Uma casa para Saramago
No passado dia 13 de Junho – dia de Santo António e também de aniversário de Fernando (António) Pessoa – abriu ao público na Casa dos Bicos (onde funciona actualmente a Fundação José Saramago) uma exposição sobre a vida e a obra do único Nobel da Literatura português até ao momento. A exposição já tinha sido mostrada em Espanha, onde o escritor viveu durante muitos anos, podendo ser visitada agora em Lisboa todos os dias úteis entre as 10h00 e as 18h00 e aos sábados entre as 10h00 e as 14h00, sendo a entrada grátis durante todo o mês de Junho (a crise não serve de desculpa desta vez). Inclui muitos livros (quando vemos as edições estrangeiras das obras de Saramago ficamos realmente admirados com as línguas todas em que foi traduzido), muitos manuscritos, muitas fotografias, muitas agendas e outros objectos pessoais, enfim, muitas coisas através das quais se pode contar a vida de um escritor – desde as suas origens no Ribatejo aos dias de militância política e cívica – que, tendo começado mais tarde do que é habitual, nos deu uma obra grande em todos os sentidos. A exposição chama-se «José Saramago: A Semente e os Frutos», é comissariada pelo espanhol Fernando Gómez Aguilera e ocupa todo o primeiro andar da Casa dos Bicos. Dizem que está sempre cheia de visitantes, o que é bom sinal.
Goste-se ou não:
ResponderEliminarSARAMAGO - O melhor depois de Camões!
Para mim, longe disso. Mesmo actualmente. Saramago é um grande escritor mas para mim nem sequer é o melhor escritor português do século XX. Para mim, melhores (melhores porque me dizem mais) são: Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, José Régio, José Cardoso Pires, Herberto Hélder, Eugénio de Andrade, Virgílio Ferreira, etc., etc., etc. Dos outros séculos nem falo.
EliminarObviamente que respeito a sua opinião mas não acha que o etc etc etc (em triplicado) será mesmo um exagero exagerado!
EliminarOk. Só etc. etc. :). É que há mesmo muitos de que gosto mais do que de Saramago. Apesar de ter lido meia dúzia de livros dele, atenção. São gostos... Confesso que me surpreendeu o prémio Nobel ir para ele, entre tantos portugueses que, para mim, escrevem e escreviam mais ao meu gosto, tanto nos temas como no estilo como na questão da gramática... Saramago até escreve com erros gramaticais!
EliminarTenho programa a ida à Casa dos Bicos, nos próximos dias. Fui dos que não desperdiçaram a Expo no Palácio da Ajuda e daqueles que puderam verificar o interesse que por Saramago manifestavam em Espanha e também sei que, em muitos lugares do mundo, quando se fala de Portugal, as pessoas pasmam-se a pensar do que se trata (infelizmente e inacreditável), mas se lhes referirem SARAMAGO, FIGO, RONALDO, logo se situam. Esperemos que saibamos valorizar, respeitando e tirando proveito da vida e da obra de José Saramago. Parece que além de tenaz labutador e incrível talento, terá sido o único filho que deu apelido ao próprio pai...
ResponderEliminarOlá, bom dia aos portugueses precavidos a literatura.
ResponderEliminarNos sentidos a discussão do entorno importância e diga-se: literária enquanto histórica e histórica por literária assim sendo diria no mais donde nascera respeito ao quesito literário português cujo compasso ditara regra em viés estabelecido eis remontara do termo Camoneano, reserva equiparada lembrança de Sheakspare e Cervantes em sendo abriria por exemplar aos quinhentos anos por seguir positivando interferências em todas as artes traria a reboque a dinâmica e reflexo intelectual mediando e conferindo aspectos ao conceito universal de obras marco literárias a mensurar importância e comparativo de tais obrasfora imperativo a cada época no entanto ao normativo com a nem menos exemplar por complexa obra de Saramago está fora de questão.
Com relação ao post "Uma casa para Saramago" descrever a importância para Lisboa bem como em aspectos causa fundamental as letras em Portugal pois tornara-o rastro e personalidade mundo afora por ventura explanara do sentimento e relação a pátria a obra eis recordo entre quantos assuntos de enlevo e livros e filme e militância a entrevista deflagrar sua pessoa o episódio das Oliveiras cujo ressentimento transbordara aos brasileiros bem como o resto do mundo e sem dúvida nem deveriamos apreciar acirrado impasse em sabê-lo a indignação ditava trágica quão partidária certeza e o Nobel escritor envolvera a rispidez em defender cegamente do entorno daí a confundir-se a obra são outras certezas.
