Boa viagem
No sábado 19 de Janeiro, a Revista do Expresso trazia um relato de viagem de Nuno Camarneiro à Grécia que, além de me aguçar o orgulho de ser sua editora, era de uma sinceridade desarmante que me comoveu. Gosto muito de livros e guias de viagem (tenho uma prateleira cheia deles, alguns de lugares aonde nunca fui, apesar dos planos nesse sentido), mas, por vezes, os seus textos são meramente objectivos e informativos – e este de que falo era um texto literário muito belo e, ainda por cima, ao alcance de todos, o que, em literatura, nem sempre acontece. Mas hoje estamos, por acaso, muito bem servidos em Portugal nesta matéria. O jornalista Carlos Vaz Marques (cuja voz Lobo Antunes elogia e cuja inteligência e cultura devemos todos elogiar) dirige, na Tinta-da-China, uma colecção, a todos os títulos exemplar, que reúne, por um lado, essa estupenda aventura que é a viagem e, por outro, a escrita literária dos viajantes-autores. Infelizmente, não consegui ler ainda todos os volumes (o tempo é curto e a colecção avança a bom ritmo), mas há alguns que me fizeram descobrir autores tão dotados como verdadeiros romancistas. O meu volume preferido foi Morte na Pérsia, de Annemarie Schwarzenbach, de que penso ter falado aqui há muito tempo. Se por acaso não o leu ainda, está sempre a tempo de emendar a mão.
comprei o "expresso" e esse artigo passou-me ao lado. vou ler.
ResponderEliminartambém gosto da literatura de viagens, de viajar sem ir... e da colecção da tinta da china.
É talvez o meu género favorito. E gosto muito de Paul Theroux, Kapuscinski e do Bill Bryson para o lado cómico da literatura de viagens. O Eça também tem uns relatos encantadores entre os quais "O Egipto" que pode ser lido hoje com a mesma contemporaneidade do momento em que foi escrito.
ResponderEliminarGosto das três coisas: de ler, de ir e de contar.
ResponderEliminarLer, motiva-nos!
Ir preenche-nos!
Contar, completa-nos.
Não conhecia essa colecção da Tinta da China, fica a informação.
Saudações de cá, do Planalto Central
É preciso ir para conhecer
ResponderEliminaré preciso ler para saber
depois, depois temos muito para contar...
Também gostei muito desse.
ResponderEliminarLi o artigo do Nuno, gostei imenso. Além disso, fez-me pegar em "O colosso de Maroussi" de Henry Miller, que é o mais alucinado relato sobre uma viagem à Grécia que consigo imaginar, tanto que grande parte "daquilo" me passa ao lado (ainda vou a meio).
ResponderEliminarAnotei a sua sugestão, fiquei curioso e vou pesquisar, embora julgue que a Bertrand da minha aldeia não tem os livros desta colecção (pode ser que os tenha escondidos num canto)
Uma extraordinária semana a todos,
Rui Miguel Almeida
Li a excelente crónica do Nuno Camarneiro. Em 2011 tive também a oportunidade de visitar a Grécia com algum tempo: as pedras ancestrais, uma ou outra ilha, o caos na Syntagma , nenhuma praia ou resort no sentido balnear do termo. Fi-lo duplamente, pois acompanhei a visita com a leitura de Um Adeus aos Deuses, de Ruben A, outro excelente exemplo de literatura de viagens.
ResponderEliminarUm comentário atrasado ao teu post sobre tentares que os teus amigos lessem livros de que gostavas.Tb. tive essa fase mas foi um fracasso total.Ainda me lembro de ter traduzido, para oferecer no natal aos amigos que não liam em espanhol, um do Miguel Delibes - Una señora de rojo sobre fondo gris - de tanto que gostei.Ninguém leu ,nem a tradução , nem original. Depois não me convidavam estavam embaraçados ,tinham medo que lhes falasse no livro.Não há pior do que a pressão mesmo daquilo que é bom. Desisti.Agora só respondo a pedidos.Bj,teresa
ResponderEliminarE já agora, li O Morte na Pérsia há 3 anos e tb. o dei a uma pessoa para ler. E parece-me que o leu!Bj,Teresa
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