Reunião
Agora, já se pode dizer: a minha Poesia Reunida está pronta e à venda desde sexta-feira (o que permite, de resto, um post egocêntrico e algo preguiçoso). Agradeço-a antes de mais à editora Lúcia Pinho e Melo, da Quetzal, que acolheu o projecto com entusiasmo e profissionalismo, mas agradeço-a também a todos os que, nestes últimos anos, me têm escrito e abordado, perguntando onde podem encontrar os meus livros (se calhar, se não fossem estes últimos, não me tinha mexido). O livro está lindo (é, pelo menos, a minha opinião) e inclui um prefácio de Pedro Mexia, os três livros esgotados e um livro novo que dá pelo nome de «A Ideia do Fim». Aqui fica então dada a notícia a todos os interessados (que me desculpem os que não gostam de poesia). A sessão de lançamento, para a qual convidarei oportunamente os leitores deste blogue, será no dia 26, às 18h30, na Ler Devagar da LX Factory.
Cara, Maria do Rosário Pedreira
ResponderEliminarOs meus sinceros parabéns...sobretudo pelo livro, mas também pelos posts que publica diariamente e que nos aguçam a curiosidade para a leitura...
Carla Pais
Maria do Rosário,
EliminarParabéns, o livro está lindo, bem prefaciado e de leitura fácil. Gosto especialmente da 'Ideia do Fim', poemas novíssimos.
Penso estar com amigos no dia 26 na LER DEVAGAR.
Beijos.
Lília
Parabéns! Lá estarei!
ResponderEliminarCostumo fazer compras de livros, por atacado, uma vez por mês. Faço lista, como qualquer boa dona de casa (ou dono de casa). Hoje é dia de compras e este livro já estava no rol.
ResponderEliminarA poesia da Maria do Rosário é como o cieiro: penetra-nos suavemente no espírito e só damos pela sensação quando a pele se arrepia e uma lágrima salta inesperadamente dos olhos. É suave, mas intensa e profunda; é doce, mas acre e salgada como o mar aí persistente; é delicada, mas enérgica (porventura e obrigatoriamente tal a autora); é linda, intensamente linda, sonhadora.
Quero falar da capa e do título.
A capa é bonita, com um pantone suave e uma imagem discreta, embora eu prefira aquela de
"A Casa e o Cheiro dos Livros", da Gótica.
O título é que não me seduz, embora corresponda a uma colectânea da Rosário, reunida num só volume com uma parte de inéditos. Logo se pode confundir com outro da mesma série da Quetzal, este da poesia de João Luis Barreto Guimarães, para não falar de títulos iguais em Nuno Júdice e
Manuel António Pina.
Perdoe, Maria do Rosário, mas gostaria de ver (utopia, naturalmente) um título que fosse suficientemente forte para individulizar este conjunto - direi mais, este magistral conjunto, de que possuo dois títulos; todavia, não é esse pormenor - que não me diz respeito, por fora da alçada - que irá condicionar a apetência dos verdadeiros amantes de poesia e dos que, não o sendo, poderão ver por esta amostra o que têm vindo a perder. Nem condiciona a minha aquisição, pois não tenho "O Canto do Vento nos Ciprestes" nem "A Ideia do Fim".
Bom êxito para esta e outras edições.
Parabéns!
ResponderEliminarQue seja muito, e bem, lida!
Curioso que nesta minha vida actual (2012) nunca fui amante de poesia (ou pelo menos nunca li), talvez porque na minha outra vida (há cerca de quatrocentos anos) fui um candidato a poeta e, desses longínquos tempos, consegui reter:
ResponderEliminarvidas construídas
amores cruzados
paixões momentâneas
atrações inexplicáveis
olhares com o bater do coração
carícias da cor do céu
beijos com sabor a lima e canela
gestos com cheiro a maresia
pegadas criadas através do infinito
caminhos cruzados e inventados quando desencaminhados
mapas criados através das estrelas
o encontro do perdido num achado
o incontrolável de forças inexplicáveis
os instantes forçados pelo tempo
o inevitável transformado em descontrolo
Ha quem leia e goste
Ha quem leia e estranhe
Ha quem leia e não compreenda aquilo que escrevo
Ou simplesmente não encontre a pureza daquilo que sinto
Almas frias que lêem desequilíbrio nas minhas mensagens
Almas quentes que encontram o seu estado de espirito
Almas sem temperatura que tentam encontrar o seu ponto de arrefecimento
Almas instáveis, incompreendidas e perdidas
Ao romantismo só se pode responder com o romantismo. Mesmo que ele seja um ente fabricado ou idealizado que nos vai dourando os dias e afastando as nuvens da desilusão e do desespero. Que melhor tempo vivido do que o que reúne todos os nossos sonhos de vida?
ResponderEliminarDesejo-lhe o melhor sucesso do mundo que é o de reunir e desentorpecer todos os espíritos entorpecidos do mundo!
Noto em ti que és um ser egocêntrico?
