Exemplos
Estamos numa crise terrível – e acredito que os mais novos, crianças que de há uns anos para cá estavam habituadas a ter tudo, desde brinquedos caros, telemóveis e consolas até à possibilidade de frequentarem duas ou três actividades extracurriculares do seu agrado, se sintam agora especialmente lesadas e com enorme dificuldade em aceitar as contrariedades (os adultos percebem melhor estas coisas). Mas pode chegar-se muito longe a partir do nada, garanto, e esse foi o caso de Amália Rodrigues, cujo exemplo de tenacidade, inteligência, criatividade e trabalho deve ser dado às crianças como prova de que o dinheiro não é o mais importante para fazer a diferença. A Minha Primeira Amália (perdoem a publicidade), que escrevi e foi ilustrado pelo grande João Fazenda, é lançado amanhã no Museu do Fado, às 18h30, com apresentação de João Paulo Cotrim. Vai haver fados, bem entendido, e até tocará um sobrinho-neto de Amália, com oito anos. Estão todos convidados e gostaria muito que aparecessem.
Tenho impressão que há adultos com mais dificuldade em aceitar do que as crianças. Parabéns pelo bonito livro. Não tenho (ainda) vida para assistir à apresentação e tenho pena.
ResponderEliminarParabéns ! Livro a comprar. Alguma hipótese de apresentação na FNAC/Porto ?
ResponderEliminarVou comprar para a minha criança, com toda a certeza.
ResponderEliminarJá tenho o livro, e espero estar presente, apesar de ser uma quinta-feira (não é ana b?).
ResponderEliminarIsabel
A minha filha também já o tem. E autografado, que eu sou uma rapariga muito previdente eheheheh Até parece que estava a adivinhar que ia calhar numa 5ª feira...
EliminarVotos de uma boa sessão.
Não sei bem porquê, mas de repente lembrei-me de alguém com quem nos cruzávamos quase diariamente neste blogue e que não tem aparecido: estou a referir-me à Claudia S.Tomazi.
ResponderEliminarOxalá volte a visitar-nos um dia destes!
Isabel
Bem lembrado. Também já tinha dado pela falta. Numa rápida pesquisa constato que haverá no Brasil Claúdias Tomazi para todos os gostos. Da "nossa" não encontrei netereferências posteriores a Julho de 2012. Esperemos que esteja tudo bem com ela.
EliminarSugiro deixar-lhe uma mensagem num seu comentário anterior. A Isabel faz isso?
EliminarOlá ana b, eu fazer até faço, mas para ser sincera não percebi muito bem onde deveria deixar uma mensagem à Claudia (não tenho localizado a sua última mensagem). De qualquer forma, se ela leu este blogue hoje, eu espero que nos dê um sinal de vida sabendo que deste lado do Atlântico há quem se lembra dela.
EliminarIsabel
Vou deixar uma mensagem num post antigo em que ela tenha comentado. Vou escolher um, aleatoriamente.
EliminarJá mandei. Fi-lo no post do dia 30 de março .
EliminarDá-me ideia que a senhora despareceu mais tarde. Em 17 de outubro encontrei o seu último comentário -curto- a poste de15, salvo erro. Depois acho que é o silêncio. Aguardemos.
EliminarAguardemos, então...
EliminarIsabel
Faço minhas estas palavras de Maria do Rosário: «Estamos numa crise terrível (…) Mas pode chegar-se muito longe a partir do nada (…) o dinheiro não é o mais importante para fazer a diferença (...)»
ResponderEliminarFaço, portanto, de Maria do Rosário as seguintes palavras de Vinicius:
« (…)
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
(…)»
[Vinicius de Moraes, in “O Haver”, 1962]
Gostaria, pois, que fizessem vossa esta última palavra: Esperança.
Lá estarei!
ResponderEliminarParabéns
Parabéns pelo teu blog, é ótimo!
ResponderEliminarVem conhecer o meu:
leiakarine.blogspot.com