Edição com editor
Há já por todo o mundo muitos autores que se autopublicam. Conhecendo as manhas, divulgam na Internet os seus textos e usam a Amazon ou outras livrarias virtuais para comercializarem as versões digitais dos seus livros. Li, porém, recentemente um interessante testemunho de um autor, Michael Marshall, que, um pouco triste por ter visto desaparecer dos escaparates as suas colectâneas de contos com alguns anos, resolveu organizar-se e vendê-las ele próprio pela Internet. Não foi completamente mal sucedido, mas encontrou alguns entraves nas áreas do marketing, do design, da promoção... E começou a reflectir sobre que outros problemas surgiriam se, na edição em papel, não tivesse contado com a ajuda de profissionais, que lhe deram preciosas segundas opiniões e o ajudaram a fazer melhor do que fazia sem eles. Confessa: «Uma das coisas mais irritantes sobre os conselhos é que muitas vezes… são completamente acertados.» Para ler no link abaixo. Haja quem defenda o editor numa época em que tanta gente acha que ele é descartável.
http://www.futurebook.net/content/why-writers-will-always-need-publishers
Cara Maria do Rosário
ResponderEliminarÉ evidente que está no seu papel: o da defesa do editor mainstream, chancela, profissionalismo, marketing, crítica literária, divulgação, lançamento, etc. Este é, de facto - e para o autor - o melhor caminho, porque sem outras preocupações que não sejam a entrega do original, acções de lançamento e passagem dos recibos verdes.
Utilizando a minha experiência, porque já entrei no campo da edição por terceiros e auto-edição, é preferível colocar a obra no mercado com o cuidado de um editor próprio, desde que não se caia na patetice de se fazer publicar através do vanity publishing, que é pior do que a auto-edição.
Há "casas" do género atrás apontado que vão ao ponto de exigir aos autores a compra de quase metade da edição e de estarem obrigados, no lançamento a ficarem com as obras não vendidas, recebendo a percentagem das "vendas" restantes por parte da "editora". Ou,como já está a entrar nos costumes, as editoras (mesmo com chancela) requererem do autor a responsabilidade monetária em co-edição. Este não é o caso dos timbres do vosso grupo editorial, felizmente.
Nenhuma das duas situações se atravessou no meu caminho, porque eu não quis. E olhe, Maria do Rosário, que levo 56 livros publicados, em vários géneros literários e artísticos. Conheci algumas chancelas, que me editaram obras; também as publiquei com chancela própria, através do respectivo registo como editor de livros e publicações periódicas (constante do ISBN e como sócio da APEL). Uma das experiências, a que melhor resultou, e está na 4ª edição com perspectivas de passar rapidamente para uma 5ª, foi uma auto-edição, o que quer dizer que só não trabalhei a parte tipográfica, mas mesmo nesta tive intervenção.
Não me queixo das editoras, porque já recebi "sim", "não" e "talvez"; não me queixo do vosso Grupo, porque já recebi "sim". No entanto, enquanto vivo for e tiver estofo para tal, terei muito gosto em auto-editar obras que consigam vender sem o esvaziamento do preço através das distribuidoras (50%, dos quais 30% para os livreiros), mas que sejam suficientemente atractivas para se conseguir esse desiderato.
Vanity publishing?! Já me bastavam os economistas na tv ou a área laboral onde tento sobreviver por entre conversas numa espécie de crioulo: para fazer browse clicas ali c'o mouse. Fiquei assustado e fui investigar: Vanity publishing meant that you paid a company to do it all for you (examples: Vantage Press , Dorrance Publishing). Será a Chiado um exemplo português? Como poderíamos traduzir, narciso-edição?
EliminarBom!, depois de lido aqui soou-me (soei-me) antipático: aquele "já me bastavam". Não era o objetivo.
EliminarVanity publishing é "publicar por vaidade"; ou seja, quando um autor pretende ver um livro, quanto mais não seja para dar razões ao trinómio, à guisa de axioma, que diz: ser é homem é fazer um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.
EliminarTal como o Paulo deve ter traduzido, é o autor que paga a uma empresa para fazer tudo por si (quanto ao livro). Há dessas editoras em Portugal, mas os seus anúncios dizem: quer publicar o seu livro? Deseja ser escritor? Venha ter connosco, que nós construimos o seu sonho. Mais ou menos isto...
Há casos que resultam, desde que o autor tenha um extenso rol de amigos, venda porta a porta ou, muito simplesmente, queira um título na estante e mande os restantes para a reciclagem.
A mensagem que a Maria do Rosário pretendeu passar foi precisamente esta: o verdadeiro editor estará em vias de extição? Eu julgo que não.
Obrigado. Pelos vistos fazem tudo menos promovê-los e vendê-los, aos livros, a ajuizar pela sua descrição e pelo exemplo do Pacheco (salvo erro) mais adiante ou pelo do Courinha. No entanto, não sei se será sempre ou só por vanidade. Nalguns casos poderá ser por simples madureza, noutros por eventual desespero, por ser a única saída.