Nego! Nego com todas as minhas forças
Como se o sol tivesse pousado
Todos os seus raios em mim
E me devolvesse uma força inumana
E inquebrantável.
Nada para além de mim
Me acusa de egoísmo.
Eu sou o meu próprio egoísta
Um ser que resiste
A tudo o que o entedia
Anula e arrasta.
Notas em mim um ser egocêntrico?
Mas tu não és sol, nem terra
Nem mesmo a lua
Que míngua ou cresce.
Tu és apenas o cupido
Que se entretém a atirar setas,
E mesmo que vendado,
Tentas encontrar um lugar certo
Onde possas descansar de um certa anomia
Que te agonia do nascer do sol
Ao repouso autista da estrela e do astro.
Noto em ti que és um ser egocêntrico?
Notaria, se tu fosses não o meu,
Mas o teu centro do mundo.
Parabéns! Não faltarei, por nada!
ResponderEliminarE nem sequer calha à 5ªf Eheheheh
Foi uma belíssima ideia, sem dúvida!
Eu tenho os três livros de poesia mas... irei resistir a este? Não me parece :)
ResponderEliminarParabéns a Maria do Rosário Pedreira pela conclusão desta obra pessoal e a poesia em seus versos faça despertar o amor.
ResponderEliminarE se permite de modesta homenagem ao nome João de Castro Nunes da lira de versos a suster viva chama, a raiz portuguesa.
O gamo
Em sentido mais profundo o ar, o mundo!
Que serieis composto por este elemento,
o silêncio é intento e no jardim soprando
se traga alento, aspirar é respirar o vento.
Saberieis então das causas, outras tantas
já quantos mistérios revelaram gargantas,
colóquios por suster e crer é a benfazeja,
a boa alma, inspirar-se é criar o que seja!
Saberieis que vosso ar sem contratempo,
no labor e argüir pela vida é o argumento
ah, poderieis beber e por qual natureza?!
Ao elevado sabor das palavras e cursaras
d'esta lida o estudo a poesia tal gentileza,
evolara do perfume a fonte que animaras.
Não seria uma boa oportunidade de os frequentadores deste blogue se conhecerem?
ResponderEliminarJá tinha pensado nisso:) Por mim, alinho!
EliminarEmbora lá, e pomo-nos a adivinhar quem é quem!!! A propósito como vai o Sr. Sapo do nosso amigo Jordão?
EliminarIsabel
Eheheheeh ...
EliminarLevamos uns cartazes, como fazem nos aeroportos:)))
Também já tinha dado por falta do nosso Amigo Jordão: provavelmente ainda está de férias.
Provavelmente, e também vamos sentir a falta do amigo Pacheco (já imaginou que está perto do nosso Mia?).
EliminarBoa!
ResponderEliminarAinda não vi o livro. Tem uma bela capa. Parabéns.
parabéns!
ResponderEliminar(tenho dois e vou ficar com 2 + 2) :)
Parabéns! Será desta que começo a ler poesia?
ResponderEliminarparabéns, gosto tanto, mas tanto...
ResponderEliminarIsabel
O que tenho lido parece-me maravilhoso.
ResponderEliminarEmbora o meu orçamento familiar esteja quase no limite, espero poder ter este livro na minha estante brevemente.
Vem aí o inverno, o meu doce inverno, e ter um livro destes para me deliciar parece-me o melhor dos cenários, ao som do crepitar da lareira e rodeado pelos que amo.
Necessito disso, de ter palavras que me atravessem a alma, enquanto o meu mundo descansa dos mundos.
Parabéns! É um belo livro, eu já sabia que gostava da sua poesia desde aquele dia em que deu uma abada à Menchu! São poemas sóbrios e brutais que nunca largam a mão à humanidade que é tão sua. Vou tentar ir à apresentação e levo um cajado para correr atrás da D. ana b! :D
ResponderEliminarVou já fazer queixinhas à ana b!!
EliminarIsabel
Ai ai que tenho que levar um cajado numa mão e uma vara de marmeleiro na outra! A Isabel também não se safa!
EliminarSocorro!!!! Assim não lhe digo a cor da camisola que levarei (ouvi dizer que a ana b leva uma amarela...mas eu cá não sou de intrigas!)
EliminarIsabel
Boa ideia! O Amigo Jordão com o sapo e você com o cajado, estou certa que não nos vamos perder uns dos outros...:D
EliminarAh, eu acho que nunca lhe disse mas eu sou cinturão castanho...:)
Rica amiga, sim senhora...:)
EliminarNão se preocupe que eu tenho um trunfo na manga: se ele nos voltar a ameaçar eu sei o que fazer...Não é Amigo Courinha ? :D
Ainda bem, assim nada destoa, já que o cajado também é castanho!! Hahahahha! Agora a sério, acabei de escrever um poema, veja lá se lhe acha graça:
Eliminar“As coisas que aquecem o Coração”
Lume fresco que borbulha e faz estremecer,
Condenadas flores a cárcere de tal cantão,
Palavras pensadas num radiante enlouquecer,
Dizem ser as coisas que aquecem o coração.
