Works in progress

Hoje é o meu primeiro dia de férias e, embora Agosto não seja um mês em que se publiquem muitos livros, tive de deixar adiantadas quatro obras que sairão no próximo mês ou nos primeiros dias de Setembro. São quatro livros muito diferentes – e, provavelmente, também para leitores com gostos distintos. O primeiro a ir para as livrarias é Triângulo, de Pedro Garcia Rosado, o terceiro thriller da série «Não Matarás», que desta feita leva o inspector da Judiciária Joel Franco à descoberta dos culpados de um crime a que assistiu na infância. Depois, mais ou menos ao mesmo tempo, serão publicados O Rei do Monte Brasil, de Ana Cristina Silva – um romance que apresenta as duas versões do conflito entre Mouzinho de Albuquerque e Gungunhana – e O Feitiço da Índia, de Miguel Real, sobre o poder encantatório de Goa e das suas mulheres para três portugueses de três épocas marcantes. Por último, já no início de Setembro, ficará disponível o romance do estreante Bruno Margo, com o sugestivo título Sandokan & Bakunine, uma obra francamente original, com uma estrutura que lembra filmes como Magnólia e tem como protagonista um adolescente asmático e apaixonado. Deixo a produção das obras in progress e espero encontrá-las prontas no regresso, quiçá uma ou outra já à venda, já lida, já apreciada. Fiquem atentos.


 


Comentários

  1. Maria do Rosário
    Entro hoje aqui para lhe expressar o desejo de uma óptimas férias, na companhia do Manuel Valente, em absoluto repouso e lazer, para que a tenhamos de regresso revivificada e dinâmica, como me parece ser esse o seu género.
    Depois, é preciso não esquecer, há o seu livro de poesia, que não fez menção dele neste quarteto de obras, sabendo-se que ele estará pronto a sair em Setembro, se a promessa não foi vã.
    Apraz-me ver a aposta em autores portugueses, novos e velhos, independentemente da idade.
    Entretanto eu, como autor do timbre LeYa, estarei lá mais para diante com o meu novo livro.

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    1. Peço desculpa por ter empregue o vocábulo timbre que não "soa" bem no contexto. Quereria grafar "sinete", pois "chancela" não é o caso.
      A todos os visitantes que estarão de férias em Agosto, o meu desejo de boas férias e boas leituras.

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  2. Tantos livros para ler e eu às voltas com este "SÔBOLOS RIOS QUE VÃO" - é de mais, não sei quando é que voltarei a pegar num livro deste ANTÓNIO LOBO ANTUNES.
    Por mais que tente declaro-me vencido: sou absolutamente incapaz de ler mais de vinte páginas de qualquer livro deste escritor. Decerto inaptidão minha já que de todos os quadrantes lhe tecem elogios.
    Curiosamente lembro-me de ter lido com muito agrado (há mais de vinte anos) os primeiros livros dele - "MEMÓRIA DE ELEFANTE, "CONHECIMENTO DO INFERNO" e "OS CUS DE JUDAS", pelo menos dos dois primeiros lembro-me de ter gostado e muito. Agora...declaro-me inapto para o ler.

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    1. Caro Severino. Não gostou de "Explicação dos pássaros"?
      (Foi o 4º romance se não estou em erro).

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    2. Caro M Santos

      Sinceramente não me lembro se cheguei a ler "A EXPLICAÇÃO DOS PÁSSAROS"...já lá vão tantos anos e tantos livros...mas dos três que antes citei lembro-me que gostei, mas LA tenho muito "medo" porque, relativamente aos restantes livro, pelo menos daqueles que já tentei iniciar não consigo passar da página trinta...mas se calhar, como dizia Vergílio Ferreira no 1º. vol. da nova série dos excelentes "conta-corrente":uma obra de arte não é para ", "entender" mas para "compreender"

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  3. António Luiz Pacheco30 de julho de 2012 às 05:46

    Boas férias a todos os Extraordinários!!!! Com horas e leituras extraordinárias!

    Eu parto no dia 1 para mais uma aventura africana, desta feita poderá ser por um ano.

    Tentarei vir a este espaço quando me for possível e tenha oportunidade, participando ou seguindo as vossas participações, procurando saber dos sapos do nosso A.E . Jordão.

    Para já tenho pena de não aceder a dois dos livros que me parecem altamente promissores - O rei do monte Brazil e o feitiço da Índia Para o Natal em cá vindo tentarei encontrá-los.

