Química para poetas
Parece que o poeta romântico Samuel Taylor Coleridge – autor, com Wordsworth, das famosas Lyrical Ballads (1798) – era bastante crítico das ciências, com as quais tinha uma relação tudo menos pacífica. E, porém, conta-se que foi com enorme surpresa que o viram assistir na universidade às aulas de Humphry Davy, um conceituadíssimo professor catedrático de Química. E não só foi estranha para todos a sua presença assídua no anfiteatro, como ninguém queria acreditar quando o viram tomar notas furiosamente, enchendo aproximadamente 60 páginas de um caderno enquanto o professor falava. Alguém mais corajoso terá então ido ter com ele para saber o que fazia ali um homem que, afinal, não parecia apreciar por aí além os cientistas. Mas Coleridge não se deixou abater com a interpelação e explicou que o seu objectivo era, simplesmente, aumentar o número de metáforas na sua obra.
eu estava a pensar em "símbolos", mas metáforas também não está mal. :)
ResponderEliminarLembrei-me do António Gedeão...
ResponderEliminarSim, foi também o que logo me ocorreu.
EliminarEle, que dominava ambas as matérias, as fórmulas da química e a química das palavras…
Analisou essa química primordial que são as lágrimas – e não apenas as de uma preta, também as suas:
«Gota de água
Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.»
(in Movimento Perpétuo)
Lyrical Ballads (1798)
EliminarWilliam Wordsworth
"She dwelt among the untrodden ways"
Ela habitou entre os caminhos inexplorados,
Continuo é sem atinar com a "Rime of the Ancient Mariner"... God!
ResponderEliminarBom dia extraordinários.
ResponderEliminarPoesia é química magnífica.
O antigo marinheiro? O do, porque me olhas assim, com minha bésta abati o albatroz?
ResponderEliminarTalvez antes o que resta da velha alquimia.
ResponderEliminarConcordo com Paulo:
Eliminar"Quimica para poetas sinônimo de coragem".
Caríssima Maria do Rosário
ResponderEliminarNão sei se há coincidências, mas logo que a Rosário lançou o olhar para a capa do Roth, algo havia de acontecer ao Roth.
Soube hoje que ele venceu o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras.
Ou a Rosário é uma sibila ou o seu "feeling" literário se encontra numa galáxia superior à nossa.
De qualquer forma, a MRP é extraordinária.
Sim... a verdadeira alquimia das palavras, ao combiná-las como numa fórmula química!
ResponderEliminarPorém, e me desculpem o atrevimento, eu gosto muito de usar aquela idéia popular que chama ao contar um caso "pintar".
Para mim, contar por palavras, escritas ou faladas, é como pintar um quadro... pintar é reproduzir uma imagem, escrever ou relatar é igualmente reproduzir de forma a transmitir.
E como o pintor distribui pinceladas de côr e forma, também o escritor ou orador distribui as palavras!
Quando se pinta, pode-se fazer ressaltar um dado pormenor , puxar por ele... até mudá-lo, embelezando-o, retirando uma verruga da cara ou dando uma expressão a um olhar! Fazendo sobressair o azul do céu ou a espuma do mar... o amarelo dos girassóis...
Quando se narra usam-se as palavras do mesmo modo, escolhendo-as e fazendo com elas o que faz o pintor, ou seja "pintando" o quadro falado!
Não será?
Saudações bucólicas!
Caríssimo
EliminarAntónio Luiz
Gosto de ler os seus comentários. Mais ainda, gosto das suas saudações bucólicas, telúricas, geórgicas. Traz-me um sabor a terrunho, a húmus e à liberdade do campo.
Imagino-o com o seu portátil à sombra de um salgueiro, à beira de um regato (permita-me ficcionar sobre si), usufruindo um ar puro que vai rareando por aqui e por ali. Ouvirá o balido das ovelhas, o cantar da popa, o restolhar de algum melro nas folhas de uma cerejeira, á cata dos bagos vermelhos do fruto; possivelmente algum assobio prolongado do pastor e o ladrar do cão de guarda no seu mister.
