Venha o Diabo e escolha

Quando vi num jornal como iria chamar-se o novo livro de José Rodrigues dos Santos – A Mão do Diabo –, o título fez soar uma campainha. Não foi preciso muito para me recordar de que, havia anos, na editora para que então trabalhava, saíra um policial com um título muito semelhante: Mão Direita do Diabo, de Dennis McShade (um engraçado pseudónimo de Dinis Machado). Contudo, descobri que já houve um livro com o nome exacto do do jornalista, que foi o romance de estreia de Dean Vincent Center, autor para mim desconhecido. E, além da mão, parece que o corpo do diabo se presta a título, pois encontrei na minha estante O Pé do Diabo, de Connan Doyle, A Pele do Diabo, de Richard Hawke e um livro infantil de Daniela Gonçalves intitulado O Diabo sem Rabo (já para não falar de O Diabo no Corpo, de Raymond Radiguet, que, se não erro, até deu um filme homónimo). Porque me estava a divertir, numa busca não muito aturada compreendi que o Demo dá para todos os tipos de livros: desde A Hora do Diabo, de Pessoa, Venenos de Deus, Remédios do Diabo, de Mia Couto, O Diabo Veio ao Enterro, de Pires Cabral, A Comédia do Diabo, de Balzac, Os Anéis do Diabo, de Alice Vieira, Quando o Diabo Reza, de Mário de Carvalho, A Rameira do Diabo, de Catherine Clément, aos mais corriqueiros, como o célebre O Diabo Veste Prada. A lista não é exaustiva, porque na linha policial usa-se e abusa-se do dono do tridente, citando eu apenas aqui A Estrela do Diabo, de Jo Nesbo, ou Sorte do Diabo, de Ian Kershaw. Mas existem ainda dicionários e histórias da besta e até livros de gestão para onde o Diabo é chamado. Um dia destes, faço a mesma experiência com Deus e logo vejo se a coisa anda ou não equilibrada...

Comentários

  1. Não esquecer «O Diabinho da Mão Furada», atribuído a António José da Silva, por exemplo. Já em 1952, a Minerva publicou «A mão do diabo», de Edgar Wallace, e em 1979, a Agência Portuguesa de Revistas publicou um livro de Peter Kapra também com o mesmo título.

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  2. António Luiz Pacheco31 de outubro de 2012 às 03:37

    Ora... isso ter o diabo por título é o menos, o pior é quando são um livro dos diabos!
    Porque os há "divinos" ... eheheh!

    Tive um barqueiro lá na Equimina , um soldado desmobilizado que por ali apareceu, um tipo grande e forte, chamado pelos outros de Chirulo ", que depois o Locas me disse ser "diabo", se tinha de facto um ar diabólico, quando "chupava" (bebia) parecia mesmo que tinha o diabo em si!
    Resolvemos dar-lhe oportunidade, não sabia fazer nada pois fora soldado por demasiado tempo e desde cedo... trabalhos não abundavam e para ferrar peixe com um bicheiro e puxá-lo para cima da chata, tinha ele ombros, braços e costas! Mas nem era mau diabo - se sóbrio!
    O problema é que o demónio da bebida o dominava e tive de o dispensar. Como tinha dinheiro, começou a aparecer ressacado de madrugada e depois adormecia no barco, e não fazia o trabalho, além de ficar agressivo, metia medo ao nosso melhor barqueiro e operador de motor, o jovem André.
    São histórias do Diabo...
    O Locas foi preso por matar e esquartejar uma moça (uma das suas namoradas que as tinha espalhadas por todas as pescarias ou onde andasse no seu funanço ), e, o jovem André eu consegui empregar a tomar conta de um ensaio de vinha lá na Equimina , onde os empregos não abundam e menos as sensibilidades para as plantas. O Locas obrigava-o a andar ao mar, e ele confidenciara-me que gostava era de trabalhar na horta! Eu conheci o André em 1986 quando na Equimina só havia mulheres, velhos e rapazes que não coubessem numa farda e mais baixos que uma aká AK47 o instrumento do diabo...), sinais iniludíveis da guerra. Era cambuta (baixinho) e teria uns seis ou sete anos, mas um dos mais activos a vir-nos descarregar o peixe e a escalar (estripar para gelar ou abrir para salgar), e sempre gostámos muito dele. Hoje é um jovem adulto e por vezes me questiono se de facto existimos por uma razão, pode ter sido esta de ajudar o André a mudar de vida, o que numa pescaria do litoral Sul e desértico de Benguela, não é fácil.