EliminarEsclarecimento:
EliminarVendi eu mesmo 600 exemplares, porque tenho leitores fiéis dos meus artigos em revistas, ao longo de coisa de 25 anos.
Além disso fartei-me de "dar ao canelo", indo a inúmeras feiras, festas, sessões, porque ia sendo convidado por câmaras, sociedades, associações, clubes, etc. Tive o privilégio de ser convidado para apresentar o livro, de Mirandela a Moura.
Acredite que trabalhei muito para isso!
Não o tomo por ofensa, evidentemente, pois sei com quem estou a falar e entendo o que diz, mas gostaria de deixar isto bem explícito!
Saíu-me do pêlo, como se diz...
E as PESSOAS?
ResponderEliminarMas quererá este mundo viver sem PESSOAS?
Vou a sair da Auto-Estrada e pago a portagem a um autómato e não a um portageiro (uma pessoa).
Quero andar de metro e vou à bilheteira e falo com a máquina e não com um bilheteiro (uma pessoa).
Obviamente que queria dar vivas aos Mitt Romney's deste mundo...pois só eles poderão transformar o mundo para que nele só vivam Mitt's Romney's e autómatos...
ResponderEliminarÉ "O REI VERDE" em acção...
ResponderEliminarP.S.-A propósito - já leram "O REI VERDE" de Paul Loup Sulitzer?
As grandes editoras têm o gosto formatado e formatam o gosto. Vocabulário pobre, capítulos pequenos, sintaxe simples, enredo linear, gosto pela mera provocação, juventude, aspecto e currículo do artista. Alguns destes critérios podem cair neste ou naquele livro/autor, mas convém que os outros critéirios compensem. E o povo vai acreditando que temos uma geração de escritores geniais e que são quase todos publicados pela Leya.
ResponderEliminarNo entanto, desconfio que as melhores obras ficam por publicar ou são publicadas pelo autor. Desejavelmente sem chancela, mas já vi quem caísse no logro de pagar a uma dessas pseudo-editoras que agora também pululam por aí, cada vez mais e também por efeito do remoinho Leya, que esvazia tudo em seu redor.
Bom dia Nuno Serrano
EliminarCusta-me a pensar que menoriza o "povo" (também este governo o fez e, como vê, o "povo" conseguiu libertar-se do "come e cala" num sábado de sol). Por outro lado, também me parece que o "povo" que vai acreditando que temos uma geração de escritores geniais não é propriamente desprovido de inteligência, direi mesmo e usando a sua teminologia é um "sub-povo" letrado, com interesses específicos e suficientes para avaliar os escritores, tal como o senhor o faz; julga que o seu discernimento é maior que o meu, pobre leitora que gosta dos Peixoto, Tordo ou Valter hugo mãe?
Por outro lado, a sua prosa é ofensiva relativamente aos próprios editores, é certo que os há maus (como em todas as profissões), mas há aí uma espécie de caça ao editor inexplicável...Quanto à importância do grupo Leya nos nomes que lança...pois, repare a Leya não é uma editora mas um conjunto de editoras, como tal é evidente que a par da qualidade teria que haver sempre uma QUANTIDADE de livros ligados ao grupo, certo?
Não será o Nuno um dos autores de uma obra que ficou por publicar? Sem ofensa...Eu respeito a sua opinião e o seu gosto.
A observadora,
Olá,
EliminarNão tenho um conceito pejorativo da palavra 'povo'... Povo somos todos nós, os que apenas podemos ler e avaliar o que se decide publicar.
Não gosto de nenhum dos nomes que indica como bons escritores: têm demasiado dos critérios que referi e pouco de outros que valorizo mais. Para dar um exemplo de escritor da Leya que acho maravilhoso: Mário de Carvalho. Esse, sim.
Nunca escrevi qualquer romance, nem sequer um conto; poesia só na juventude e muito fraquinha. Nunca tive, portanto, qualquer pretensão em publicar, não digo as coisas por despeito como me pareceu insinuar. Sou apenas um leitor com a sua opinião, que não gosta de poderes instalados e de unanimismos de gosto e que, muito de vez em quando, dá a sua opinião. Como já reparei que isso levanta sempre grandes ondas e porque cria algum mau ambiente no blogue, tenho evitado dá-la: já não o fazia há uns tempos. Mas prometo conter-me e é muito provável que esta seja a última vez.
Caro Nuno, como pode constatar não há unanimismo de gosto...Mas faz mal se esta foi a última vez que deu a sua opinião; este é um espaço de liberdade, e é por esse motivo que quis exprimir o meu desagrado perante as insinuações pouco abonatórias para quem, como eu, gosta dos tais autores que citei (melhor dizendo, gosto de alguns livros desses autores), como se gostar deles fosse algo tão inimaginável que seria necessário procurar uma explicação plausível, e aí lá vem a conversa de se ser alienado e manipulado pelas editoras... Enfim, talvez o tivesse interpretado mal, e se for esse o caso lamento-o, acredite, porque eu como leitora assídua deste blogue gostava geralmente do que escrevia e se não voltasse cá , seria uma perda. Sinceramente.