Esta combinação ou comparação com a pintura, só pode ser fruto de quem é bom observador e tem pontos de observação invejáveis.
Em alguns comentários aparecem aquelas interferências "BR" que têm cortado uma leitura contínua. Não me faça acreditar que são motivadas pelo afastamento campestre; antes por algum defeito no mecanismo de envio.
Gostarei de o continuar a ler e a obter, como desta feita, as suas comparações sempre pertinentes.
Um abraço
Eheheh ! Nem imagina a restolhada dos melros aqui à porta do escritório, a esgravatarem nas folhas secas dos plátanos enquanto as amoras não pintam! E entra pela porta, além do pó e varejeiras, o arrulhar da rolas e o cantar da pôpa sim senhor! Mais o ladrar do panda (o cão da Laurinha) e do joli (el perro de Matias) que odeiam a gata que está à espreita dos melros. As chocas das vacas mertolengas só lá mais para a tardinha quando sobem a pastar aqui mesmo para a frente.
EliminarOs BR ... isso é defeito meu! Informáticamente sou um neanderthal e o meu computador ainda é a petróleo... ahahah !
Sabe que tenho andado a tentar identificá-lo e ao seu livro, desesperadamente? Sobretudo no Bibliohistoria! Mas desconsegui! (provocação ao A.Severino). Não me quer ajudar? Sou um apaixonado pelos temas históricos...
Um grande abraço, daqueles à barrão, com palmadas nas costas!!!! Eheheh !
O seu primeiro parágrafo daria a entrada para um romance. Faço-lhe esse desafio...
EliminarSim, já que me chamou a atenção, estou na Bibliohistória com mais do que um título. Mas não me procure na letra J (o Joca é daqueles pseudónimos e não heterónimos que se usam nos concursos literários para ocultar o verdadeiro nome do autor no envelope; poderá ser o meu alter ego, mas nem isso tenho a certeza).
A seu tempo me identificarei. Por agora, nem sequer isso tem interesse, dada a minha arredia exposição.
Colaborei com a revista História (pois assim sigo o que mais gosto), no extinto Independente, na Notícias Magazine e (agora é que vão ser elas) devo ser o autor com mais tiragem nos escritos publicados em outras revistas: mais de 50 milhões de exemplares, tudo somadinho.
É só juntar os bocadinhos, bater á porta do 221B da Baker Street para colher do Holmes o que o Severino não conseguir, e aí terá perdido todo o seu tempo para descobrir a identidade deste humilde escrevinhador, que não interessa a ninguém.
O meu lema é: leiam-me e ignorem-me.
Estou tramado! Nunca mais o descubro... e olhe que sempre queria saber do tal livro que refere, o que estava fora de moda nas editoras ou lá o que foi...
EliminarQuanto ao desafio que me faz... olhe na bibliohistória clique em obras, Largueza, e tem lá o primeiro parágrafo com todo o bucolismo que refere e parece que lhe agrada... fica estoutra amostra - aposto que o Severino e o Jordão vão gostar!
Passou o Novembro e as suas primeiras geadas, fizeram-se as sementeiras nas terras altas e nas encostas bem drenadas, lavradas a boi, passadas ao trilho para destorroar . Sementeiras feitas a lanço por mãos medidas e experientes, tapadas à grade de bicos.