    Como leituras pois levo "Uma fazenda em África" e "Caravelas", este, ando e lê-lo vai para uns 3 meses... além dos manuais sobre solos, adubações, abelhas, captação de água, bovinos, pastagens, sanidade animal etc.

    Como se diz por lá: Fiquem bem!

    Amigos Extraordinários... é extraordinário como me apeguei a todos vós!

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    1. Uma boa viagem. melhor estadia e muita saúde.

      Um abraço

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    2. Amigo António L.Pacheco
      Correndo o risco de parecer arrogante, confesso que me revejo na expressão "a todos vós"(agora veja bem a vergonha que seria para mim se não estivesse incluida!). E porque o sentimento é mútuo, queria desejar-lhe uma excelente viagem. Não se esqueça de vir visitar-nos com os seus comentários que terão, adivinha-se, cheiros e cores a terra ...
      Boas férias a todos os outros extraordinários que acabam por povoar o meu quotidiano e uma lembrança especial aos sapos do Jordão!
      Isabel

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    3. Caríssimo, também vamos sentir a sua falta.
      Votos de boa estadia por terras africanas e lembre-se de, sempre que possível, vir desejar-nos saudações do mato...:)

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    4. Cara Isabel

      O sapo-chefe do meu pátio pede-me que, por seu intermédio, agradeça a atenção de todos os extraordinários amigos que, na despedida para férias, deixaram cumprimentos à sua tribo.

      Tenho pena que não seja possível colocar imagens na caixa de comentários, para poderem apreciá-lo, inchado, vaidoso por andarem a ser falados na net.

      Por outro lado…

      Ainda há pouco andei a molhar-lhes o pátio, e a regar o jardinzinho contíguo, aquele onde arranho as mãos como deve ser, nos espinhos das roseiras.

      Pois bem, não é que – para verem o que dá a net – me apareceu ali mais um sapinho?! Tentei apanhá-lo, para o transferir para o pátio adequado, mas ele escapuliu-se para dentro do tubo de escoamento do jardim. Amanhã regarei com mais cuidado, a ver se o encaminho.

      Mas já estou a ver o cenário: – os sapos de Amarante frequentam as Horas Extraordinárias, são tu-cá-tu-lá com Maria do Rosário, Ana b, Sande, Isabel, Pacheco…Já toparam que na casa amarela do Joaquim Jordão há um pátio porreiro, com todas as comodidades, regado ao anoitecer quando não chove, insectos à discrição… E portanto, toca a marchar para lá!

      Agora o que me preocupa é a interrupção do blogue. A perturbação que tal medida de austeridade lhes poderá causar.

      Receio que isto possa descambar em manifs de indignação aqui no pátio. O pior que me podia acontecer era eu ser apontado, assobiado, vaiado como cúmplice de Maria do Rosário na supressão do subsídio de horas extraordinárias.

      Coitada de Maria do Rosário, que nem tal lhe passou pela cabeça.

      E logo agora, que o valente Pacheco vai para África, não está cá para erguer a voz a proteger-nos.

      Vou ver, pois, se levo isto nas calmas, com diálogo, numa de concertação social, que também não quero que os pobres sapos se deixem arrastar por algum líder populista para a contestação à toa.

      Já troquei umas impressões com o Chefe: acho que vamos pedir um parecer ao Tribunal dos Direitos dos Animais. Se a coisa não correr bem, recorremos ao Constitucional.

      Assim, nas calmas, de recurso em recurso, há-de passar o mês de Agosto, e logo teremos de volta a normalidade – aqui no pátio, aqui na net.

      Descansem, que nós tratamos disto.

      Cumprimentam-vos
      Joaquim e o Chefe.

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    5. Meu caro
      Veja, por favor, mais abaixo a minha resposta a Isabel, que também é para si.
      E, por favor, andando lá por África não desligue.
      Make some extra-time, keep in contact.
      Um abraço!
      Joaquim