Eliminar...Também gosto de Mário de Carvalho (um gosto não incompatível como os "outros") e já não é da Leya mas sim da Porto Editora.
Até breve,
A observadora
Estou consigo, Nuno Serrano, no que tange à sua opinião livre. Presumo que ainda não a perdemos, pelo que o aconselho a não abdicar de comentar enquanto a anfitriâ deste blogue (a única que legitimamente o pode impedir) o permita. Reconsidere, pois, esse "última vez", porque já li comentários seus com muita qualidade.
EliminarÉ evidente que, neste propósito, não concordo com a sua posição em relação à LeYa: se é um grupo editorial, não deixa de ter as chancelas que, independentemente umas das outras, mantêm os seus critérios editoriais; também legitimamente, estando agregadas num grupo, é suposto serem mais fortes e imunes a investidas de outros grandes grupos. Não esqueçamos que há outros grupos que absorverem editoras mais pequenas ou que se encontravam em fim de vida, de que destaco o grupo Porto Editora. E, para dar a minha opinião pessoal - sem ferir "anónimos" - afirmo que o grupo LeYa faz mais pela divulgação dos autores portugueses do que o grupo Porto Editora, cujo mercado genético é a "fabricação" de dicionários, mormente quando surge, como cogumelos após a chuva, em alturas de acordos ortográficos (para mim, horto-gráficos).
Se o Nuno Serrano cria, como diz, o tal "mau ambiente no blogue" por discordar, então eu também o crio, porque frequentemente discordo. No entanto, caso haja de debater as minhas ideias, não me furto a fazê-lo.
O "anónimo" ou a "observadora" deverá (no meu entender) moderar termos como "linguagem ofensiva", porque não encontro, no comentário do Serrano, ofensa que o valha; antes, o seu livre arbítrio de comentador, porventura sujeito a contraditório, mas com elevação.
Caro Nuno Serrano, por favor não se acanhe nos seus comentários. Não precisamos de pensar todos da mesma maneira e é muitas vezes dos desacordos que nasce o interesse de um blogue. Há uma leitora habitual do Horas Extraordinárias que nunca concorda com o que eu escrevo. Acredite que, se ela não desse as suas opiniões, eu ficaria mais só aqui no blogue. No princípio, também me melindrava muito com certos comentários, sobretudo por não virem assinados, mas depressa nos habituamos. Volte sempre e discorde à vontade. E, já agora, eu também acho que o Mário de Carvalho é um grande escritor.
EliminarOlá, Nuno Serrano.
EliminarNão deixe de dar a sua opinião, por favor. As poucas vezes em que interveio foram marcantes para mim e posso dizer-lhe que até conheci um autor que foi indicado por si: o Luís Caminha. Já li tudo dele: os dois romances publicados, e que não são nada fáceis de encontrar, um conto espetacular que saiu num jornal universitário de Coimbra, e também, religiosamente, o blogue dele, cheio de uma poesia maravilhosa mas que ele, entretanto, ele decidiu fechar. Pelo que percebi, do seu último post aqui há uns meses, porque sentia que não era um autor querido pelas editoras e pelo público. Como está enganado, pelo menos no que nos diz respeito, não é?
Também concordo consigo em que o Mário de Carvalho é um grande escritor e até, aqui para com os meu botões, tenho comparado estes dois: Luís Caminha e Mário de Carvalho. Não sei explicar bem, mas há qualquer coisa de comum nos dois... Não acha? Talvez um domínio quase perfeito da língua portuguesa e uma sintaxe irrepreensível. Enfim, que grandes escritores! Como costumo dizer, até mete nojo haver quem escreva assim :).
Também ando a reler Milan Kundera por causa da sua opinião num comentário de há tempos; e acho que é escandaloso ainda não lhe ter sido atribuído o Nobel. E Marguerite Yourcenar, também algumas vezes elogiada por si? Sublime! Acho que ninguém pode morrer sem as ler as "Memórias de Adriano", e eu, na minha ignorância, nunca tinha ouvido falar delas antes de um comentário seu neste blog.
Enfim, espero que não leve a mal alguma animosidade que aqui surge contra a sua opinião, também ela bastante apaixonada. E espero que nos vá brindando com ela porque eu levo muito a sério o que a Maria do Rosário aconselha mas também o que o Nuno diz. E tenho ganho bastante com esta atitude :)
Não me vou pronunciar acerca da Maria do Rosario editora (que aprecio), mas sim enquanto autora que ontem soube nos proporcionar, no lançamento do seu livro, um momento muito emocionante e festivo.