    Deus escreve por linhas tortas... e talvez seja mesmo verdade que fazemos parte de um todo, com uma missão.

    Saudações filosóficas cá do Planalto Central

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  3. Gostei imenso do "Quando o diabo reza" do Mário de Carvalho: belíssimo e com um humor delicioso. Muito, muito bom!
    E ando tentadíssima pelo Diabo do Mia que me olha, desafiadoramente , da estante há alguns meses.:)

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  4. Tenho a primeira edição da Mão direita do diabo. Herdei-a do meu avô, grande apreciador de policiais. Muito embora sendo homem informado, nunca deve ter lido O que diz Molero nem provavelmente se tera lembrado de semelhante associação de autores. Volume perfeitamente igual a outros da mesma colecção (colecção Rikiki , ou algo do género) e sem outras pretensões que as de produzir um enredo ao modo americano. A edição recente é, se não me engano, da Assirio e Alvim, que não será propriamente uma editora comercial.

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  5. E há até quem os consiga juntar:

    Poemas de Deus e do Diabo (José Régio)

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  6. Muito obrigado à Maria de Rosário por mais um belo inteligente e divertido ensaio !
    De livro com título tão pouco criativo como "A Mão do Diabo", não há que esperar grande coisa... Que diferença em relação a um título como "Quando o diabo reza"! Eu comprei e tentei ler o livro do Rodrigues dos Santos sobre o Colombo, mas desisti ao fim de umas 40 páginas. Reconheço-lhe capacidade para elaborar uma excelente escrita jornalística, que escorrega escorreitamente sem deixar marca, mas, para ler ficção, exijo um frequente deliciamento com a palavra e com a frase. Sem estesia, linha a linha, parágrafo a parágrafo, não sinto que haja literatura. No fundo, o Rodrigues dos Santos é um jornalista disciplinado e organizado que faz pesquisa informativa sobre um tema candente e depois mete os resultados dessa pesquisa numa roupagem de ficção que é, para mim, pouco interessante e sobretudo estilisticamente pobre. É um homem muito anglo-saxónico no seu modo de pensar e escrever. Seria também um sucesso de vendas se vivesse nos EUA e escrevesse originalmente em inglês.
    Artur Águas

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    1. Caro Artur, não sei se ele seria um sucesso nos EUA. Mesmo com uma escrita estilisticamente pobre, nos "best-sellers made in USA" sobressai, normalmente, um enredo muito rico, ou surpreendente. De qualquer maneira, bem engendrado, o que não se pode dizer do livro sobre o Colombo, cujo enredo é uma desgraça.

      A propósito deste título: a primeira vez que o vi, li, erroneamente, "A Mãe do Diabo" e pensei: olha, até é interessante. Até que reparei que era a mão e, não, a mãe...

      Mas nós estamos para aqui a falar e ele, com crise ou sem crise, venderá dezenas de milhares de exemplares, o que, pelo menos, salvaguarda os empregos da editora.