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    6. Caro Joaquim
      Serve esta missiva para lhe dar conhecimento que o sapo que acabei de engolir, embora não seja o primeiro, porque a sua degustação imposta tornou-se quase diária, manda cumprimentos calorosos ao seu sapo, esperançado que possam um dia trocar experiências com ganho recíproco (diz o meu Sapo que não estamos em tempos de pieguice e solidariedade desprendida!)
      A forma dele era grotesca, diria mesmo dantesca, naquele seu esverdeado claro, como uma farda de caqui camuflada, parecido no conteúdo e forma com o esparregado da casa de pasto aqui do lado. Feito com uns pingos de corante e muita peçonha, foi acabado de promulgar pelo sapo velho reformado e diz chamar-se Sapo Lei ….
      Eu, que só com muito esforço de memória e de contracção sistólica o consigo descrever, duvido que seja este o seu verdadeiro nome, porque vi por detrás de uns limos que enfeitam o nosso quintal se chamava Sapo Renda preparando-se para com a sua peçonha uma troca de soma rendosa (o zero é aqui número desconhecido) - na proveitosa proporção de um abastado por dez desgraçados Sapos idosos!
      Tive, infelizmente, pouco tempo para o contrariar e quem contraria o contrariado, que enrola a língua e troca os insectos daninhos pelos insectos virtuosos? Estava, entretanto, o sapo Lei já muito anafado, mas nunca em sossego, já que it will work , na penumbra, for food … E isto quase diariamente, segundo o que não consta nas actas da assembleia dos batráquios…
      Por esse motivo, tenho o meu frigorífico em greve de funcionamento, pelo esbulho diário da sua peçonha, que tudo em que toca se transforma em pedra, embora há quem diga que enrolado na língua se transforma food em pepitas, de ouro, as quais são entregues em grandes barricas a um grande sapo que se chama Sapo Credor.

      Para Amarante, pelos canos de esgoto alfacinhas que serpenteiam ministérios e quartéis - generais das tríades, fugindo a todas as Scuts e optando pelas vias – sacras dos livros do desassossego, envio-lhe o meu Sapo, a quem agradeço que ensine nestas férias entre frondosa verdura e florestas de folhas de papel tipografado, a sabedoria e a humildade do campo.

      Antecipado e grato agradecimento deste sapo acinzentado, da cidade, que já não conhece a cor e beleza do efeito clorofila

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    7. Caro Joaquim, caro Chefe-sapo

      Que delícia de texto! Senti-me tão honrada! Diga-me lá amigo Jordão o chefe-sapo é daqueles que podem tornar-se príncipes? Ai,Ai,Ai...
      De recurso em recurso ou de mergulho em mergulho o mês de agosto dará um dia lugar ao mês de setembro e havemos de ter uma grande rentrée! Espero reencontrar-vos a todos, estejam aonde estiverem na ilhas, em Africa ou na casa amarela.
      Os meus cumprimentos especiais ao Chefe.
      Obrigada.
      Isabel

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  4. O livro Sandokan e Bakunine " deixou-me curiosa. Irei espreitá-lo com atenção : gosto de livros narrados por crianças/ adolescentes. Ainda há poucos dias li um romance fabuloso, de um escritor dinamarquês Erling Jepsen " A arte de chorar em coro". É o relato feito por um pré-adolescente das peripécias e vicissitudes da sua disfuncional família mas percecionada como normal pelo próprio. Magnífico livro! Crú e por vezes chocante mas, simultaneamente, enternecedor. Recomendo vivamente!
    O do Miguel Real também me espicaçou a curiosidade: o tema promete!

    Para a nossa Anfitriã e restantes Extraordinários votos de boas férias! E boas leituras, sempre!

    Saudações atlânticas :)

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  5. Respostas
    1. Obrigada Maria Almira Soares, obrigada ana b.!
      Oh Ana, com que então "saudações atlânticas"...Estaremos nas nossas ilhas? Lembrei-me, a esse propósito, de uma viagem que fiz do Pico para o Faial numa traineira, maravilhoso!
      Boas férias se for caso disso para si e filhota e desejo-lhe muitas e boas leituras.
      Isabel

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    2. Caríssima Isabel, acertou em cheio!:)
      Obrigada! Boas férias para si, também.

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  6. Em primeiro lugar boas ferias.

    Em segundo e como não podia deixar de ser também a mim me deixou curioso, mas não pude deixar de notar que comparou a estrutura do livro "Sandokan & Bakunine", não com outro livro, mas com um filme, algo que dá que pensar.

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  7. Boa férias para a Maria do Rosário e para os comentadores habituais.
    Também eu parto amanhã, tentando mesmo desligar daqui, e levando na bagagem algumas das vossas sugestões.
    A propósito ainda da referência anterior à História de Portugal... sendo professora de História, sou "suspeita", mas os livrinhos agora editados leem-se mesmo bem. A quem está a precisar de fazer a revisão da matéria, são boas sínteses... e levezinhos para levar para a praia.

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