Acabou-se a faina da azeitona, o Inverno estava à porta e as chuvas pesadas e fartas a alagarem as terras baixas, o tempo a arrefecer cada vez mais e os dias mais curtos. Começou a grande faina das podas, os homens cortando a tesoura e serrote, reduzindo as cepas ao seu estado mínimo, hibernando, tomando força para rebentar com maior vigor assim que o tempo aquecesse. As mulheres logo atrás ajuntavam as vides em molhos que atavam. Eram depois recolhidas e amontoadas nos cantos da vinhas, precioso combustível de que se faziam montes com ciência para que a água escorresse, assentes numa base de pedras retiradas dos campos, que as não deixavam ensopar e apodrecer, às vezes tapadas com um telhado de canas se para manter ali, ou transportadas para algum telheiro. Fornos de pão e braseiras dependiam deste combustível precioso que ardia com chama viva e produzia calor imediato como deixava um brasido forte e duradoiro, sem emissão de fumos ou gases ideal para aquecer as casas, secar a roupa ou cozer o pão. Ciência milenar de viver no campo…
O frio maior chegou e com ele os abibes e narcejas que encheram as terras alagadas; os patos deixaram as marachas do grande rio, espalhando-se pelo mar das cheias. Os coelhos abandonaram os silvados e combros das valas e ribeiras subindo ás terras ou aos salgueiros, conforme a pressa das águas. O cheiro dos fritos, da lenha queimando em mil chaminés e o frio, andavam no ar e picavam nos narizes pelo bairro agora cheio de árvores desfolhadas como esqueletos. Os caminhos lamacentos e os dias pequenos e tristes, cinzento o céu onde piavam melancólicos os tordos voando para os carrascais. Mas com as cheias veio o sável e as enguias, pescados em naças e redes postas pelos campos agora tapados de água. Abriam-se pipas de vinho novo, o azeite era farto e gostoso, provavam-se as primeiras azeitonas, as laranjas, couves de Inverno, os brócolos roxos e os grelos de nabo, começavam as matanças dos porcos acabados de engordar com o bagaço de azeitona.
Meu caro António Luíz, valente Pacheco ribatejano
EliminarGostei, sim. E agradeço.
Mas, desculpe-me a ousadia: dá-me a impressão que, em apenas uma página, na simples passagem de Novembro, você esbanja toda a fauna e flora e toda a geo-dinâmica ribatejanas, não?
Ele foram as geadas e as sementeiras, ele foi a faina da azeitona e as chuvas pesadas a alagar, ele é o tempo a arrefecer, os dias a encurtar, depois as podas a preparar a hibernação, as mulheres a juntar as vides para aquecer (você aqui esqueceu-se de referir o cheirinho magnífico e a chama amarelo-azulada, melancólica, que brotam, poéticas, do lume das vides…), depois os abibes, as narcejas, os patos, o retroceder dos coelhos, as desventuras dos tordos, mais adiante as cheias do rio que trazem as enguias e o sável, depois a prova do vinho novo, o azeite, laranjas, couves, bróculos, grelos, a matança dos porcos…
Quer dizer: o que é que sobra de fauna e flora, de rotinas e costumes, da cultura, da identidade ribatejanas, para a abertura dos capítulos que hão-de seguir-se?
A não ser que me demonstre que (ainda) existe muito mais diversidade aí no Ribatejo, que chega para todo o ano, você veja lá, homem! meça as palavras, não as esbanje assim, de uma assentada.
Se (como acredito) acaso ainda existe por aí diversidade que chega para escrever bucolicamente sobre as quatro estações, então, meu caro, trate de dinamizar a propaganda do Ribatejo, que nós, cá para cima, a informação que nos chega é que isso é uma pasmaceira em processo de desertificação e aculturação, atentados ambientais, envelhecimento, desemprego, amolecimento, por efeito da proximidade com a grande metrópole, e que até os toiros estão a baixar no rating das agências e os toureiros a murchar no das trukas, ou troikas, ou lá o que é…
Garrett esteve por aí uns bons anos, e, ao que me lembro assim de momento, parece-me que tentou ensinar-(n)vos alguma moderação nestas coisas, distribuir nas páginas, com parcimónia mas também assertividade, os valores que encontramos ao viajar pela (v)nossa terra.
O problema é que nós já não viajamos pela nossa terra, viajamos pelas traseiras do país, nas auto-estradas.