ResponderEliminarTambém foi uma excelente ocasião para encontrar a ana b. e o Courinha, estraordinários habitués deste blog; não sei é se não haveria mais alguém "de cá"... Aproveito assim para mandar, como diria o amigo Pacheco, uma "saudação" especial a estes dois amigos que gostei tanto de encontrar.
Isabel
Obrigada Isabel, também gostei muito de a rever. E de conhecer o Courinha . Embora ele tenha desaparecido sem dizer água vai...Eheheheh
EliminarA sessão foi interessantíssima, como seria de esperar: excelentes oradores e magníficos poemas, só podiam resultar bem, é certo! Foi um fim de tarde Extraordinário! Deveras. Parabéns mais uma vez.
Em relação ao post , não me parece que seja a pessoa mais indicada para opinar sobre o tema: conheço mal os meandros da edição. Contudo, pela lógica, parece-me que um editor é indispensável. O contrário é que soa um pouco bizarro, embora nalguns casos acredite que funcione. Mas, de um maneira geral, não me parece que um autor deva se preocupar com os aspetos comerciais ou de edição da obra: só terá a ganhar se forem profissionais a fazê-lo. Mas acho positivo que existam editoras que possibilitem a auto-edição. Até porque a história contém casos de livros que foram recusados e que depois foram apreciados pelos leitores e pela crítica. De qualquer maneira, não é a presença de um editor que garante a qualidade da obra: quantos livros horríveis andam por aí com editores e integrados nos catálogos de Editoras "convencionais"? Puxa! Assim de repente lembro-me de uma boa dúzia...:) Que não se perderia nada se não tivessem visto a luz do dia, diga-se em abono da verdade... Mas acho que um editor é fundamental, sim. E o autor só tem a ganhar. E o leitor, nos quais me incluo, também.
Desde que houvera a expressão por forma, as letras têem o compromisso de levar conhecimento; ora, privilégio daquele que possibilita orientar! E nada mais do que arte e ciência, importa-nos a formação ao inteleto. Posto que é natural a inteligência humana na busca destes caminhos ao impulso de florescer a cada nova geração, porém se sob este aspecto de necessidade a priori, a conscìência opera com desconforto, que dirá o que difere ou interfere do sem agradável por: infomação, praticidade e conteúdo?! Pois é facto a deixar de vigorar, alavancar e superar; contudo da publicação aceitar e dispor-se sob outras iniciativas de valores e carácter, é aceitar o quão complexo e práctico a abordagem deste aspecto editorial e nem só, o que ouso é recordar para neutralizar o desperdício ou prejuízo de uma obra inútil, haveria risco em desgastar ou até fragmentar a acção que potencializa o jovem leitor, ou do recordar por compreender do compromisso deste dever e, compor mais sentido a estructura humana e educativa, então, saibam-se que estamos todos juntos, portanto renovem-se sem dispersar da atenção, pois o movimento literário justifica ser expansivo a transição tecnológica e esta requer do lúcido, generoso e consistente. E sem quaisquer tipo de ofensa ou quiprocó, o discernimento de idéias é fundamental para o editor quão precioso, curar o bom formador.
ResponderEliminarOh Claúdia já tinha saudades destes quebra-cabeças!
EliminarAbraço
Devolvo a vos do abraço e na gratidão a modesta homenagem ao vosso poeta JCN.
EliminarHiato
Ao justo, vosso povo abraça a história
e formara-se com intuito na memória,
que versada é a dinâmica de certezas,
elevaram por despertar, correntezas.
Porém, e d'antes tantas lembranças
qual elaboradas emanam andanças,
mo pairam solene, iam-se presente
e o quê d'estas, valham realmente?!
Nem peça-mes que ouse de algemas,
preciosa é a poesia sem do reticente
se ao poeta impeço que vos tremas,
contudo, valei-me oh'poeta és lente,
e lá, resta vos o canto a sobreidade,
amor é lousa a brindarmos saudade.
O texto de Michael Marshall que induziu «o postal» da Maria do Rosário escora no facto indesmentível de que, «Nenhum homem é uma ilha!»
ResponderEliminarO editor será por conseguinte um «bem» necessário, a tal primeira fila de espectadores calejados, por amor ou profissão, mesmo que o editor se possa dissociar no futuro das editoras «três em um».
Já a publicação tout court pode ir na voragem dos novos «veículos», já que a publicação sofre hoje de dois elementos obstaculizadores »: a distribuição e a difusão que se têm de adaptar a uma sociedade global de nichos.
Muito do que conheço do «negócio» da edição devo-o à MRP e à minha pequena intuição de gestor, à generosidade que coloca nos seus posts extraordinários, que não se esgotam na divulgação das suas literaturas - a sua e a dos outros! (há uma generosidade que só é possível quando se atinge um determinado patamar de certeza, que podemos chamar de profissionalismo e intuição).
Esse patamar subimo-lo a pulso, através do esforço e desse tempo de duas faces, que nos dá sempre vida, mesmo se parecendo que se afadiga em nos tirar. A ampulheta da vida mesmo quando virada guarda sempre a mesma quantidade de areia, em que nos vamos transformando; e, no entanto, nós ali estamos prontos para assumir outra forma e condição.
