Blimunda digital

Blimunda é uma das mais interessantes personagens femininas da ficção portuguesa – e foi também, não por acaso, o nome escolhido para a revista literária digital lançada no ano passado pela Fundação José Saramago (evidentemente, o criador da personagem). Esta Blimunda vai no número seis e, desta feita, vem com novo grafismo, da responsabilidade do atelier do designer Jorge Silva, e é integralmente dedicada ao nosso Nobel da Literatura por ocasião do 90.o aniversário do seu nascimento. Os textos são assinados por gente de respeito, desde logo os críticos Harold Bloom, autor de O Cânone Ocidental, ou James Wood (aqui traduzido por uma colega minha, a Ana Beatriz Manso), mas também os escritores John Updike, Mario Benedetti ou Carlos Fuentes, já para não falar do nosso amado Eduardo Lourenço ou da italiana Luciana Stegagno Picchio, grande estudiosa das literaturas portuguesa e brasileira e infelizmente desaparecida em 2008. As ilustrações que acompanham os artigos (de André Carrilho, Alex Gozblau, João Fazenda e muitos outros) estão em exposição na Casa dos Bicos, na estação de Metro do Aeroporto e ainda na Biblioteca das Galveias, ao Campo Pequeno. Na secção infantil da revista, a obra de Saramago para crianças é objecto de estudo por Luísa Ducla Soares e Andreia Brites. Descarregue-se e leia-se.


 


 


Comentários

  1. Esta capa foi feita com carimbos de borracha?
    Enfim...!
    A propósito: já "acharam" a Cláudia Tomazzi?
    Recomendo que se procure com a lanterna de Diógenes...
    Na verdade, tenho sentido a falta da sua retórica, argumentação e eloquência, cujas me proporcionavam um exercício assaz delicioso.

    Depois deste "intróito", quero confirmar a boa escolha para o título da revista. Blimunda é, deveras, uma personagem marcante no Memorial do Convento e constiui, por isso, uma marca do feminismo que já então existia latente.
    A "Sete Luas" possuía capacidades sensoriais extraordinárias , das quais saliento aquela em que ela podia ver, através dos corpos das pessoas, a hipocrisia e a mentira, atrubuto que hoje - mais do que nunca - faz falta a um simples mortal como eu para reconhecer antecipadamente o que venho a constatar depois. Nalguns casos, naturalmente.

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    1. Passei atrubuto por atributo. É uma "picuinhice" que me leva a corrigir, mas custa-me empregar este termo por se aproximar graficamente de tributo (o "a" em atributo podia servir de negação); tributo, empregue numa linguagem orçamental, podia sair deturpado graficamente como tribruto, gralha que atribuiria ao triunvirato orçamental, se empregue no plural.
      Carpe Diem

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  2. Da "nossa" Cláudia nem sinal (alô Cláudia?)...Aguardemos.
    O memorial do convento é dos meus livros preferidos, até os nomes escolhidos são deliciosos.
    Digo até logo para quem estiver no museu do fado junto da nossa anfitriã. Aos outros despedir-me-ei como diria um "extraordinário" amigo:
    Saudações citadinas
    Isabel

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    1. Em De Rerum Natura (Sobre a Natureza das Coisas) expressando-se sobre "o Público", Relvas e Passos:
      Cláudia da Silva Tomazi17 de Outubro de 2012 15:40
      Com relação a este post gostaria apenas de extrair da atenção ao professor Marcelo Rebelo de Sousa, onde a inteligência de primeira grandeza é maestria. Explico. Pois da oportunidade em assistí-lo : comentar, argumentar, justificar e planear a respeito de acções, em supra responsabilidade a primeiríssima urgência fora relação avaliada de acertos, pois exigem mais que aproximacção , a clareza é decisão.

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    2. Oh que alegria, essa é a "nossa" Cláudia sem dúvida!
      Pelo menos sabemos que está bem.
      Alô Claudia, venha visitar-nos e manifeste-se, aqui também pode falar do Professor Marcelo ou de quem bem entender.
      Obrigada PO pelo seu cuidado.
      Beijinhos com amizade à Claúdia Tomazi e, espera-se, até breve.
      Isabel

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    3. Paulo Oliveira (por vezes PO)29 de novembro de 2012 às 10:03

      Podia-me ter dado para pior... É que sinceramente pensei que a senhora se teria finado, mas entretanto descobri outro traço posterior, 16/11/2012, no You Tube, duma Cláudia da Silva Tomazi Baby (!) dando um "gosto" num vídeo, sem mais conversa. No entanto, pelo reconhecível comentário que anexou a um dos outros "gostos" que lá tem, esta Baby só pode ser a "nossa". Pode confirmar tudo em http://www.youtube.com/channel/UCw_1fbZc_6Ysrj7dnKFPbgA?feature=plcp.
      Resumindo, desapareceu, mudou de vida ou de interesses, deixando-nos orfãos da sua inigualável prosa, mas em 16/11 ainda mexia.

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    4. A "nossa" querida Cláudia deve andar por aí, em águas turvas, ou cristalinas, erguendo um dicionário - tal como Camões fez com os Lusíadas - para que as palavras não se percam e não desapareçam, não naufraguem. Deve estar a salvo (assim espero e desejo) e quando aqui retornar(?) virá renovada, ela, as suas ideias e as suas palavras.

      Preparem-se para longos exercícios de decifração.

      Cláudinha, volte, está perdoada.

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    5. Volte, sim Claudinha, não entendo nada mas acho bonito, viu?
      um admirador seu

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    6. Baby?! Mas a nossa Cláudinha anda saídinha da casca, não está não?

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