa da SPA com um propósito diferente: conhecer os premiados desta sociedade em várias áreas, embora a que mais me interessa seja o romance, pois publiquei dois dos três candidatos ao galardão: O Feitiço da Índia, de Miguel Real, e O Rei de Monte Brasil, de Ana Cristina Silva. Ainda que Mário Zambujal seja um feroz concorrente de ambos, há que ter fé e confiança... E relaxar, como num verdadeiro SPA…
Não há dúvida que os romances históricos estão a campear em Portugal ! O que significa que nós gostamos de aprender, com deleite, sobre o nosso passado. Acho isso um belo sinal da nossa maturidade identitária como nação. Por tudo o que tem feito há décadas pela cultura portuguesa, com uma energia e produtividade incomparáveis, na minha opinião, o Miguel Real merece todos os prémios e talvez mesmo uma homenagem nacional, embora ainda seja cedo para isso porque muito há a esperar dele nas próximas décadas. Arriscando a ser repreendido pela pergunta que enunciarei de seguida, por ser talvez demasiado pessoal, ela aqui vai: onde pensa a Maria do Rosário publicar o belíssimo texto que leu na Póvoa? Ao ouvi-la estava a imaginá-lo publicado em livro em que as suas palavras partilhariam o papel com desenhos da Paula Rego. Uma escritora fala de si, das palavras e da sua família portuguesa. Terno, cheio de humor e belissimamente escrito.
ResponderEliminarCaríssimo e extraordinário Artur,
EliminarFiquei com pena de que não se fosse apresentar. Para a próxima, diga quem é, gostaria de conhecê-lo, claro.
Obrigada pelas suas palavras. Têm sido tantos os pedidos desde sexta à noite que acho que vou disponibilizar no blogue esse texto um dia destes. Não penso que mereça publicação em livro, mas fico-lhe grata pela ideia.
Um abraço.
Não a quis incomodar. Mas permita-me discordar de si: o seu texto seria um sucesso num livrinho despretencioso e com um bom ilustrador porque é tão invulgar em Portugal escrever-se de um modo tão cândido, crítico e ternurento sobre a nossa própria família (o mais que se vai é inventar umas anedotas impessoais e de ocasião, à la Zink).
EliminarFico deveras curiosa com o texto que a Maria do Rosário Pedreira Levou às correntes! Já ontem esse texto foi mencionado neste blogue! Venha lá esse texto! Quanto ao post de hoje, não me admiraria se fosse o Miguel Real a ganhar o prémio...mas enfim há sempre surpresas (como o filme "Lincoln" que afinal só levou um óscar.)
ResponderEliminarBoas leituras
E não é que ganhou mesmo?
EliminarParabéns ao Miguel Real e à sua editora !
EliminarParabéns ao Miguel Real e obviamente à sua editora!
ResponderEliminarBoas leituras