Obviamente que há uma dimensão de gosto pessoal, mas essa dimensão de pessoalidade - há quem lhe chame gosto, não podendo ser denegrida - vai-se estreitando à medida da qualidade do editor, sendo substituído pelo tempo de ampulheta e pela qualidade do seu conteúdo.
Eia o que para aqui vai: - Uma conversa daquelas a sério e Extraordinária!
ResponderEliminarGosto sempre imenso de ler, sobretudo quando há discordância pois dos argumentos contrários é de onde recolho o que me ajuda a formar opinião!
1º - Comungo da opinião que o Editor é fundamental! E pensar que não, é como os que acreditam que cortam o cabelo em casa e ficam bem. Não ficam…
Isto, sem qualquer dúvida em aceitar o que diz o nosso Extraordinário Jocamartinho ! Que há excepções para confirmar a regra, mas excepções não são a regra, e a grande maioria não tem essa sua capacidade!
2º - Sobre a acção limitativa ou de condução de opiniões que se aponta às Editoras, também acredito que sim! Os editores, na generalidade e como é lógico, vogam na corrente e creio que agem segundo a moda ou o pensamento em vigor – e pior, até por ideologia ou convicções pessoais! Só poucos se atreverão a ser contra-corrente , e estes sofrerão certamente o bloqueio das outras editoras, das distribuidoras, livreiros… etc.
Só grandes Editores, terão de facto a sensibilidade para entrever o génio ou a oportunidade, a diferença, a inovação que ali se lhe apresente… e acredito que um Editor possa fazer essa diferença, repito.
3º - Poderia escrever um livro sobre a questão da auto-edição, o problema é: quem é que me editaria? Ahahah ! Fui um dos tais que editei pela Chiado, e, as razões para isso também só analisadas e explicadas no tal livro! Já tenho até o título “A Confissão do auto-escritor”! Paguei metade dos livros mas foi um risco calculado – como pegar um toiro - e recuperei o investimento, também não sou inteiramente tolo e ajuizei que venderia os 600 exemplares que me competiram… e até ganhei uns euritos , se bem que não fosse esse o meu objectivo…
Peço desculpa por me atrever a opinar, e notem que eu sou uma traça literária que esvoaça aqui em volta da luz dos Vossos comentários e do Vosso saber, por isso não hesitem em me dar uma sapatada…
Saudações do Planalto Central
PS - Já li "O rei verde"... e gostei sim, diria que é uma espécie de história de um Hannibal Lectter da ecologia financeira... se é que me faço entender. Mas depois de ler vai perceber, eheheh ! Um abraço!
Imaginem um livro escrito e auto-publicado por Mitt Romney. Penso que qualquer editor apanharia disparates semelhantes ao das janelas dos aviões. E acredito que por vezes deve ser bem difícil o papel do editor quando por exemplo tem de enfrontar alguns EGOS.
ResponderEliminarAna b. e Isabel - também lá estive ontem e fiquei com pena de não as ter conhecido. Gostei imenso de toda a sessão. Mais uma vez, parabéns, Maria do Rosário.
oh Anabela F. também lá esteve? Quem sabe até nos cruzámos!?!! Para a próxima vez levamos, como um dia a ana b sugeriu, uns cartazes como se levam para o aeroporto eh!eh!eh! Mas o que importa verdadeiramente é que tenha presenciado aquele momento tão coloroso!
EliminarBoas leituras
Isabel
Que pena não nos termos conhecido. Nós bem que estávamos desconfiadas de haver mais Extraordinários, por lá...Eu bem que olhei à volta mas sem pistas era uma tarefa impossível: Estou certa que, mais cedo ou mais tarde, surgirá outra oportunidade. Mas tenho pena, acredite.
EliminarHavia de ser giro, nós de cartaz pendurado no pescoço.. Ehehe Bem, também não vinha mal ao mundo por isso. E já fiz figuras bem mais tristes...:)
EliminarLeia-se enfrentar e não enfrontar, claro.
ResponderEliminar1 - A função dos editores (não confundir com as pessoas ou empresas que publicam livros) é essencial em duas vertentes: ter uma perspectiva, em termos de qualidade e de relação com o mercado, do que deve ser publicado mas também do que pode ser publicado e talvez aceite pelo mercado; e dar ao autor uma perspectiva externa sobre o seu texto, ajudando-o a aperfeiçoá-lo.
ResponderEliminar2 - Julgo que em Portugal há poucos e tenho a certeza (por experiência própria) de que a Maria do Rosário Pedreira é uma das pessoas mais capazes de fazerem este trabalho. E, como autor que teve o privilégio de poder usufruir desse acompanhamento nos seus três romances mais recentes e no primeiro (em sete), posso dizer que trabalhar com a editora Maria do Rosário Pedreira é uma das melhores coisas que pode acontecer a um autor.