Não é que, cá para cima, o panorama seja muito melhor – mas este pessoal aqui do Norte apenas passa por aí, a caminho do Algarve, deslizando velozmente pelos soberbos viadutos que sobrevoam as vossas lezírias, não contactando convosco, afastando-se por alguns dias de todos os problemas, os deles, os nossos, os vossos …
Entretanto, vocês aí têm referências culturais específicas, até modernas, que talvez estejam adormecidas mas podem ajudar à consolidação da identidade. Estou a lembrar-me dos neo-realistas, também dos três “Cafés” de Álvaro Guerra (República, Central e 25 de Abril), etc, coisas singulares, vossas.
Haviam de colocar nas auto-estradas umas placas indicativas que nos obrigassem a fazer um desvio para ir verificar que, sim, é verdade, o Ribatejo, afinal, tem todo aquele encanto e singularidade que o valente Pacheco distribui parcimoniosa, assertiva e garrettianamente nas páginas que escreve.
Ande lá, homem! Deixe por uns tempos as idas a África e à pesca submarina, trate do seu / nosso Ribatejo. Ponha lá, com letras grandes, as placas na auto-estrada das suas páginas.
Desculpe alguma coisa, que isto foi escrito de uma penada.
Um abraço!
Joaquim Jordão, Amarante
Meu Caro Joaquim Jordão:
EliminarEu calculei que lhe ia agradar... e sossego-o quanto a não esgotar o assunto numa única tirada!
Existem diversos outros interlúdios " deste jaez nas 200 páginas de "Largueza", que além de apresentar o personagem principal e a sua envolvente social e familiar, são expressamente dedicadas ao Portugal rural, mas do século XIX, que eu ainda apanhei nas tradições e história - para explicar melhor, estudei para os exames do antigo 7º ano do liceu à luz do petróleo!
Ao longo desta parte do romance, cuja acção decorre em dois anos, há as sucessivas e encadeadas no tempo, descrições dos trabalhos do campo e nas casas, nos lagares, nas eiras, os ranchos, as matanças, festas como o Natal e até uma Páscoa no Douro, feiras, caçadas, toiradas, fadistices e outras tradições cuja descrição exaustiva eu faço, correndo o risco de ser maçudo mas pelo que optei conscientemente, pois o meu objectivo é o de recordar ou não as deixar esquecer.
Claro que não é um romance para prémio Leya , pois tem tudo o que este recusa e nada possui daquilo que devia ter para esse fim. Não o levo mal, e compreendo porque me julgo pessoa
esclarecida, razoável e consciente... tenho a perfeita noção de que escrevi aquilo que eu gostaria de ler, e pode não ser o que outros gostam!
Fiz a minha tentativa de reunir nesta parte, as tradições do Bairro Ribatejano.
Um grande abraço e bom feriado!
Ok, valente Pacheco.
EliminarEu, que também sou de riba do Tejo (como a esmagadora maioria dos portugueses), aplaudo o seu esforço porque acho bem que se fixem para a posteridade as tradições que tiveram o seu auge no século XIX.
Entretanto, na minha qualidade de riba-tejano que vai deitando o rabo-do-olho ao que se passa no Alentâmega, palpita-me que por aí – como por aqui – durante o final do século XIX, no conturbado séc. XX e nesta acelerada primeira década-e-tal do XXI, muita coisa terá mudado, tradições terão morrido, outras evoluído, novos valores terão aparecido, uns fugazes que logo terão desaparecido, ou sido forçados a isso, outros que deixaram semente e permanecem latentes…
É isso que devemos não perder de vista.