Toque consentido por alvo queixo tremente,
Feliz fuga ao insonso letargo da razão,
Beijo a estrear, sim, na inveja da gente…
Digam, serão coisas que aquecem o coração?
E bailamos com o diáfano ar do cume,
E um encontro, em cada canto, cada canção,
E é líquido e belo nadar em perfume,
E gritam-se coisas que aquecem o coração.
Por vezes falhamos e o peito enregela,
Flores, palavras, toques, semeiam desilusão…
Jejum, aviltamento… a vida! Sim… Sim! Por ela!
Por mim? Só alguém que lhe aqueça o coração!
É lindo, sim senhor!
EliminarVocê anda inspirado...:)
Agora já não acredito! Como eu sei que é boazinha e como a D. ana b sabe que eu aceito tão bem a crítica quanto um berbere aceita uma lareira lá prá tenda dele, já só me diz coisas simpáticas!
EliminarÓ minhas boas amigas e bons amigos, agradeço os vossos cuidados.
EliminarTenho pena, gostaria imenso de poder beneficiar desta magnífica ocasião para conhecer pessoalmente Maria do Rosário, bem como para nos conhecermos também, e apresentar-vos pessoalmente os meus sapos.
Acontece, porém, que eles, coitados, devido às medidas de austeridade que, qual troika, me vi forçado a repercutir aqui no pátio, têm suspenso o direito às férias, até ver no que dá isto da TSU – Taxa Sapal Única.
Entretanto, gozei discretamente as minhas próprias férias, ora essa – embora em regime de low-cost, não vá às vezes aquilo da TSU estender-se também a mim.
Ora, sendo o evento aí em Lisboa, a meio da semana de trabalho, e estando eu a cerca de 400 kms de portagens e gasolina (kms, portagens e gasolina que já gastei parcialmente para ir no meu velho carro à manif no Porto protestar contra a TSU), apenas posso esperar que seja em breve organizada no Norte (já não digo aqui em Amarante, embora não seja de excluir…) uma grande manifestação popular de celebração da Poesia Reunida – pois que, face às dificuldades a que estamos sujeitos, o que se impõe que façamos é justamente isso: Reunir a Poesia.
Como tal, apelo-vos a que se juntem à minha proposta de luta:
– Viva a Poesia Reunida!
– Poesia Reunida jamais será vencida!
Saudações revolucionárias do vosso
Joaquim Jordão
Sou boazinha, sou... E quando sou má, sou melhor ainda.. Eheheheh Sou eu e a Mae West ...:))
EliminarO que é ? O que é? O que é?
EliminarIsabel
Viva! Viva! Viva!
EliminarFeliz por ter notícias dos seus sapos e feliz por ler essa sua prosa tão bonita!
Isabel
Isto agora...:))
EliminarReservei e já comprei! É irresistível porque traz abertas as portas do coração....
ResponderEliminarObrigada pela publicação que eu ansiosamente esperava. Parabéns!
Mas que boa notícia! Ainda bem que deu ouvidos aos seus leitores e comentadores. Espero que a publicação não signifique que vai deixar de escrever poemas. Isso não, please:-)
ResponderEliminarTalvez possa vir a gradecer-lhe pessoalmente o prazer que a leitura dos seus versos me dá. Se me atrever.
Cara Maria do Rosário,
ResponderEliminarDiz que o livro está lindo e diz muito bem.
Quando o vi na bancada foi aquele azul verde (quase o mar da Arrábida visto cá de cima), a elegância da capa, as cores e o relevo das palavras, o design subtil, que me chamaram a atenção. Muito bonito mesmo, todo ele.
Sobre a qualidade da sua poesia nem me vou pronunciar a não ser para lhe dizer que gosto muito de contar com a sua presença nos meus dois blogues (no umjeitomanso.blogspot.pt e , em especial, no ginjalelisboa.blogspot.pt). Há qualquer coisa de muito feminino na sua poesia, qualquer coisa de muito íntimo mas, pela forma como o expõe, há também muita frontalidade e muito orgulho.
Desejo-lhe boa sorte e felicidades, Maria do Rosário!
Dia 26 ? Siiiiiim ! Estou em Lisboa, posso ir ???????
ResponderEliminarNão quer apresentar o seu livro em Coimbra? No mais secreto e poético lugar de Coimbra?
ResponderEliminarA presença do Pedro Mexia é indispensável.
C/ admiração,
Elsa Ligeiro
elsa.ligeiro@alma-azul.pt
Gosto muito de visitar este espaço... Aliás, visito-o todas as manhãs, muito embora raramente me manifesto...
ResponderEliminarHoje faço-o porque tenho comigo a "Poesia Reunida"... É um gosto imenso! Obrigada por ele e pelas partilhas que connosco faz a cada dia... Um bom dia!