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    2. Cara Cristina, não podia estar mais de acordo consigo sobre o enfadonho que é o enredo do livro do Rodrigues dos Santos sobre o Colombo, pelo menos durante as suas primeiras 40 páginas, as únicas que li. Diz-se que quem tem o hábito de ler livros "fáceis" é grande candidato, a mais tarde, saltar para livros "difíceis". É capaz de ser verdade: eu adorei Emílio Salgari, Kark May, Júlio Verne ou Alexandre Dumas antes de saltar para o Camilo, o Cardoso Pires ou o Kazantzaki. Mas li os escritores do primeiro grupo durante a minha adolescência e depois quase não os revisitei a partir do momento em que me tornei adulto. Possivelmente, afinal ter apetência por livros "fáceis" em idade madura talvez não favoreça o tal salto para os "difíceis", para a literatura enquanto fonte de prazer estético transmitido pela palavra. Mas, confesso, há uma década atrás li com prazer os primeiros livros da Margarida Rebelo Pinto. Eram "light" mas revelavam-me, mesmo que de um modo um pouco superficial, o mundo das mulheres profissionais e urbanas com idades entre os 30-40 anos, aquelas que, sendo de uma geração que me é próxima (a minha mulher tinha essa idade na altura), tinham um comportamento e maneira de pensar que por vezes me espantavam. Eram, para mim, uma espécie de livros de “auto-ajuda”. Quanto ao sucesso de vendas do Rodrigues dos Santos, ou de outras figuras mediáticas como o Miguel Sousa Tavares (este sim, produzindo escrita de qualidade literária), tenho a sensação de que há leitores dependentes da fantasia de que o livro que irão ler é escrito por alguém que eles consideram conhecer bem, como se fossem quase da família, transformando a leitura numa espécie de revivência do inesquecível tempo infantil em que as histórias nos eram contadas por aqueles que nos eram próximos. Ou seja, tratar-se-á de um leitor que usa a leitura para o exercício daquilo que os psicólogos chamam um ato de regressão que é, quase sempre, uma ação muito aconchegante para a alma.
      Artur Águas

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    3. Exatamente . Estou consigo, Cristina Torrão.

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    4. Em relação aos livros do José Rodrigues dos Santos, é caso para dizer: venha o diabo e escolha...

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  7. Bom tema para véspera de noite de bruxas… peço desculpa pelo abuso mas não resisto a partilhar a minha opinião sobre o último livro deste autor http://areiaasondas.blogspot.pt/2012/01/uma-opiniao-sobre-o-ultimo-segredo.html
    Quando se fizer a sua biografia sugiro ao biógrafo o apelativo título O Diabo Que o Carregue

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    1. Muito obrigado pela indicação de endereço de blog e pela sugestão de ler o texto que lá está. É uma crítica literária que dá, com exemplos concretos, as razões porque o autor não se gostou do último livro do Rodrigues dos Santos. Oxalá todas as críticas literárias apresentassem as suas apreciações tão bem explicitadas e documentadas ! Mostra que o Rodrigues dos Santos continua fiel a si próprio no que respeita ao tipo de enredo, profundidade de personagens e estilo de escrita.
      Artur Águas

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  8. E há "A História do Diabo Enamorado de Cazotte", colectânea de Manuel João Gomes para a Arcádia.
    E haverá "O Diabo a Quatro", título que tenho no baú das escolhas para um meu romance próximo.
    Realmente o Denis McShade utilizou este pesudónimo para romances policiais, como já aqui foi abordado em comentários passados, para a Assírio e Alvim ou para a Gradiva (não sei bem qual é que editou primeiro), embora ele fosse assessor editorial da Bertrand, pois apreciou um livro meu que entrou naquela Casa, algum tempo depois de "O Que Diz Molero".
    O Diabo é uma figura tutelar na literatura, havendo o recurso à dicotomia Deus/Diabo, embora nós saibamos que, na literatura, os bonzinhos são uns cinzentões do caneco; o que vende é o mal, os trapalhões, os enjeitados, os trapaceiros e vigaristas, os marginais (com que o Diabo é identificado).
    Enfim, "o Diabo não é tão feio como o pintam". T'arrenego!

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  9. Espero que no caso deste livro do JRS, só o título seja parecido com o de outro livro, mas receio que, como de costume, o conteúdo vai parecer uma tradução incipiente feita de Inglês para Português. Não concorda?

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  10. Atrevo-me a acrescentar à lista o meu conto Os Cornos do Diabo, Prémio Irene Lisboa 2010, que pode ser lido aqui:
    http://www.scribd.com/doc/81106587/Os-cornos-do-diabo
    JCC

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  11. Se resolver ir pelos títulos que contemplem Deus, deixo como sugestão o meu livro (lançado em 2011): O relógio avariado de Deus.