Melhor: é isso que devemos procurar que os ribatâmeganos e os alentâmeganos não percam de vista, neste tempo da velocidade, do individualismo, da urgência, do instantâneo, em que nós passamos em alta velocidade nos viadutos (reais e virtuais) que vos ensombram a lezíria e nem pensamos em vós – e vice-versa, que nós por cá também temos desses sombrios viadutos…
Pode ser que agora, com o encarecimento das portagens (no sentido o mais amplo possível…) voltemos a circular pelas velhas estradas que nos punham em contacto uns com os outros. Oxalá. É isso, o contacto directo, que fertiliza as tais sementes dos novos valores que permanecem latentes.
Faço-me entender? Ou você ainda encontra aqui resquícios da linguagem encriptada deste velho activista que conspirava contra o antigo regime? – e que continua a conspirar, ora essa!, porque este que agora temos, encriptou-nos a vida de tal maneira que… valha-nos santambrósio.
Desculpe alguma coisa, que isto foi escrito a atrasar-me a sesta.
Um abraço!
Joaquim Jordão
Encriptado?
EliminarDe forma alguma! Creio que no fundo pensamos mais ou menos o mesmo e até temos saudades das mesmas coisas...
Claro que temos de perceber os tempos e usar como vantagem o que eles trazem, mas sem perder de vista de onde viémos e o que fomos. Ou seremos párias!
Quanto a deixar-me de África e dessas coisas... olhe diga às andorinhas que deixem de ir e vir!
Sou como elas... aliás, somos nós portugueses como elas!
Um abraço!
Um extraordinário autor que descobri neste extraordinário blogue é, pelo que leio nas badanas dos seus livros, químico e psicólogo. Atrevo-me a dizer que imita Coleridge e que a química e a psicologia apenas lhe servem como fonte de metáforas para uma escrita inimitável. Refiro-me a Luís Caminha.
ResponderEliminarSegundo Coleridge - Não deixar abater-se por interpelações significa: um objetivo ou ter meta é ampliar em versadas metáforas a obra.
ResponderEliminar"A poesia é cúmplice ao poeta".
Este post lembrou-me uma saída de um conhecido matemático (não me lembro do nome), que quando lia um bom poema exclamava: "Belo! Maravilhoso! Até parece uma equação!"
ResponderEliminarO saber humano é isso mesmo: humano. Não compreendo as pessoas de letras que desprezam as ciências e as pessoas de ciências que desprezam as letras.
Olá Nuno Serrano, diz o post de MRP com relação a Samuel Taylor Coleridge "era bastante crítico das ciências, com as quais tinha uma relação tudo menos pacífica" e sendo justificaria qual entendimento?!
EliminarRazão e realidade
EliminarPosição de Ibn Sina sobre a natureza fundamental de conceitos e formas lógicas categóricas segue características centrais do pensamento de Aristóteles nos Analíticos (Ver Aristóteles § § 4-7). Contracção de Aristóteles, ele também destaca a capacidade de um ato mental em que o conhecedor espontaneamente bate sobre o termo médio de um silogismo. Desde argumentos racionais proceder silogisticamente, a capacidade de bater em cima o meio termo é a habilidade de mover um argumento para a frente, vendo como dado instalações produzir conclusões adequadas. Ele permite que a pessoa que possuir esta habilidade para desenvolver argumentos, a reconhecer as relações inferenciais entre silogismos. Além disso, uma vez que a realidade é estruturado silogisticamente, a capacidade de bater em cima o termo meio e para desenvolver argumentos é crucial para mover o conhecimento da realidade para a frente.
Identificar a linguagem poética tão imaginativo, Ibn Sina depende da capacidade da faculdade da imaginação para construir imagens para argumentar que a linguagem poética pode suportar uma distinção entre instalações argumento e conclusão, e permite uma concepção do silogismo poética. Definição de Aristóteles de um silogismo era que, se certas declarações são aceitos, em seguida, algumas outras declarações também deve necessariamente ser aceite (ver ARISTÓTELES § 5). Para explicar esta estrutura silogística da linguagem poética, Ibn Sina primeiro identifica instalações poéticas como semelhanças formados por poetas que produzem "um efeito surpreendente de angústia ou prazer" (ver a poesia).