3 - O facto de empresas editoras não disporem de editores qualificados faz com que muitos originais sejam liminarmente recusados sem que o autor possa beneficiar de um acompanhamento que aperfeiçoe o seu texto... se ele puder ser aperfeiçoado.
4 - No meu caso, propus o meu primeiro romance ("Crimes Solitários", Temas e Debates, 2004) a 10 empresas editoras e tive 9 rejeições sem qualquer tipo de fundamentação (uma das quais já depois de o livro ter sido publicado). A resposta, fundamentada, da Maria do Rosário Pedreira abriu a porta à reformulação da história e à possibilidade de ela vir a ser publicada.
5 - A autopublicação (que beneficiará das novas técnicas de impressão que permitem tiragens muito pequenas) pode ser uma saída em áreas em que as empresas editoras não apostam. Pode ser uma forma de uma pessoa ter o seu, eventualmente justo, momento de glória. Mas incorre num perigo terrível: a incapacidade do próprio autor de se distanciar suficientemente do que escreveu para poder descobrir as suas falhas. E é para isso que o editor também serve.
Obrigada, Pedro!
EliminarCaro Pedro
EliminarPara pequenas tiragens e auto-edição, existem as empresas de impressão por encomenda (print on demand), na qual o autor vai pedindo, á medida que for escoando, exemplares do seu produto.
É natural que muitos autores, sabendo que a sua obra merece publicação (como no seu caso, após nove "negas"), continue a enviar o original para outras 9 editoras (J. K. Rowling mandou para mais).
No entanto - e tenha esta como minha impressão - entre publicar, por mim, e aceitar ser publicado por uma editora que meta a colher no "cozinhado", para além de alguma pontuação ou ortografia manca, preferia correr os riscos da edição própria.
Uma obra que entra numa editora deve levar o miolo inviolável; não concebo, por exemplo, que o mais recente prémio LeYa tenha sido um pouco modificado depois de passar o crivo do júri, como me pareceu ler algures. No entanto, esta obra é espectacular, com ou sem "intromissão", estou certo com ou sem alterações de "última hora".
Na altura em que eu escrevia regularmente para uma revista semanal, nem o revisor mexia no texto. É claro que já ia devidamente crivado e passado a ferro.
Até sou capaz de admitir que a poesia, que eu não escrevo, seja "inviolável".
EliminarMas um texto em prosa (ensaio, literatura, notícia, reportagem, opinião) só ganha se puder passar pelo crivo dos outros, quer sejam leitores-beta, quer sejam os editores ou outras pessoas com outro tipo de funções.
Porque o diálogo com o editor - no caso do livro - não implica, automaticamente, a alteração do texto. Mas, por mim, não me tenha dado mal com a colaboração da minha editora ou de pessoas que têm feito o favor de servir de leitores-beta. Tenho aprendido com essas intervenções e estou certo de que o que escrevo fica melhor.
Quanto à revisão, compreendo o problema. Já uma vez no "Diário de Notícias" me subsituíram - numa notícia - "objectivo" por "desiderato" e eu não gostei nada. Mas entre o fundamentalismo de alguns revisores e a sua pura e simples eliminação (como acontece hoje no mesmo jornal), com a cornucópia de erros grosseiros e asneiras que isso gera, prefiro que haja revisores. E vejo-os, como autor e tradutor, como elementos essenciais no processo de apresentação aos leitores de um produto que deve ser tão perfeito quanto possível.
Houve uma altura em que eu tive a possibilidade de publicar o que quisesse escrever sem ter de pagar para o fazer e sem qualquer tipo de filtro e tive o bom senso de não cair nessa tentação...
As verdades são para se dizerem! :-)
EliminarFalemos de dinheiro, para variar. A Maria do Rosário sabe o que eu penso sobre o assunto. Acho que pagar dez por cento de direitos de autor é tramado para quem, em última análise, dá trabalho a todo o resto da malta envolvida (se não houver escritor, não há indústria). Mas até se aceita, pensando nas despesas envolvidas (revisão, paginação, impressão, distribuição, promoção) e nas realidades do mercado (poucos livros dão lucro). Dito isto, o que não se percebe é que a percentagem de direitos de autor que é proposta para e-book seja de 25%. Cobrar 75% do valor de venda (mais baixo, é certo, mas ainda assim relevante) para carregar numa tecla e enviar o ficheiro parece-me francamente um exagero. Cabe aos autores tomarem posição sobre isso. Até porque, num futuro próximo, cada vez mais livros serão vendidos em formato electrónico.
ResponderEliminarLuís Francisco
Caro Luís, permita-me que meta foice em seara não totalmente alheia.
EliminarPreocupar-me-ia mais a baixa do preço do livro (ou, utopia! num rectângulo mal gerido o aumento do rendimento disponível dos consumidores), do que a sua repartição entre editores e autores (é preciso conhecer a estrutura de custos das empresas e perceber que será cada vez mais importante para os autores um investimento maior na promoção e difusão de molde a atingir targets específicos de público).