ResponderEliminar«... amo-te Pilar eternamente até às lágrimas que me escorrem como caudais deste poeta que te ama e que vive tão só debaixo desta carapaça desta amálgama sim desta árvore agora sim que dá pelo nome de azinheira onde uma pedra guardará as minhas cinzas mesmo que elas se confundam com o sofrimento da terra. O meu nome é Saramago e em meu nome direi que esta é a minha vida e aqui estarei firme vogando por esta jangada como um elefante debaixo de um memorial que é o meu a alimentar a polémica neste ano e nos demais que hão-de vir depois da minha morte até te juntares a mim Pilar debaixo da pedra desta azinheira...» PAS
ResponderEliminarEstou desejosa de visitar a exposição. Gosto imenso do Saramago. Tenho todos os livros dele e todos lidos! Considero-o um dos grandes escritores do mundo. Não sei dizer quais os livros que mais gostei mas não resisto a salientar dois que me arrebataram mesmo: "Todos os nomes" e a "Viagem do Elefante". Este último é hilariante!
ResponderEliminarTenho imensa pena que ele tenha morrido. Sei que pode parecer um sentimento egoísta mas fiquei tão triste por saber que nunca mais me irei deleitar com as peripécias dos seus romances.
Talvez devesse ser mais Casa Pilar do que Casa Saramago...
ResponderEliminarOlha, Pilar, o som do elefante
ResponderEliminarQue ribomba a cada nova passada,
Levado por uma forte levada
Que passa por ti a jusante.
Sou eu ao colo do Solimão
Apeado o bom do cornaca,
A quem até a sagrada vaca
Faz genuflexório no chão.
Encosta o teu ouvido bem perto
Da azinheira, que julgaste cipreste,
Que as cinzas que semeaste
São um retorno bem lesto.
Olha, Pilar, olha bem!
Se pensam que te abandonei
Nem sonham o amor, que te dei,
Agora que pouco mais valho, que moeda de vintém.
….
E é por isso que há quem ache,
Que eu serralheiro, Saramago,
Não passo de um José aziago
Mal, Comparado, com um traste.
Fui lá a semana passada e gostei muito, muito. Não apenas da exposição mas da recuperação da Casa dos Bicos. Está de facto à altura do nosso Nobel:
ResponderEliminarhttp://vespaaabrandar.blogspot.pt/2012/06/fundacao-saramago-e-uma-honra.html
Ouvi algo nos noticiários, mas devo ter percebido mal, porque caso contrário seria um escândalo e algo de inédito em países civilizados (!!!). A “casa do povo” como o porta-voz do PCP lhe chamou, irá posteriormente, cobrar um preço diferente para portugueses e para turistas. Sendo para os turistas mais caro. Um preço diferente?! Mas eu devo ter percebido mal a notícia. Se é esse o caso peço desculpas.
ResponderEliminarOh amigo Santos não seja reacionário...ou ainda acredita que santos ao pé da casa fazem milagres?
EliminarOh caro Severino. Eu não acredito em santos (e também não sou um, apesar do nome), com todo o respeito por quem acredita neles. Lá por dizer verdades inconvenientes, não me considero reacionário ou sequer conservador. Mas mesmo que o fosse não estou a ver qual era o problema. Saudações.
EliminarGostos são gostos e cada um tem os seus. O que seria do roxo .... enfim ...
ResponderEliminarAgradeçam a Saramago. Reverenciem-no. Afinal foi o único, até à presente data, a levar para Portugal (país tão pequeno e quase insignificante aos olhos do Mundo) um Nobél - como ele dizia. Haverá outro? Haverá mais?
E muitos há por aí com as entranhas corroídas pela inveja e pelo despeito. E são doutos e são doutores. "E eu? Não ganho nenhum", perguntar-se-ão. Perguntarão.
Saramago era nada e foi tudo e isso dói e continuará a doer a muitos ...
Saudades de Saramago. Felizes aqueles que puderam tê-lo por perto e que com ele privaram.
"nos deu uma obra grande em todos os sentidos".
EliminarA história de Saramago, do homem que fora enquanto espírito de combate e trajetória alicerçada em costumes e causas certamente há de fortalecer das gentilezas a natureza humana, ia-se o homem ficara o exemplo.
A lembrar vos a altura da solteirice de Saramago o destino orfertara a graça a saudável surpresa "em amor uma companheira" donde compôs aos melhores dos dias.
EliminarLindo, é isso mesmo...
EliminarClaro que há sempre laras e cavacos que aparecem nestas alturas...
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