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  12. \"A Rameira do Diabo\" é do melhor que tenho ouvido.
    Ah, ah, ah, ah (gargalhada pérfida)

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  13. e como disse o manuel antónio pina, "entre deus e o diabo / venha o diabo e escolha"

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  14. Livros registados em Portugal exactamente com o mesmo título:
    A MÃO DO DIABO de Edgar Wallace, da Minerva, 1952
    A MÃO DO DIABO de PETER KAPRA (pseudónimo do espanhol Pedro Guirao Hernández) da Agência Portuguesa de Revistas, 1979
    A MÃO DO DIABO de Dean Vincent Carter, editado em 2009 pela ASA

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  15. Uma vez que a Rosário pede aos seus "alunos" os subsídios para a monografia "diabesca" ou "diabólica", eis alguns títuulos arranjados à pressa:
    A Colónia do Diabo – James Rollins
    A cavalo no Diabo – José Cardoso Pires
    Dança com o Diabo – Sherrilyn Kenyon
    Amiga do Diabo – Peter Roninson
    O Diabo dos Números – Hans Magnus
    O Escaravelho do Diabo – Lúcia Machado
    O Diabo na Água Benta – Robert Darnton
    Um Diabo no Paraíso – Arthur Miller

    Se acaso a "busca" se estende às outras designações, lá vão mais dois:
    O Demónio e a Senhora Prym – Paulo Coelho
    Terras do Demo – Aquilino

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  16. O elevado número de comentários ao "Venha o Diabo e Escolha" demonstra [como se isso fosse preciso...] que quando a qualidade literária de um texto é elevada, os humanos respondem.
    Artur Águas

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  17. Uma pesquisa rápida na Amazon inglesa dá como resultado os seguintes títulos:

    - Devil's Hand, de M.E. Patterson
    - Lord John and the Hand of Devils, de Diana Gabaldan
    - The Devil's Hand, de Jack McKinney
    - The Hand of the Devil, de Dean Vincent Carter
    - The Man with the Devil's Hand, de Jerek Garlinski e Stefan Mucha
    - The Devil's Hand, de Irenia Guajardo
    - Touched by a Devil's Hand, de Sean Sanchez
    - The Devil's Hand (Lost American Fiction), coord. de Edith Summers Kelley
    - Daredevil: The Devil's Hand, de Adny Diggle e Roberto De La Torre (BD - Demolidor)

    - O IMDB indica 3 longas-metragens, de 1943 (de Maurice Tourneur, baseado no romance de Gérard de Nerval), 1962 e 2005 e uma curta-metragem de 2007.

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  18. apenas uma questão: é possível existirem tantos livros com o mesmo título?

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    1. Se calhar, é. Mas hoje já se consegue saber se um dado título existe e quae exaustivamente.
      Eu, por mim, tento sempre verificar se o título que escolho já está "cativo". E, se estiver, não uso.

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    2. Tanto quanto sei, desde que registados no IGAC, Inspecção Geral das Actividades Culturais, não é possível. Suponho que as editoras não fazem esse registo, caso contrário não se repetiam os títulos.

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  19. Eu deixo um filme: "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha ....


    Não vá o Diabo tecê-las ....

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  20. La main du diable

    Dieu fait ce qu'il peut de ses mains, mais le diable fait beaucoup mieux avec sa queue.
    Jacques Prevert

    Isabel

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  21. Para a colecção aqui vai mais um título:
    La mare au diable - de George Sand
    Isabel

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  22. Também tenho por aqui O advogado do diabo de Morris West, A árvore do diabo de Jerzy Kozinski, O diabo dos números de Hans Magnus Enzensberger, A lágrima do diabo de Jeffery Deaver, A armadilha diabólica de Edgar Jacobs e O caso da armadilha diabólica de Erle Stanley Gardner.

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  23. Boa noite!
    Não sou fã do JRS . Quer-me parecer que cavalgou um bocado o sucesso do "Código Da Vinci", e quando assim é confesso que não vou atrás...
    A propósito de títulos e quejandos, não foi ele que escreveu um livro intitulado "O Sétimo Selo"? E não havia já um filme do Ingmar Bergman de 1956 exactamente com o mesmo título? E pode?
    Cumprimentos
    Fernando Oliveira

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  24. Imaginei cada um dos títulos trocando o nome do Diabo por Deus. Interessante.

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  25. E sobre o 575 estamos falados!

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