Ibn Sina (980-1037) Sirat al-shaykh al-ra’is (The Life of Ibn Sina), ed. and trans. WE. Gohlman, Albany, NY: State University of New York Press, 1974. (The only critical edition of Ibn Sina’s autobiography, supplemented with material from a biography by his student Abu ‘Ubayd al-Juzjani. A more recent translation of the Autobiography appears in D. Gutas, Avicenna and the Aristotelian Tradition: Introduction to Reading Avicenna’s Philosophical Works, Leiden: Brill, 1988.)
Uma pérola o trecho que nos mostra! Quem me dera ter esse livro... Obrigado, Cláudia.
Eliminar"O futuro é composto apenas de imagens do passado, ligados em novos arranjos, por analogia, e modificado pelas circunstâncias e sentimentos do momento, as nossas esperanças são baseadas em nossa experiência e no raciocínio sobre o que pode ser feito, devemos não só considerar o imenso campo de pesquisa ainda pouco exploradas, mas também para examinar as últimas operações da mente humana, e para verificar o grau de sua força e atividade.
ResponderEliminarA ciência tem feito muito para o homem, mas é capaz de fazer ainda mais, suas fontes de melhoria ainda não estão esgotados, e os benefícios que ela conferiu deve excitar as nossas esperanças de sua capacidade de conferir novos benefícios, e ao considerar a progressividade dos nossa natureza, nós podemos razoavelmente esperar um estado de maior cultivo e felicidade do que nós no momento desfrutar.
A mente humana tem sido ultimamente ativo e poderoso, mas há uma razão muito pouco para acreditar que o período de sua maior força é passado, ou mesmo, que tenha atingido o seu estado adulto. Encontramos em todos os seus esforços não só a saúde e vigor, mas também o constrangimento da juventude. Ela ganhou novos poderes e faculdades, mas é ainda incapaz de usá-los com prontidão e eficácia. Seus desejos estão além de suas habilidades; suas diferentes partes e órgãos não estão firmemente unidos, e eles raramente agem em perfeita unidade".
Sir Humphry Davy - 26th April, 1802.
Um discurso introdutório para um Curso de Palestras de Química entregue no Teatro da Royal Institution.
"Química para poetas a arte da surpresa"
Eh, eh, eh!
ResponderEliminarOu: "risos"
(algo me diz que a MRP nao gosta muito dos "smilies" que se costumam usar na net)...
Mas este post fez-me sorrir, é um dos mais curtos, mas dos melhores. Na verdade, comungo dessa ideia de que um escritor (poeta, ou nao) deve andar atento a tudo, mesmo àquilo de que nao goste, ou despreze mesmo. Tudo se pode aproveitar para a literatura, quanto mais atento ao mundo, melhor - sempre de olhos abertos e sentidos afiados.
Então, gostaria a sabê-la Cristina Torrão?!
EliminarNao entendi bem. Gostaria de saber o quê?
EliminarPerfeitamente o que concluira!
EliminarOK, resta-me registar uma expressao muito interessante: "gostaria a sabê-la"!
EliminarNur noch ein Klugscheißer, finde ich...
Retribuo vossa saudação Cristina Torrão, a pacanin meuã.
EliminarAfinal, vai-se a ver, e nos comentários falámos apenas de poesia, literatura, Ribatejo…
ResponderEliminarMas então, e a Química?
Mea culpa, vá…
Para remediar, e se vou ainda a tempo, proponho uma referenciazinha à pobre esquecida. Que, aliás, vai envaidecida com a companhia da Física.
Anos 60, Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, um Prof. relatava do seguinte modo aos alunos a sua participação num encontro internacional de ilustres cientistas:
“ – Sábios eramos sete: três eminentes físicos; três eminentes químicos; e um – que a modéstia não me permite revelar quem é – um eminentemente físico-químico.”
Saudações académicas.
Joaquim Jordão