Um dos problemas de Portugal (para além do destrutivo estado - quando coexistem estados dentro do estado - e dos problemas de concorrência) é mesmo querer resolver-se sempre os problemas por via dos aumentos: sejam eles de preços ou impostos.
No caso da edição é claro que é necessário adequar o preço do livro ao consumidor (no sentido da baixa), não fossem os custos fixos e de contexto suportados por estas e outras empresas que travam a sua luta de sobrevivência num mercado concorrencial (e já vimos a importância fundamental dos editores, bem como a promoção e distribuição).
Só depois se podem pensar em questões (importantes, sem dúvida, e um dos entraves do nosso crescimento) de repartição e distribuição.
Questões que relevam da distracção dos modelos dos (macro) economistas teóricos.
Caro Pedro, nem sequer estamos em desacordo. Aliás, falar de dinheiro até soa estranho quando o que está em causa são, na melhor das hipóteses, umas centenas de euros. O que quis salientar foi o facto de alguns autores começarem a enveredar pelo caminho da auto-edição como forma de mais directa de chegarem aos leitores. Parece-me que essa tendência vai crescer e que as editoras terão de se reposicionar na sua relação com os autores. O modelo tradicional está em causa e não me parece que as pessoas que trabalham no meio (genericamente, não estou a falar especificamente da Maria do Rosário) dediquem tempo suficiente a analisar o assunto. Vamos a ver.
EliminarAbraço
Dito isto (e desculpem maçar-vos mais um bocadinho), esqueci-me de salientar que considero o trabalho do editor fundamental. Os próprios autores, ou os amigos e familiares, não são juízes credíveis quando se trata de avaliar a qualidade e relevância da escrita. Pela minha parte, apostei exactamente no saber da Maria do Rosário para perceber se valia a pena cruzar a fronteira e publicar. E ela fez um trabalho a todos os títulos notável. Pena é que a generalidade das pessoas que editam se tenham divorciado dessa responsabilidade e se limitem a mandar originais para a gráfica...
EliminarNinguém aqui ainda se lembrou de dizer que há escritores de qualidade, aplaudidos, que começaram pelas edições de autor, por não conseguirem chegar aos editores? Quando não se tem aquela pessoa, próxima do editor, que pede uma atenção especial a determinado original...
ResponderEliminarSalvo erro, Saramago, no início, também enveredou pelo mesmo caminho (da auto-publicação). Corrijam-me, se estiver errada! Por outro lado, se conhecerem mais alguns exemplos, indiquem-nos!
Saramago, esteve 30 anos sem publicar, por falta de respostas de uma Editora, que se achou no direito de o ignorar, para depois nos surpreender com a sua magnifica obra, sendo reconhecido mundialmente como Nobel da Literatura.
EliminarEste é o nosso exemplo Português, o qual admiro profundamente, por todo o percurso enquanto escritor.
Não me querendo alargar quanto ás opiniões já emitidas sobre auto-publicação , friso apenas, que também já editei em Co-Edição, e pela "magnifica experiência", prometi a mim mesma, que não o voltarei a fazer. Escrevo para mim, para o meu computador e para alguns, leitores do meu blog.
Só para terminar, na minha singela opinião, um Editor, faz toda a diferença no lançamento de um escritor e da sua obra.
Concluo que estamos com défice de "bons" Editores no País.
"um Editor, faz toda a diferença no lançamento de um escritor e da sua obra" - nem tenha dúvida, Carla. Mas, até lá, há muito que penar... E o caso de Saramago prova que acontece aos melhores.
EliminarJulgo que um bom editor fará sempre falta, mas lembrei-me de repente que o "Morreste-me" do Peixoto foi primeiramente uma edição de autor (julgo eu) e era um bom texto, terno e simples. Se é uma excepção ou não, não sei...
ResponderEliminarIsabel
Hey ! Olá pessoal! A apresentação da tia Rosário foi um must ! Logo após aplicar o tão prometido arraial de porrada à Isabel e à ana b (cinturão castanho is no match for a robust cajado), encostei-me à parede, a apreciar, a saborear! Foi tudo impecável e muito emocionante, no entanto, e como é por demais sabido, o meu contrato específica claramente que tenho sempre que dizer, pelo menos, uma coisa de mal: Ainda bem que o Nuno e o Walter ganham dinheiro com a escrita, porque se se dedicassem à declamação, não ganhavam para o pão com manteiga. No fim, saí à francesa! Quanto ao assunto para onde o post descambou, Editora VS Pay-to-edit : No meu caso, não esperei cartuxo. As editoras normais demoravam entre seis meses a um ano a analisar as obras, como tenho bichos carpinteiros fui logo a correr fazer a edição de autor. Aprendi alguma coisa com isso? Rigorosamente nada, a minha natureza dá cabo de mim. Vantagens da Editora tradicional: Acompanhamento, melhor distribuição, revisões de conteúdo e, para os muito interessados nos números, aconselhamento no sentido de quais os cânones pelos quais, em determinada altura, se rege o mercado. Vantagens do Pay-to-Edit : Ninguém nos chateia e tem a sua piada desenvolvermos o nosso próprio programa de vendas. Outra coisa que não existe, ou é muito reduzida, no PtE (passível também de ser vista como uma vantagem, depende) é a camaradagem entre autores. O entra e sai de autores numa PtE não permiti que se criem laços de amizade ou de partilha de ideias.E pronto, that's the way the cookie crumbles !
ResponderEliminarAh!ok! Tratava-se de uma saída à francesa...je ne l'avais pas compris, quelle ignorance!
EliminarIsabel
Ai foi!? Saiu à francesa? Olhe, meu caro Courinha , na minha terra isso tem outro nome...:)
EliminarMichael Marshall? Um autor de "thrillers" fantásticos bem interessantes, dos quais um dos melhores é "The Straw Men"!
ResponderEliminar....que bela comunidade tem aqui, Maria do Rosário Pedreira. Tantos e tão leais ao blogue. Parabéns.
ResponderEliminarJá não consigo entrar na discussão, pois já vai muito longa e não tenho possibilidade de ler tudo...
Deixo uma singela opinião:
Quanto ao editor...bem...indispensável, não? Pode-se publicar (eu já o fiz), mas a leitura crítica de um editor acrescenta muita qualidade ao texto.
Sou um adepto das possibilidades que a informática oferece. Leio em Kindle , PC e vejo notícias, facebook , etc em telemóvel...mas... o papel continua a ter uma "dignidade" milenar.
Abraços para todos
Mário
Não tenho duvidas algumas, quanto a isso e sinto-o na pele diariamente. Não sou, de facto, escritora, sinto-me por vezes uma "ignorante" nesta área da literária. Mas também não consigo, deixar esta minha paixão pela escrita, sentindo que a maturidade vai aumentando...Agradeço a todos os "Nãos" que tenho recebido ...Sabe porquê? Obrigam-me a crescer e a penar.
ResponderEliminarAcho que um editor é fundamental, sim. Mas não só grandes Editores terão, de facto, a sensibilidade para entrever o génio ou a oportunidade, a diferença, a inovação que ali se lhes apresente, até porque, nos tempos que correm, a mira do lucro sobrepõem-se ao que na maior parte das vezes se pode considerar literatura de qualidade.
ResponderEliminarAqui há uns tempos atrás, andava de boca em boca o mais recente premiado do grupo Leya , e quase todos lhe sabiam o nome mas...e a obra, será que a leram? Confesso que também eu a não cheguei a ler, não me entusiasmou e, talvez o defeito seja meu; não discuto a qualidade ou o mérito de quem escreveu. Era “aquele que estava desempregado e que ganhou um prémio!
Apenas posso falar da minha experiência : tenho sido abordada por diversas Editoras para publicar “as minhas poesias”. Pois! Mas... para além de contribuir com a propriedade intelectual também tenho de suportar os custos de edição. E , felizmente ou não, nada há “aparentemente” na minha vida que possa justificar a curiosidade do grande público; estou a lembrar-me de um escritor que se suicidou para dar visibilidade à sua obra – sucede que , afinal o livro nem valia a pena e acabou por cair no esquecimento. Outros há que inventam roubos, quem sabe até outras tramas para se tornarem conhecidos.
Participei em algumas colectâneas e senti, uma vez mais, que estava a dar parte de mim, sem o justo retorno. Apenas a contribuir para o lucro de dois ou três – que não o meu, uma vez que, no fim de tudo, o lucro daria para dois ou três cafés .
Sinto-me perdida, não sei se tenho ou não qualidade, não sei se me deva entregar assim “ de mão beijada”, não tenho nem amigos nem conhecidos nos grandes grupos editoriais; também não faço parte de nenhum quadro de profissionais dos nossos 3três canais televisivos...
Então pergunto...quando se não é conhecido, como é que se afere da qualidade? É que, quem escreve está sozinho com as palavras e estas levam muito tempo a rendilhar. O que será necessário para se ser “escritor”? O que será boa ou má literatura? Quais os critérios? Isto para além dos Editores e da comercialização de um produto que, quando chega aos escaparates não dura por lá muito tempo!
De uma coisa eu sinto falta: do Luiz Pacheco e da Editora &, mas o tempo não volta atrás!
Recentemente vi um documentário sobre a poesia do Herberto Helder, esse sim não queria ser conhecido...pois não sei se seria uma outra estratégia, ou se os tempos também eram outros.
Cumprimentos e parabéns pela “sua” e agora “nossa” POESIA REUNIDA!
Tive pena de não poder estar presente mas motivos profissionais trabalho impediram-me de lançar pés ao caminho!
Maria João Nunes
http://aarrobadaspalavras.blogspot.com